terça-feira, 14 de dezembro de 2010

COARI É UM CASO DE POLÍCIA


COARI, O MUNICÍPIO MAIS RICO DO INTERIOR DO AMAZONAS ESTÁ MERGULHADO EM CORRUPÇÃO, MAS AS AUTORIDADES, CONIVENTES, CALAM. USANDO AQUI O JARGÃO DO BORIS CASOY: ISTO É UMA VERGONHA! Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a renda per capta de Coari chega a ser maior do que a de Manaus. Enquanto a da capital amazonense é de R$ 22.000,00, a de Coari já ultrapassou os R$ 23.000,00. Tais dados são inquestionáveis, pois que são frutos de pesquisa feita pelo IBGE em todo o país.

Infelizmente o PIB (Produto Interno Bruto), dividido por habitante não significa distribuição de renda, pois se fosse o caso, a população de Manaus, que tem como geradora de riquezas o parque industrial da Zona Franca de Manaus, com faturamento previsto para este ano em mais de US$ 30 bilhões, e a de Coari, que tem milionária participação de royalty sobre exploração de gás e petróleo, estariam entre as mais ricas do país.

Tudo bem. Sobre a situação de Manaus sabemos que o grosso desses recursos, a título de remessa de lucros, sai de Manaus para as sedes das empresas no sul do país e para o exterior. Aqui fica tão-somente o dinheiro dos salários pagos aos funcionários, responsável pela circulação de riquezas, os setores de serviços e comércio, além naturalmente de impostos como o ICMS, recolhido para o estado e o ISS para o município.

O que ninguém consegue entender é porque o município de Coari, hoje dono de uma arrecadação tão expressiva, ao ponto de apresentar uma renda per capta maior do que a de Manaus, o seu povo está empobrecido, as ruas da cidade estão esburacadas, o salário dos funcionários atrasados em seis meses, sem falar que o décimo terceiro do ano passado ainda não foi pago.

Ora, ao contrário de Manaus, o dinheiro de royalty sobre o petróleo não migram para lugar nenhum, pois cada centavo vai para os cofres da prefeitura de Coari, fato que o transformou no município mais rico do interior do Amazonas. Ora, se tudo isso é verdade, por qual razão o povo de Coari está sofrendo tanto? O município foi precipitado no caos. O povo não tem direito a uma educação de qualidade para seus filhos, saúde pública, água limpa nas torneiras, esgotos, segurança pública, e vai por aí.

Em síntese, Coari é um caso de polícia. Sai um prefeito pedófilo e ladrão e entra outro que continua recebendo recursos milionários, mas que somem misteriosamente. Todo mundo sabe que o Adail roubava mais do que um rato, mas pagava o funcionalismo e mantinha a cidade mais ou menos arrumada. Agora, o que se sabe, é que o atual prefeito não sai por aí prostituindo menininhas de 12 e 13 anos, mas, em compensação, o dinheiro que chega à prefeitura desaparece como fumaça.

Todo mundo fecha os olhos para tal escândalo: os vereadores do município calam, o Ministério Público está encolhido, os governos estadual e federal mantêm silêncio, os deputados estaduais e federais perderam a língua. Enfim, o que existe sobre Coari é o silêncio mais absoluto, fruto de omissão vergonhosa e infame. No dizer do padre Antônio Vieira: “omissão é o pecado que se faz não fazendo”. No caso de Coari não é só pecado, mas também crime das autoridades que meteram a boca no saco. Com autoridades como essas, para que o povo de Coari precisa de inimigos?

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

TRANSPORTE COLETIVO: AMAZONINO VAI ACABAR COM AS COOPERATIVAS


PARA AJUDAR AS EMPRESAS PICARETAS QUE DESTRUÍRAM O SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO DE MANAUS, AMAZONINO AMEAÇA EXTINGUIR OS ÔNIBUS EXECUTIVOS. O presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) está ameaçando retirar os ônibus executivos de circulação. Ora, quem conhece o Amazonino, por certo sabe que ele vai ferrar as Cooperativas para beneficiar os donos das empresas que hoje esfolam o nosso povo que anda de ônibus. As Cooperativas são daqui, e os seus ônibus têm sido o salva-vidas do sistema. Sem eles o sistema estaria totalmente quebrado, aniquilado.

Conhecendo o caráter do Amazonino como eu conheço, sei que mais cedo ou mais tarde, a meta dele é jogar os proprietários dos ônibus das Cooperativas na rua da amargura. E por quê? A resposta é grana, dinheiro, capim, boró, ou qualquer outro nome que se queira dar ao vil metal.

Dias atrás, ouvi de alguém, que o prefeito Negão tinha por objetivo ajudar os proprietários dos ônibus executivos, orientando-os a formar um pool, unindo todas as Cooperativas para participar da futura licitação que tem por meta organizar o transporte coletivo de Manaus. É tudo papo furado, desconversei.

Conhecendo o menino sabido, o mesmo que, segundo os mais velhos, enganou um pedreiro em alguns milhões, que o pobre homem havia ganhado na loteria, sabe que no lugar do coração ele tem bolso, e bolso profundo. Ouvi a história e fiquei com a pulga atrás da orelha. Em matéria de maldade, todo mundo sabe do que ele é capaz. Bem a propósito, lembrei-me agora do apelido que ele ganhou a partir do episódio que aprontou com o pedreiro: Maumenino.

O Maumenino jamais vai ajudar os proprietários dos ônibus executivos. Como o deputado Justo Veríssimo - personagem interpretado pelo Chico Anísio - ele quer mesmo é que pobre se exploda. Entre ficar com os donos de ônibus, sem dinheiro, que mal ganham para pagar o carro e sustentar a família, ele fica com os poderosos donos dessas empresas de fora, que espoliam e exploram o povo da terra. E tudo por quê? Por causa da grana. Por causa da mala preta do dinheiro que, historicamente, ajuda políticos antes, nas campanhas, e depois.

Há uma grande diferença do que acontece aqui e em Belém no que diz respeito ao transporte coletivo. Em Belém, várias empresas são de pessoas da terra, a exemplo da Nossa Senhora de Nazaré e da D. Manoel, enquanto, aqui, todas são de fora, sem exceção. Em Belém, o transporte coletivo é bom, os ônibus são novos e a passagem custa R$ 1,80. Aqui os ônibus estão caindo aos pedaços e a passagem custa R$ 2,25 e, mesmo assim, os pilantras ainda pedem aumento da tarifa. Ia esquecendo: aqui o governador abriu mão da cobrança dos 17 por cento do ICMS sobre o diesel usado pelos ônibus. Em Belém os proprietários dos ônibus não recebem nenhum incentivo.

Não sou profeta, mas sei que essa licitação só vai beneficiar os proprietários das empresas e, em razão disso, em nada vai ser diferente de outra picaretagem: a Transmanaus, urdida pela turma do Serafim e os donos de ônibus. Quem viver, verá.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

Mário Frota diz que palavras desagradáveis são próprias do parlamento



Defendendo a idéia de que o Parlamento deve ser um lugar de discussão e, por isso, palavras desagradáveis podem ser ditas durante os debates, o vereador Mário Frota, líder do PDT na Câmara Municipal de Manaus, relembrou na reunião de hoje (08) as críticas que fez, na véspera, à administração do prefeito Amazonino Mendes e afirmou que não recua em nada o que falou. “Se ele (o prefeito) recebeu vaias foi porque não cumpriu as promessas de campanhas, entre elas a de que resolveria em 120 dias o problema do transporte coletivo de Manaus”, considerou o parlamentar, acrescentando que o prefeito e seus secretários trataram com desprezo esse problema e por isso as vaias aconteceram.
O parlamentar recordou que todos os políticos estão sujeitos a esse tipo de situação em que o povo manifesta seu desagrado com os governantes. “Isso aconteceu também com o ex-prefeito Serafim Correa (PSB), que quando aparecia em público era vaiado por não cumprir as promessas de campanha”, disse. “Isso é normal e se o prefeito Amazonino Mendes não quer levar vaias que cumpra promessas que fez à população”, recomendou.
Na segunda-feira (07) Frota fez duras críticas à administração de Amazonino e atribuiu o problema de saúde do prefeito às vaias que ele recebeu no dia 26 de novembro, quando o presidente Lula esteve em Manaus. As vereadoras Mirtes Sales (PP) e Marise Mendes (PTB) entenderam que o pedetista estava tripudiando sobre a saúde do prefeito e protestaram. Hoje, Mário Frota declarou que espera que Amazonino melhore dos problemas de saúde, reassuma o comando da prefeitura e execute seus compromissos para que não voltem a acontecer situações constrangedoras.
Fonte: Chris Reis
Fotografia: Plutarco Botelho

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

VAIA LEVA AMAZONINO AO SÍRIO LIBANÊS



AMAZONINO PEGOU UMA VAIA NA FRENTE DO LULA, FICOU TIRIRICA DE RAIVA, PASSOU MAL E, POR NÃO ACREDITAR NOS MÉDICOS DAQUI, PEGOU O DR. TAM E O DR. GOL E SE MANDOU PARA SÃO PAULO. No seu terceiro mandato à frente do governo do Estado, Amazonino Mendes, dirigindo o seu carro, bateu num barranco, nas proximidades de Presidente Figueiredo e, seriamente machucado, foi levado às pressas para o hospital João Lúcio, onde recebeu, por parte da sua equipe, o melhor atendimento e tratamento.

Agora, parece que deixou de confiar nos hospitais e médicos da terra, preferindo viajar a São Paulo para ver o seu estado de saúde no Hospital Sírio Libanês. É de se perguntar: Será que o prefeito Negão deixou de confiar nos profissionais da medicina do nosso estado? O que alguns de seus assessores comentam, é que a razão da visita ao Sírio Libanês teve origem na monumental vaia que sofreu na presença de Lula. A partir daí o homem caiu em depressão, o metabolismo disparou e a diabetes subiu tanto que ultrapassou os fios do cabelo da cabeça.

O problema é que, a partir de agora, tudo leva a crer que ele vai enfrentar outras contrariedades todas as vezes que meter o nariz em reunião pública. Os pobrezinhos que ele enganou – com aquele papo pilantra-demagógico de que resolveria os problemas do transporte coletivo em 120 dias – só estão esperando que ele apareça para lançar-lhe no rosto outras retumbantes vaias. Bem, como ele não acredita em médico daqui, o resultado todos sabemos: mais viagens a São Paulo e mais entradas no Sírio Libanês.

Isso é o que dá quando se mente para o povo. Ele, o Amazonino, esqueceu, mas o povo – que está vivendo horrores na sua briga do dia a dia para conseguir entrar num desses ônibus apodrecidos pela ferrugem para chegar ao emprego – só está esperando a hora para lhe dar o troco. Primeiro para vaiar o rei da mentira em todas as oportunidades que puder; segundo para derrotá-lo na eleição que se aproxima, quando ele, mais uma vez, na maior cara de pau, vai correr atrás do povo para pedir votos, com certeza contando poder enganá-lo como o fez na eleição passada.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

OPERAÇÃO ÁGUIA: JUIZ MANDA SOLTAR HE-MAN



A DECISÃO DO JUIZ QUE AUTORIZOU O RETORNO DO HE-MAN AO CARGO DE DELEGADO FOI UM PRESENTE DE NATAL OU DE GREGO PARA O NOSSO POVO? Que juiz legal. Com juiz assim, a sociedade não precisa de inimigo. Ele é tão bonzinho que, numa canetada, manda o He-Man de volta à função de delegado da Polícia Civil. Afinal, isso é presente de natal ou de grego?

Ironia à parte. Felizmente, o Judiciário do Amazonas, integrado por magistrados e magistradas de competência e integridade comprovadas, com certeza, no momento oportuno, reformará a estranha decisão, com propósito de corrigir tal insensatez e manter o ex-delegado longe da delegacia, por ele usada como biombo para cometer os crimes descobertos pela Polícia Federal na investigação que ficou conhecida por Operação Águia.

A decisão do meritíssimo é equivocada, do ponto de vista jurídico e moral, um desrespeito ao povo. A função que He-Man vinha exercendo, como delegado, era de relevante importância no combate a todas as formas de criminalidade. Ora, como, então, uma pessoa que foi excluída de tal função, por falta de comportamento adequado, pode retornar a ela como se nada tivesse acontecido?

No estado de direito, a lei deve ser respaldada na ética e na moral. Não pode ser diferente. Que lei foge de tais princípios? E como esquecer o bom senso e a razoabilidade, parâmetros que também merecem o respeito do magistrado na aplicação da lei? Por que o juiz que mandou o He-Man de volta ao cargo de delegado não observou esses mandamentos?

Em países do chamado primeiro mundo, um fato como esse não ocorre, em razão da rigidez dos princípios morais que alimentam e dão vida às instituições a serviço da sociedade. Nos Estados Unidos os policiais são fiscalizados pela própria instituição que, ao menor deslize, os afasta sumariamente e, somente, pela comprovação da inocência, poderá voltar a usar a insígnia e a arma a que tem direito como agente da lei.

Essa é uma prática comum em todo o mundo civilizado. Como pode a sociedade confiar num policial que, ao invés de defendê-la dos bandidos, terminou por se envolver em crimes que ele estava na obrigação moral e legal de combatê-los? Sem razões para justificar a sua atitude, esse juiz afronta a sociedade que ele, ao vestir a toga, jurou defendê-la pela aplicação da lei no seu sentido mais justo.

Vai, aqui, em nome das pessoas que me fizeram seu representante na Câmara Municipal deste Município, o meu apelo ao Dr. Francisco Cruz, o chefe do Ministério Público no Estado, que tome a iniciativa, como fiscal da lei, e recorra da decisão do magistrado que está mandando o He-Man de volta à delegacia, na minha opinião um incentivo puro e simples à impunidade e estímulo ao crime.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TURISTAS AVALIAM A SITUAÇÃO DE TRAGÉDIA EM QUE VIVE MANAUS



A PESQUISA COM OS TURISTAS MOSTRA QUE O PREFEITO DE MANAUS PRECISA SAIR DO GABINETE E, INDIRETAMENTE, EVIDENCIA QUE OS VEREADORES DA SITUAÇÃO, QUE COMPÕEM A MAIORIA NA CÂMARA, SÃO SUBSERVIENTES NO MOMENTO EM QUE COMPACTUAM COM O ABANDONO DA CIDADE. PARA COMPOR UM ARCO DE ALIANÇAS NÃO PRECISA CRITICAR, MAS COBRAR RESULTADOS. Quando a oposição, da qual faço parte na Câmara Municipal, denuncia que Manaus está abandonada, com o transporte coletivo em pedaços, no fundo do poço, e a cidade está suja e esburacada, vem logo os puxa-sacos e gosmentos lambe-botas do Amazonino e rebatem, fazendo a defesa do indefensável.
No entanto, não é só a oposição que enxerga a situação de tragédia em que vive a nossa Manaus. Pesquisa divulgada ontem, pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM), sobre a opinião dos turistas nacionais que nos visitam, aponta no mesmo sentido, senão vejamos.
60,0% dos entrevistados falaram mal da limpeza pública, 56,2% perceberam a calamidade por que passa o transporte coletivo. 47,1% não gostaram da segurança pública que viram. 46,4% acharam o asfalto péssimo. 47.1 criticaram a segurança pública, enquanto 21,5% detonaram as telecomunicações.
Ora, se para o turista que nos visita, todos os setores de serviços públicos vão de mal a pior, agora imagine o que pensam os que aqui vivem. Em verdade, o turista não vivencia tais problemas, por duas razões: a visita à cidade é rápida e, geralmente, anda de táxi. Em verdade, quem conhece mesmo os problemas de Manaus é o povo daqui, em especial os moradores da periferia abandonada pelo poder público.
O turista, por exemplo, não sabe o que é ficar numa parada de ônibus, pegando sol e chuva, às vezes por mais de uma hora. Na metade do percurso, o pobre coitado é obrigado a descer, porque o veículo quebrou ou começou a pegar fogo. Quem vive o dia a dia enfrentando ônibus caindo aos pedaços, com certeza que a nota que o povo daria a esse serviço seria zero.
Nas ruas, praças e calçadas a sujeira é visível. Agora, quando ao asfalto, eu garanto que a nota dada pelos turistas seria bem pior, caso eles se dispusessem a dar uma voltinha pela periferia para ver a extensão da buraqueira. No caso da segurança pública, a nota dada seria reduzida a zero se o turista se atrevesse a passear à noite por certos bairros da cidade, sem iluminação, sem posto policial, infestados de gangues (galeras) disposta a matar se alguém não dispor de, pelo menos, R$ 5,00 no bolso para pagar o pedágio. Quanto às telecomunicações, o telefone celular é péssimo e a internet é a mais cara e lenta.
O IFPEAM identificou a opinião dos turistas nacionais sobre os serviços públicos acima, agora, o ideal, seria se esse órgão, a título comparativo, realizasse uma pesquisa sobre a opinião do nosso povo sobre tais serviços. De uma coisa estou certo: a maioria, esbarrando nos 100%, vai dizer horrores sobre a qualidade do transporte coletivo, do asfalto, da limpeza pública, da segurança pública, da telefonia e internet, entre outros serviços.
Por: vereador Mário Frota
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM
Líder do PDT na CMM

Frota discorda do possível aumento de cadeiras na Câmara Municipal de Manaus


O resultado do recenseamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que indica a possibilidade de Manaus vir a ter 41 vereadores a partir da próxima legislatura desagradou ao líder do PDT na Câmara Municipal, vereador Mário Frota, que questionou se o aumento realmente ajudaria o povo da cidade, já que, segundo ele, a maioria dos atuais 38 parlamentares prefere aprovar tudo o que é de interesse do Executivo municipal.Frota disse ser preferível que a cidade tivesse 15 ou 21 vereadores, mas que a CMM tivesse mais independência em relação ao poder Executivo. Para ele, não adianta criar mais despesas para o povo pagar, defasando o orçamento público que poderia ser usado para atender as áreas de saúde, educação e saneamento básico, em vez de aumentar o número de cadeiras para a maioria dos vereadores apoiar o prefeito. “Não estou aqui para apoiar o prefeito, fui eleito pelo povo para fiscalizar o prefeito”, proclamou. Prosseguindo nas críticas ao desempenho do parlamento, Mário Frota afirmou que não adianta aumentar o número de vereadores “para aplaudir e bajular o prefeito de plantão”. Ele reclamou porque este é o terceiro ano votando o orçamento municipal sem poder acrescentar nada ao projeto de lei elaborado pelo Executivo. “Nem uma vírgula, se estiver fora do lugar, pode ser corrigida, porque a maioria silenciosa aprova tudo o que o prefeito manda, e então, para quê aumentar o número de vereadores se os que estão postos são incapazes de representar o povo, de corrigir ou emendar o orçamento que sai do jeito que chega a esta Casa?”, protestou o líder pedetista.

Fonte: Gabriel Andrade

Fotografia: Sérgio Oliveira

Frota diz que não precisa tanques de guerra para combater crimes em Manaus


O comentário do governador Omar Aziz, divulgado por um jornal local, de que o Estado usaria força total contra o narcotráfico se tivesse apoio das Forças Armadas como ocorre no Rio de Janeiro, levou o líder do PDT na Câmara Municipal, vereador Mário Frota, a sentir-se preocupado, como ele revelou na tribuna da Casa. Frota acha que embora seja preocupante a escalada da violência em Manaus, a situação não exige o aparato bélico usado no Rio. Para ele, aqui o governo não precisa de armas de última geração nem tanques de guerra para enfrentar os criminosos.De acordo com Mário Frota, o que falta em Manaus é melhorar a qualidade do policiamento nas ruas do centro e na periferia, que está à mercê dos traficantes e das quadrilhas de assaltantes. “Toda a sociedade está à mercê dos criminosos, mas ainda não é uma situação comparável à do Rio de Janeiro, porque pode ser controlada pela polícia, desde que o governo aumente o efetivo da Polícia Militar, que é o mesmo de vinte anos atrás”, opinou o parlamentar.Frota argumentou que milhares de pessoas chegam à cidade todos os anos, vindo do Maranhão, do Ceará e principalmente do Pará, além de muita gente que migra do interior para a capital. O crescimento demográfico exige que o governo melhore as estruturas sociais. Para combater a marginalidade, o vereador entende que o Estado precisa melhorar também a Polícia Civil. Ele afirma que o combate aos marginais deve ser feito com a presença da polícia nas ruas, com as viaturas passando sempre nos locais onde a violência é mais freqüente. Mário Frota citou o caso de New York, nos EUA, que segundo ele era a cidade mais intranqüila e insegura do planeta. “Estive lá, como deputado federal, e fui aconselhado a não sair do hotel porque poderia ser assaltado, mas a coisa mudou a partir da decisão de erradicar o crime tirando todos os bandidos das ruas da cidade”, contou. Para o vereador, só retirando os bandidos de circulação é que haverá paz em Manaus.

Fonte: Gabriel Andrade

Fotografia: Plutarco Botelho

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

VOTO DE DESPOLITIZADO É MANIPULADO À BASE DE MUITO DINHEIRO


O BRASILEIRO ESQUECE EM QUEM VOTOU PORQUE O PARLAMENTO ESTÁ CARENTE DE GRANDES ORADORES, LÍDERES E ABARROTADO DE MAUS POLÍTICOS QUE SÓ QUEREM SE LOCUPLETAR COM O ERÁRIO PÚBLICO, À SURDINA, SEM ALARDE, PORQUE A CORRUPÇÃO, NO BRASIL, É CULTURAL. Pesquisa que o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) mandou fazer demonstra que 22 por cento da população do país já não lembra em quem votou para deputado estadual e quase o mesmo percentual, também, não recorda em quem votou para deputado federal.

Pesquisa feita pelo DataFolha, antes das eleições deste ano, apontavam que mais de 71 por cento dos eleitores entrevistados não lembravam em quem haviam votado para deputado estadual e federal. Possivelmente, daqui a mais um ou dois anos, o percentual dos que votaram nas eleições de outubro vai ser o mesmo, ou, quem sabe, até mais elevado.

É por causa desse tipo de eleitor, que vota de forma irresponsável, sem examinar a história do candidato - se presta ou se trata de um patife que quer manipular um mandato político para se dar bem na vida - é que a classe política deste país continua ruim, na sua grande maioria atrelada ao dinheiro dos respectivos poderes executivos, em busca de fazer negócios e enriquecer.

Por que, por exemplo, os nossos legislativos municipal e estadual estão lotados de neguinhos apoiando o prefeito e o governador? É pelos belos olhos deles? Coisa nenhuma! São os favores, muitos milionários, basta ver o número de deputados estaduais que montaram clínicas, fundações e outros tipos de arapucas, que se empanturraram com dinheiro dos impostos do contribuinte.

Em época de eleição essas entidades financiam a campanha dos seus proprietários que voltam à Assembléia para continuar mamando nas tetas da viúva e fazer o de sempre: continuar bajulando o governador de plantão, seja lá ele quem for. É um círculo viciado, vicioso e interminável, praticado pelo responsável por compras de votos de eleitores que, um mês depois da eleição, já não recordam em quem votaram.

Com esse tipo de candidato e de eleitor como fazer esse país transformar-se no que os homens e mulheres conscientes o desejam que seja? É muito difícil. O certo seria a cada eleição o processo de escolha sofrer depuração e os parlamentares do país melhorar. Numa democracia verdadeira é isso que se espera, agora, num país em que o voto das populações despolitizadas continuam manipuladas pelo cabresto eleitoral, à base de muito dinheiro, é impossível tal evolução.

É por isso – e quem duvida – que o Brasil continua marcando passo, sendo apontado, mesmo entre países pobres da América do Sul, em termos de educação, saúde saneamento e segurança, bem abaixo da maioria. Fato que, convenhamos, é uma vergonha.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM