segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AMAZONINO NO PDT - VAI TER PEIA NO LOMBO DELE TODOS OS DIAS



A ENTRADA DO AMAZONINO NO PDT SERIA UMA DESGRAÇA, UMA TRAGÉDIA PARA UM PARTIDO QUE CONSTRUIU A SUA HISTÓRIA NA LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO QUE ASSOLA O PAÍS. LEONEL BRIZOLA E JEFFERSON PERES VÃO SE REVIRAR DE INDIGNAÇÃO NO TÚMULO. Não posso deixar de confessar que estou assustado com a boataria nas ruas de que o Amazonino pode, usando o prestígio de alguns dos seus amigos de Brasília, vir a ingressar no PDT.

Bem, só mesmo através de Brasília, da direção nacional, tal fato pode acontecer. Só um exemplo: nessa última eleição a executiva do Amazonas foi chamada à Brasília e, lá, recebemos o ultimato para apoiar o Alfredo Nascimento. Em outras palavras: ou aceitávamos apoiar o Alfredo, ou a direção nacional fazia a intervenção. Ficamos entre a cruz e caldeirinha. Resultado: ou apoiávamos por bem ou por mal.

Pelo que conheço dos companheiros que integram o PDT no Estado, alguns históricos, como o Stones Machado e outros não tão antigos no partido, como o Jefferson Praia, o Rui Gomes, o Paulo Onofre, o Rocha Freire, o Dermilson Chagas, além da minha pessoa e de outros companheiros, todos são contrários à pretensão do Amazonino ingressar no nosso partido.

O Amazonino não tem perfil moral e político para entrar no PDT. O perfil dele tem a ver com o PTB do Sabino, o PMDB do Sarney, entre outros. Alguns companheiros me confessaram que tiveram pesadelo com essa história que envolve essa boataria. Outros me disseram que se tal fato acontecer o PDT tem a sua honra enlameada, não merecendo mais o respeito de ninguém.

Entendo o asco e revolta que invade a alma dos nossos companheiros. Esse fato seria terrível, pois destruiria, aqui no Estado, o partido que teve em Jefferson Peres um dos seus mais ardorosos comandantes. Na condição de senador, Peres tornou-se símbolo na luta contra a roubalheira no país, no defensor intransigente da ética e da moral.

Ora, quero dizer que, se ocorrer essa desgraça, não saio do PDT. Ninguém espere isso. Vou ficar e vou dizer o que sei e penso dele, com todas as letras do alfabeto. O pau vai continuar cantando. Vai ter peia no lombo dele todos os dias. É pagar para ver. Não há nada pior para um governante do que ser vergastado por alguém do próprio partido. O recado está dado. Não saio. Resisto e vou às últimas consequências. É pagar para ver.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

sábado, 20 de novembro de 2010

TRANSPORTE COLETIVO DE MANAUS – CRISE DE COMPETÊNCIA COMPROMETE O SETOR



DEFENDO QUE O POVO, FRENTE À FALÊNCIA DO TRANSPORTE COLETIVO, UTILIZE O VEÍCULO QUE PASSAR À SUA PORTA, SEJA MOTOTAXISTA, TAXI LOTAÇÃO, OU QUALQUER OUTRO MEIO DE TRANSPORTE PIRATA, OU NÃO. E QUE SE DANE O AMAZONINO E OS SEUS AMIGUINHOS DONOS DE ÔNIBUS! Leio nos jornais que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), administrada por um protegido do Amazonino, o Marcos Cavalcante, está em guerra contra os ônibus piratas, e que, nos últimos dias, já arrecadou o equivalente a R$ 162 mil em multas, fórmula que, acredita, pode coibir o transporte clandestino em Manaus.

Olha aqui, pessoal, entre ficar com a incompetência da Prefeitura de Manaus, na figura da SMTU, e com os donos de ônibus, essa herança maldita da Transmanaus deixada pelo Serafim, eu fico com os trabalhadores de Manaus.

E é aí que entra o meu inspirador David Thoreau, o autor de um clássico, “A desobediência Civil”, que levou os americanos do Norte a se rebelar contra a escravidão e declarar guerra (a Guerra de Secessão) contra as colônias do Sul. Ensina Thorreax “que nenhum povo pode continuar apoiando governantes relapsos, incompetentes e corruptos”.

O povo deve sempre se rebelar contra governantes que não o respeitam, e que, depois das eleições esquecem os compromissos assumidos. Vejam esse mentiroso contumaz que é o Amazonino. No período eleitoral prometeu solucionar o problema do transporte coletivo em 120 dias. Já se vão dois anos de mandato e esse enganador nada fez. Até agora o papo do malandro é que vai fazer licitação. Licitação que está igual à Conceição, da música do Cauby Peixoto, que ‘ninguém sabe ninguém viu’.

Sou favorável que o povo faça por onde se defender, ou seja, que ele utilize o transporte que passar pela sua porta, não importando se é pirata, ou não. O importante é que as pessoas não percam o seu emprego por chegar atrasadas no trabalho. Frente ao fracasso, a tragédia em que se transformou o transporte coletivo da cidade, aconselho que quem tiver ônibus que o coloque à disposição do povo, mas sem exploração. O povo não pode é ficar eternamente à disposição desse incompetente que levou o povo na lábia para ganhar a eleição.

É essa oficialmente minha posição até que o transporte coletivo se reorganize e volte a servir ao povo como já ocorreu no passado.

Por: Vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Mário Frota reclama dos aditivos que elevam custo da ponte sobre o rio Negro


O custo final da ponte que está sendo construída sobre o rio Negro para ligar a capital ao município de Iranduba pode superar a R$ 1 milhão, segundo previu o vereador Mário Frota (PDT) ao reclamar dos sucessivos aditivos ao contrato original que destinava recursos da ordem de R$ 574,8 milhões para a obra, com previsão de conclusão para junho deste ano. Mário lembrou que o contrato sofreu um acréscimo de R$ 305,3 milhões em abril último e o prazo de entrega foi dilatado para este mês de novembro, o que não vai mais ocorrer. “Agora o prazo é 2011, sem data definida, e o Consórcio Rio Negro, que é formado pelas empreiteiras Camargo Corrêa e Construbase querem mais R$ 104 milhões, alegando que falta fazer a iluminação e o sistema de proteção dos pilares da ponte”, protestou o parlamentar.
Mário Frota contou que em diversas oportunidades conversou com o então governador Eduardo Braga sobre a necessidade da ponte para tirar o povo do sofrimento nas balsas, e que ficou contente quando a obra foi iniciada, mas hoje se preocupa com o valor “que do jeito que vai, vai ultrapassar a casa de R$ 1 milhão, quase o dobro do que foi inicialmente contratado”, disse.
O líder pedetista estranhou que construtoras do nível das que formam o Consórcio Rio Negro tenham esquecido de muitas coisas no projeto, como os sistemas de iluminação e de proteção de pilares. “Como é que uma empresa do porte da Camargo Corrêa esquece esses itens do projeto? Isso é conversa pra boi dormir”, declarou o parlamentar, acrescentando que é impossível existir alguém tão imbecil que não saiba que a ponte precisa ser iluminada. Na opinião de Mário Frota, “o que as empreiteiras querem mesmo é arrancar mais dinheiro do nosso bolso, e ao final dessa história, a ponte do rio Negro vai sair por mais de um R$ 1 bilhão, um custo excessivo que os contribuintes vão pagar porque, segundo dizem, o projeto original licitado não contemplava serviços essenciais como a iluminação e a proteção dos pilares”, denunciou o parlamentar.

Fonte: Gabriel Andrade
Fotografia: Sérgio Oliveira

terça-feira, 16 de novembro de 2010

PONTE SOBRE O RIO NEGRO PODE ULTRAPASSAR R$ 1 BILHÃO


“A não ser que descubram, mais lá na frente, uma nova fórmula para aumentar o preço da ponte”. Hipóteses: Depois de mais um aditivo com a festa de inauguração e o cachê do Nunes Filho, engenheiros descobrem que a ponte ‘vai ligar nada com coisa alguma’, conforme vaticinou Mestrinho, e sugerem a construção do Negrotúnel, a exemplo do Eurotúnel, que liga Paris a Londres. Daí, mais um aditivo para a implosão da ponte... Essa descoberta lembra o Vivaldão, mas ainda bem que são apenas suposições.



POR QUE OS GASTOS COM A PONTE NÃO PARAM DE CRESCER? O ORÇAMENTO INICIAL DE R$ 574,8 MILHÕES JÁ PULOU PARA R$ 984.1. NA MARCHA QUE VAI PODE ULTRAPASSAR R$ 1 BILHÃO. ALGUÉM APOSTA O CONTRÁRIO? Como deputado estadual defendi a construção da ponte sobre o rio Negro. Ninguém, de bom senso, é contra a construção dessa obra. O problema é que a sua construção começa a cheirar mal, com muita gente acreditando que o governo deve explicações sobre os elevados gastos, absurdamente acima da previsão inicial.

Vejamos o seguinte quadro. A ponte foi licitada em R$ 574,8 milhões. Depois o Estado concedeu um aditivo de R$ 305,3 milhões, a título de compensação pela troca de tecnologia na construção das estacas de sustentação dos pilares. Agora, finalmente, vem o Secretário René Levy, da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano de Manaus e desembucha (por que só agora?) que serão necessárias mais duas licitações para a conclusão da obra, ou seja, para iluminação cênica, no valor de R$ 14 milhões, e outra de R$ 90 milhões para o sistema de proteção dos pilares, perfazendo um total de R$ 104 milhões.

Ora, distinto público, os caras pálidas é que são sabidos e, nós, índios, os burros dessa história, os babacas que vão pagar a conta. O exemplo que dou frente a uma situação como essa é a do sujeito que constrói uma casa e, depois de terminada, descobre que esqueceu de incluir no orçamento a parte elétrica e o sistema hidráulico, ou seja, a casa não dispõe de energia elétrica e de água. Brincadeira tem hora. O que não se entende é a razão porque um Secretário do Estado vem agora e, na maior cara de pau, diz que o problema quem criou foi o Ministério da Marinha, que alegou que a iluminação da ponte traria riscos à navegação.

Dizia Bismark “que imbecil é quem não aprende com a experiência alheia”. Ora, porque, então não copiaram a iluminação de algumas das centenas de pontes que existe país afora, algumas delas atravessando baías, a exemplo da Rio/Niteroi, e outras que atravessam rios. Pelo amor de Deus, essa história da intervenção do Ministério da Marinha é de fazer rir, é para neguinho tolo acreditar.

Resultado: a ponte orçada inicialmente em 574,8 milhões de reais, frente a tantos esquecimentos, verdadeira crise de amnésia, que de forma misteriosa atingiu o governo e a turma da Camargo Correia (coitadinhos tão inexperientes), vai beirar ou, quem sabe, até ultrapassar o R$ 1 bilhão de reais. Alguém duvida?

Depois de tanto esquecimento e trapalhadas, onde ainda vão encontrar desculpas para aumentar o preço da ponte? Enquanto discutem como embolsar mais grana, o povo está sofrendo com a travessia das balsas. Na semana passada fui uma dessas vítimas. Foi um sacrifício danado. Além da chuva, as balsas lotadas e lentas demoram uma eternidade para fazer a travessia de ida e volta. Enquanto isso, o Secretário René Levy nos tranquiliza e diz que os novos editais já estão na rua. Parece que agora vai... A não ser que descubram, mais lá na frente, uma nova fórmula para aumentar o preço da ponte.

Por: Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

INTERIOR ABANDONADO: A RAZÃO PORQUE A MAIORIA DOS JOVENS VIVE NOS CORREDORES DAS DROGAS


GILBERTO, AMAZONINO E EDUARDO FALHARAM COM O INTERIOR, HOJE TÃO ABANDONADO QUANTO HÁ 30 ANOS. E O OMAR? O QUE VAI PODER FAZER? Como homem que tem origem nas barrancas do rio Piorini, afluente que separa Coari de Codajás, fiquei feliz quando os jornais publicaram que o Omar vai lutar pelo interior, hoje relegado ao abandono. A única expectativa que as pessoas que vivem nessas regiões têm, é a de um dia poder sair de lá para viver em Manaus. A exceção é o Iranduba, quase um bairro de Manaus, atualmente abrigando várias olarias, e Itacoatiara, que hoje tem uma grande madeireira, a Mil Madeireira. Fora isso, em todo o interior do estado não existe indústrias, uma única fábrica para empregar os filhos da região.

Algumas pessoas, em visita ao interior, de lá voltam dizendo: “olha a cidade tal cresceu muito”. É verdade. Tefé, Coari, Tabatinga e outras cidades cresceram em razão das populações que habitavam os rios, lagos e paranás, terem migrado para as sedes dos municípios em busca de melhores dias. Mas onde está o emprego? Não existe, a não ser os que são oferecidos pelas prefeituras, na base do toma lá, dá cá, ou seja, a pessoa ganha um emprego, desde que se comprometa em apoiar o prefeito na próxima campanha política, ou a quem ele indicar. Esse é o jogo.

Fora isso, no máximo alguém pode conseguir emprego de balconista (que prefiro chamar de subemprego) numa loja da cidade. Emprego mesmo não existe. Daí a razão porque muitos jovens que vivem nos chamados corredores da droga terminam se envolvendo com esse tipo de crime, perigoso, pois, quem entra não sai, é como descer as escadarias do inferno. O destino desse jovem está selado: ou um dia vai ser alvo das balas da polícia, ou assassinados por outros traficantes.

Já disse em matéria assinada neste blog, que o último governador que planejou para o interior do Estado foi o José Lindoso, meu adversário na época. De lá para cá só enganação, empulhação, mentira e muita conversa fiada. Quem conhece o resultado da revolução agrícola prometida por Amazonino Mendes, na campanha de 1986? Prometeu que iria libertar o interiorano do cabo do machado e promover a maior revolução agrícola da história do Amazonas. Depois de eleito, sem nenhum critério, danou-se a distribuir motos-serras, o que fez aos milhares.

No segundo e no terceiro mandatos, parou de distribuir motos-serras e resolveu banir o remo. Em razão disso importou da China motores para adaptar rabetas para uso em canoas. Além desses motores, importou também grupos geradores e pequenos tratores agrícolas. Resultado: seis meses depois os equipamentos importados da China estavam quebrados, entulhando oficinas em todo o interior. E por quê? Por duas razões: primeiro pela tecnologia ruim chinesa; segundo pela falta de peças de reposição. A experiência do Amazonino desceu o barranco e naufragou. Milhões dos impostos do povo jogados pelo ralo da incompetência e da corrupção, e ninguém pagou por isso.

Por último o projeto Zona Franca Verde, de Eduardo Braga, que, até hoje, ninguém sabe do que se trata. Assim como o projeto da revolução agrícola de Amazonino, o projeto Zona Franca Verde foi muito bom no papel e pela propaganda na televisão. Enfim, os projetos tocados por Amazonino e Braga, em pouco se diferenciaram do projeto agrícola desenvolvido por Jaith Chaves, secretário de produção de Mestrinho, que teve como resultado um repolho de alguns quilos, que orgulhosamente apresentava nos programas televisivos, o que levou o povo a apelidá-lo de Jaith Repolhão. Pode parecer engraçado, mas, no fundo, é trágico.

Não desista, Omar. A esperança é a última que morre.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM