segunda-feira, 4 de março de 2013

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS FEZ HISTÓRIA AO EXTINGUIR O AUXÍLIO PALETÓ




Mário Frota: “Esse papo agora de o Marcelo Ramos (foto) dizer que a Assembleia fez história é piada, aliás, de péssimo gosto.”
  Texto: Vereador Mário Frota*      

Não entendi por que o deputado Marcelo Ramos afirmou que a Assembleia havia feito história. Mas, que história? História de esperar que, primeiro o Congresso Nacional acabasse com esse privilégio imoral, que ficou conhecido por ‘Auxílio Paletó’? Que papelão, convenhamos!
O meu projeto extinguindo o ‘Auxílio Paletó’ chegou no momento certo, ou seja, antecipando-se ao ora aprovado pelo Congresso Nacional e aos demais parlamentos (Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais) de todo o país.
No discurso que fiz agradecendo aos colegas que votaram no meu projeto, afirmei que, naquele momento, a nossa Câmara estava fazendo história, assim como fez ao aprovar outro projeto, de minha autoria, a Lei da ‘Ficha Limpa’, para a área administrativa dos dois poderes do município: o Legislativo e o Executivo.
Agora todos os parlamentos do Brasil, gostando ou não, vão ter que aprovar as suas respectivas leis colocando um fim ao tal ‘Auxílio Paletó’. E por quê? Porque, a partir da aprovação pelo Congresso Nacional, da Lei que extingue o ‘Auxílio Paletó’, nenhum parlamento deste país terá sustentação moral e legal para continuar pagando aos seus integrantes o 14º e o 15º salários.
Nem a propósito, somente ontem, a Assembléia Legislativa do Estado (ALE-Am), extinguiu o ‘Auxílio Paletó’, equivalente a R$ 40 mil, pagos em duas parcelas de R$ 20 mil, sendo a primeira no início e a segunda no final do mandato.
O que não entendi – e acredito que ninguém entendeu – é por que o deputado Marcelo Ramos (PSB), em discurso, afirmou que a Assembleia, no dia de ontem, havia feito história. Mas, que história? História de esperar que, primeiro o Congresso Nacional acabasse com esse privilégio imoral, que ficou conhecido por ‘Auxílio Paletó’?
Agora é tarde, Inês está morta! Em outras palavras: ‘acabou-se o que era doce’.  A Assembléia do Estado, sem saída, agiu agora tão somente no intuito de sair do vexame de não ter aprovado antes do Congresso Nacional o seu projeto extinguindo o ‘Auxílio Paletó’. Que papelão, convenhamos!
Em todo o Brasil apenas a Câmara Municipal de Manaus (CMM), fez história, porque teve a coragem de se antecipar ao Congresso Nacional. Esse papo agora, de que a Assembléia fez história é piada, aliás, de péssimo gosto. Quem fez história, com ‘H’ maiúsculo, foi a nossa Câmara que teve a decência e a dignidade de não esperar por ninguém e, num gesto altaneiro e desprendido, acabou com o tal ‘Auxílio Paletó’.
Finalmente esse tipo de orgia com os recursos públicos, acabou. O dinheiro oriundo dos impostos pagos pelo povo deve a ele retornar em forma de benefícios como escolas, hospitais e segurança pública. É tempo de mudar. É tempo de passar o país a limpo. 

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PROJETO DE LEI PROÍBE ONGS DE CELEBRAR CONVÊNIOS COM O MUNICÍPIO



Texto: Vereador Mário Frota*
Apresentei projeto de lei que proíbe Fundações, ONGs e OSCIPs - que tenham dirigentes condenados - de receber, mediante convênios, recursos dos cofres do Município de Manaus.
Orgulho-me em dizer que a primeira Lei da ‘Ficha Limpa’, aprovada neste país, para área da administração pública, foi proposta por mim no plenário da nossa Câmara Municipal. Manaus foi, portanto, o primeiro município do Brasil a ter uma legislação que proíbe pessoas sentenciadas em segunda instância, ou por decisão colegiada, a ocupar cargos na administração direta e indireta dos poderes Legislativo e Executivo do município, a exemplo de secretários, diretores, gerentes, enfim, os ordenadores de despesas de forma geral.
Num segundo momento consegui aprovar a Lei que extinguiu o 14º salário, mais conhecido por ‘Auxílio Paletó’. Durante um ano lutei pela extinção desse privilégio imoral. Inicialmente foi grande a resistência, mas venceu a minha persistência no sentido de convencer os meus colegas vereadores a abrir mão de um dinheiro que não é nosso, mas do contribuinte que paga impostos com o suor do rosto. Finalmente prevaleceu o bom senso e, como num passe de mágica, muitos dos vereadores que antes reagiam, mudaram de posição e, no dia da votação, de forma espontânea, todos subscreveram e votaram no meu projeto.
Agora, para fechar outra parte do círculo da moralização, apresentei hoje, projeto de lei que tem por objetivo proibir que Fundações, Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações das Sociedades Civis de Interesses Públicos (OSCIPs), que tenham dirigentes condenados em sentença de segundo grau ou por colegiado, possam receber, mediante convênios, recursos dos cofres do Município de Manaus. E por que, apresentei tal projeto? Porque a imprensa nacional diariamente notícia escândalos, dos mais cabeludos, envolvendo essas entidades, muitas delas controladas por parentes de políticos ou laranjas. Em outras palavras: a grande maioria mama nas tetas da viúva, em nível federal, estadual ou municipal. É verdade que muitas dessas entidades são sérias, prestam relevantes serviços à sociedade, mas, existem as bandidas, as sanguessugas de dinheiro público, controladas por políticos inescrupulosos para comprar votos em troca de dinheiro ou favores.
O meu projeto, que tecnicamente é uma Emenda à Lei Orgânica do Município, foi apresentado à Mesa da Casa contendo 26 assinaturas, ou seja, com 12 assinaturas acima das 14 exigidas pelo Regimento da Casa. Sei que vou aprovar mais esse projeto de cunho moralizador. Acredito que em pouco mais de um mês já estará sendo aprovado em plenário. Pela terceira vez, em pouco mais de dois anos, a Câmara Municipal de Manaus vai fazer história.   

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MÁRIO FROTA VAI ENCAMINHAR PROJETO DE LEI, PARA PMM HOMENAGEAR ORLANDO FARIAS



Mário Frota vai encaminhar Projeto de Lei, defendendo a mudança do nome da Rotatória da Bola do Conjunto Habitacional “Eldorado”, para Jornalista Orlando Farias, Editor do BlogdaFloresta
MANAUS, AM – Após consultar sua Assessoria Jurídica, o líder da bancada do PSDB na Câmara Municipal de Manaus, vereador Mário Frota vai encaminhar na próxima semana, um Projeto de Lei, autorizando o Prefeito Municipal de Manaus, o tucano Arthur Neto, a denominar o nome da Rotatória da Bola do Conjunto Habitacional “Eldorado”, Zona Centro Sul, a ser denominada Jornalista Orlando Farias, Editor do BlogdaFloresta que, morreu, recentemente em Manaus.
 Mário Frota afirmou que no decorrer dos próximos dias vai apresentar este Projeto de Lei, concedendo esta homenagem digna ao amigo Orlando Farias que, partiu para outro mundo externo. O líder da bancada tucano na CMM acredita piamente que todos os Vereadores da Câmara Municipal de Manaus irão assinar esta proposta dando parecer favorável para esta propositura em dar o nome como espécie de homenagem, a um profissional digno e muito reconhecido nacionalmente pela sua bravura.
Explicou ainda o vereador Mário Frota que, a Bola do Eldorado ao receber o nome do jornalista Orlando Farias vai ser uma grande homenagem ao saudoso profissional da imprensa local. Disse ainda o parlamentar tucano que, o jornalista morava com a sua família em um dos Blocos de apartamentos que, fica em frente da Bola do Eldorado. Outra questão é que a Redação do BlogdaFloresta, está instalada nas dependências do Shopping Center Eldorado, bem frente àquela rotatória. Ao concluir seu pensamento, Mário Frota, acha que todos os seus colegas de Parlamento Municipal deverão assinar esta sugestão. O mesmo fará o Prefeito de Manaus, Arthur Neto, que era muito amigo do jornalista amazonense.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

ORLANDO BLOGDAFLORESTA FARIAS


Mário Frota e Orlando Farias

Texto: vereador Mário Frota*
Morre o homem, não a sua obra. O teu trabalho como bom profissional jamais desaparecerá. Descansa em paz, amigo. Que o nosso Deus te recolha a uma das suas moradas.
O telefone tocou e alguém, do outro lado da linha, foi logo me dizendo: “o Orlando faleceu.” Meio tonto, em razão de uma forte gripe, perguntei: ‘mas qual Orlando?’ E a voz do outro lado: “o Orlando Farias!”
Fiquei sem saber o que falar, pois que não podia ser verdadeiro o que estava ouvindo. Lembro-me de ter perguntado: ‘mas o que houve mesmo, amigo. Que tipo de doença o levou a morte?’ E a voz me respondeu: “estão falando em infecção generalizada."
Perguntei-lhe onde estava o corpo e em que funerária seria velado. A pessoa respondeu-me que se encontrava no IML e que em seguida deveria ser levado para uma funerária, possivelmente para a Almir Neves.
Desliguei o telefone e veio-me à mente uma forte sensação de perda, não uma perda qualquer, mas a de um amigo, mais do que isso, de um irmão.
Perdermos alguém acometido de uma doença grave, já em estado terminal, não é tão chocante quanto tal fato acontece com uma pessoa que amamos, que sabemos gozar de uma boa saúde, e que até algumas horas antes ainda podíamos ouvir a sua opinião sobre os assuntos mais variados.
Em seguida passei a ligar para várias pessoas em busca de melhores informações sobre o trágico acontecido. A maioria ainda não sabia de nada. Quase uma hora depois é que ouvi do tio Flávio, vizinho do Orlando, que o meu amigo gordo, como eu carinhosamente o chamava, havia mesmo nos deixado e partido para o mundo espiritual.
Com febre e tossindo muito não fui à funerária no primeiro dia. Depois de uma noite mal dormida, ainda febril, pela manhã fui ver o meu querido amigo e levar os meus pêsames a sua família. Comentei com alguns amigos que lá se encontravam, que o Orlando não parecia morto, mas alguém que dormia, em razão  da tranqüilidade do seu rosto. 
Perdi um companheiro altamente inteligente e talentoso, um jornalista brilhante, uma pessoa inconformada com as injustiças e desigualdades sociais. A perda não foi só minha, mas de todos os amazonenses que conheciam o trabalho diuturno de Orlando por um Amazonas e um Brasil melhor.
Idealista, como sempre foi, usou os veículos de imprensa onde labutou, para defender o nosso povo dos maus governantes, denunciando os opressores e defendo os oprimidos. No fundo, Orlando nunca perdeu o ardor juvenil dos tempos que militou no velho PCB de Carlos Prestes. Ao lado do amigo Mário Dantas, outro sonhador, criou o Blog da Floresta, um projeto que deu certo e alimenta de boas notícias os seus leitores, hoje espalhados pelo Estado e pelo Brasil.
Vamos sentir a tua falta, Orlandão! Sem a tua presença a imprensa desta terra das Amazonas fica menor, encolhe, perde importância. Morre o homem, não a sua obra. O teu trabalho como bom profissional do jornalismo jamais desaparecerá. Descansa em paz, amigo. Que o nosso Deus te recolha a uma das suas muitas moradas.  

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.