segunda-feira, 23 de maio de 2016

CRISE NA SAÚDE: MÁRIO FROTA PEDE QUE DEPUTADOS ESTADUAIS ABRAM MÃOS DAS MORDOMIAS



Vereador Mário Frota quer corte nas despesas extras dos 
deputados estaduais e das secretarias municipais e estaduais
Mário Frota: Estamos descendo as escadarias do inferno. Essa decisão do Poder Executivo Estadual de cortar gastos com a saúde é uma tragédia e vai sufocar as atividades do setor, sob a responsabilidade do município. O governador precisa repensar essa decisão e redirecionar o orçamento. Saúde e Educação é prioridade para o cidadão. Nós, da Câmara Municipal, já enxugamos as nossas despesas com diárias, viagens, horas extras, dentre outras. As secretarias estaduais e municipais deveriam seguir o exemplo. Daqui, faço um apelo aos nossos colegas deputados estaduais: que abram mãos das mordomias e outras despesas não emergenciais em tempos de crise para ajudar a soerguer a economia do nosso Estado.
O vereador Mário Frota (PHS) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante o Pequeno Expediente de hoje (23/5) e fez um apelo ao governador José Melo (Pros), para não cortar os gastos com a saúde “que já se encontra numa situação bastante precária”.
Os cortes, anunciado pelo governador com a finalidade de economizar R$ 316 milhões por ano, vai atingir os Centros de Atenção à Melhor Idade (Caimis), Centros de Atenção Integral à Criança (Caics) e Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) e cinco dos 10 SPAs vão se tornar Unidades Básicas de Saúde (UBS) com horário de atendimento ampliado. Essas mudanças, segundo José Melo, “devem dar mais agilidade aos profissionais do setor porque vai reforçar o abastecimento de medicamentos e insumos para melhorar os atendimentos nas áreas mais importantes”.
Para Mário Frota, essa decisão do governo de José Melo vai prejudicar cerca de 50 mil trabalhadores que estão fora do mercado de trabalho, portanto, sem planos de saúde, e a tendência dessas pessoas, caso venham a precisar de médicos, é apelar para a rede pública em busca de tratamento.
De acordo com o parlamentar, a herança da má administração da economia, deixada pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT), está atingindo toda população. A classe média tem dificuldades até para pagar a taxa de condomínio e se essa crise continuar, a Zona Franca de Manaus (ZFM) pode arcar com as consequências negativas porque hoje é o principal empregador do estado.
Antes da implantação dos incentivos fiscais o interior do Amazonas vivia economicamente equilibrado com a capital, lembra Mário. O ribeirinho podia completar seu orçamento vivendo da caça e pesca. Ele podia pescar pirarucu, peixe-boi, dentre outros, para sua subsistência, além de poder vender o couro da onça, da lontra, do gato maracajá, do jacaré, mas agora essas atividades estão proibidas por Lei. Tudo bem que isso aconteça, mas o estado tem que dar a contrapartida. “Geralmente essas leis são elaboradas entre quatro paredes em um gabinete com ar condicionado, em Brasília, onde essas pessoas desconhecem a realidade da nossa Região”, lamenta Mário.
Dentro das propostas de mudanças na área de saúde anunciada pelo governador José Melo, o Serviço de Pronto Atendimento (SPA), do bairro de São Raimundo vai mudar para Unidade Básica de Saúde (UBS), deixando de funcionar 24 horas e de atender casos que requer emergência. Mário lembrou que essa unidade de saúde atende aos moradores de São Raimundo, Glória, parte do Santo Antonio, Aparecida e os casos de urgência médica dos ribeirinhos que desembarcam no Porto da Manaus Moderna. Mário destacou ainda que a Policlínica Cardoso Fontes, localizada no Centro, é uma clínica de referência no tratamento da tuberculose e não deveria sofrer mudanças.
“Estamos descendo as escadarias do inferno. Essa decisão do Poder Executivo Estadual de cortar gastos com a saúde é uma tragédia e vai sufocar as atividades do setor, sob a responsabilidade do município. O governador precisa repensar essa decisão e redirecionar o orçamento. Saúde e Educação é prioridade para o cidadão. Nós, da Câmara Municipal, já enxugamos as nossas despesas com diárias, viagens, horas extras, dentre outras. As secretarias estaduais e municipais deveriam seguir o exemplo. Daqui, faço um apelo aos nossos colegas deputados estaduais: que abram mãos das mordomias e outras despesas não emergenciais em tempos de crise para ajudar a soerguer a economia do nosso Estado”, apela o vereador. (Por: Roberto Pacheco – MTb 426).