quinta-feira, 4 de agosto de 2011

LEI PARA PRIVATIZAR FEIRAS VISA BENEFICIAR O GRUPO UAI

Depois de gastar alguns milhões do erário com a reforma do Mercado Municipal Adholfo Lisboa, o prefeito Amazinino Mendes quer entregar o patrimônio público para a iniciativa privada.

Da tribuna alertei à sociedade manauara para o fato de que a lei apresentada pelo prefeito Amazonino Mendes, com a finalidade de privatizar feiras, mercados e parques públicos, a exemplo da Ponta Negra e Bilhares, tem como objetivo beneficiar o Grupo Uai, ou seja, trata-se de um jogo de cartas marcadas com o propósito claro de compensar o prejuízo que esse grupo sofreu quando a Justiça Federal considerou ilegal a construção do Camelódromo que estava sendo construído no Porto de Manaus.

É claro que a maioria que apóia o prefeito na CMM quase me engole vivo. Vomitaram fogo para todo lado. Tudo encenação; o tempo vai me dar razão. Na última segunda-feira, por ocasião da Audiência Pública, o prefeito, através do seu líder, vereador Leonel Feitosa, anunciou que iria enviar à Câmara uma emenda à lei no sentido de proteger os feirantes, dando-lhes prioridade na concessão.

Como conheço o Amazonino de outros carnavais, de antemão sei que a promessa é falsa balela, conversa de rapaz no ouvido da namorada quando quer ‘aquilo’ antes do casamento. Pela lei das licitações, a 8666/93, em processo licitatório é proibido qualquer tipo de privilégio. Ora, como pode ele oferecer prioridade? Bem, a não ser que ele convença o Congresso Nacional a mudar a lei, o que é improvável. O velho lambanceiro a cada dia que passa fica mais mentiroso e maquiavélico.

Quem entende de licitação sabe que ganha quem cumpre as exigências previstas no edital. Só um exemplo: o edital, num dos seus itens estabelece que a empresa vencedora do certame fica obrigada a construir mais dois galpões na feira, assim como, construir uma área para estacionamento. Como podem os feirantes cumprir tal exigência? Basta isso para eliminá-los da licitação. É o que sempre digo: é mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo.

Pobres feirantes. O fim dessa história é triste, pois a manobra do Amazonino, com a aprovação dessa lei, vai transformá-los em meros inquilinos da empresa vencedora da licitação, sem nenhum direito, trabalhista ou previdenciário. Em caso de atraso de um ou dois meses, o feirante perde o boxe e é jogado na rua da amargura, com uma mão na frente e outra atrás. É o fim da categoria.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ONIBUS NOVOS: ENGANARAM O SERAFIM E AGORA O AMAZONINO

Dos 858 ônibus prometidos por Amazonino, chegaram apenas 26. Quem não está lembrado dos 500 ônibus que eles trouxeram para a nossa cidade na administração do Serafim

O Prefeito Pinóquio não é fácil. Na campanha prometeu que, eleito, resolveria o problema do transporte coletivo em 120 dias. Mentiu, e mentiu feio. Passados dois anos e sete meses de administração à frente da Prefeitura do município, e nada de solução para o setor. Uma vergonha. Dos 858 ônibus prometidos pelas empresas que venceram a tal de licitação no fim do ano passado, somente chegaram minguados 26 ônibus nas ruas de Manaus.

Pessoalmente não acredito no Amazonino e nem nos donos das empresas de ônibus. O Amazonino, por se tratar de um incorrigível mentiroso, e os donos de ônibus, porque já andaram aprontando por aqui quando, ao invés de colocar veículos novos à serviço do povo, terminaram entupindo as ruas da cidade com veículos encarroçados, com muitos apenas desamassados e pintados.

Quem não está lembrado dos 500 ônibus que eles trouxeram para a nossa cidade na administração do Serafim? Como vice-prefeito descobri logo que se tratava de uma fraude e comuniquei o fato ao Serafim, que preferiu lavar as mãos, a tomar uma atitude. Pusilânime, indeciso, de pouca coragem, optou pelo silêncio e, assim, ajudar os donos de ônibus a continuar na mentira pintada na traseira dos “novos” ônibus: SOMOS 500 ÔNIBUS NOVOS. SOU MAIS UM. O resultado todos conhecemos: as latas velhas que aqui chegaram, em pouco tempo começaram a quebrar e a pegar fogo nas ruas da cidade.

Mais importante até do que uma CPI agora - que não vai dar em nada, até porque a maioria dos seus membros vai sair da base majoritária do governo na Casa - é a Câmara e o Ministério Público investigar, por meio de uma equipe constituída de mecânicos, se esses ônibus que estão chegando são novos mesmo. Essa é a fórmula correta para evitar mais uma vez que o povo seja obrigado a comer gato pensando que é lebre.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

terça-feira, 2 de agosto de 2011

AMAZONINO X FEIRANTES: PURA BALELA DO VELHO LAMBANCEIRO E GRANDE MENTIROSO


O Amazonino privatizou a Cosama, o BEA, o Porto de Manaus e, agora, quer privatizar feiras, mercados, parques da cidade, a exemplo da Ponta Negra e Bilhares, entregando tudo a empresas privadas pelo prazo de 30 anos, que podem ser renovados por mais 30, ou seja, por 60 anos. Tem absurdo maior do que esse? Daqui a 30 anos poucos quem tem hoje 40 vai estar com 70 e, se a empresa renovar por mais 30, o que está previsto na lei, essa turma vai estar com 100 anos. Em outras palavras: poucos ou quase nenhum dessa geração que hoje compõe a CMM vai estar vivo até lá. Só por milagre!
Frente à manifestação que os feirantes - em torno de dois mil - fizeram ontem por ocasião da Audiência Pública no plenário da Câmara, proposta pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, presidida por mim, o prefeito maquiavelicamente ensaiou um recuo na proposta original que enviou à Câmara. No auge do tiroteio que enfrentava na Câmara, mandou dizer pelo seu líder na Casa, Leonel Feitosa, que garantia aos permissionários prioridade nas concessões e que ninguém ficaria de fora da atividade que ora exercem.
Pura balela do velho lambanceiro, o mesmo que, na fase da propaganda eleitoral, prometeu pela televisão que, em 120 dias, resolveria os problemas do transporte coletivo e que construiria, nos quatro anos de mandato, mil creches. Mentiu ao povo nas duas promessas. Quem quiser que acredite nele quanto a essa história de que os feirantes terão preferência sobre as privatizações. É mais um engodo, uma mentira cabeluda, uma armadilha em marcha. E por quê? Ora, na fase da licitação, é óbvio que os feirantes não vão ter a mínima condição de disputar com as empresas desejosas de entrar no negócio. Aprovado o projeto com a mudança que o grande mentiroso oferece, vai ser um massacre. Quem viver, verá.
Por: vereador Mário Frota
Líder do PDT na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ARTHUR E EU ENFRENTAMOS AS ELEIÇÕES MAIS CORRUPTA DA HISTÓRIA

O Arthur como candidato ao governo...

...e eu como candidato a uma vaga de senador.

A sessão da última quinta-feira (28/07), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), com propósito de entregar ao Arthur Virgílio Neto a comenda Medalha de Ouro da Cidade de Manaus, terminou, de forma espetacular, transformada em ato de desagravo ao ex-senador que perdeu eleição graças a compra de votos, via cartão de crédito, fato investigado e denunciado ao TRE pelo Ministério Público Eleitoral.

Havia um clima de solidariedade, de apoio irrestrito ao Arthur. Autoridades presentes, daqui e de fora, que usaram o microfone, o fizeram de forma emocionada, alguns até vertendo lágrimas, a exemplo do deputado estadual Arthur Bisneto que, se não segurasse o soluço, com certeza que não teria terminado o seu discurso.

Fosse um dos oradores é possível que comigo não seria muito diferente. Ocorreu com o Arthur Virgílio o mesmo que enfrentei em 1986, quando integramos a mesma chapa na eleição daquele ano, sendo que ele saiu candidato ao governo eu para uma vaga de senador. Nós - eu e o Arthur - enfrentamos a eleição mais corrupta da história deste Estado. O Arthur como candidato ao governo e eu como candidato a uma vaga de senador. A cabeça do Arthur rolou primeiro. No meu caso foi mais vergonhoso porque, desde o primeiro momento, o meu nome despontou, de forma disparada, como o mais votado para o Senado, o que aconteceu até o terceiro dia da apuração quando, inesperadamente, sem que ninguém entendesse, o TRE, sem nenhuma explicação à sociedade, mandou parar a apuração às 14:00 horas.

Havia acabado de almoçar quando o Arthur e o Félix Valois me avisaram que um fato muito grave estava acontecendo e precisávamos ir ao TRE conversar com o presidente do Tribunal. Sai correndo e os encontrei à porta do Tribunal, na época na José Clemente, no prédio onde hoje funciona a rádio Rio Mar. O Arthur interpelou o Presidente com palavras duras e, não fosse eu e o Valois contê-lo, por certo que os dois teriam se atracado. O Arthur: “O senhor mandou parar a apuração por ordens do Mestrinho. Isso é uma vergonha para este Tribunal. Esse é um jogo corrupto. Vocês vão hoje à noite roubar a eleição do Mário Frota”.

O presidente do TRE respondeu que não sabia de nada, que não havia autorizado a apuração dos votos coisa nenhuma. Ao deixar a sala do Presidente disse ao Arthur e ao Valois: “companheiros eles selaram hoje a minha sorte. À noite vão trocar as urnas e, amanhã, eles tomam a minha eleição”. Dito e feito. De forma misteriosa, no dia seguinte fui rebentado pela fraude eleitoral. Os cidadãos e cidadãs, vítimas daquela eleição corrupta, ficaram tão revoltados, ao ponto da multidão rumar para o TRE e só não ateou fogo no prédio porque eu e o Arthur chegamos a tempo de desviá-la para a frente do Instituto da Educação.

Os tempos mudaram. Antes era o voto manual que, manipulado por muita gente, desaguava num tal de mapa da eleição. A apuração dos votos durava dias. Agora, com a urna eletrônica, uma hora depois sabe-se quem foi eleito e quem perdeu. Antes os votos eram comprados nas mesas apuradoras, agora é antes, na grana, a exemplo do voto que, nessa eleição passada, no interior do Estado era negociado por R$50,00, mas a oferta podia chegar aos R$ 100,00.

A diferença da minha eleição que foi roubada no passado e a do Arthur agora é tão somente de natureza estratégica. Não adianta urna eletrônica enquanto as populações do interior continuarem mergulhadas na ignorância e na miséria. Bem a propósito, o senso do IBGE, de 2010, registra que vivem hoje no Amazonas 650 mil pessoas na faixa da miséria, ou seja, abaixo da chamada linha da pobreza. Isto é ruim para o nosso povo, mas uma beleza, uma maravilha para governos populistas, a exemplo da oligarquia fundada por Gilberto Mestrinho em l982 que resiste até hoje. Para eles é bom continuar assim. É muito fácil controlar um povo sem educação e com fome, mas é muito difícil, mais do que isso, é impossível escravizar esse mesmo povo quando ele foi frequentou a escola e tem o estômago cheio.

É por isso Arthur que o Amazonas, nesse último censo do IBGE aparece como campeão em miséria no território nacional, despontando com cinco municípios entre os 50 mais miseráveis do País. Do jeito que a coisa está cada vez vai ser mais difícil ganhar eleição por estas bandas.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM