quarta-feira, 23 de outubro de 2013

GENERAL DIZ QUE GOVERNO TRATA A AMAZÔNIA COMO COLÔNIA




 Villas-Boas: “A Amazônia não está integrada ao restante do País” (Foto: Joel Rosa/Em Tempo).
Texto: Vereador Mário Frota*

A ocupação racional da Amazônia pelos brasileiros deve ser objetivo e responsabilidade de todos, haja vista que, em razão das suas potencialidades é compreensível, é óbvio, que nações poderosas gostariam de abocanhá-la.
O Comandante Militar da Amazônia, general Eduardo Villas-Boas, surpreendeu a Nação com a sua entrevista corajosa e patriótica, concedida ao jornal Folha de São Paulo em que, com muita independência e sem medo de qualquer represália política, assumiu a defesa da Amazônia, afirmando, entre outras,  que  “o governo do País trata  a Amazônia como se fosse uma colônia, e não uma  região que abriga soluções capazes  de solucionar alguns dos grandes problemas que afligem a humanidade”.
Com certeza que os donos do poder, ou seja, os poderosos de Brasília não gostaram da afirmativa do ilustre general de que “o Brasil desconhece a Amazônia”. E foi mais longe quando afirmou que “a Amazônia não está integrada ao restante do País, assim como não há conhecimento no centro-sul da  sua realidade, de suas potencialidades”.
Prosseguindo, ou seja, metendo o dedo numa ferida que sangra, mas que o governo federal não dá a mínima, disse que “a Amazônia não é analisada, interpretada, estudada e compreendida numa visão centrada da própria Amazônia, fato que nos coloca – alertou – numa posição periférica”.
Na opinião do Comandante Militar da Amazônia, as informações das necessidades das populações que vivem na região chegam deturpadas, distorcidas, absolutamente desfocadas no centro-sul do Brasil, daí a montagem de soluções inapropriadas para a região. Acertadamente, o general Villas-Boas aborda o histórico descaso das autoridades federais com a educação, a saúde e o apoio econômico à região, inexistente pela ausência de bancos oficiais. 
Prosseguindo, lembrou a ausência do INSS e de hospitais ao longo do extenso território da Amazônia brasileira. O que supre a presença do estado brasileiro ao longo da Amazônia são as Forças Armadas, que ajudam a minorar o sofrimento das populações necessitadas espalhadas ao longo da região, em especial nas áreas de fronteiras.
O general Eduardo Villa-Boas é um brasileiro que conhece a nossa Amazônia como a palma da sua mão. Ama-a e sofre por ver a forma errada, vesga, como as autoridades federais tratam uma região que  não tem similar no mundo, o planeta água como a chamava  o meu inesquecível e sábio  professor de Economia Política, Samuel Benchimol. Para o mestre, a Amazônia era tão importante para o equilíbrio do mundo, que todas as nações ricas da Terra deveriam pagar uma espécie de taxa (imposto) pelo oxigênio que produz e beneficia  a humanidade como um todo.
Enfim, que o País ouça as palavras desse militar devotado à nossa região, alguém que, do alto da sua responsabilidade com a segurança da Amazônia Brasileira, teve coragem de afirmar, ou melhor, enfrentar e dizer aos  poderosos de plantão em Brasília, que a Amazônia e o seu povo merecem respeito e consideração. O que todos sabemos é que a ocupação racional da Amazônia pelos brasileiros deve ser objetivo e responsabilidade de todos, haja vista que, em razão das suas potencialidades - pois que aqui temos riquezas imensuráveis, traduzidas na maior biodiversidade do mundo, a mais extensa floresta e o maior reservatório de água doce do Planeta - é compreensível, é óbvio, que, em razão de tudo isso, nações poderosas gostariam de abocanhá-la.
A cobiça internacional continua rondando esta região. Só os absolutamente idiotas é que fazem questão de não enxergar.

*Advogado;                 
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.    

  



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

QUE SINA A DO ARTHUR

 Prefeito Arthur Neto, fiscalizando obras (foto: A Crítica).
Texto: Vereador Mário Frota*

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, mais uma vez está a consertar os desmandos administrativos deixados pelo Amazonino, só que, agora, os problemas são muito maiores do que os encontrados no passado. Em suma, a indústria do asfalto não passava de uma fraude. Uma mentira que o Negão passou para o povo, assim como a indústria da seca no nordeste que enriqueceu muitos empresários inescrupulosos.
No Nordeste existe a indústria da seca, aqui a do asfalto. Para acabar com essa pouca vergonha, eis que surge um prefeito, no caso o Arthur Virgílio, disposto a colocar em definitivo um basta a esse tipo de bandalheira com o dinheiro público, que por tanto tempo fez a alegria de administradores e empresários inescrupulosos, que faturavam fábulas do dinheiro público meramente pintando as ruas de Manaus com asfalto sem qualquer qualidade, que se deteriorava no primeiro inverno. 
Lembro-me, como se fosse hoje que, ao assumir a Prefeitura de Manaus, no seu primeiro mandato, o Arthur denunciou, pela televisão, o asfalto deixado pelo Amazonino, uma espécie de borra sem qualquer consistência, que ele, armado de uma faca de mesa, retirava pedaços sem qualquer esforço.  Mas vamos ver como começou essa história. 
Amazonino Mendes, até então um desconhecido, em 1983 foi nomeado prefeito de Manaus pelo então governador Gilberto Mestrinho. Após assumir, passou a asfaltar as ruas de Manaus, concluindo a pavimentação de seiscentas ruas, segundo o que era propagandeado à época pelos veículos de comunicação.
O povo engoliu a farsa, mas o Arthur a desmontou quando chegou ao poder, provando que não apenas o tal asfalto era de péssima qualidade, como também as ruas que ele dizia ter asfaltado não tinham meio fio e sistema de drenagem (esgotos) para as águas pluviométricas e das residências.
Em suma tudo não passava de uma fraude. Uma mentira, uma peta, que o Negão passou no povo de Manaus e, graças a isso, conseguiu eleger-se governador do Estado em 1986. Resultado: durante os seus quatro anos de governo, Arthur não só procurou melhorar a qualidade do asfalto que encontrou, como também tocou o único projeto de rede de esgoto que conheço além da que nos foi deixada pelos ingleses na área do centro.
Que sina a do Arthur. Mais uma vez está a consertar os desmandos administrativos deixados pelo Amazonino, só que, agora, os problemas são muito maiores do que os encontrados no passado. O exemplo são os milhares de ruas esburacadas e cheias de valas, sem falar no sistema de transporte coletivo absolutamente falido, com ônibus pegando fogo nas ruas ou, simplesmente, quebrados à espera de reboque.
O sistema de transporte coletivo, embora ainda esteja longe de ser o ideal, inegavelmente já apresenta melhoras. As ruas encontradas destruídas, esburacadas, neste verão começaram a receber asfalto de qualidade, mas precisamente concreto asfáltico, e não mais aquela lama misturada com areia, que eles teimavam de chamar de asfalto, que enriqueceu muita gente, mas que não chegava inteiro ao fim do primeiro inverno.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.



 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SE DEPENDESSE DOS DIRIGENTES DO PT O BRASIL SERIA TRANSFORMADO NUMA CUBA GIGANTE

Os vereadores do PT acreditam que aqui deve ser igual à ditadura 
governada com mão de ferro pelos irmãos Fidel e Raul Castro,
Texto: Vereador Mário Frota*
O Brasil não é Cuba, o país dos sonhos de petistas malucos, mas uma democracia. Aqui as regras são outras, ou seja, as contendas são resolvidas nos tribunais e não em fuzilamentos sumários nas prisões do Estado.
Frente à gritaria dos três vereadores do PT, clamando por uma CPI para investigar as escolas alugadas pelo município, apelei ao Presidente da Casa que solicitasse ao Secretário da Educação, Pauderney Avelino, um relatório circunstanciado sobre o assunto para conhecimento dos parlamentares deste Poder.
No início desta semana o documento chegou à Câmara e, depois de lido, foi democraticamente discutido no plenário.
Sem qualquer subterfúgio, o Secretário informou o real problema que envolve locação de imóveis para instalação de escolas nos bairros da cidade. Das 504 escolas existentes, 172 são em prédios alugados, das quais 22 estão em processo de desapropriação. Em suma, 72.148 alunos ocupam os 172 imóveis alugados pelo município. Uma herança do passado, das muitas que o Prefeito Arthur Virgílio recebeu, e que, agora, tenta solucionar construindo escolas com recursos emprestado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD).
Alguém poderá estranhar o número de prédios alugados, acreditando que o melhor mesmo seria a Prefeitura construir todas as suas escolas. Tem lógica tal raciocínio.  No passado, muitos prefeitos preferiram, alegando falta de dinheiro, alugar prédios, fato que, com o tempo, nos levou à situação desconfortável que nos encontramos hoje.
Outro problema que vejo – e isso não podemos deixar de levar em contra – é que o crescimento demográfico  de  Manaus, pós Zona Franca, foi dos maiores do País. Só para se ter uma ideia, Manaus, que em 1967, ano de instalação do nosso polo industrial, tinha 300 mil habitantes, hoje já ultrapassa  a casa dos 2  milhões.
A demanda por salas de aulas vem disparando de lá para cá. Estado e município têm dificuldades de encontrar terrenos para construção de escolas. Em cima dessa carência, particulares aproveitam-se dessa situação e constroem imóveis para alugar.  O problema é o preço de tais alugueis.  E aí é que entra a lei da oferta e da procura, fator determinante para a elevação dos alugueis desses imóveis.
Os vereadores do PT, eternos apaixonados por Cuba - pois se dependesse dos dirigentes deste partido o nosso Brasil seria transformado numa Cuba gigante, num Cubão - acreditam que aqui deve ser igual à ditadura governada com mão de ferro pelos irmãos Fidel e Raul Castro, onde tudo pode ser resolvido pela força, sem que ninguém possa contestar.  A diferença entre esse país e o nosso, é que o Brasil é uma democracia com parlamentos, tribunais, imprensa livre e outras instituições próprias de um País que navega sobre o chamado Estado de Direito e, em razão disso, respeita-se a livre iniciativa, um dos pilares da democracia moderna.
Ora, se alguém aqui tem um prédio e diz que aluga por 10 mil reais, como obrigá-lo a reduzir o preço para 5 mil? Repito: o Brasil não é Cuba, o país dos sonhos de petistas malucos, mas uma democracia. Aqui as regras são outras, ou seja, as contendas são resolvidas nos tribunais e não em fuzilamentos sumários nas prisões do Estado, a exemplo da ditadura de Fidel que, não faz muito tempo, mandou fuzilar um grupo de jovens flagrados tentando fugir para os Estados Unidos.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.






sexta-feira, 11 de outubro de 2013

ESTADOS UNIDOS E INGLATERRA SERIAM NAÇÕES SUBDESENVOLVIDAS COM APENAS DOIS PARTIDOS






Sob o comando de Ulisses Guimarães (à direita), o PMDB elegeu, pela via do colégio eleitoral, Tancredo Neves (à esquerda), presidente da República.


Texto: Vereador Mário Frota*
28 anos depois, eis que temos no Brasil 32 partidos políticos. O povo só precisou de um – o MDB - para enfrentar e derrotar o regime militar, que chegou ao poder em 1964, e nele permaneceu por longos 21 anos.
A partir der 1968, ano em que a ditadura militar mergulhou o País no Ato Institucional nº 5, mais conhecido naqueles tempos nebulosos por AI-5, o Brasil passou a dispor de apenas dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
A Arena era o partido que dava apoio político aos donos do poder, enquanto o MDB defendia o retorno do País à democracia, ou melhor, ao Estado de Direito. Em outras palavras: A Arena era governo e o MDB representava a oposição, ou o que se entendia por oposição à época.
Com o passar das eleições o MDB foi crescendo até se transformar no PMDB. Sob o comando de Ulisses Guimarães o partido cresceu, se fortaleceu e, ao final, com o apoio do nosso povo derrubou a ditadura, fato ocorrido em 1985, quando o grande PMDB elegeu, pela via do colégio eleitoral, Tancredo Neves, presidente da República.
28 anos depois, eis que temos no Brasil 32 partidos políticos. O povo só precisou de um para enfrentar e derrotar o regime militar, que chegou ao poder em 1964, e nele permaneceu por longos 21 anos. Pessoalmente, não consigo entender a razão de tantos partidos. Tem agremiação partidária para todos os gostos. Umas falam em socialismo, outras se dizem social-democratas, muitas usam o trabalhismo e trabalhador como escudo, sem falar no uso de outros chavões apelativos, igualmente manjados, a exemplo de cristão, liberal, republicano, e vai por aí. É uma salada sem fim.
Finalmente para completar a panelada partidária, surgem agora mais dois: o Partido Republicano da Ordem Social, que abreviaram para Pros, e o tal Solidariedade, quem sabe inspirado no partido histórico criado na Polônia, por Lech Walesa.   Por pouco não emergiu o da Rede Sustentabilidade, partido com um nome esquisito, o mais exóticos dos muitos que estão aí. Que tipo de esperança trazem essas novas agremiações partidárias para os milhões de brasileiros que hoje, decepcionados com o PT do Lula e da Dilma, acreditam tanto em partidos políticos como eu em mula sem cabeça, história de lobisomem e cobra grande que bota navio no fundo.
Ora, se partido político fizesse a diferença, os Estados Unidos, que tem apenas dois, o Republicana e o Democrata e a Inglaterra, que também só possui dois, o Trabalhista e o Conservador, seriam nações subdesenvolvidas, sem qualquer importância, enquanto o Brasil, com essa penca de partidos que aí está, seria uma potência  econômica e militar das mais importantes do Planeta.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.