sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

OPERAÇÃO ÁGUIA: JUIZ MANDA SOLTAR HE-MAN



A DECISÃO DO JUIZ QUE AUTORIZOU O RETORNO DO HE-MAN AO CARGO DE DELEGADO FOI UM PRESENTE DE NATAL OU DE GREGO PARA O NOSSO POVO? Que juiz legal. Com juiz assim, a sociedade não precisa de inimigo. Ele é tão bonzinho que, numa canetada, manda o He-Man de volta à função de delegado da Polícia Civil. Afinal, isso é presente de natal ou de grego?

Ironia à parte. Felizmente, o Judiciário do Amazonas, integrado por magistrados e magistradas de competência e integridade comprovadas, com certeza, no momento oportuno, reformará a estranha decisão, com propósito de corrigir tal insensatez e manter o ex-delegado longe da delegacia, por ele usada como biombo para cometer os crimes descobertos pela Polícia Federal na investigação que ficou conhecida por Operação Águia.

A decisão do meritíssimo é equivocada, do ponto de vista jurídico e moral, um desrespeito ao povo. A função que He-Man vinha exercendo, como delegado, era de relevante importância no combate a todas as formas de criminalidade. Ora, como, então, uma pessoa que foi excluída de tal função, por falta de comportamento adequado, pode retornar a ela como se nada tivesse acontecido?

No estado de direito, a lei deve ser respaldada na ética e na moral. Não pode ser diferente. Que lei foge de tais princípios? E como esquecer o bom senso e a razoabilidade, parâmetros que também merecem o respeito do magistrado na aplicação da lei? Por que o juiz que mandou o He-Man de volta ao cargo de delegado não observou esses mandamentos?

Em países do chamado primeiro mundo, um fato como esse não ocorre, em razão da rigidez dos princípios morais que alimentam e dão vida às instituições a serviço da sociedade. Nos Estados Unidos os policiais são fiscalizados pela própria instituição que, ao menor deslize, os afasta sumariamente e, somente, pela comprovação da inocência, poderá voltar a usar a insígnia e a arma a que tem direito como agente da lei.

Essa é uma prática comum em todo o mundo civilizado. Como pode a sociedade confiar num policial que, ao invés de defendê-la dos bandidos, terminou por se envolver em crimes que ele estava na obrigação moral e legal de combatê-los? Sem razões para justificar a sua atitude, esse juiz afronta a sociedade que ele, ao vestir a toga, jurou defendê-la pela aplicação da lei no seu sentido mais justo.

Vai, aqui, em nome das pessoas que me fizeram seu representante na Câmara Municipal deste Município, o meu apelo ao Dr. Francisco Cruz, o chefe do Ministério Público no Estado, que tome a iniciativa, como fiscal da lei, e recorra da decisão do magistrado que está mandando o He-Man de volta à delegacia, na minha opinião um incentivo puro e simples à impunidade e estímulo ao crime.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TURISTAS AVALIAM A SITUAÇÃO DE TRAGÉDIA EM QUE VIVE MANAUS



A PESQUISA COM OS TURISTAS MOSTRA QUE O PREFEITO DE MANAUS PRECISA SAIR DO GABINETE E, INDIRETAMENTE, EVIDENCIA QUE OS VEREADORES DA SITUAÇÃO, QUE COMPÕEM A MAIORIA NA CÂMARA, SÃO SUBSERVIENTES NO MOMENTO EM QUE COMPACTUAM COM O ABANDONO DA CIDADE. PARA COMPOR UM ARCO DE ALIANÇAS NÃO PRECISA CRITICAR, MAS COBRAR RESULTADOS. Quando a oposição, da qual faço parte na Câmara Municipal, denuncia que Manaus está abandonada, com o transporte coletivo em pedaços, no fundo do poço, e a cidade está suja e esburacada, vem logo os puxa-sacos e gosmentos lambe-botas do Amazonino e rebatem, fazendo a defesa do indefensável.
No entanto, não é só a oposição que enxerga a situação de tragédia em que vive a nossa Manaus. Pesquisa divulgada ontem, pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas (IFPEAM), sobre a opinião dos turistas nacionais que nos visitam, aponta no mesmo sentido, senão vejamos.
60,0% dos entrevistados falaram mal da limpeza pública, 56,2% perceberam a calamidade por que passa o transporte coletivo. 47,1% não gostaram da segurança pública que viram. 46,4% acharam o asfalto péssimo. 47.1 criticaram a segurança pública, enquanto 21,5% detonaram as telecomunicações.
Ora, se para o turista que nos visita, todos os setores de serviços públicos vão de mal a pior, agora imagine o que pensam os que aqui vivem. Em verdade, o turista não vivencia tais problemas, por duas razões: a visita à cidade é rápida e, geralmente, anda de táxi. Em verdade, quem conhece mesmo os problemas de Manaus é o povo daqui, em especial os moradores da periferia abandonada pelo poder público.
O turista, por exemplo, não sabe o que é ficar numa parada de ônibus, pegando sol e chuva, às vezes por mais de uma hora. Na metade do percurso, o pobre coitado é obrigado a descer, porque o veículo quebrou ou começou a pegar fogo. Quem vive o dia a dia enfrentando ônibus caindo aos pedaços, com certeza que a nota que o povo daria a esse serviço seria zero.
Nas ruas, praças e calçadas a sujeira é visível. Agora, quando ao asfalto, eu garanto que a nota dada pelos turistas seria bem pior, caso eles se dispusessem a dar uma voltinha pela periferia para ver a extensão da buraqueira. No caso da segurança pública, a nota dada seria reduzida a zero se o turista se atrevesse a passear à noite por certos bairros da cidade, sem iluminação, sem posto policial, infestados de gangues (galeras) disposta a matar se alguém não dispor de, pelo menos, R$ 5,00 no bolso para pagar o pedágio. Quanto às telecomunicações, o telefone celular é péssimo e a internet é a mais cara e lenta.
O IFPEAM identificou a opinião dos turistas nacionais sobre os serviços públicos acima, agora, o ideal, seria se esse órgão, a título comparativo, realizasse uma pesquisa sobre a opinião do nosso povo sobre tais serviços. De uma coisa estou certo: a maioria, esbarrando nos 100%, vai dizer horrores sobre a qualidade do transporte coletivo, do asfalto, da limpeza pública, da segurança pública, da telefonia e internet, entre outros serviços.
Por: vereador Mário Frota
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM
Líder do PDT na CMM

Frota discorda do possível aumento de cadeiras na Câmara Municipal de Manaus


O resultado do recenseamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que indica a possibilidade de Manaus vir a ter 41 vereadores a partir da próxima legislatura desagradou ao líder do PDT na Câmara Municipal, vereador Mário Frota, que questionou se o aumento realmente ajudaria o povo da cidade, já que, segundo ele, a maioria dos atuais 38 parlamentares prefere aprovar tudo o que é de interesse do Executivo municipal.Frota disse ser preferível que a cidade tivesse 15 ou 21 vereadores, mas que a CMM tivesse mais independência em relação ao poder Executivo. Para ele, não adianta criar mais despesas para o povo pagar, defasando o orçamento público que poderia ser usado para atender as áreas de saúde, educação e saneamento básico, em vez de aumentar o número de cadeiras para a maioria dos vereadores apoiar o prefeito. “Não estou aqui para apoiar o prefeito, fui eleito pelo povo para fiscalizar o prefeito”, proclamou. Prosseguindo nas críticas ao desempenho do parlamento, Mário Frota afirmou que não adianta aumentar o número de vereadores “para aplaudir e bajular o prefeito de plantão”. Ele reclamou porque este é o terceiro ano votando o orçamento municipal sem poder acrescentar nada ao projeto de lei elaborado pelo Executivo. “Nem uma vírgula, se estiver fora do lugar, pode ser corrigida, porque a maioria silenciosa aprova tudo o que o prefeito manda, e então, para quê aumentar o número de vereadores se os que estão postos são incapazes de representar o povo, de corrigir ou emendar o orçamento que sai do jeito que chega a esta Casa?”, protestou o líder pedetista.

Fonte: Gabriel Andrade

Fotografia: Sérgio Oliveira

Frota diz que não precisa tanques de guerra para combater crimes em Manaus


O comentário do governador Omar Aziz, divulgado por um jornal local, de que o Estado usaria força total contra o narcotráfico se tivesse apoio das Forças Armadas como ocorre no Rio de Janeiro, levou o líder do PDT na Câmara Municipal, vereador Mário Frota, a sentir-se preocupado, como ele revelou na tribuna da Casa. Frota acha que embora seja preocupante a escalada da violência em Manaus, a situação não exige o aparato bélico usado no Rio. Para ele, aqui o governo não precisa de armas de última geração nem tanques de guerra para enfrentar os criminosos.De acordo com Mário Frota, o que falta em Manaus é melhorar a qualidade do policiamento nas ruas do centro e na periferia, que está à mercê dos traficantes e das quadrilhas de assaltantes. “Toda a sociedade está à mercê dos criminosos, mas ainda não é uma situação comparável à do Rio de Janeiro, porque pode ser controlada pela polícia, desde que o governo aumente o efetivo da Polícia Militar, que é o mesmo de vinte anos atrás”, opinou o parlamentar.Frota argumentou que milhares de pessoas chegam à cidade todos os anos, vindo do Maranhão, do Ceará e principalmente do Pará, além de muita gente que migra do interior para a capital. O crescimento demográfico exige que o governo melhore as estruturas sociais. Para combater a marginalidade, o vereador entende que o Estado precisa melhorar também a Polícia Civil. Ele afirma que o combate aos marginais deve ser feito com a presença da polícia nas ruas, com as viaturas passando sempre nos locais onde a violência é mais freqüente. Mário Frota citou o caso de New York, nos EUA, que segundo ele era a cidade mais intranqüila e insegura do planeta. “Estive lá, como deputado federal, e fui aconselhado a não sair do hotel porque poderia ser assaltado, mas a coisa mudou a partir da decisão de erradicar o crime tirando todos os bandidos das ruas da cidade”, contou. Para o vereador, só retirando os bandidos de circulação é que haverá paz em Manaus.

Fonte: Gabriel Andrade

Fotografia: Plutarco Botelho

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

VOTO DE DESPOLITIZADO É MANIPULADO À BASE DE MUITO DINHEIRO


O BRASILEIRO ESQUECE EM QUEM VOTOU PORQUE O PARLAMENTO ESTÁ CARENTE DE GRANDES ORADORES, LÍDERES E ABARROTADO DE MAUS POLÍTICOS QUE SÓ QUEREM SE LOCUPLETAR COM O ERÁRIO PÚBLICO, À SURDINA, SEM ALARDE, PORQUE A CORRUPÇÃO, NO BRASIL, É CULTURAL. Pesquisa que o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) mandou fazer demonstra que 22 por cento da população do país já não lembra em quem votou para deputado estadual e quase o mesmo percentual, também, não recorda em quem votou para deputado federal.

Pesquisa feita pelo DataFolha, antes das eleições deste ano, apontavam que mais de 71 por cento dos eleitores entrevistados não lembravam em quem haviam votado para deputado estadual e federal. Possivelmente, daqui a mais um ou dois anos, o percentual dos que votaram nas eleições de outubro vai ser o mesmo, ou, quem sabe, até mais elevado.

É por causa desse tipo de eleitor, que vota de forma irresponsável, sem examinar a história do candidato - se presta ou se trata de um patife que quer manipular um mandato político para se dar bem na vida - é que a classe política deste país continua ruim, na sua grande maioria atrelada ao dinheiro dos respectivos poderes executivos, em busca de fazer negócios e enriquecer.

Por que, por exemplo, os nossos legislativos municipal e estadual estão lotados de neguinhos apoiando o prefeito e o governador? É pelos belos olhos deles? Coisa nenhuma! São os favores, muitos milionários, basta ver o número de deputados estaduais que montaram clínicas, fundações e outros tipos de arapucas, que se empanturraram com dinheiro dos impostos do contribuinte.

Em época de eleição essas entidades financiam a campanha dos seus proprietários que voltam à Assembléia para continuar mamando nas tetas da viúva e fazer o de sempre: continuar bajulando o governador de plantão, seja lá ele quem for. É um círculo viciado, vicioso e interminável, praticado pelo responsável por compras de votos de eleitores que, um mês depois da eleição, já não recordam em quem votaram.

Com esse tipo de candidato e de eleitor como fazer esse país transformar-se no que os homens e mulheres conscientes o desejam que seja? É muito difícil. O certo seria a cada eleição o processo de escolha sofrer depuração e os parlamentares do país melhorar. Numa democracia verdadeira é isso que se espera, agora, num país em que o voto das populações despolitizadas continuam manipuladas pelo cabresto eleitoral, à base de muito dinheiro, é impossível tal evolução.

É por isso – e quem duvida – que o Brasil continua marcando passo, sendo apontado, mesmo entre países pobres da América do Sul, em termos de educação, saúde saneamento e segurança, bem abaixo da maioria. Fato que, convenhamos, é uma vergonha.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

terça-feira, 30 de novembro de 2010

AMAZONINO E SERAFIM ESTÃO UNIDOS ATÉ NAS VAIAS


O AMAZONINO FOI VAIADO NA PRESENÇA DE LULA. A SORTE DELE É QUE, POR AQUI, NÃO MORA O PIEDOSO PADRE QUE, RECENTEMENTE, APLICOU UMA SURRA NO PREFEITO RELAPSO DE BOA VISTA DO RAMOS COM UMA CORREIA DE MOTOR. Tive que me beliscar para acreditar que estava assistindo o Amazonino, choramingando na televisão, reclamando da vaia que levou na presença do presidente Lula. Não fosse ridículo seria trágico, com certeza. O seu antecessor Serafim Correia levou várias. A situação ficou tão crítica que, já para o final do mandato, ele se negava a comparecer a lugares públicos com medo da vaia.

Isso é o que dá por não cumprir promessas de campanha. A vaia é pura demonstração de desagrado de um povo que se viu enganado por um governante relapso no trato da coisa pública. O Serafim e o Amazonino, como prefeitos, como eu já disse por aqui, até parecem irmãos xifópagos, estão unidos até nas vaias.

O transporte coletivo persegue os dois. Ambos chegaram ao poder prometendo resolver, em pouco tempo, a situação de calamidade do transporte coletivo. Ambos fizeram o jogo dos proprietários de ônibus. Ambos, a pedido deles, aumentaram o preço da tarifa, sob promessa de que logo colocariam ônibus novos na cidade.

O Serafim, para ajudar os seus amigos donos de ônibus, criou a Transmanaus. Os chefões, entre eles o Acir e o Baltazar, duas figurinhas carimbadas, prometeram colocar 500 ônibus novos nas ruas, mas antes exigiram aumento das passagens. O Serafim deu. Descobriu-se que, dos ônibus que chegaram, no máximo 15 por cento eram novos, enquanto os demais eram encarroçados ou simplesmente desamassados e pintados. Desconfiado, como seu vice abri-lhe os olhos, mas ele não deu a mínima importância às minhas preocupações.

O Amazonino seguiu os mesmos passos. Ainda na campanha, prometeu que em 120 dias resolvia o problema do transporte coletivo. Passados quase dois anos e a situação está pior do que antes. Segundo a própria SMTU, 80 ônibus quebram diariamente nas ruas de Manaus, alguns por defeito mecânico e outros até pegando fogo. Dia desse um homem varou o assoalho enferrujado de um ônibus do antigo Expresso e só não morreu porque foi retirado do buraco por outros passageiros.

O Amazonino prometeu tudo para ganhar a eleição. Exemplo: prometeu construir mil creches, mas, quase dois anos depois, ainda não construiu nenhuma. Nisso o Serafim está na frente dele, pois prometeu construir 40 e, ao final do seu governo, entregou uma. Ora, não é difícil o Amazonino construir duas para depois se gabar que ultrapassou o Sarafa em 100 por cento.

A sorte do Amazonino é que em Manaus não mora o padre que, recentemente, surrou o relapso prefeito de Boa Vista do Ramos com uma correia de motor. Se a moda pega por aqui, o Amazonino corre o risco de não levar apenas vaia, mas boas lambadas nos costados, cada vez que aparecer de público. Cuidado Negão! Como sou teu amigo, vai aqui uma boa receita para quem leva esse tipo de peia no lombo: água com vinagre e uma pitada de sal. Tem gente que diz que esse remédio não é santo, mas obra milagre.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O GÁS DO URUCU: FRUSTRAÇÃO PARA OS MANAUENSES


O GÁS DO URUCU EM MANAUS: FOMOS TODOS ENGANADOS. TRATA-SE DE ESTELIONATO POLÍTICO QUE PASSARAM NO POVO. Depois de anos a fio de espera, vem agora o dirigente da Eletronorte e, pela imprensa, sem tremer o rosto, diz que o gás do Urucu é insuficiente para suprir as necessidades de Manaus. O governo federal gastou milhões de reais na construção do gasoduto. Paralelo a isso, foram criadas as maiores expectativas em torno da chegada desse gás para, depois, esse mesmo governo jogar um balde de água fria nas esperanças que ele mesmo cultivou no coração do nosso povo. O nome desse tipo de malandragem todos sabemos: estelionato político.

Que frustração para os manauenses que, inocentemente, na melhor boa fé, terminou vítima de tantas mentiras. Duas porretadas na cabeça. Primeiro, veio a notícia de que mesmo com a mudança da matriz energética de óleo diesel para o gás, a tarifa de luz não sofreria redução de preço. Segundo, que o gás do Urucú retirado do nosso subsolo, a 560 km de Manaus, vai ser mais caro 65 por cento do que o gás que o governo compra da Bolívia, que percorre 2.600 km para chegar a São Paulo. Isso é a coisa mais sem lógica e estúpida que já ouvi na minha vida.

Essa última notícia, portanto, inviabiliza o sonho que milhares de pessoas proprietárias de carros em promover a substituição da gasolina cara por um combustível mais barato, no caso o gás. Eu mesmo entrei nessa fria, quando, no início do ano passado comprei uma pick-up Chevrolet S-10, à gasolina, na expectativa de mudar para o gás logo que chegasse aos postos da cidade. Entrei pelo cano como muita gente. Ora, quem mandou acreditar no homem, ou melhor, no presidente Lula que se diz bonzinho e grande protetor do Amazonas?

Quando o dirigente da Manaus Energia há pouco mais de um mês esteve na Câmara, em tom de ironia fiz-lhe alguns questionamentos, todos sobre as razões acima colocadas. E alfinetei: ‘Olhe, quem está falando aqui é um índio velho, ignorante, que não tem a sabedoria dos gênios de Brasília que nos governam, por isso, por favor, tente fazer entrar nessa cabeça que tem uma massa cefálica do tamanho de uma formiga, a razão por que o gás extraído aqui, na biqueira da casa, vai sair 65 por cento mais caro do que o comprado da Bolívia, que percorre 2.600 km para chegar a São Paulo?’. O homem desconversou e a resposta não veio.

Como continuar confiando nesse pessoal de Brasília. Fazem-nos de bestas porque somos do Norte atrasado e sem uma bancada de qualidade para nos defender na capital federal. Duvido que eles dispensem esse tipo de tratamento ao povo de São Paulo, Minas ou do Rio Janeiro. Cem anos para isso acontecer.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do OPDT na CMM

sábado, 27 de novembro de 2010

GÁS DE URUCU E INTERNET BANDA LARGA: PUXÃO DE ORELHAS NOS BUROCRATAS



DENÚNCIA E APELO QUE FAÇO AO PRESIDENTE LULA. Presidente Lula estamos honrados com a sua presença aqui no nosso Amazonas. Já que o senhor está por perto, aproveito para fazer-lhe algumas colocações sobre fatos que, acredito, omitiram da sua pessoa.

Por exemplo, os seus assessores o informaram que o gás do Urucu, que é retirado do nosso subsolo e percorre pouco mais de 500 quilômetros para chegar a Manaus, vai custar ao nosso povo 65 por cento mais caro do que o gás que o Brasil compra da Bolívia, e que percorre 2.600 quilômetros para chegar a São Paulo.

Prosseguindo, senhor presidente: por que, apesar do gás que vai alimentar as termoelétricas da Amazonas Energia, que vem aqui de tão perto, a tarifa de luz vai continuar tão cara, ou seja, no mesmo patamar do preço anteriormente cobrado quando a matriz energética era na base do óleo diesel? Ora, presidente Lula, há muitos anos que o povo de Manaus sonha com a chegada do gás, por entender que, a partir de então, a tarifa de luz de Manaus, hoje a mais cara do país, fosse ter redução de preço.

Outra frustração, senhor presidente, tem a ver com a economia no tanque do carro. A vida inteira, todo mundo que tem algum tipo de veículo, seja automóvel, caminhão ou ônibus acreditou que, com a chegada do gás, o custo com o novo combustível fosse ser mais em conta. Caso seja verdade o que comentam, somente um bobo vai fazer qualquer tipo de alteração para adaptar o seu carro para o gás.

Esse sonho, senhor presidente, foi-nos roubado quando veio a notícia, veiculada pelos jornais, de que o gás do Urucu vai ficar 65 por cento mais caro do que o importado da Bolívia. A nossa esperança é que o senhor não permita que os tecnocratas de Brasília nos tratem de forma tão injusta. É até possível que o senhor, depois de tal questionamento, me indague a razão porque a bancada federal do Estado não o alertou sobre o fato, e não assumiu, em Brasília, uma firme e decidida posição de defesa do povo do Amazonas frente a tal injustiça.

Além dessas questões acima colocadas, que nos afligem, faço, em nome de todo o povo do nosso Amazonas, outro pedido, que prefiro chamar de apelo, em nome das votações que o senhor recebeu aqui, e agora, a votação recebida pela sua candidata, Dilma Rouseff, que obteve no Amazonas uma consagradora vitória, a maior do país em termos proporcionais. Trata-se da Banda Larga para a Internet. Pela ausência desse sistema, hoje o Amazonas tem o mais lento e caro serviço de Internet do país. Enumerei duas razões para o senhor não esquecer o Amazonas. E mais uma vez: por favor, senhor presidente, no que diz respeito ao gás, dê um bom puxão de orelhas nos burocratas de Brasília. O povo do Amazonas agradece.

Boa estada aqui, presidente, e um feliz retorno.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM