segunda-feira, 27 de junho de 2011

VANESSA GRAZIOTTIN SERÁ RESPONSABILIZADA PELA FALÊNCIA DA ZFM


Que vexame. Como se não bastasse ter fugido do plenário, e se escondido no banheiro para não votar contra a Medida Provisória 517, que dá início ao desmonte da Zona Franca, Vanessa Graziottin foi a única da bancada amazonense a se posicionar a favor do sigilo eterno para os chamados documentos ultra secretos, acompanhando, assim, a posição já firmada pelos senadores José Sarney e Fernando Collor. É de dar asco.

É estranho que a Vanessa, que militou nas esquerdas, com o rótulo de comunista, esteja agora em companhia de Sarney e Collor. O partido dela, o PC do B, em plena ditadura, organizou a guerrilha do Araguaia e, lá, teve muitos dos seus integrantes assassinados pela ditadura militar.

Até em respeito aos seus colegas de partidos que, no passado, foram chacinados nas selvas do Araguaia, e tiveram seus corpos enterrados em lugares até hoje não divulgados, deveria a hoje senadora Vanessa demonstrar um mínimo de solidariedade àquelas pessoas que perderam a vida em nome de um ideal que, à época, ela e o seu marido, o Eron Bezerra, acreditavam estar defendendo o Brasil contra a opressão do poder tirânico dominante.

Nada mais patético, posso até dizer ridículo, do que ver pessoas que, até bem pouco tempo se diziam comunistas assumidas, envolvidos com políticos da laia de Sarney, hoje capa de um famoso livro intitulado, “Honoráveis Bandidos”, que conta, com pormenores, a sua trajetória de político marcado pela traição e pela corrupção.

Ao longo da minha vida política conheci comunistas que morreram sem recuar um centímetro da sua ideologia, a exemplo do Luis Carlos Prestes. No entanto, também conheço outros que, no poder, perderam-se completamente e mandaram Marx e sua ideologia às favas. Entre esses últimos posso colocar no mesmo balaio o Amazonino Mendes, a Vanessa e o Eron. Esses três, no passado, comunistas de carteirinha, combatiam a ferro e fogo o capitalismo até, naturalmente, o dia em que conheceram o gosto do poder e de tudo o que ele pode comprar.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

terça-feira, 21 de junho de 2011

Frota reclama de truculência policial na retirada dos ocupantes da APA do Tarumã


A ocupação popular da APA (Área de Proteção Ambiental) do Tarumã voltou a ser tema de pronunciamento na Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante a reunião desta segunda-feira (20). O vereador Mário Frota (PDT) criticou a forma como os ocupantes foram retirados da área. “A polícia agiu com truculência sem necessidade. Os policiais devem distinguir os picaretas infiltrados no meio das famílias realmente necessitadas de moradias”. Frota disse que a Prefeitura Municipal de Manaus deveria ter feito uma triagem de todos que ali estavam e, assim constatar quem é quem entre todos que lá estavam para encaminhá-los ao programa de moradia popular do governo federal denominado “Minha Casa Minha Vida”.

O pedetista defendeu os líderes da invasão com prisões decretadas, argumentando que são pessoas idealistas que não possuem sequer casa própria para morar e que não são aproveitadores. Para Frota, retiraram os pobres do Tarumã para deixar os ricos com suas mansões, marinas, estaleiros e restaurantes à vontade seria uma espécie de injustiça social.

Wilton Lira (PTB) apontou os danos ambientais causados pelos ocupantes do local como uma ameaça à APA, para ele um dos poucos mananciais de água potável na área urbana da cidade. “Há danos de toda ordem causado pelos moradores. Não há a mínima consciência ambiental. Isso é grave em se tratando de uma área de manancial de água potável”.

Fonte: Antônio Rodrigues
Fotografia: Plutarco Botelho

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CASO FERRUGEM: RAMIREZ AFIRMA QUE É IMPOSSÍVEL FAZER A RECONSTITUIÇÃO

Alberto Ramirez: “Os policiais não podem ser obrigados a participar

porque ninguém é obrigado a produzir provas contra si próprio”.


A recusa de policiais do grupo Fera, da Polícia Civil, de não participar da reconstituição do crime do empresário Fernando de Araújo Pontes, o “Ferrugem”, vem aumentar ainda mais as suspeitas de que o jovem empresário foi alvejado de propósito, ou seja, os policiais não entraram na sua casa para fazer a busca e apreensão de objetos que pudessem provar seu envolvimento em crime de pedofilia, mas para matá-lo mesmo, executá-lo à sangue frio, conforme testemunho da sua esposa a que tudo assistiu, sem nada poder fazer.

Por que o medo dos policiais em participar da reconstituição? Há um velho adágio popular que diz que “quem não deve não teme”. No jornal A Crítica, do fim da semana passada, o delegado da Polícia Civil, Alberto Ramirez, afirma que é impossível fazer a reconstituição sem a presença dos policiais. Mais adiante, na mesma reportagem, diz que os policiais foram aconselhados pelos seus advogados a não participar da reconstituição. Ainda, no mesmo texto, o delegado Ramirez afirma que “os policiais não podem ser obrigados a participar porque ninguém é obrigado a produzir provas contra si próprio”.

As palavras do delegado terminam por jogar mais dúvidas sobre um crime que abalou o município de Presidente Figueiredo. Por que essa história de que os policiais não devem participar da reconstituição do crime contra o jovem empresário porque, o fazendo, poderiam se complicar mais, já que estão sendo alvo de pesadas denúncias de que a missão policial tinha por meta matar Fernando Pontes? Ora, se são mesmo inocentes, então porque o medo? As palavras do delegado terminaram por turvar ainda mais as águas.

O que se sabe é que as gravações feitas pelo Ministério Público, presente à desastrada operação, tem como revelar a verdade dos fatos. E aqui vai uma pergunta indiscreta: por que o Ministério Público até a presente data ainda não divulgou o conteúdo dessas gravações? O que se sabe é que a divulgação dessas gravações pode explodir como uma bomba. O povo deseja conhecer a verdade que não quer calar, quer conhecer as gravações. Por sua vez, o Ministério Público, na condição de fiscal da lei, está na obrigação legal e moral de divulgá-las.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

COPA DE 2014: MAIS ROUBALHEIRA DE DINHEIRO PÚBLICO


Mário Frota: “Agora, a presidente Dilma consegue

dobrar esse Congresso de araque a tornar sem efeito as regras

da Lei das Licitações para as obras da Copa”.

Os empresários que vão tocar obras para a Copa vibraram com a “bondade” do governo Dilma de deixá-los fora das exigências básicas de fiscalização previstas na lei 8.666/93, que disciplina a licitação no País. Esse é o PT que eu conheço, gente. Ficaria surpreso é se os mandões do PT fizessem algo para evitar, por parte de certas construtoras, mais roubalheira de dinheiro público. Até o nosso Praciano, que fala tanto em combater a corrupção, no plenário, dobrou-se como um cordeirinho.

É impensável a ‘cupinzada’ petista tomar uma atitude moralizadora. Os mensalões e mensalinhos estão aí. Delúbio Soares, um dos chefões dessa histórica bandalheira, voltou a ser acolhido no PT, por decisão do ex-presidente Lula, com direito a tapete vermelho. Que vergonha!

Agora é esperar para ver. Essa é a grande oportunidade da companheirada satisfazer o seu apetite voraz por grana. Eles, com um bando de gafanhotos vorazes estão hoje espalhados em mais de 60 por cento dos cargos comissionados do governo federal. Nos Estados, mesmo em governo que não são do PT, sob pressão de Brasília, prefeitos e governadores os nomeiam para funções elevadas, a exemplo de secretarias, presidências de empresas públicas, diretorias, e vai por aí.

Agora, a presidente consegue dobrar esse Congresso de araque a tornar sem efeito as regras da Lei das Licitações para as obras da Copa. Tentaram deixar o próprio TCU de fora da fiscalização dos gastos com as obras para a Copa. Até certo ponto os militares, que tomaram o poder em l964, agiam com mais pudor. Ao contrário do governo do PT, homens que naquela época tocaram obras gigantescas País a fora, morreram pobres. Dou, aqui, dois exemplos: Mário Andreazza e Jorge Teixeira. O primeiro, esteve à frente de super construções, como a ponte Rio/Niterói, a rodovia Transamazônica, a Ferrovia do Aço, entre outras; enquanto Jorge Teixeira, depois de exercer a prefeitura de Manaus, foi nomeado governador do então Território de Rondônia e, depois, eleito para o Estado de Rondônia.

Na condição de deputado federal, pela oposição, combati a ferro e fogo os desmandos da ditadura militar, mas confesso que, ao longo de todos aqueles intermináveis anos de opressão, nunca vi tanta corrupção na área federal como a que vejo hoje. Não me lembro de escândalos em torno de dinheiro metido na cueca de alguém, nem de neguinho, a exemplo desse gatuno do Palocci, ter o seu patrimônio, em quatro anos, multiplicado por 20. Aliás, os governantes militares, a começar pelos cinco governadores que administram nessa época o Amazonas, são anjinhos de igrejas barrocas, comparados à essa ‘cupinzada’ petista.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM