domingo, 22 de abril de 2012

VESTIDO DE NOIVA, DO “ANJO PORNOGRÁFICO”, NA CAPELA DA SANTA CASA


A escolha da Capela da Santa Casa de Misericórdia para encenação da obra prima de Nelson Rodrigues vem em boa hora, e espero que sirva de inspiração aos governantes desta terra.
Fiquei feliz ao ler, num jornal local, que o dirigente da Companhia de Idéias, dirigida por João Fernandes, escolheu a Capela da Santa Casa de Misericórdia de Manaus para encenar o clássico “Vestido de Noiva” de Nelson Rodrigues. Trata-se de uma homenagem justa, parte das comemorações ao centenário de nascimento do grande dramaturgo pernambucano, considerado o fundador do teatro moderno brasileiro, exatamente com a peça “Vestido de Noiva”. 
A minha satisfação com a escolha da Capela da Santa Casa de Misericórdia para encenação da obra prima de Nelson Rodrigues vem em boa hora, e espero que sirva de inspiração aos governantes desta terra da necessidade da reabertura deste grande hospital, infelizmente com as suas portas fechadas há sete anos. A Santa Casa de Misericórdia de Manaus é a única fechada em todo o País. Convenhamos, é uma vergonha.
Vejo nessa atitude de João Fernandes, não sei se consciente ou inconsciente, uma forma de lembrar às nossas autoridades de que a nossa Santa Casa deve ser salva, não apenas por ser o hospital onde tantos amazonenses - independentes da condição econômica de cada um - lá encontraram o tratamento para as suas enfermidades, mas, também, pela importância histórica e arquitetônica do prédio, 30 anos mais antigo do que o Teatro Amazonas e o Palácio da Justiça.
Por duas razões vou assistir à peça do mestre Nelson Rodrigues: primeiro, porque sou fã incondicional da sua obra, admiração consolidada principalmente depois que li “O Anjo Pornográfico”, de Rui Castro; segundo, porque, com tal atitude, João Fernandes estará concorrendo  no sentido de sensibilizar as autoridades do Estado a investir e salvar a nossa Santa Casa de Misericórdia, que pede misericórdia.  
Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

sábado, 21 de abril de 2012

TAYAH CRITICA PELA IMPRENSA EXTINÇÃO DO AUXÍLIO PALETÓ


O Senado e a Câmara dos Deputados já estão extinguindo o tal Auxílio Paletó. Ora, caso isso aconteça, não haverá mais sustentação moral para se manter esse tipo de privilégio em nenhum parlamento deste país.
Confesso que estou em estado de perplexidade com as declarações feitas ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah, ao jornal A Crítica, criticando o projeto que apresentei no plenário da Casa extinguindo o Auxílio Paletó, um privilégio em forma de ajuda de custo, no valor de R$ 9,2 mil, ou seja, o equivalente a um salário mensal de vereador, também conhecido por 14º salário.
Pessoalmente gosto do Tayah. Para que ele hoje fosse o presidente da CMM, renunciei a minha candidatura, fato fundamental para a sua vitória contra o candidato apoiado pelo Amazonino, com uma vantagem de dois votos. Em cima da hora o próprio Amazonino me telefonou e pediu que eu aceitasse o apoio dos vereadores da sua base. Fiquei tentado, confesso, pois, caso aceitasse o convite, meia hora depois seria o presidente do Poder, o vice-prefeito de Manaus e, ocasionalmente, o prefeito em exercício.
Agora fico decepcionado quando o vejo agarrar-se a esse privilégio que é o Auxílio Paletó, com a mesma disposição com que a ostra se agarra à rocha, ou um cachorro segura um osso. O Tayah não deve se apequenar com coisas desse tipo, chinfrim, mesquinhas. Um político com a sua estatura tem mais é que reunir os seus colegas vereadores e dizer a eles: “olhem aqui, companheiros, a nossa missão agora é, em respeito a onda moralizadora que varre o país, acabar com esse tal Auxílio Paletó, algo que o nosso povo repudia por entender que todo privilégio é imoral”.
O Senado e a Câmara dos Deputados já estão extinguindo o tal Auxílio Paletó. Ora, caso isso aconteça, não haverá mais sustentação moral para se manter esse tipo de privilégio em nenhum parlamento deste país. Por que então, paralelo às duas Casas Legislativas do país, não acabamos logo com esse Auxílio Paletó aqui? Trata-se de fato consumado (“consumato est” - como diziam os romanos). Tentar resistir é como nadar contra a correnteza do rio Solimões. Aproveito para, daqui, lembrar ao companheiro Isaac Tayah os primeiros versos da inesquecível música do Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. 
Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM




sexta-feira, 20 de abril de 2012

UMBERTO CALDERARO CONTINUA ENCANTADO NOS NOSSOS CORAÇÕES



O legado Umberto Calderaro frutificou e hoje é administrado pela Dona Rita, Cristina, Dissiquinha, Umberto, Tatiana e uma equipe nota dez

Amigos e amigas que me acompanham neste Blog, quero lhes contar que tive a honra de conhecer pessoalmente o Jornalista Umberto Calderaro, o homem que, movido pelo mais profundo idealismo, lançou os alicerces desse grande jornal que é A Crítica, hoje o mais importante veículo de comunicação escrita do Norte do País.

Conheci o mestre Calderaro por ocasião da campanha da eleição de 1974, época difícil da vida nacional, em que o Brasil vivia sob o tacão de uma ditadura militar feroz, que prendia, torturava, assassinava e exilava estudantes, professores, líderes operários e políticos. Momentos tenebrosos aqueles.

Impedido pelos militares de concorrer para deputado federal, o vereador Fábio Lucena, na época vereador, e o político da oposição com maior prestígio no Estado, procurou-me e me convidou para substituí-lo na vaga de deputado federal. Inicialmente disse-lhe que não me sentia preparado para tal, pois que não tinha nenhuma experiência de política partidária, mas tão somente de política estudantil, haja vista que havia sido presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito e depois presidente do DCE da Universidade Federal (hoje UFAM). Pedi-lhe um tempo para pensar. Mas o resultado todos conhecem: aceitei.

Dias depois, Fábio convidou-me a visitar o Sr. Umberto Calderaro na sede do jornal A Crítica, na época na Lobo D’Almada. Em lá chegando, foi logo dizendo: “Calderaro, esse rapaz é o meu indicado para me substituir na vaga de deputado federal e peço que você o apóie”. O Sr. Umberto ficou me olhando e, ao final, respondeu: “deixa o garoto comigo, Fábio. Ora, se é o que você quer, então vamos à luta”.

Com o apoio ostensivo do Fábio e as bênçãos do Sr. Umberto Calderaro venci a eleição, despontando como o mais votado do pleito. A partir de então passei a frequentar com certa assiduidade a redação do jornal A Crítica, para ouvir os conselhos e orientações de alguém que passei a vê-lo como uma espécie de mentor, um irmão mais velho. Confesso que, quando estava angustiado frente a questões que não conseguia entender bem, era na inteligência aguçada do Sr. Umberto que encontrava respostas. Um gênio, na minha opinião e, acredito, da de muita gente que o conheceu de perto.

A Rede Calderaro de Comunicações, o grande legado de Umberto Calderaro, hoje integrada pelo Jornal A Crítica, onde tudo começou, logo passou a ser constituída pela rádio e uma emissora de televisão. A verdade é que, com o passar do tempo, a área que passou a ser conhecida por Cidade das Comunicações, transformou-se no mais poderoso complexo de comunicação do Amazonas.

O Sr. Umberto Calderaro desapareceu. Deus o levou. No entanto, o seu legado frutificou e hoje é administrado pela sua esposa Dona Rita, pela Cristina, pelo Dissiquinha, pelo Umberto, pela Tatiana e uma equipe nota 10 que, com arrojo e determinação, vêm mantendo os três poderosos órgãos de informação (jornal, rádio e televisão), cada vez mais eficientes e presentes na vida do povo do nosso Amazonas. Por tudo que sabemos nada é mais certo dizer que, nesses últimos 63 anos, a história do jornal A Crítica se confunde com a do próprio Amazonas.

O jornalista Umberto Calderaro saiu da vida, mas entrou para a história do jornalismo deste País. Disse o escritor Guimarães Rosa que “os grandes homens não morrem, se encantam”. Umberto Calderaro continua encantado nos nossos corações. É assim que eu penso, melhor, que vou pensar sempre.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da

quinta-feira, 19 de abril de 2012

TAYAH NÃO PODE MANCHAR A SUA BIOGRAFIA



Faço um apelo ao Tayah para que ele não manche a sua biografia com atitudes como essa, irrefletidas, que não espelham e não honram o nome que ele construiu ao longo da sua vida.

Jamais vou entender a razão porque, de forma feroz, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah, colocou-se radicalmente contrário ao meu projeto que apresentei à Casa extinguindo o Auxílio Paletó.

Ontem, no plenário, como muito bem mostram hoje todos os jornais do nosso Estado, agrediu-me de forma extremante grosseira e até covarde, tachando-me de “politiqueiro e oportunista”. Com base no art. 98 do Regimento Interno tentei me defender das agressões, mas fui impedido pelo presidente da CMM, haja vista que ele mandou cortar o som do meu microfone.

O problema é que o vereador Isaac Tayah mudou muito depois que assumiu a presidência do Poder Legislativo. Ao invés de agir como um magistrado, pois que foi o escolhido pelos seus colegas para administrar por dois anos os trabalhos da Câmara, o seu comportamento tornou-se nada democrático, agindo como se fosse um ditador, tentando impor as suas idéias na marra, a exemplo da arbitrariedade que assume agora em não deixar que o meu projeto, como qualquer outro, seja deliberado pela Mesa e, de forma natural, lhe seja dado o direito de tramitar nas Comissões Técnicas e, depois, votado em plenário.

Ora, se o meu projeto é “politiqueiro e oportunista”, então todos os demais que tramitam na Casa também o são, inclusive a CPI da Água recentemente instalada. O que está em jogo é a imagem do Poder. Não é correto que o Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembléia Legislativa do Amazonas extingam esse privilégio e a nossa Câmara simplesmente cruze os braços e não mexa uma palha num momento em que o nosso povo tenta passar o País a limpo.

Daqui, desse Blog, em meu nome pessoal e dos 14 ilustres companheiros que já subscreveram o meu projeto, faço um apelo ao presidente Tayah no sentido de que ele não manche a sua biografia com atitudes como essa, irrefletidas, que não espelham e não honram o nome que ele, com tanta dificuldade e com muito esforço, construiu ao longo da sua vida.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

quarta-feira, 18 de abril de 2012

AUXÍLIO PALETÓ É PRIVILÉGIO QUE O POVO NÃO ACEITA MAIS


Quem não aceitar as mudanças que estão ocorrendo no País, na defesa de princípios éticos e morais, vai ficar para trás, fora de sintonia com o que pensa a sociedade em relação ao presente e ao futuro do Brasil

Estou profundamente decepcionado com a recusa de muitos colegas vereadores que se recusam apoiar o meu projeto, que tem por objetivo extinguir a ajuda de custo, equivalente a um salário mensal, mais conhecido hoje por 14º salário,

Por mais que eu tente convencê-los de que essa medida vai beneficiar o Poder como um todo, e não somente a mim, infelizmente minhas palavras não vêm surtindo qualquer efeito sobre os corações mentes desses companheiros. No entanto, já consegui a assinatura de quatorze colegas que, ao contrário de muitos, não ofereceram nenhuma resistência, pelo contrário, todos eles fizeram questão de subscrever o meu projeto.

Dos 38 companheiros e companheiras integrantes da Casa, 13 deles, sem titubear, foram logo assinando: HOMERO MIRANDA LEÃO, WILQUER BARRETO, LUIZ MITOSO, MARISE MENDES, LUIZ CARIJÓ, ELIAS EMANUEL, CIDA GULGEL, SOCORRO SAMPAIO, ADEMAR BANDEIRA, JOAQUIM LUCENA, HISSA ABRAÃO, REIZO CASTELO BRANCO, WALDEMIR JOSÉ e WILTON LIRA. A colega Mirtes Sales pediu-me um tempo, mas me garantiu que pode subscrever o meu projeto. Continuarei no aguardo da sua assinatura, assim como na de outros companheiros que queiram fazer o mesmo.

Tenho-lhes dito que a minha atitude em acabar com esse privilégio é inspirada na Lei da Ficha Limpa, legislação que, depois de aprovada em 2010, pelo Congresso Nacional, vem provocando uma forte onda de moralização País afora, como jamais visto.

Orgulho-me em dizer que o projeto da Ficha Limpa, de minha autoria, aprovado em Julho do ano passado, teve o apoio unânime de todos os vereadores da Casa. Com isso Manaus saiu na frente em todo o País, colocando-o na condição de primeiro município do Brasil a aprovar a sua Lei da Ficha Limpa.

Após a aprovação pelo Congresso Nacional dessa lei, um verdadeiro tsunami vem varrendo práticas políticas perniciosas, carcomidas, arraigadas no serviço público deste Brasil, desde os primeiros momentos da República. Aqui na Câmara só temos o 14º salário, enquanto nas duas Casas do Congresso Nacional e na nossa Assembléia Legislativa, esses parlamentos, além do 14º, ainda ostentam um 15º salário.

Continuarei insistindo junto aos colegas vereadores da necessidade de aprovarmos o projeto que ora apresento como forma de colocarmos um fim ao 14º salário, privilégio hoje não mais tolerado pelo nosso povo. Defendo bons salários para todas as pessoas que trabalham, mas não privilégios às custas do povo. Quem não aceitar as mudanças que estão ocorrendo no País, na defesa de princípios éticos e morais, vai ficar para trás, fora de sintonia com o que pensa a sociedade em relação ao presente e ao futuro do Brasil. É isso.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM