segunda-feira, 2 de abril de 2012

ARTHUR VIRGÍLIO FILHO: UM MÁRTIR NA LUTA PELA LIBERDADE


Que os nossos filhos e netos sigam exemplo tão honroso. A ausência do ex-senador Arthur Virgílio Filho faz-nos muita falta.

Nestes tempos prenhes de denúncias envolvendo figuras públicos, sejam elas nomeadas, a exemplo de vários ministros ultimamente afastados dos seus cargos, ou de políticos eleitos, como os bandidos que faziam parte do mensalão, lembrar a figura do ex-senador Arthur Virgílio Filho, cidadão íntegro e destemido guerreiro na defesa da coisa pública e das liberdades civis, é mais do que obrigação, é dever de todos os brasileiros que desejam passar este País a limpo e livrá-lo da sujeira com que o partido de Lula, o PT, o contaminou.

Enquanto, ao lado da minha família, participava da missa dos 25 anos do falecimento do ex-senador, que teve como celebrante D. Luís Soares Vieira, à minha cabeça muitas recordações foram chegando, entre elas uma ocorrida na Igreja de São Sebastião, por ocasião da missa em memória de Tancredo Neves. Na saída, o ex-senador Arthur Virgílio Filho pegou-me pelo braço e, num tom de apelo, me falou com voz firme: “você e o Arthur têm que se unir; não briguem nunca. A missão de vocês é livrar o Estado dessa oligarquia fundada pelo Mestrinho”.

Depois de ouvir o conselho, falei-lhe: ‘não se preocupe, Dr. Arthur, se depender de mim, nós iremos até o fim nessa luta na defesa do Amazonas’. Ora, quando se aproximou a eleição de 1986, eu e o Arthur deixamos o PMDB, então dominado por Gilberto Mestrinho e o seu grupo, e ingressamos no PSB, de onde nos lançamos candidatos, o Arthur para o Governo e eu para o Senado. Como nos surrupiaram a eleição, dois anos depois o Muda Amazonas, o grupo por nós liderado, elegeu o Arthur Virgílio para Prefeito e eu tive a honra ser o vereador mais votado do pleito.

Pena que o senador Arthur Virgílio Filho não mais estava vivo para festejar àquela retumbante vitória. No entanto, de onde ele se encontrava, com certeza que vibrou não só pela vitória do filho, mas, principalmente, porque o surrado não era outro senão o próprio chefão da oligarquia que ele queria que nós a derrotássemos.

A história deste grande brasileiro, repleta de exemplos edificantes, não pode cair no esquecimento. Os jovens, que um dia haverão de assumir o comando deste País, precisam conhecê-la, para lhes servir de bússola e parâmetro, quando um dia efetivamente chegarem ao poder.

O céu está repleto de estrelas simbolizando brasileiros ilustres, mas, entre as mais brilhantes, está a que Deus reservou para o ex-senador Arthur Virgílio Filho, um mártir na luta pela liberdade que, numa época das mais tormentosas da vida nacional, por não se vergar à prepotência das baionetas, teve o seu mandato cassado.

Que os nossos filhos e netos sigam exemplo tão honroso. Nesse deserto de homens públicos, em que se transformou o Brasil, a ausência do ex-senador Arthur Virgílio Filho faz-nos muita falta. E como.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Foto: senado.gov.br

Tayah e Frota vão ao MPE por conta do entulho na cidade


Os vereadores Isaac Tayah (PSD) e Mário Frota (PSDB) estiveram na manhã desta quinta-feira (29) no Ministério Público Estadual (MPE), onde foram em busca de apoio jurídico para solucionar o problema da falta de lugar apropriado para o despejo de entulhos e resíduos sólidos, depois que a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semusp) proibiu o descarte desses materiais no aterro sanitário da cidade.

Tayah e Frota foram procurados pela diretoria do Sindicato das Empresas Coletoras e Transporte de Resíduo do Amazonas que não sabe o que fazer ante essa medida da Semusp. Após a conversa com os procuradores da Vara do Meio Ambiente do PME, chegou-se a conclusão que se faça um ofício à Semusp solicitando a prorrogação do prazo enquanto se encontra uma solução para o problema.

Para Tayah, que é presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), a medida é inviável e causará a paralisação do serviço de retirada de entulhos e, consequentemente, causando um grande caos na cidade. “Nós temos que encontrar uma solução urgente para esse problema e o primeiro passo é pedir a prorrogação do prazo para atender a determinação da Semusp que, por sua vez, está atendendo determinação de Lei Federal”, explicou.

Os representes dos empresários informaram que a Semusp indicou a empresa Cetam como licenciada para receber os resíduos. Ocorre que essa empresa cobraria R$ 400,00, por tonelada, o que inviabiliza o serviço. Atualmente, as empresas coletoras cobram R$ 120,00 por container recolhido.

Pelo novo sistema, teriam de cobrar em torno de R$ 600,00 por container. Diante da situação, o vereador Mário Frota anunciou que vai requerer a realização de uma audiência pública na próxima semana no plenário da CMM, reunindo todos os atores envolvidos nessa questão, para debater esse problema e buscar uma solução definitiva para o caso.

Fonte: Manoel Marques

Fotografia: Plutarco Botelho

sexta-feira, 30 de março de 2012

PREFEITURA PROÍBE EMPRESAS DE JOGAR ENTULHO NA LIXEIRA PÚBLICA


Ora, caso a lixeira seja fechada para essas empresas, onde é mesmo que elas vão poder depositar o lixo? No Igarapé mais próximo, ou se unem e jogam tudo na frente da casa do Prefeito?

A confusão está feia. Prefeitura, Ministério Público e a Vara do Meio Ambiente, unidos, resolveram impedir que as 118 empresas, que retiram o chamado lixo sólido da cidade, utilizem a lixeira pública, a única de Manaus, situada na AM/10. O prazo dado pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), às empresas do setor, expira amanhã.

Os proprietários dessas empresas estão preocupados, mais do que isso, desesperados, sem saber o que fazer, e todos torcem no sentido de que os atores acima citados decidam pelo adiamento de tal decisão, o que só é possível se houver bom senso e vontade de resolver um problema que pode causar enormes danos à população de Manaus.

As empresas que trabalham com o disk-entulho recolhem hoje o equivalente a 60 por cento do lixo produzido na cidade. Ora, caso a lixeira seja fechada para essas empresas, onde é mesmo que elas vão poder depositar o lixo retirado diariamente? Jogar no Igarapé mais próximo? Nas margens de alguma rua? Ou se unem e jogam tudo na frente da casa do Prefeito, o principal responsável pela atual situação, que, embora sabendo que a lixeira pública está no seu limite, ou seja, com prazo vencido, nada fez para solucionar o grave problema.

Por tudo isso, ou melhor, no propósito de que nada disso aconteça, é que procurei o Presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah, relatei-lhe o fato e, em companhia de vários empresários do setor, estivemos ontem no Ministério Público para tratar do assunto. Foi, pelos menos, dado o pontapé inicial no rumo de uma negociação para salvar Manaus do caos, caso o problema não seja resolvido nos próximos dias.

Outra iniciativa nossa foi a decisão de fazer uma Audiência Pública na Câmara, o que deverá acontecer no início da semana que vem, com a presença de todas as autoridades envolvidas no processo, a exemplo do Ministério Público, da Vara do Meio Ambiente, da Secretaria da Limpeza Pública, do Ipaam, da Semma, entre outros. Nós vereadores, presentes à reunião, podemos funcionar como mediadores, chamando à razão os que apostam no caos, ou seja, no pior para a cidade.

Dessa reunião sairá uma decisão, com certeza positiva, tirada do bom senso de todos aqueles que lutam para que Manaus não mergulhe em toneladas de lixo. O amor por Manaus, ao final, vai falar mais alto. Garanto.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Foto: veja.abril.com.br

quinta-feira, 29 de março de 2012

PAPA DEFENDE DIREITOS HUMANOS EM CUBA


O Papa Bento XVI teve a coragem de pregar, nas barbas de Fidel, que Cuba precisa conhecer a palavra liberdade

Que diferença pessoal! Enquanto Lula e Dilma, ambos na condição de presidentes da República, estiveram em Cuba, mas não abriram a boca na defesa dos direitos humanos de milhares de presos que apodrecem nas prisões da Ilha, o Papa Bento XVI, um homem franzino e sem exércitos à sua disposição, falou o que tinha de falar. Agiu com diplomacia, sem provocações desnecessárias aos anfitriões, mas não deixou de abordar a questão dos direitos humanos, a pedra no sapato de Fidel.

Para atenuar as críticas, diplomaticamente condenou o embargo econômico dos EUA a Cuba. Mero jogo de palavras. No fundo, o que ele queria mesmo dizer, disse. E dane-se Fidel. Bem, enquanto Lula e Dilma meteram a viola no saco, preferindo se acovardar perante o sapo barbudo, Bento XVI, em nome dos ensinamentos do fundador da religião, que ele é um dos seus líderes na terra, deixou bem claro que “só a verdade liberta”.

Lula chegou ao desplante e cinismo de afirmar, quando da sua visita a Cuba, na condição de Presidente do Brasil, que não havia diferença entre os presos políticos mantidos pela ditadura cubana, dos que lotavam as cadeias no Brasil.

O problema é que ele e a presidenta Dilma acreditam que há ditaduras boas e ruins. Para os dois, ditadura de direita não presta, mas as de esquerda são ótimas, a exemplo da cubana. Nem um deles, com certeza, leu Rui Barbosa, que ensinava que todas, inexoravelmente, deságuam em tiranias, sejam elas fardadas, civis, eclesiásticas ou togadas.

Dizem que Stalin, irritado com alguns pronunciamentos de Pio XII, teria questionado: “afinal, quantos tanques têm esse senhor?” A igreja católica não tem soldados, tanques ou aviões bombardeios, mas carrega uma história de 2 mil anos, repleta de fatos extraordinários, inclusive o de que foi um deles, o Papa João Paulo II, que começou, pela Polônia, o processo de desmonte do regime que teve em Stalin o seu mais cruel governante, não muito diferente do fundado na Alemanha, por Hitler.

Portanto, aplausos para o Papa Bento XVI, que teve a coragem de pregar, nas barbas de Fidel, que Cuba precisa conhecer a palavra liberdade, e vaias para os dois, Lula e Dilma que, embora conhecedores das atrocidades cometidas contra os direitos humanos naquele País, contra os críticos da ditadura, preferiram calar, sob os argumentos mais absurdos, a exemplo de que em respeito aos princípios da soberania, um país não deve interferir nas questões de outro.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Foto: agenteeteen.com

terça-feira, 27 de março de 2012

CPI DA ÁGUA VIROU CONVERSA FIADA, PAPO PARA BOI DORMIR


E agora José? Não me refiro ao poema de Carlos Drumond de Andrade, mas ao Waldemir José que também fez coro de que a CPI era a solução para fazer jorrar água nas zonas Leste e Norte da cidade

Em véspera de eleição, setores da imprensa local passaram à sociedade a idéia de que a CPI da água tinha poderes para fazer chegar o precioso líquido às casas das 500 mil pessoas dos bairros situados nas zonas Leste e Norte.

Agora, aprovada e instalada a CPI, esses mesmos seguimentos da imprensa mudam a linguagem e começam a falar tão somente em investigação. Não mais que de repente a conversa mudou.

Ora, se o problema é só investigação, então basta que os vereadores que vão compor a tal CPI leiam o relatório da que foi instalada em 2.005 e copiar tudo o que lá está. Entre as principais sugestões pode-se ler a que aconselha o Poder Executivo a anular o contrato com a concessionária Águas do Amazonas.

O resto todo mundo sabe o que aconteceu, a exemplo da repactuação do contrato feito a “posteriori” pelo Serafim Correia, que permitiu que a Águas do Amazonas continuasse dona da concessão, embora a CPI tivesse apontado outro caminho.

Por fim, investigar também o Proama, o projeto tocado na Ponta das Lages pelo Eduardo Braga, que agora arde como brasa nas mãos do Omar Aziz, pela falta da rede de distribuição da água que esqueceram de inserir no tal projeto, a exemplo da iluminação da Ponte Rio Negro, que só lembraram depois da obra concluída.

É o teatro do absurdo, a começar pelos artistas que vão integrar a CPI, todos eles liderados dos principais agentes a serem investigados. E agora José? Não me refiro ao poema de Carlos Drumond de Andrade, mas ao Waldemir José que também fez coro de que a CPI era a solução para fazer jorrar água nas zonas Leste e Norte da cidade.

Ora, depois que o Omar declarou publicamente que o Estado precisava investir R$ 1 bilhão para a construção da rede necessária para levar a água do Proama para as zonas Leste e Norte, toda essa história de CPI virou conversa fiada, papo para boi dormir. Ou seja, ou o Estado investe essa grana na tal rede, ou babaus. E tem mais: mesmo que o Estado consiga essa grana para tocar o projeto, as obras não ficarão prontas em menos de dois anos, pois, além do trabalho de aterramento das adutoras e das tubulações para as residências, também serão necessários reservatórios.

A realidade é essa. Não é preciso ser profeta para saber que essa CPI, movida pela demagogia, com fins eleitoreiros, está inexoravelmente fadada a virar pizza, melhor, uma macarronada tamanho família. Quem viver até lá, verá.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM