segunda-feira, 22 de julho de 2013

PROJETO JARAQUI QUER PUNIR PARTIDOS QUE FILIA FICHA SUJA



Texto: Vereador Mário Frota*
Os companheiros do Projeto Jaraqui estão corretos. Os partidos políticos devem selecionar, com rigorosos critérios éticos e morais, os candidatos a cargos eletivos, afastando os maus políticos, os picaretas e salafrários das disputas eleitorais, para o bem do nosso Brasil.
Concordo em gênero, número e grau com a iniciativa do Projeto Jaraqui, que tem por meta recolher assinaturas para uma emenda à Constituição Pátria, com objetivo de responsabilizar as agremiações partidárias que mantém sob o seu manto protetor políticos criminosos, ladrões do dinheiro público, picaretas que se elegem com  o propósito de enriquecer às custas do mandato.
Ao contrário do Brasil, partidos políticos de países do mundo civilizado escolhem os futuros candidatos a cargos eletivos com o maior rigor, a dedo, submetendo-os a implacável julgamento moral de um conselho de ética que examina a vida do futuro candidato de trás para frente e da frente para trás.
E por que no Brasil não é assim? Aqui os partidos nada fazem porque os seus dirigentes acreditam que esse é um trabalho a ser feito pela Justiça Eleitoral que, antes de cada eleição, solicita aos candidatos a apresentação de folhas corridas das varas cíveis e criminais. É assim que a coisa acontece nesta parte do mundo.
A verdade é que, no Brasil, os dirigentes partidários não estão nem aí para saber se o candidato, que ora postula uma vaga, tem fixa suja, ou não. A história é que esse é um problema dos TREs e não dos Partidos. Ou seja, quem resolve se o político presta ou não para concorrer a uma determinada vaga - seja de presidente da República ou de vereador - é o Tribunal Eleitoral e não a agremiação partidária que o inscreveu nos seus quadros e, depois, o lançou como candidato.
Apoio a Idéia do Projeto Jaraqui, que responsabiliza os partidos pelo lançamento de políticos de vida suja, porque é o partido e não a Justiça Eleitoral que tem o dever e a obrigação moral de selecionar e apresentar os candidatos à sociedade. E, vejamos a razão: é real que, hoje, com base na ‘Lei da Ficha Limpa’, a Justiça tem o poder de decidir que determinada pessoa não pode ser candidata porque foi sentenciada por um colegiado, tipo tribunais de contas do País, ou em decisão de segundo grau.
Mas isso não é tudo. E se o candidato responde a processos e tenha sido sentenciado no primeiro grau? Legalmente nada o impede de sair candidato ao cargo que bem entender. E é aí que entra a autoridade e responsabilidade do partido que, em respeito ao povo, querendo, pode impedir que candidatos com máculas e respondendo a processos na Justiça, seja em que grau for, possa concorrer a cargos em eleições.
Os companheiros do Projeto Jaraqui estão corretos. Os partidos políticos devem selecionar, com rigorosos critérios éticos e morais, os candidatos a cargos eletivos, afastando os maus políticos, ou seja, os picaretas e salafrários das disputas eleitorais. É assim que penso. É assim que, para o bem do nosso Brasil, tem que ser.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CORRUPÇÃO: PROMOTORA PEDE O BLOQUEIO DOS BENS DE ERON BEZERRA




A Secretaria administrada pelo Eron é absolutamente inoperante, levou o Estado à falência no que diz respeito à produção de alimentos, tudo porque parte dos seus recursos são roubados pelo secretário que usa instituições picaretas como sócias em interesses escusos.
Texto: Vereador Mário Frota*
Alguém já disse que ‘o pior capitalista é o comunista que virou capitalista’.  O exemplo perfeito e acabado é o Eron Bezerra, hoje o secretário de Produção Rural do Estado, envolvido num baita escândalo de corrupção.
Eron está sendo investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MPE), com base em análise técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE), dando conta do desvio dos cofres públicos de R$ 2.250.971,94, fato que deu origem a uma ação de improbidade administrativa, referente a dois termos de parcerias firmados pela Sepror com uma Organização de Sociedade Civil (Oscip), sem licitação.
Detectou o Ministério Público tratar-se de uma rede criminosa que se instalou na Sepror, que usou a soma acima para pagar pela construção de ramais, bueiros e pontes inexistentes, ou melhor, fantasmas. Tudo bandalheira da grossa.
A promotora pública, Neyde Regina, da 13ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção do Patrimônio Público, pede o bloqueio dos bens do secretário Eron Bezerra e dos dirigentes da Oscip envolvidos na  maracutaia.
Que vergonha! Que falta de pudor no trato com o dinheiro público. A Secretaria administrada pelo Eron é absolutamente inoperante, levou o Estado à falência no que diz respeito à produção de alimentos, tudo porque parte dos seus recursos são desviados, ou melhor, são roubados pelo secretário que usa instituições picaretas como sócias em interesses escusos.
Enquanto a corrupção campeia naquela Secretaria, a farinha do Uarini chegou ao preço absurdo de R$ 12, o quilo. O ‘piracalhau’ inventado pelo Eron, feito de pirarucu, é mais caro do que o bacalhau verdadeiro, importado da Noruega, um país do outro lado do mundo.
Dependesse da Secretaria comandada pelo Eron Berzerra, o nosso povo estaria passando fome. Vejamos: o cheiro verde vem do Ceará; o peixe que comemos chega de Rondônia e Roraima; frango, tomate, pimentão, cenoura, arroz, feijão, entre outros, são importados do Sul. Um vexame! A bem da verdade, o Amazonas só é auto suficiente em ovos.
O Eron não é exceção entre milhares de comunistas que, com a chegada do PT ao governo, passaram a ocupar cargos importantes no País. Essa turma que, há alguns anos, levantava faixas e bandeiras vermelhas nas ruas, protestando contra a corrupção, com o passar do tempo foram acomodadas em cargos de confiança, na sua maioria com salários superiores a R$ 10 mil. Resultado: os ideais dos ‘garotos de ontem’ foram para as cucuias, em outras palavras: o dinheiro falou mais alto.
Resta agora saber o que o governador Omar Aziz vai fazer com o Eron. Mantê-lo como secretário é um escândalo. Por outro lado, afastado da Sepror, o “grande” comunista, que é suplente de deputado federal, é imediatamente empossado na função. Triste sina tem este nosso Amazonas.  

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.











quinta-feira, 27 de junho de 2013

PREÇO DA PASSAGEM DE ÔNIBUS FOI APENAS A GOTA D’ÁGUA





Texto: Vereador Mário Frota*
O problema é que a paciência do povo acabou. Não teve nada a ver com o aumento nas passagens de ônibus. Em verdade essa história foi apenas a gota d’água que estava faltando para dar início à grande explosão que ocorreu nas ruas.
Os governantes deste País, que sempre entorpeceram o povo com futebol e carnaval (pão e circo), eis que de repente passaram a entender que a palavra povo é alguma coisa concreta e não mera figura abstrata como acreditavam eles, até o presente momento em que muitos milhares de pessoas deixaram as sua casas e foram às ruas protestar,  dizer não à corrupção desenfreada que, nesses 12 anos de administração petista tomaram conta do Brasil, a exemplo do episódio escandaloso que ficou conhecido como mensalão.
Tinha razão o Dr. Ulisses Guimarães, o homem que liderou a nação brasileira na retomada do poder civil das mãos dos militares, quando afirmava que “maus governantes têm medo do povo na rua”.  Bem a propósito, a derrota da PEC 37, que inexoravelmente seria aprovada no Congresso Nacional, como, num passe de mágica, foi fragorosamente derrotada pelos mesmos que, há alguns dias atrás, estavam loucos para aprová-la.
Somente o medo do povo nas ruas poderia levar o Congresso, a toque de caixa, votar a malfadada Emenda 37. Medo do eleitor faz milagre. Outros projetos de interesse da sociedade, a exemplo da reforma política, há uns 10 anos mofam nas gavetas das comissões técnicas da Câmara e do Senado, e nenhuma medida é aprovada para aprová-los. Para a grande maioria dos parlamentares que integram as duas Casas do Congresso o povo que se exploda, que morra numa corda bem grossa envolta ao pescoço.
O problema é que a paciência da população acabou. Não teve nada a ver com o aumento de R$ 0,20 ou 0,30 nas passagens de ônibus. Em verdade essa história foi apenas a gota d’água que estava faltando para dar início à grande explosão que ocorreu nas ruas. Gota d’água parecida com a que fez eclodir a revolução americana, que culminou com a expulsão dos ingleses do território das 13 Colônias Americanas. A gota d’água ocorreu em razão do aumento, na marra, da taxa sobre o chá, medida imposta pelo parlamento inglês, fato que levou cidadãos americanos, fantasiados de índios, a incendiar no porto de Boston, vários navios carregados de chá. O aumento desenfreado na tarifa do transporte de ônibus no Brasil foi, portanto, a gota d’água que estava faltando para levar o nosso povo às ruas exigindo mais respeito e consideração.
Foto: http://www.redeamazonica.com.br/amazonasfm/blog/noticias/segunda-manifestacao-em-manaus-deve-ocorrer-nesta-segunda-feira-no-centro/ 

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.



terça-feira, 25 de junho de 2013

PROJETO QUE PROÍBE DESTINAÇÃO DE VERBA PÚBLICA PARA ONGS, OSCIPS E FUNDAÇÕES TEM PARECER FAVORÁVEL APROVADO NA CMM



Os dois projetos são de autoria do vereador Mário Frota (PSDB).
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, na manhã desta segunda-feira (24), dois pareceres favoráveis da Comissão de Serviços Públicos (COMSERP), o primeiro em relação ao Projeto de Lei nº 014/2011 e o segundo relativo ao Projeto de Emenda nº 005/13 à Lei Orgânica do Município de Manaus (Lomam), ambos de autoria do vereador Mário Frota (PSDB).
O primeiro parecer favorável aprovado foi referente ao PL que proíbe a destinação de verba pública para Organizações não Governamentais (ONGs), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), Associações e Fundações que sejam administradas ou ligadas a políticos ou pessoas com grau de parentesco até terceiro grau.
Na justificativa, Mário Frota revela que atualmente existam no Brasil, aproximadamente 330 mil entidades classificadas como ONGs, reconhecidas como pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, as quais, em sua maioria se dedicam aos serviços assistenciais prestados diretamente às populações socialmente excluídas. 
De acordo com ele, a União, os Estados e Municípios têm destinado a essas entidades um grande volume de recursos públicos, entendendo-se tais repasses como fomento a atividades de interesse público.
“ONGs, OCIPs, associações e fundações receberam bilhões dos cofres públicos desde as suas implantações”, criticou Mário Frota, observando que o PL apenas visa estender ao Município de Manaus a vedação que já existe para a União, eliminando com isso, as irregularidades quanto à utilização do dinheiro público. O PL retorna às Comissões em razão das Emendas apresentadas.

Contratação

Já o segundo parecer aprovado em Plenário, refere-se ao Projeto de Emenda à Lomam, que acrescenta o inciso segundo ao parágrafo primeiro, do artigo 84 da Lomam, que trata dos impedimentos para contratação com poderes Executivo e Legislativo. Se aprovado o Projeto, o parágrafo primeiro do Artigo 84 da Lomam passa a ter a seguinte redação: os presidentes ou diretores de Fundações, gestores de ONGs e OCIPs que tenham contra si condenação com trânsito em julgado ou proferido por órgão colegiado, estão impedidos de contratar produtos, serviços ou convênios com poderes Executivo e Legislativo do município de Manaus.
O Projeto de Emenda retorna à Comissão de Constituição, Redação e Justiça da Casa (CCJR/CMM) após prazo de interstício constitucional.

Acompanhe a CMM nas redes sociais

Fonte: Dircom/CMM
Fotografia: Tiago Corrêa/CMM