quinta-feira, 21 de julho de 2011

AMAZONINO QUER PRIVATIZAR PATRIMÔNIO PÚBLICO E ENTREGAR A SEUS AMIGOS

Quando governador, Amazonino privatizou o Banco do Estado do Amazonas (BEA), o Porto de Manaus e a Cosama (foto).

O Amazonino continua aprontando contra o povo que o elegeu na última eleição para comandar os destinos da nossa Manaus. A sua mania é privatizar. Nesse meio tempo já aprovou a lei do lixo, com propósito de terceirizá-lo; fez a sua maioria na Câmara aprovar a lei do estacionamento, mais conhecido Zona Azul; e, agora, como se não bastasse, quer privatizar as feiras, mercados e todas e os parques da cidade, a exemplo da Ponta Negra, do Parque do Mindu, dos Bilhares, da Lagoa do Japiim, e vai por aí.

Privatizar e entregar aos amigos é com ele mesmo. Quando governador privatizou o Banco do Estado do Amazonas (BEA), o Porto de Manaus e a Cosama. O BEA, o banco que segurava o interior do Estado, com farta oferta de financiamentos aos produtores do setor agrícola, foi vendido ao Bradesco, que hoje, nas agências do interior, só serve para receber conta de água, luz e telefone. Quanto ao Porto, a razão todos sabem: entregá-lo ao amigo Carlos Alberto De Carli.

No caso da Cosama, esse é um capítulo à parte. Privatizada e vendida à empresa francesa que hoje controla a Águas do Amazonas, pelo preço de R$ 170 milhões, até hoje tem gente em busca de saber onde essa dinheirama foi parar. O que se sabe é que só a empresa intermediadora da venda papou a bagatela de R$ 40 milhões do município de Manaus, o dono da concessão embolsou míseros 5%, e o resto ninguém sabe onde foi parar. As más línguas juram que um gato guloso comeu o restante.

Agora o prefeito Negão encaminha à CMM projeto de lei em que parte para a privatização das feiras, mercados e parques de toda a cidade. Ontem mesmo mandei brasa da tribuna e disse que, aprovado o tal projeto, da forma que está, os permissionários de todas essas áreas vão virar empregados da empresa privatizadora, aliás, pior do que isso, escravos, porque, na hora que ocorrer qualquer desentendimento, de qualquer natureza, ela bota para fora o ocupante do boxe, sem lhe pagar qualquer direito e, de imediato, coloca outro no seu lugar.

Pode esse projeto ser melhorado e aprovado, desde que o prefeito aceite entregar todo esse mundo que ele vai privatizar para o controle e administração dos próprios permissionários, que podem se organizar em forma de cooperativas e tocar o negócio, responsabilizando-se, a partir daí, com as reformas e manutenções necessárias. O bom de tudo isso, é que os permissionários passam a ser os donos do seu negócio, os patrões deles mesmos. Ocorrendo tais mudanças voto a favor, caso ele teime em aprovar a lei fria, da forma como chegou à Câmara, vou brigar feio e votar contra.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CASO FERRUGEM: SECRETARIA DE SEGURANÇA E MINISTÉRIO PÚBLICO DEVEM EXPLICAÇÕES

“Dois assessores do Prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira, considerado inimigo político da família de Fernando Pontes (foto), são dos quadros da Polícia Civil”.

O jornal A Crítica, na sua coluna “Sim e Não”, publica hoje que o Grupo Fera, da Polícia Civil, está basicamente desativado depois do ocorrido em Presidente Figueiredo quando o jovem empresário. Fernando Pontes, o Ferrugem, foi fuzilado dentro da sua própria residência, no seu quarto, em frente da esposa e dos filhos menores.

O lamentável episódio deixa mal a Polícia Civil e o próprio Ministério Público que acompanhou a invasão da casa do empresário metralhado. Algumas perguntas não querem calar: quando o povo vai ter o direito de saber o que motivou a polícia a agir de forma tão violenta? Há por trás desse hediondo crime motivação política, levando-se em conta, conforme se comenta, que dois assessores do Prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira, considerado inimigo político da Família Pontes, são dos quadros da Polícia Civil. Por que os policiais do Grupo Fera, envolvidos no trágico episódio, não participaram da reconstituição do crime, sob a alegação de que ninguém pode produzir provas contra si mesmo? Não está certo o velho adágio popular de que quem não deve não teme? Isso cheira a confissão de culpa.

No início, o representante do Ministério Público afirmou que a pessoa morta pela polícia era um bandido perigoso envolvido em crimes de pedofilia. Por que, de repente, o Ministério Público deixou de chamar o jovem assassinado de bandido? Não encontraram provas de pedofilia nos computadores apreendidos na casa do Ferrugem? Como na frase de Shakespeare: “há algo de podre no reino da Dinamarca”, alias, é o que se pressupõe frente ao silêncio tumular com que é tratado o revoltante crime.

A verdade é que, numa simples busca e apreensão, que poderia ter sido feita a qualquer hora do dia, os policiais do Fera terminaram por mergulhar a instituição num banho de sangue. Que alguém me explique por que os policiais do Fera entraram na casa do Ferrugem de forma espetacular, no mais puro exibicionismo, com os rostos encapuzados como nos filmes? Quanto absurdo. Tudo nas barbas do Ministério Público, o fiscal da lei.

Mais uma pergunta que não quer calar: o Ministério Público, inocentemente, teria feito o jogo dos maus policiais que entraram na casa do Fernando Pontes com propósito de matá-lo? Que mal poderia fazer um homem que estava no quarto de dormir com a sua mulher e seus filhos, frente a um grupo de policiais que lhe apontaram armas de alto calibre? Por que já entraram atirando? Por que mesmo, depois de caído na cama, ainda dispararam vários tiros contra o seu corpo? O nome disso não é execução?

Essas perguntas a Polícia e o Ministério Público estão no dever legal e moral de responder à sociedade. Mas por que a lentidão nas investigações? Com propósito de deixar o caso cair no esquecimento? Quem melhor pode responder a estas perguntas é o Secretário de Segurança do Estado e o dirigente maior do Ministério Público no Amazonas que, pelo por tudo que sei, trata-se de dois homens públicos de bem.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

CALUNIADOR NA JUSTIÇA: PUNIÇÃO PARA QUEM OFENDE A HONRA E A DIGNIDADE

"Publicar sim, mas com responsabilidade. Em caso de dúvida, por que não investigar primeiro?


Sobre a minha decisão de processar o dono de um blog que atentou contra a minha honra, faço-o com propósito de que esse tipo de fato deletério e infame deixe de existir para sempre. A sociedade brasileira precisa estar vacinada e protegida contra esse tipo de covardia, ou seja, de alguém que se esconde por trás de um instrumento de comunicação para assacar contra a dignidade de pessoas inocentes.

Fatos como esse desmerecem e degrada qualquer meio de informação, seja ele imprensa falada, escrita, televisada ou, agora, mais recentemente, a informação por meio da internet. A honra de uma pessoa deve ser preservada a qualquer preço. Não é porque alguém dispõe de um blog que deve sair por aí difamando e injuriando pessoas.

Como político que tem compromissos inarredáveis com a democracia, a vida inteira irei defender o direito à divulgação de qualquer notícia, boa ou má, mas respaldada em documentos, para que não haja injustiça, massacre moral contra inocentes. Publicar sim, mas com responsabilidade. Em caso de dúvida, por que não investigar primeiro?

A denúncia feita pelo Jornal Folha de S. Paulo, contra a Escola de Base, colégio de crianças da capital paulista, envolvendo prática infame de crianças em filmes e fotos indecentes foram desmascaradas. Descobriu-se depois tratar-se de fraude montada contra os proprietários da escola. A Justiça repôs a verdade e inocentou os acusados pelo Jornal. Resultado: a proprietária entrou em depressão e morreu. O escândalo fechou a Escola de Base. Em outras palavras: os sonhos de uma família, que a vida inteira dedicou-se à educação de crianças viraram fumaça, destruídos. O fato virou história e hoje é usado como exemplo sempre que algum órgão de imprensa faz denúncias sem apresentar provas insofismáveis e esclarecedoras. Uma publicação maldosa pode ser tão letal quanto uma bala.

O que desejo é que, além de se retratarem na presença do Juiz, essas pessoas sejam devidamente punidas para que, nunca mais, ofendam a honra e dignidade de quem quer que seja.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM