segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O GÁS DO URUCU: FRUSTRAÇÃO PARA OS MANAUENSES


O GÁS DO URUCU EM MANAUS: FOMOS TODOS ENGANADOS. TRATA-SE DE ESTELIONATO POLÍTICO QUE PASSARAM NO POVO. Depois de anos a fio de espera, vem agora o dirigente da Eletronorte e, pela imprensa, sem tremer o rosto, diz que o gás do Urucu é insuficiente para suprir as necessidades de Manaus. O governo federal gastou milhões de reais na construção do gasoduto. Paralelo a isso, foram criadas as maiores expectativas em torno da chegada desse gás para, depois, esse mesmo governo jogar um balde de água fria nas esperanças que ele mesmo cultivou no coração do nosso povo. O nome desse tipo de malandragem todos sabemos: estelionato político.

Que frustração para os manauenses que, inocentemente, na melhor boa fé, terminou vítima de tantas mentiras. Duas porretadas na cabeça. Primeiro, veio a notícia de que mesmo com a mudança da matriz energética de óleo diesel para o gás, a tarifa de luz não sofreria redução de preço. Segundo, que o gás do Urucú retirado do nosso subsolo, a 560 km de Manaus, vai ser mais caro 65 por cento do que o gás que o governo compra da Bolívia, que percorre 2.600 km para chegar a São Paulo. Isso é a coisa mais sem lógica e estúpida que já ouvi na minha vida.

Essa última notícia, portanto, inviabiliza o sonho que milhares de pessoas proprietárias de carros em promover a substituição da gasolina cara por um combustível mais barato, no caso o gás. Eu mesmo entrei nessa fria, quando, no início do ano passado comprei uma pick-up Chevrolet S-10, à gasolina, na expectativa de mudar para o gás logo que chegasse aos postos da cidade. Entrei pelo cano como muita gente. Ora, quem mandou acreditar no homem, ou melhor, no presidente Lula que se diz bonzinho e grande protetor do Amazonas?

Quando o dirigente da Manaus Energia há pouco mais de um mês esteve na Câmara, em tom de ironia fiz-lhe alguns questionamentos, todos sobre as razões acima colocadas. E alfinetei: ‘Olhe, quem está falando aqui é um índio velho, ignorante, que não tem a sabedoria dos gênios de Brasília que nos governam, por isso, por favor, tente fazer entrar nessa cabeça que tem uma massa cefálica do tamanho de uma formiga, a razão por que o gás extraído aqui, na biqueira da casa, vai sair 65 por cento mais caro do que o comprado da Bolívia, que percorre 2.600 km para chegar a São Paulo?’. O homem desconversou e a resposta não veio.

Como continuar confiando nesse pessoal de Brasília. Fazem-nos de bestas porque somos do Norte atrasado e sem uma bancada de qualidade para nos defender na capital federal. Duvido que eles dispensem esse tipo de tratamento ao povo de São Paulo, Minas ou do Rio Janeiro. Cem anos para isso acontecer.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do OPDT na CMM

sábado, 27 de novembro de 2010

GÁS DE URUCU E INTERNET BANDA LARGA: PUXÃO DE ORELHAS NOS BUROCRATAS



DENÚNCIA E APELO QUE FAÇO AO PRESIDENTE LULA. Presidente Lula estamos honrados com a sua presença aqui no nosso Amazonas. Já que o senhor está por perto, aproveito para fazer-lhe algumas colocações sobre fatos que, acredito, omitiram da sua pessoa.

Por exemplo, os seus assessores o informaram que o gás do Urucu, que é retirado do nosso subsolo e percorre pouco mais de 500 quilômetros para chegar a Manaus, vai custar ao nosso povo 65 por cento mais caro do que o gás que o Brasil compra da Bolívia, e que percorre 2.600 quilômetros para chegar a São Paulo.

Prosseguindo, senhor presidente: por que, apesar do gás que vai alimentar as termoelétricas da Amazonas Energia, que vem aqui de tão perto, a tarifa de luz vai continuar tão cara, ou seja, no mesmo patamar do preço anteriormente cobrado quando a matriz energética era na base do óleo diesel? Ora, presidente Lula, há muitos anos que o povo de Manaus sonha com a chegada do gás, por entender que, a partir de então, a tarifa de luz de Manaus, hoje a mais cara do país, fosse ter redução de preço.

Outra frustração, senhor presidente, tem a ver com a economia no tanque do carro. A vida inteira, todo mundo que tem algum tipo de veículo, seja automóvel, caminhão ou ônibus acreditou que, com a chegada do gás, o custo com o novo combustível fosse ser mais em conta. Caso seja verdade o que comentam, somente um bobo vai fazer qualquer tipo de alteração para adaptar o seu carro para o gás.

Esse sonho, senhor presidente, foi-nos roubado quando veio a notícia, veiculada pelos jornais, de que o gás do Urucu vai ficar 65 por cento mais caro do que o importado da Bolívia. A nossa esperança é que o senhor não permita que os tecnocratas de Brasília nos tratem de forma tão injusta. É até possível que o senhor, depois de tal questionamento, me indague a razão porque a bancada federal do Estado não o alertou sobre o fato, e não assumiu, em Brasília, uma firme e decidida posição de defesa do povo do Amazonas frente a tal injustiça.

Além dessas questões acima colocadas, que nos afligem, faço, em nome de todo o povo do nosso Amazonas, outro pedido, que prefiro chamar de apelo, em nome das votações que o senhor recebeu aqui, e agora, a votação recebida pela sua candidata, Dilma Rouseff, que obteve no Amazonas uma consagradora vitória, a maior do país em termos proporcionais. Trata-se da Banda Larga para a Internet. Pela ausência desse sistema, hoje o Amazonas tem o mais lento e caro serviço de Internet do país. Enumerei duas razões para o senhor não esquecer o Amazonas. E mais uma vez: por favor, senhor presidente, no que diz respeito ao gás, dê um bom puxão de orelhas nos burocratas de Brasília. O povo do Amazonas agradece.

Boa estada aqui, presidente, e um feliz retorno.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

RIO DE JANEIRO ESTÁ DE LUTO


POLÍTICOS CORRUPTOS, ASSOCIADOS AOS CHEFÕES DO TRÁFICO, SÃO OS VILÕES PELA TRAGÉDIA EM QUE SE TRANSFORMOU O RIO DE JANEIRO. Quem assistiu ao filme Tropa de Elite II e conhece a real situação do Rio de Janeiro, sabe que não se trata de mera ficção. A TV Globo e outros demais canais nos mostram as imagens da guerra que está sendo travada com a bandidagem, envolvendo até tanques da Marinha de Guerra. O que esse tipo de mídia não mostra à sociedade é a origem de tais fatos, ou seja, as raízes da questão. Para o noticiário da TV o que está acontecendo é apenas uma guerra da polícia contra os traficantes, ou seja, ambos em campos opostos armados e se matando.

Será que se a coisa fosse tão simples assim, os bandidos do Rio de Janeiro estariam tão bem armados? Quem facilita a entrada de armas nos morros, muitas delas de uso exclusivo das forças armadas? Ninguém é tolo para não entender que, por trás da bandidagem que controla o tráfico de drogas nos morros, há figurões da política e da polícia envolvidas até o pescoço. E os políticos que são eleitos com apoio, em alguns casos, de forma ostensiva, pelos imperadores do crime nos morros?

De volta do exílio político, eleito governador em 1982, Leonel Brizola, um grande brasileiro, possivelmente por acreditar que estava fazendo um bem às comunidades que habitavam as favelas da cidade, que se queixavam de violência por parte da polícia, desautorizou a subida do aparelho policial nos morros da cidade. Até certo ponto, pode-se entender a preocupação de Brizola, pois à época da ditadura, a polícia, quando subia os morros, não fazia qualquer distinção entre cidadãos de bem ou bandidos. Nos tiroteios, morriam mais inocentes do que bandidos.

Livres da perseguição policial, a bandidagem se organizou, fincou pé nas favelas, transformadas em fortalezas inexpugnáveis. Com o passar do tempo ocorreu o inevitável: o poder do estado passou a tolerar e a conviver com um poder paralelo, o poder dos bandidos, aceito e alimentado por políticos corruptos que fecham os olhos e deixam o crime correr frouxo, desde que os chefões da droga os ajudem com grana nas campanhas eleitorais. O resultado de tal promiscuidade está aí: o Rio de Janeiro, sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, sendo manchete em todos os jornais do mundo, apresentado com uma das cidades mais violentas do Planeta.

Nessas últimas horas, transformado em praça de guerra, o Rio de Janeiro não parece muito diferente dos piores momentos da guerra no Iraque e no Afeganistão. E o que então fazer? Em minha opinião é hora do governo do Rio de Janeiro partir para a tolerância zero, inspirado no exemplo do ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolph Giuliani que, em menos de dois anos transformou a cidade que o elegeu prefeito, até então considerada a mais violenta do mundo, em uma cidade razoavelmente segura nos dias que correm. Aliás, a receita de Giuliani, de que o crime não pode ser tratado com leniência, com tolerância e certa frouxidão, como ocorre no Brasil, é a solução não apenas para o Rio de Janeiro, mas para todo o país, hoje, em termos de crime organizado, não muito diferente do que vem ocorrendo na ex-cidade maravilhosa, outrora cantada em prosa, verso e lindas canções.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ROBERTO TADROS: UMA VITÓRIA PARA O POVO DO AMAZONAS



PARABÉNS, COMPANHEIRO ROBERTO TADROS. VALEU. VOCÊ MERECE! Vibrei quando soube que o meu amigo José Roberto Tadros, um companheiro que ilustra a minha geração, foi homenageado no dia 18 deste mês, com a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Comercial, no grau Grã-Cruz, a mais alta comenda do gênero, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao sistema confederativo nacional do comércio brasileiro em geral.

Logo em seguida, no dia 23 deste novembro, Roberto Tadros tomou posse como Primeiro Vice-Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, órgão máximo do comércio brasileiro, fato inédito que orgulha o nosso Estado, por ser o primeiro amazonense a assumir tão relevante função.

Outro fato igualmente importante, mas em outra dimensão, foi a escolha de Roberto Tadros para ocupar, na Academia Amazonense de Letras (AAL), a cadeira nº 26, que tem como patrono o grande Rui Barbosa, na minha opinião o maior civilista da história pátria.

Roberto Tadros foi meu colega no Colégio Dom Bosco e, depois, na Faculdade de Direito do Amazonas, a velha e gloriosa “Jaqueira”. Acredito que o conheço como poucos e, em razão disso, tais fatos deixam-me alegre, mas não surpreso porque conheço de perto o seu talento e inteligência. O Roberto, na acepção da palavra, é um intelectual. É homem culto, apreciador das artes e, como todos sabemos, um apaixonado pelo estudo da História.

A escolha de Roberto Tadros para a nossa mais importante Academia de Letras representa uma vitória para todos, ou seja, para o próprio Roberto, para a Academia e para o povo do Amazonas.

Roberto, não vou permitir ser deixado de fora da sua posse na AAL. Como seu amigo e irmão, quero estar lá para abraçá-lo e parabenizá-lo.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PONTE SOBRE O RIO NEGRO: MPE FICOU CALADO E TCE COMEU ABIU DIANTE DO SUPERFATURAMENTO


FOI ILEGAL E ABSURDA A CONCESSÃO DE MAIS DE 25 POR CENTO, A TÍTULO DE ADITIVO, PARA A PONTE. FOSSE UMA OBRA FINANCIADA DIRETAMENTE PELO GOVERNO FEDERAL TAL FATO TERIA OCORRIDO? (Leia e confira). É desejo de todos que a ponte sobre o Rio Negro seja logo concluída e entregue ao público. A ponte é uma grande obra. Mestrinho enciumado com o Eduardo Braga, porque em três mandatos não construiu nenhuma obra de importância, afirmou que a ponte ‘saía do nada para lugar nenhum’. Foi pura inveja do Boto.

O que está pegando é que a ponte já era para estar pronta. Além da demora, o orçamento inicialmente licitado em R$ 574.8 milhões, foi empurrado, incompreensivelmente, para R$ 984.1 milhões. Ora, pela legislação nacional, nenhuma obra pode receber aditivo superior a 25 por cento.

O que houve então? Por que, no que diz respeito à ponte, a lei virou letra morta e de nada serviu para impedir que os preços fossem manipulados e chegassem a estratosfera?

A resposta está bem aqui, debaixo dos nossos narizes. Ao contrário dos gastos com as obras da Copa de 2014 - incluindo aí o monotrilho, o Arenão e o BRT, uma reedição do Expresso do Alfredo, severamente fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) - a fiscalização dos recursos empregados na ponte são de responsabilidade do Ministério Público do Estado e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

É fácil ver o que aconteceu. Enquanto as obras de apoio à Copa são diretamente financiadas pelo Governo Federal, daí o rigor nas fiscalizações, os recursos para a ponte sobre o rio Negro, financiados pelo BNDES ao Estado do Amazonas, que nós, o povo, um dia vamos ter que pagar, a fiscalização é de competência do Ministério Público do Amazonas e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Quanto ao MPE, acredito que nada disso teria acontecido se, à época, o dirigente do órgão fosse o Dr. Francisco Cruz.

Ao contrário do que aconteceu no deslavado episódio envolvendo a ponte, não há qualquer possibilidade do cálculo para a execução das obras de apoio à Copa ultrapassar o limite legal de 25 por cento. É impossível. A fiscalização está tão cerrada por parte dos órgãos acima citados, que até mesmo os cálculos que foram realizados, para efeito de licitação, estão sendo contestados e, em vários casos, até reduzidos por serem considerados excessivos.

Aqui vai uma pergunta indiscreta: por que o Ministério Público do Estado ficou calado frente a tal ilegalidade e o TCE comeu abiu e mergulhou a cabeça na areia? Que diferença dos órgãos federais de fiscalização com gastos em obras públicas para os nossos do âmbito do Estado.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM