quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ALGUÉM PASSOU INFORMAÇÃO DISTORCIDA À IMPRENSA

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Alguém, por má fé ou porque é burrinho, ou seja, que não tem inteligência para entender o discurso que pronunciei ontem da tribuna da CMM, informou ao colunista da coluna “Sim e Não”, do jornal A Crítica, que eu havia “dado uma mãozinha ao Amazonino ao afirmar que grande parte dos 500 ônibus que entraram nas ruas de Manaus, na administração Serafim Correia, eram maquiados”. RECOLOCO ABAIXO A VERDADE, SOMENTE A VERDADE.

No meu discurso afirmei que a CMM está no dever legal e moral de, na condição de fiscal do Poder Executivo, nomear uma comissão constituída por vereadores da situação e da oposição para, na companhia de técnicos e mecânicos especializados, examinar um a um os ônibus que chegaram, com o objetivo de se evitar o que aconteceu no passado, quando os donos de ônibus enganaram o Serafim e empurraram para o povo de Manaus um monte de ônibus maquiados. Bem, ia esquecendo: foi o próprio jornal A Crítica quem denunciou - com foto e tudo, dias depois dos primeiros 80 ônibus chegarem à Manaus - que em dois deles, integrantes do antigo Expresso, ainda dava para ver, por debaixo da tinta, as sombras das cobras entrelaçadas da União Cascavel. Um engodo, uma fraude, contra o povo pobre e explorado por esses espertalhões de fora.

Percebi a bandalheira no dia da entrega dos primeiros 80 ônibus, fato que, em respeito ao povo de Manaus, no dia seguinte procurei o Serafim e externei minhas preocupações pelo que tinha visto e ouvido. A entrega dos 80 ônibus que os proprietários diziam que eram novos foi feita em frente ao Olímpico Clube, na Constantino Nery. O meu motorista, homem do ramo, chamou-me e mostrou-me que o segundo ônibus da fila estava soltando óleo no asfalto; que grande parte deles estava com pneus recauchutados; e que outros estavam tão mal pintados, com as borrachas externas de vedação borradas de tinta, fato que, a olho nu, dava para ver que os ônibus eram velhos, apenas remendados para parecer novos. Uma vergonha.

Vi tudo aquilo e, no dia seguinte, comuniquei o fato ao Serafim que deu de ombros, ou melhor, não tomou nenhuma atitude para desmascarar os vilões que estavam enganando a ele e ao povo. No discurso que fiz ontem na Câmara disse que esse é um filme que já vi em cores e em preto e branco, razão porque, para acabar com qualquer dúvida, o melhor mesmo seria a Câmara investigar se os ônibus são mesmo novos. O resultado da investigação deve ser repassado à sociedade, que não pode, mais uma vez, ser enganada por quem a ludibria por anos a fio.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

PT CULPA IMPRENSA PELOS ESCÂNDALOS DA CORRUPÇÃO


Essa turma do PT não tem jeito. Agora vem o presidente da Fundação Perseu Abramo, Niomário Miranda, e o João Pedro Gonçaves, presidente do PT regional do Amazonas, com um papo esquisito de que há uma imprensa boa e uma imprensa má no país. Para eles a boa é a que fecha os olhos às bandalheiras da ‘companheirada’ petista; a má é a que vem pautando as suas atividades em procurar corruptos dentro do governo da presidente Dilma, a exemplo da revista Veja.

Quem viu a turma do PT, quando o partido surgiu no início dos anos 80, custa a acreditar no que ele se transformou. Lembro-me que nos bares frequentados por essa turma, a exemplo do tradicional Bar do Armando, lá estavam eles, prepotentes e arrogantes, tachando todo político de ladrão e corrupto. Só eles poderiam salvar o Brasil do cancro da corrupção. Ninguém prestava para eles. Eu, Fábio Lucena, Arthur Virgílio, Beth Azize, Evandro Carreira e outros companheiros que, de peito aberto havíamos enfrentado a ditadura militar, para eles não passávamos de uns frouxos, vendidos, imagine.

Bem, isso aconteceu, até eles chegarem ao poder. Não demorou muito e lá veio o primeiro grande escândalo, um dos maiores que a República já viveu. Nada menos de 40 próceres do PT, gente graúda, grande parte deles da sala e cozinha do ex-presidente Lula, foram denunciados de participar do escândalo que se tornou conhecido por mensalão. Apesar dos envolvidos fazerem parte da cúpula petista, o então presidente Lula saiu-se com essa gracinha: “não vi e não ouvi nada e não acredito em nada disso”.

Agora eles, a exemplo do João Pedro e do Niomário Miranda, culpam a imprensa pelos escândalos que vem pipocando diariamente no governo petista, o mesmo que eles diziam que um dia iria salvar o país da corrupção. Que vergonha vir agora com essa palhaçada de que o culpado pela onda de bandalheiras que tomou conta de vários ministérios (Casa Civil, Transportes, Turismo e Agricultura), é um setor da imprensa, o lado que, o tempo todo, persegue o PT envolvendo-o em denúncias de corrupção.

A cantilena das ditaduras de esquerda ou de direita que se instalam mundo a fora é igual. A imprensa é sempre a culpada, o vilão por todos os fracassos e misérias morais que atingem os regimes autoritários. Hitler, Mussolini Stalin, Mao e os generais-presidentes da ditadura militar que se instalou no país em l964, perseguiram e censuraram a imprensa. Alguém já imaginou o que o partido do João Pedro e do Niomário faria com a imprensa se tivesse poder para silenciá-la, a exemplo da turma ora citada?

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CASO FERRUGEM: POLICIAIS PRESOS, FALTA MANDANTE

O terrível espetáculo que o povo brasileiro assistiu ontem pelo Fantástico, da TV Globo, chocou a todos pela selvageria e brutalidade envolvendo uma execução à sangue frio praticado por policiais do Grupo Fera, da Polícia Civil. A filmagem feita pelo Ministério Público do Estado revela, com pormenores, a frieza dos assassinos na hora em que invadem a casa do jovem empresário Fernando Pontes e, sem que houvesse qualquer reação disparam sobre o peito da vítima cinco tiros, sendo que alguns deles em cima do corpo caído sobre a cama. É o que se pode chamar de ‘cena inferno’. Não adiantou os gritos da vítima e da própria esposa que pedia que não matassem o seu marido. Nas proximidades, as duas crianças, filhas do casal, a tudo assistiam.

Fui o único político no Estado a me manifestar contra o bárbaro crime tanto da tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), como por meio deste blog. O fiz porque fiquei estarrecido com o noticiário sobre a morte do Ferrugem - apelido como era conhecido o empresário Fernando Pontes. Agora, o que não entendo é o silêncio da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (Ale), cuja criação foi um projeto de minha autoria quando do meu primeiro mandato naquela Casa. Durante quatro anos, na sua presidência, tornei-a a mais atuante na Casa, convocando para se explicar no plenário do Poder todas as autoridades da Polícia Civil e Militar denunciadas por abuso contra os Direitos Humanos.

A pergunta que fiz da tribuna e por esse blog também foi feita pela reportagem do Fantástico, ou seja, pegaram os matadores, mas, até agora não se sabe o nome do mandante. Não tem crime dessa natureza se não existe o mandante, é o óbvio. E onde ele se esconde? Vou repetir o que já disse: ‘ou a Polícia Civil e o Ministério Público chegam a essa figura ou saem desmoralizados desse processo’. Essa história, até a presente data, está contada pela metade. A família do Ferrugem e o povo em geral tem o direito de saber o nome, ou nomes dos mandantes do crime.

Quero, daqui, parabenizar o trabalho da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, a única entidade envolvida com a defesa dos direitos humanos que se pronunciou no Estado, ao contrário da existente na Assembléia que comeu quilos de abiu e não abriu a boca. Uma vergonha.

A verdade é uma só: esse fato hediondo terminou por nivelar a nossa Polícia Civil às piores do País, fato que não considero verdadeiro, haja vista que, nos seus quadros, há pessoas sérias, honradas, que não merecem viver o seu dia a dia com criminosos que em nada se diferem com os piores marginais presos nas penitenciárias do Estado. Tenho absoluta certeza que esses policiais sérios, que são a grande maioria, estão se sentindo incomodados com tal situação e, da mesma forma que nós aqui de fora, eles também desejam que os criminosos que enodoaram a categoria sejam afastados e exemplarmente punidos pela justiça.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

CÂMARA MUNICIPAL TEM O DEVER DE FISCALIZAR SE OS ÔNIBUS SÃO NOVOS

Mário Frota: “Defendo que a CMM, que é o poder fiscalizador das ações do Poder Executivo, contrate um grupo de mecânicos da sua confiança, para examinar criteriosamente cada ônibus”.


Os jornais noticiam que o Amazonino entregou 380 ônibus novos à população. Serão mesmo novos? Por tudo que vi no passado, tenho lá minhas dúvidas. Já vi esse filme em preto e branco e em cores. Quem não está lembrado dos 500 ônibus que os proprietários dessas mesmas empresas colocaram nas ruas de Manaus na administração Serafim Correia, que eu fazia parte como seu vice? Em cada um deles podia-se ler na traseira do veículo: ‘Somos 500 ônibus novos. Sou mais um’.

Depois de tudo que vi posso dizer que sou como São Tomé, ou seja, tenho que tocar para ver se é verdade. O Serafim pagou o maior mico em acreditar nos donos de ônibus. Quando vi os primeiros 80 veículos perfilados na Constantino Nery, em frente ao Olímpico Clube, acreditei que todos eram novos, pois que brilhavam mais do que costa de pão doce. Só caí na real, e quase morro de raiva com a patifaria dos caras, quando o meu motorista, com muita experiência no setor, já de volta para casa, revelou-me que, por tudo que tinha visto, acreditava que os ônibus não eram novos, mas na sua maioria encarroçados, quando não, apenas desamassados e pintados.

Convencido de que me falava a verdade, como era um sábado, esperei falar com o Serafim na segunda-feira. Cedo entrei no seu gabinete e fui mandando brasa: “Serafim, fomos enganados. Você tem que mandar investigar, por técnicos e mecânicos, se esses ônibus são novos mesmo. Eles ganharam o aumento das passagens no compromisso de colocar ônibus novos nas ruas de Manaus e não esse lixo que nos foi mostrado”. O Serafim empalideceu: “Você está maluco, Mário, os ônibus são novos, todos”. Então retruquei com uma pergunta: “Que novos coisa nenhuma rapaz, já viste ônibus novo com pneu recauchutado? Tinha ali ônibus tão mal pintado, com mancha de tinta nas borrachas de vedação, uma porcaria. Dois ônibus articulados do antigo Expresso ainda podia-se ver as sombras, por debaixo da tinta, das cobras da União Cascavel.

A minha maior indignação é que os donos de ônibus ganharam aumento nas passagens, no compromisso do povo receber ônibus novos. O que ele ganhou foi um amontoado de ônibus velhos, fantasiados de novos, que logo começaram a quebrar nas ruas da cidade. Uma vergonha. Nessa história sou gato escaldado, daí defender que a CMM, que é o poder fiscalizador das ações do Poder Executivo, contrate um grupo de mecânicos da sua confiança, para examinar criteriosamente cada ônibus. Essa é a única fórmula de defender o povo de Manaus de mais uma fraude, a exemplo do que aconteceu em passado recente.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Foto: sindtran.wordpress.com