quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
CMM APROVA CONVOCAÇÃO DE FÉLIX VALOIS PARA DAR EXPLICAÇÕES SOBRE DENÚNCIA ENVOLVENDO SUPOSTOS VEREADORES EM CASO DE EXTORSÃO
Mário
Frota explicou que nada foi provado e que fez severas críticas a Félix Valois
por ter feito o artigo sem citar os nomes. “Mas ao final, achamos por bem
convocá-lo para prestar esclarecimentos sobre a denúncia por ele feita e não
provada”, disse o vereador.
A Comissão de Sindicância criada pelo
presidente da Casa Legislativa Municipal, Bosco Saraiva (PSDB) para acompanhar
e ouvir o jornalista, advogado e presidente do Conselho Municipal de Gestão
Estratégica da Prefeitura de Manaus, Félix Valois Coelho sobre a denúncia de
envolvimento de supostos vereadores em crime de extorsão relacionado ao Plano
Diretor de Manaus, encerrou os trabalhos legislativos do ano de 2013 na Câmara
Municipal de Manaus (CMM), com apresentação do relatório final, nesta
quarta-feira (18).
O relatório final da Comissão presidida
pelo vereador Mário Frota (PSDB), apresentado 42 dias depois de publicação do
artigo, com a proposta de convocação do autor da denúncia, foi admitido pela
Mesa Diretora na sua integralidade, conforme decisão do vereador Bosco Saraiva.
Antes, porém, houve muita discussão: de um
lado a convocação de Félix Valois – autor da denúncia, publicada em artigo no
Diário do Amazonas, do dia 8 de novembro deste ano – para dar explicações aos
vereadores no retorno do recesso parlamentar, que ocorrerá em fevereiro de
2014. E de outro, vereadores inconformados com os rumos dos trabalhos tomados
pela Comissão, que deixou para o próximo ano ouvir o denunciante, e da suspeita
que recaiu sobre os 41 vereadores, uma vez que até o momento não se chegou ao
nome dos supostos envolvidos.
“Não podíamos fazer nada, porque apenas
agora, o autor da denúncia (Félix Valois) depôs na polícia”, disse o vereador
Mário Frota, ao apresentar o relatório contendo quatro páginas, no qual relata
os passos dados pelos integrantes da Comissão, também constituída pelos
vereadores Luiz Mitoso (PSD), Dr. Alonso Oliveira (PTC), Professora Jaqueline
(PPS) e Júnior Ribeiro (PTN). Mário Frota explicou, ainda, que os vereadores
não têm poder de polícia e que a denúncia está sendo investigada pela Polícia
Civil, cujo inquérito não está concluído.
Do relatório, consta também, todo o
depoimento de Félix Valois, no inquérito presidido pelo delegado George Gomes
de Oliveira, que, na conclusão da Comissão, em nada diferencia das informações
que os vereadores ouviram dele em seu escritório, no bairro Vieralves, quando
afirmou que estava respaldado pela Constituição Federal para resguardar sua
fonte de informação.
Mário Frota explicou que nada foi provado e
que fez severas críticas a Félix Valois por ter feito o artigo sem citar os
nomes. “Mas ao final, achamos por bem convocá-lo para prestar esclarecimentos
sobre a denúncia por ele feita e não provada”, disse o vereador.
Para a oposição é importante à vinda do
jornalista, advogado e secretário à Casa Legislativa. “Não pode pairar dúvidas
sobre os vereadores suspeita de que cometem crime de extorsão. Por isso entrei
com ação popular pedindo a suspensão da tramitação do Plano Diretor”, disse o
vereador Professor Bibiano (PT), pois a suspeita de extorsão referia-se a
propina para garantir o aumento do gabarito dos prédios de 18 para 25 andares.
O vereador Marcel Alexandre (PMDB) lamentou
que não houve conclusão das denúncias ao final dos trabalhos da Casa
Legislativa. “Esperava outra conclusão. Se são ou não são vereadores. Se tem ou
não tem vereadores envolvidos”, disse. Para o vereador Sildomar Abtibol (Pros),
vice-presidente da Casa, cabe o ônus da prova ao acusador.
Integrante da Comissão, Luiz Mitoso
garantiu que a Comissão se valeu de todos os esforços. “Há de se entender e
compreender, que somos favoráveis a convocação de Félix Valois. Buscamos de
todas as formas e dentro da legalidade buscar informações, mas o autor da
denúncia se resguardou no sigilo da fonte”, disse. Para o vereador Waldemir
José (PT), se fosse o “Rubão da Praça 14” que tivesse feito a denúncia, já
tinha sido convocado há muito tempo para vir dar explicações na Câmara, mas
como é Félix Valois, o tratamento é diferente.
Também se pronunciaram os vereadores
Joãozinho Miranda (PTN), Arlindo Júnior (PROS), que se mostraram indignados com
a denúncia e favoráveis que o autor da denúncia dê explicações na CMM.
Marcelo Serafim (PSB) atribui a denúncia ao
espírito sarcástico de Félix Valois e a um ato inconsequente do advogado.
Integrante da Comissão, Professora Jaqueline destacou o poder investigativo da
polícia e disse que o processo ainda não terminou. “Precisamos ter a clareza de
que não somos investigadores. E que temos tempo de convocar Félix Valois para se
explicar”, disse.
Para Hiram Nicolau (PSD) a comissão não
pode ser responsabilizada porque as investigações não chegaram ao fim. Segundo
ele, Félix Valois é mais um que resolveu falar mal da CMM sem provas, a exemplo
dos blogs. Segundo ele, também, em nenhum momento Félix Valois falou que os
meliantes eram vereadores, mas pessoas travestidas de vereadores.
A vereadora Rosi Matos (PT) disse que a
Comissão errou quando foi no escritório do advogado ouvi-lo quando o correto
seria ele ser ouvido no plenário da Casa Legislativa. Até porque o fato citado
(motivo da extorsão) foi consolidado com a aprovação dos gabaritos de 18 para
25 andares.
Carlos Alberto (PRB) e Felipe Souza (PTN)
também se pronunciaram destacando o esforço e dedicação da Comissão.
Texto:
Dircom/CMM
Foto:
Tiago Corrêa/CMM
MÁRIO FROTA APRESENTA RELATÓRIO SOBRE INVESTIGAÇÃO DE SUPOSTO CRIME DE EXTORSÃO
RELATÓRIO
DO SUPOSTO ENVOLVIMENTO
DE
VEREADORES EM CRIME DE EXTORSÃO
Senhor
presidente Bosco Saraiva,
Senhores
vereadores,
Senhoras
vereadoras,
No dia 08 de
agosto, do ano em curso, por iniciativa de V. Exa. foi encaminhado ao
Secretário de Segurança Pública do
Amazonas, Dr. Paulo Roberto Vital, o ofício nº 430/2013 - GP/CMM, solicitando, àquela
autoridade, medidas cabíveis visando a apuração dos fatos descritos em artigo
publicado pelo Jornal Diário do Amazonas, intitulado “Plano Diretor e
Estelionato”, assinado pelo advogado Félix Valois Coelho, em que relata a
participação de “meliantes” que supostamente estariam usando o nome desta Casa
Legislativa em prática de crime de extorsão.
No mesmo dia V. Exa. nomeou uma Comissão de Sindicância, indicando-me
como seu presidente, com objetivo de
acompanhar e ouvir o Dr. Felix
Valois Coelho, sobre a grave denúncia por ele veiculada, assim como, também, procurar e solicitar às
autoridades policiais providências nas investigações, com objetivo de se chegar
aos pressupostos vereadores
que procuraram o empresário citado pelo ilustre advogado exigindo
propina em troca do aumento do gabarito dos prédios de 18 para 25 andares,
matéria que se encontrava em discussão
no projeto do Plano Diretor de Manaus.
Em companhia dos vereadores LUIZ MITOSO, DR. ALONSO OLIVEIRA, PROFESSORA
JACQUELINE E JÚNIOR RIBEIRO, ou seja, dos integrantes da referida Comissão de
Sindicância, além de ouvirmos o jornalista, Félix Valois Coelho, também foram mantidos
contatos com o Secretário de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Dr. Paulo
Roberto Vital, com o Delegado-Geral da Polícia Civil do Amazonas, Dr. Josué
Rocha de Freitas que, depois de nos ouvir, nomeou o Delegado George Gomes
Oliveira para instaurar e presidir Inquérito Policial com o fim de apurar os
fatos descritos no artigo acima citado.
Dando cumprimento ao trabalho desenvolvido pela Comissão de Sindicância,
nomeada por V. Exa., com apoio unânime do plenário da Casa, passo a
consideração dos ilustres companheiros que integram este Poder e à sociedade
manauara a qual representamos, as conclusões abaixo:
Passado 40 dias do encaminhamento do ofício assinado por V. Exa., solicitando providências às autoridades
policiais no sentido de promover
investigação para apurar os fatos acima narrados, eis que nos chega às
mãos o depoimento prestado pelo Dr. Félix Valois, no inquérito
presidido pelo ilustre Delegado George Gomes de Oliveira, que em nada se
diferencia das informações que a Comissão de Sindicância ouviu dele quando o
visitou no seu escritório localizado no bairro Vieiralves, momento em que nos
afirmou que, respaldo na Constituição Federal, resguardava a fonte, a não ser
que o seu informante o autorizasse a fazer.
Passo, aqui, a transcrever, ipsis-litteris, o depoimento prestado à
autoridade policial pelo Dr. Félix Valois Coelho:
“Que o referido artigo foi
escrito a partir de informações prestadas por um amigo cujo nome não vai
revelar em razão de ter sido procurado na condição de jornalista; Que o
referido amigo lhe disse que, em certa ocasião, foi procurado em seu local de
trabalho, especificamente no canteiro de obras, se dizendo “vereadores” e
começaram a falar sobre a aprovação do Plano Diretor de Manaus: Que afirmaram
que existia um projeto de lei para autorizar que fossem construídos prédios com
vinte e cinco andares na cidade de Manaus; Que, em razão disso, essas pessoas,
que se diziam vereadores, perguntaram se seu amigo não poderia fazer uma
colaboração financeira para aprovarem o referido projeto; Que o seu amigo então
disse que, embora trabalhasse na área de construção civil, não tinha interesse
em fazer a colaboração, pois suas obras estavam circunscritas à construção de
casas; Que o seu amigo disse não ter reconhecido essas pessoas como vereadores;
Que seu amigo disse que essas pessoas não retornaram mais para fazer a referida
proposta; Que o declarante pediu então autorização para seu amigo para escrever
um artigo de jornal sobre o tema; Que o amigo deu a autorização, no entanto,
pediu que o seu nome não fosse divulgado
para que não sofresse represálias
políticas; Que o declarante não declinarão nome de seu amigo em razão da
existência do direito constitucional de
resguardar o sigilo da fonte; Que o seu amigo lhe procurou na qualidade
de jornalista para narrar o fato. Que no presente ato o declarante
solicita que seja juntado aos autos cópia de seu registro de jornalista, bem
como do código de ética desta profissão, que tem artigo específico que diz ser
direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte: Que, também em razão desse
direito, não informará o local no qual se encontrou com seu amigo; Que
acrescenta que, embora esteja escrito no jornal que o encontro do seu amigo com
os supostos vereadores se deu no escritório, depois seu amigo retificou a
informação dizendo que o encontro em um canteiro de obras”.
Eis então,
colegas vereadores, na íntegra o depoimento prestado pelo advogado e jornalista
Félix Valois Coelho ao delegado George Gomes de Oliveira, na Delegacia do 8º
Distrito Policial.
Frente à recusa de nomear, em respeito ao direito constitucional de
resguardar o sigilo da fonte, o nome do empresário que lhe repassou tais
informações, cabe a este Poder, representado por meus ilustres pares, caso o
queiram, por entender necessário, convocar o Dr. Félix Valois Coelho a prestar
esclarecimentos sobre a grave denúncia por ele formulada, e não provada, em
matéria publicada no Jornal Diário do Amazonas, sob o título “Plano Diretor e
Estelionato”.
No entender dos membros desta Comissão de Sindicância, somos plenamente favoráveis
a tal convocação, principalmente porque, agindo dessa forma, acreditamos que a
CMM cumpre, perante o nosso povo, o dever moral de levar às últimas consequências
investigação sobre uma denúncia que deixou este Poder em grandes dificuldades,
exposto aos olhos da opinião pública, que nos passou a ver com desconfiança,
exatamente num momento em que se discutia um Projeto de Lei, no caso o Plano
Diretor da cidade, de grande importância para o futuro da nossa Manaus.
É o relatório!
Manaus, 18 de dezembro de 2013
MÁRIO FROTA
Presidente da Comissão de Sindicância
Líder do PSDB na CMM
LUIZ MITOSO
Comissão de Sindicância
DR. ALONSO OLIVEIRA
Comissão de Sindicância
PROFESSORA JACQUELINE
Comissão de Sindicância
JÚNIOR RIBEIRO
Comissão de Sindicância
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
MÁRIO FROTA DESTACA APROVAÇÃO DO PLANO DIRETOR E DIZ QUE VAI EXIGIR PRESENÇA DE FÉLIX VALOIS NA CMM PARA EXPLICAR DENÚNCIA
Mário Frota vai solicitar a presença do advogado Félix
Valois Coelho Júnior na Câmara Municipal de Manaus para dar explicações aos
vereadores sobre o caso de propina envolvendo supostamente vereadores.
Presidente da
Comissão de Sindicância instaurada pelo presidente da Câmara Municipal de
Manaus (CMM), vereador Bosco Saraiva (PSDB) para acompanhar o andamento das
investigações junto à Polícia Civil das denúncias de suposta cobrança de
propina a um empresário da construção civil para aprovação de emenda ao Plano
Diretor, que aumentava o gabarito dos empreendimentos imobiliários de 18 para
25 andares, o vereador Mário Frota (PSDB) anunciou na manhã desta terça-feira
(17), em sessão plenária, que vai apresentar nesta quarta-feira (18), o
relatório do caso à Mesa Diretora.
Nesse relatório,
Mário Frota vai solicitar a presença do advogado e presidente do Conselho
Municipal de Gestão Estratégica da Prefeitura de Manaus, Félix Valois Coelho
Júnior (autor da denúncia publicada em artigo no Diário do Amazonas, do dia 8
de novembro deste ano) na Câmara Municipal de Manaus para dar explicações aos
vereadores no retorno do recesso parlamentar, que ocorrerá em fevereiro de
2014.
A aprovação do
Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus em sessões extraordinárias ocorridas
na última segunda-feira (16) foi o destaque do pronunciamento do vereador.
De acordo com
ele, apesar da CMM ter vivido um momento histórico, tentaram ‘empanar’ a
aprovação do Plano, com um artigo infeliz, assinado pelo amigo Félix Valois
Coelho, o que não aconteceu. “Aprovamos o plano de cabeça erguida, apesar de
ter deixado a Câmara em situação vexatória, com muita lama jogada contra o
Poder”, disse ele referindo-se a denúncia feita por Valois.
Mário Frota
afirmou que muita gente cobra providências do Poder quanto a denúncia. “Foi um
artigo impensado, sem muitos dados em mãos, onde ele argumenta sigilo da fonte
para não revelar a identificação do empresário que lhe procurou para fazer a
denúncia”, disse ele.
Segundo o
vereador, até jornalista mesmo resguardando o sigilo de fonte, estabelecido
pela Constituição Federal, tem que ter o mínimo de provas para não passar como
irresponsável. “Eu sempre fiz denúncias, mas sempre documentado para não ser
leviano perante a sociedade e ao parlamento”, afirmou.
Mário Frota
aproveitou e anunciou que recebeu cópia do depoimento de Félix Valois, dado ao
delegado que preside as investigações na Polícia Civil, George Gomes de
Oliveira. O vereador leu parte do depoimento do advogado dado na delegacia,
quando diz que “a partir de informações partidas de amigo, que não vai revelar
o nome, quatro homens foram em seu local de trabalho, no canteiro de obras,
falar sobre informações do Plano Diretor e da proposta de ampliação de construção
de prédio de 25 andares e se não podiam colaboração financeiramente para
aprovação”.
Frota diz que
fez questão de ler o depoimento, porque o artigo criou um problema sério para o
Poder. “Graças que a aprovação do Plano se deu na maior seriedade e respeito,
com a presença do procurador Paulo Stélio (da Procuradoria Especializada do
Meio Ambiente do Ministério Público do Estado). O povo de Manaus se saiu
vencedor, com a aprovação pela Câmara dessa lei fantástica que vai abalizar o
futuro de Manaus para os próximos dez anos”, disse.
Texto: Dircom/CMM
Foto: Tiago Corrêa/CMM
CARTA AO MEU AMIGO MÁRIO ADOLFO, UM COMPANHEIRO DE MUITAS LUTAS NA DEFESA DE UM BRASIL MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS
Mário Adolfo, neste domingo li os
comentários que fizestes na coluna Contexto, do Jornal Amazonas em Tempo, sobre
matéria publicada no meu blog. Confesso que fiquei surpreso, pois, por incrível
que pareça, neste País ainda tem gente que, na sua boa fé, acredita que o Lula
é inocente das graves acusações que lhe são imputadas, que se trata de um
cidadão acima de qualquer suspeita, e não do escroque político, um corrupto de
carteirinha, o pai do mensalão que só não está hoje na cadeia porque foi
protegido pelos seus comparsas que, por motivos óbvios, resolveram poupá-lo.
Tudo o que fiz, amigão, foi comentar os
fatos publicados no livro Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado, de
autoria do ex-secretário nacional de
Justiça, Romeu Tuma Júnior, filho do ex-senador Romeu Tuma, o homem que à época
da ditadura militar foi titular do Dops, a temida polícia política do regime autoritário que se instalou no poder em 1964, e de onde só saiu em 1985, com
a eleição, via colégio eleitoral, do Dr.
Tancredo Neves.
Mário, no que diz respeito às terríveis
denúncias feitas por Romeu Tuma, no livro ora publicado, quem tem que se
defender é ele, o Lula, apresentando provas e testemunhas de que o seu acusador
é um leviano, e que vai processá-lo, etc. Em vez disso, depois do livro já ter
sido lançado há quase uma semana, ainda continua ele em silêncio, encolhido,
como se nada estivesse acontecendo, apesar do livro de Romeu Tuma Júnior ser
devastador, e ter a sua primeira edição esgotado no mesmo dia do seu
lançamento, fato único na história deste País.
Por que, em vez de reagir, como eu e você naturalmente
faríamos caso a nossa honra fosse arrastada na lama, preferiu ficar quieto,
escondendo-se inexplicavelmente da própria imprensa. Pelo fato de ter medo que
pode Romeu Tuma ainda ter em mãos mais trunfos sob a manga da camisa, a exemplo
de fotos e gravações? É o que presumo. Por
outro lado, faltou ao Lula da Silva a ira do injustiçado, fato que ocorre
quando uma pessoa inocente tem a
sua honra e dignidade atacadas.
Em minha opinião, Mário, o Lula não pode se
esconder enterrando a cabeça na areia como o faz o avestruz quando sente medo.
Tem ele, sim, de dizer que não foi informante da ditadura militar, um agente
infiltrado, pago, sob o codinome de Barba, para dedurar os seus colegas trabalhadores
do ABC paulista; que nada teve a ver com o assassinato de Celso Daniel, na
época prefeito de São Bernardo do Campo; que não partia dele a ordem para
montar dossiês com propósito criminoso de envolver figuras ligadas a
governantes do PSDB; que desconhecia totalmente o esquema do mensalão, o maior
escândalo da história da República. E vai por aí.
Por um décimo do que Lula é acusado, o
ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, foi obrigado a renunciar à presidência
do seu país, sentenciado moralmente a nunca mais ocupar qualquer cargo público.
Nixon enfrentou o exílio dentro do seu próprio país. Até os seus últimos dias
viveu como um zumbi político, abandonado até mesmo pelos seus ex-companheiros
do Partido Republicano. Foi um fim político melancólico. Morreu sem que o seu
povo o perdoasse.
Por fim, irmão Mário, você é testemunha de que
não fiquei parado, calado, quando o Amazonino e os seus cúmplices pagaram um
salafrário para imitar a minha voz e, dessa forma me incriminar, com objetivo
de me destruir politicamente. Não me escondi como o Lula, pelo contrário, fui à
luta, reagi e, ao final, sai inocentado daquela história infame, de cabeça
erguida, enquanto os bandidos que montaram a tal gravação foram desmascarados
pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O injustiçado não foge, mas
luta, com todas as suas forças e armas para provar a sua inocência.
Estranhamente, Lula acovarda-se e, em vez de reagir para provar que é vítima de
uma vilania, prefere mergulhar no silêncio, fugindo da imprensa como o diabo
corre da cruz.
Abraços.
Mário Frota
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