sábado, 5 de janeiro de 2013

MÁRIO FROTA VAI DOAR "PALETÓ"



“Esse é o meu propósito, ou seja, receber o tal de auxílio paletó e, na frente de testemunhas, repassar a entidades de caridade ligadas a crianças que tiveram o seu lar destruído”
Por: Roberto Pacheco (MTb 426)
O vereador Mário Frota (PSDB), autor do projeto de lei que extingue o 14º salário, que ficou mais conhecido como “auxílio paletó”, vai doar o dinheiro que receber da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para instituições filantrópicas, por entender que essa “ajuda de custo” vai de encontro com a remuneração paga a milhares de trabalhadores brasileiros, que não têm direito a esse tipo de privilégio.
De acordo com o parlamentar, quem não aceitar as mudanças que ocorrem hoje no país, na defesa de princípios éticos e morais, vai ficar para trás, fora de sintonia com o que pensa a sociedade em relação ao presente e ao futuro do Brasil. “Não vou recuar deste projeto simbolicamente de grande importância para a história do parlamento que ora faço parte. Esse negócio de que sou oportunista é pura palhaçada dos incomodados com a minha atitude de acabar com o auxílio paletó. A minha história política está aí para me defender. O resto é papo furado.”
O projeto de lei que extingue o “auxílio paletó” não foi aprovado no final do ano passado porque o vereador, Dr. Gomes, pediu vistas do processo, justificando que iria consultar a legislação e comprovar a constitucionalidade para os vereadores devolverem todo o dinheiro que receberam no passado, a título de décimo quarto salário. Mário Frota afirmou que a Lei não retroage para prejudicar e que vai reapresentar o projeto de extinção do “auxílio paletó”, no próximo dia 6 de fevereiro, quando a CMM voltar do recesso parlamentar.
       Depois de ver seu projeto ser adiado, Mário Frota vai doar o seu 14° salário para três instituições de caridade que trabalham com menores abandonados. Dentre essas instituições está a Casa Mamãe Margarida, que já foi contemplada, com projeto aprovado pelo vereador, que destina R$ 50 mil, do orçamento da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). “Esse é o meu propósito, ou seja, receber o tal de auxílio paletó e, na frente de testemunhas, repassar a entidades de caridade ligadas a crianças que tiveram o seu lar destruído, a exemplo da casa Mamãe Margarida e a instituições que cuidam de adolescentes atingidos pelo cancro das drogas, área absolutamente desprezada pelo Estado Brasileiro, na base do faz de conta que não existe. Uma vergonha!”

Gabinete do vereador Mário Frota
Assessoria de Comunicação
Por: Roberto Pacheco (MTb 426)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

“NÃO ME PROVOQUEM!”



Texto: Vereador Mário Frota                               
Vai fundo Artur! Não permita que essas sanguessugas - donos das empresas de ônibus de Manaus - continuem se nutrido do sangue do nosso povo pobre.
Sobre a ameaça feita pelos poderosos proprietários das empresas de ônibus de Manaus, de ir à Justiça com propósito de conseguir aumento de passagem, o prefeito Arthur Neto, sem meias palavras, foi logo dizendo a que veio: “não me provoquem!”
É isso aí Artur! Chegou a hora desse pessoal entender que esta terra tem dono, não é quintal de ninguém, não é casa da mãe Joana, onde, até hoje, essa turma  de fora mandou e desmandou, impondo tarifas absurdas que os últimos ex-prefeitos, de forma subserviente e covarde, aceitavam sem  qualquer reação.
Foi exatamente por culpa dessa imoral omissão que esses tubarões, que exploram e espoliam o nosso povo impuseram, em termos proporcionais, a tarifa mais alta do País, a mais cara do Norte e Nordeste, empatada com a do Rio de Janeiro, uma cidade com quase 10 milhões de habitantes, com linhas três vezes maior do que a mais longa que  temos aqui,  em  Manaus, que é a centro - Santa Etelvina.
Passagens em cidades igualmente populosas como Recife, Fortaleza, São Luiz e Belém, o preço não ultrapassa R$ 2,20. Por que então aqui o nosso povo é obrigado a pagar R$ 2,75? A culpa disso é do povo? Coisa nenhuma! É dos prefeitos que na hora de decidir ficaram do lado dos donos de ônibus, deixando o povo no maior abandono, entregue à própria sorte.
Agora, finalmente, aparece um prefeito disposto a ficar do lado do povo, a vítima desses estrangeiros, que ganham rios de dinheiro aqui e levam cada centavo auferido para os seus Estados de origem. Demorou, mais chegou. Vai fundo Artur! Não permita que essas sanguessugas continuem se nutrido do sangue do nosso povo pobre. Chegou a hora dessa  raça ruim entender que, agora, o povo de Manaus tem prefeito, um prefeito disposto a defendê-lo a qualquer preço, custe o que custar, doa a quem doer.
Arthur vai passar para a história como o anjo vingador do nosso povo humilde, miseravelmente explorado por esses espertalhões de fora. Quanto a isso não tenho nenhuma dúvida. Quem viver verá.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

NOVO DESAFIO PARA A MINHA VIDA POLÍTICA



Texto: Vereador Mário Frota      
Que Deus me dê forças para continuar a boa luta e o bom combate para batalhar pelo honrado e bravo povo de Manaus. Ao meu Deus, e aos meus amigos do coração, devo esses mandatos.
Novo mandato. Novo desafio para a minha vida política. Devo ter algum merecimento para que Deus tenha me confiado tantos mandatos. A título de reflexão, costumo dizer aos meus amigos que o pessoal lá de cima gosta muito de mim, ao ponto de me fazer campeão, no Amazonas, com 10 mandatos eletivos. Em mais de três décadas disputando cargos políticos, consegui ser deputado federal por três vezes, duas como deputado estadual, três mandatos de vereador, vice-prefeito de Manaus, e ainda um mandato de senador da República (1986), que miseravelmente me foi roubada à luz do dia.
Na maior parte das vezes na oposição, o que equivale dizer que nunca tive recursos para fazer campanha. As minhas campanhas, por isso mesmo, sempre foram modestas, de pobreza franciscana. Ao longo do tempo sempre fui socorrido por amigos que, conhecendo a minha luta e o meu trabalho, em prol de um Amazonas e de um Brasil melhor, sempre me socorreram, com pouco, é claro, mas nunca deixaram de me ajudar.  Ao meu Deus, e aos meus amigos do coração, devo esses mandatos que recebi até hoje. Com certeza!
Ontem, quando mais uma vez fui empossado num mandato político, agora, no 10º, refleti sobre o longo e espinhoso caminho que percorri até o presente momento. Tive altos e baixos, rios e montanhas por ultrapassar, mas nunca desisti da caminhada árdua. Olho agora o passado e, ao longe, vislumbro a figura de um garoto que saiu da Faculdade de Direito em 1973 e, no ano seguinte, pelo partido de oposição à ditadura militar, era eleito deputado federal pelo povo do Amazonas. 38 anos se passaram, mas continuo sonhando..., sonhando que é possível mudar este País para melhor: um Brasil sem corrupção, sem violência, com mais justiça social e oportunidade igual para os nossos filhos e netos.
Com independência e altivez vou enfrentar esse novo mandato. Agora não mais na oposição, mas nas fileiras da situação, apoiando o governo do meu companheiro de partido, o prefeito Arthur Virgílio Neto. Que Deus me dê forças para continuar a boa luta e o bom combate. Mais uma vez vou batalhar pelo honrado e bravo povo de Manaus, na forte esperança de que, agora, vamos ter um prefeito que vai administrar Manaus com a razão e o coração.  Arthur representa esse novo momento. Sei que Deus vai iluminá-lo nessa difícil caminhada. Tenho fé. Valeu!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

SENADO DEVOLVE MANDATO AO DR. ARTHUR VIRGÍLIO FILHO



O presidente do Senado, José Sarney, entrega a Arthur Virgílio Neto o diploma e o broche de identificação em nome de seu pai, Arthur Virgílio Filho, senador cassado pela ditadura militar
Texto: Vereador Mário Frota*
Culto, orador destemido, espírito brilhante, não recuava um centímetro dos seus princípios. Impedido de sair candidato pela ditadura estimulou o filho, Arthur Virgílio Neto, a continuar na defesa dos ideais que pregou ao longo da sua vida política. Tal pai, tal filho. O filho honrou o legado deixado pelo pai.

Há coisas que não consigo entender neste país. Por exemplo, por que somente agora, depois de 29 anos da queda do regime político autoritário, é que o Congresso Nacional resolveu devolver os mandatos dos políticos cassados pela Ditadura Militar?
Por que os deputados e senadores constituintes não resolveram essa questão quando votaram a Constituição em 1988? Por que demorou tanto e, só agora, quando muitos dos injustiçados já morreram é que lembraram em homenagear as vítimas de um regime de força, de extrema brutalidade, que oprimiu o País por duas décadas?
Por que o Brasil sempre esteve na rabada dos países da América do Sul no que diz respeito aos movimentos sócio-políticos que, nesses últimos 200 anos, sacudiram esta parte do mundo? O Brasil foi o último país a tornar-se independe e a libertar os seus escravos. Agora, para não fugir à regra, ainda de forma tímida, inicia investigações para apurar torturas e assassinatos cometidos por militares da ditadura contra civis.  
Nessa última quinta-feira, depois de um longo inverno, finalmente o Senado da República decidiu devolver o mandato de senador da República ao Dr. Arthur Virgílio Filho, eleito Senador pelo Amazonas em 1963 e covardemente cassado em 1969. Vai aqui uma pergunta que não quer calar: Tiveram os constituintes, que elaboraram a Constituição promulgada em 1988, medo de melindrar os generais recém apeados do Poder? Daí o porquê de tantos brasileiros ilustres não mereceram o devido  reparo que ora o Congresso Nacional faz.
O certo é que os filhos e netos do meu saudoso mestre Arthur Virgílio Filho tiveram que esperar quase três décadas para que o Senado da República fizesse justiça a um homem merecedor do respeito de todos que o conheceram em vida. Culto, orador destemido, espírito brilhante, não recuava um centímetro dos seus princípios. A exemplo da sumaumeira, uma gigante das nossas florestas, que resiste as mais violentas tempestades, e continua de pé,  o guerreiro, Arthur Virgílio Filho, também  não se vergou aos poderosos, continuou resistindo até o fim e em tempo algum demonstrou  qualquer reação de desânimo.
Impedido de sair candidato pela ditadura, estimulou o filho, Arthur Virgílio Neto, a continuar o bom combate na defesa dos ideais que pregou ao longo da sua vida política. Tal pai, tal filho. O filho honrou o legado deixado pelo pai. Eu não estava presente ao ato em que o Senado da República tardiamente devolveu o mandato de senador ao grande amazonense Arthur Virgílio Filho. Infelizmente não pude lá estar por duas razões: primeiro porque a Câmara Municipal de Manaus (CMM), só encerrou os seus trabalhos do ano legislativo às 18:00h da última quarta; segundo, porque exatamente, nesse dia, por duas vezes, fui socorrido pelo departamento médico da Câmara. Pelas 16:00h,  a minha pressão estava em 16 x 9,5, ou seja, no meu limite.
Senti não estar presente fisicamente a ato tão significativo e importante com o elevado propósito de homenagear um ilustre amazonense que honrou o Senado da República, numa época terrivelmente difícil da vida nacional. Não estava presente fisicamente, é certo, mas em espírito sim, o que não poderia ser diferente. 


*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.