terça-feira, 26 de outubro de 2010

VEREADORES FAZEM O QUE O AMAZONINO MANDA


O AMAZONINO OBRIGA OS SEUS VEREADORES, MANDA E DESMANDA NA CÂMARA, A PROVAR PROJETOS INFAMES COMO O DA COBRANÇA DA TAXA DO LIXO E, AGORA, A DA CRIAÇÃO DA TAL DE “ZONA AZUL”. TUDO DESCENDO, NA MARRA, PELA GARGANTA DO POVO. Nenhum dos seis colegas vereadores, que integram a oposição da Câmara Municipal é contra o projeto do “Zona Azul”. O que somos contra é a imposição do Prefeito Amazonino em querer aprovar um projeto que, pela sua importância para a sociedade, está a merecer uma melhor discussão na Casa, principalmente com a presença do chefe do executivo ou, pelo menos, dos secretários e técnicos que trabalharam em cima do projeto.

Infelizmente tem sido sempre assim. Confiante na subserviência de uma maioria que faz o que o seu mestre manda, projetos chegam à Câmara e dela saem sem uma vírgula de acréscimo, ou melhor, são aprovados a toque de caixa, na marra.

No Congresso Nacional as Comissões Técnicas, das duas Casas Legislativas, convocam quem elas acreditam que pode contribuir para explicar os projetos e aperfeiçoá-los. Entre os convidados é rotineira a presença de diretores de estatais, diretores de autarquias e até de ministros.

Mesmo na época da ditadura militar essas autoridades não se faziam de rogadas quando convocadas pelas comissões técnicas ou pelos plenários da Câmara e do Senado, com propósito de prestar esclarecimento e dar explicações sobre temas considerados polêmicos. Dependendo da importância do ministro convidado a depor, os plenários das Comissões começavam a lotar, desde cedo, assim como, também, quando o debate ocorria nos plenários das duas casas do Congresso Nacional.

Aqui nem secretários e nem o prefeito comparecem ao Plenário da CMM. Por diversas vezes, tenho insistido na presença do prefeito para discutir assuntos do interesse do povo de Manaus, mas a chamada que ele mantém na Câmara, hoje integrada por 32 vereadores, o rejeita de plano. A impressão que se tem é que os aliados do Amazonino, que eu chamo de lacaios do poder, temem que o “chefe” possa passar por dificuldades e constrangimentos.

Pessoalmente, acho que o problema é medo, medo de dizer um amontoado de besteiras. O problema é que secretários e prefeito temem o contraditório, daí a recusa sistemática de participar de debates esclarecedores na Câmara, por medo de serem desmoralizados. Ora, como pode o Amazonino explicar as razões porque ainda não construiu uma única creche, embora tenha, na época da eleição, prometido mil; prometeu que em 90 dias resolveria os problemas do transporte coletivo, mas, até agora, nada, pois o que se vê pelas ruas é ônibus quebrado, quando não pegando fogo.

E vai por aí as promessas de campanha não cumpridas. A diferença do Pinóquio para o Amazonino, é que o primeiro, na historinha, cresce o nariz quando mente, enquanto o segundo, engorda.

Quando leu a sua primeira mensagem de governo na Câmara (e esse é um dia em ele só aparece no plenário porque é obrigado pela Constituição), falou que iria instalar o monotrilho em Manaus. Interessante, o mesmo monotrilho que, agora, ele diz que não serve para Manaus. Pela relevância do tema, convoquei-o a comparecer ao plenário. Foi um Deus nos acuda. A base dele toda votou contra. Um vexame.

Em vão tenho tentado trazer o prefeito ou outro qualquer secretário ao plenário. Essa é uma questão que virou tabu. Os serviçais do prefeito na Câmara não permitem que o patrão seja importunado. Daí a reação a qualquer requerimento que tenha por objetivo trazer um desses deuses de pé de barro entronizados no poder. Não sei quando isso vai mudar. Mas a minha esperança é que, um dia, eles se disponham a descer do monte Olimpo e se sujeitem a ouvir os podres mortais que habitam a planície do plenário da CMM.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

UMBERTO CALDERARO: VIDA E OBRA DO GUERREIRO VALENTE


PARABENS, JÚLIO ANTONIO, PELA COMPETENTE BIOGRAFIA SOBRE A VIDA E OBRA DO MESTRE UMBERTO CALDERARO. Fui ao lançamento do livro do advogado e jornalista Júlio Antônio Lopes, sobre a vida de Umberto Calderaro Filho, e senti uma grande alegria, por duas razões: primeiro porque, há muito tempo, não participava e uma reunião com tantos amigos por metro quadrado; segundo, porque o livro é realmente ótimo, resultado de pesquisa séria e comprometida com a verdade, a verdade com que o autor do livro nos mostra um Umberto Calderaro por inteiro: guerreiro valente, inteligência brilhante, generoso, humilde, e amigão que não abandonava os irmãos nas horas difíceis.

No seu extraordinário livro, Júlio Antônio nos apresenta um Umberto Calderaro que ele, eu, e tantos outros companheiros o conhecemos em vida. Ao final da noite de autógrafos, percebi que Júlio estava cansado, mas não se dava por vencido, e continuou fazendo dedicatórias com a mesma alegria com que fez a primeira. A fila era interminável...

Depois da homenagem a esse grande brasileiro fui para casa, mas só dormi depois que li boa parte do livro. Parei, infelizmente, vencido pelo sono. Ao embalo da leitura, fiz uma longa e agradável viagem pelo passado, um passado do qual não me posso imaginar sem haver desfrutado da presença e amizade do grande jornalista Umberto Calderaro.

Foi um trabalho de fôlego o do meu amigo Júlio. Onde quer que o mestre Calderaro esteja (e eu o acredito na presença do nosso Criador), com certeza absoluta ficou muito feliz ao ver tantos amigos e amigas reunidos, ao lado dos seus amados familiares, prestando-lhe mais uma homenagem, sendo, que dessa vez, através de um livro bem escrito, pleno de fatos e fotos, de um passado que continua vivo nas nossas mentes e corações, e que chega de forma maravilhosa e competente às gerações do agora e do futuro, que não podem deixar de conhecer a vida e obra desse extraordinário jornalista que foi Umberto Calderaro Filho.

Na passagem em que sou citado, lembrando momentos ao lado do seu Umberto, como eu o chamava, disse ao Júlio que A Crítica foi o único jornal que deu abrigo aos políticos que enfrentaram, de frente, a ditadura militar. Fábio Lucena, eu, e outros companheiros, sem o apoio ostensivo do seu Umberto, não teríamos jogado pesado contra a tirania como o fizemos. No auge da opressão, a pressão por censura não era pequena, principalmente por parte da turma do CMA. Daí, por várias vezes, ouvi do seu Umberto: “qualquer dia desses ainda vou terminar preso por causa de ti e do Fábio.” Bem, com aquele talento que Deus lhe deu, ele driblava os milicos e, enquanto isso, eu e o Fábio fazíamos a nossa parte, metendo o pau na corrupção e na opressão que emanava do regime autoritário.

Quero, daqui, parabenizar o amigo Júlio Antônio, pelo belo e abençoado livro que escreveu sobre a vida do meu mestre Umberto Calderaro Filho. Dizem que relembrar é viver. De minha parte, devo dizer que o Júlio me fez recordar um dos momentos mais importantes da minha vida, na leitura desse extraordinário livro que ora lega a posteridade. E que as minhas homenagens ao inteligente e talentoso Júlio Antônio, também sejam extensivas à toda a família Calderaro, na pessoa da Dona Rita, da Cristina e do seu esposo, o meu amigo Mário Jorge, do Dissiquinha, do Umberto, da Tatiana, da Criszinha, do meu sobrinho Leonardo, enfim de toda a equipe do Jornal que o apoiou na elaboração da excelente biografia sobre a vida e obra do jornalista Umberto Calderaro Filho.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

Mário Frota convoca Amazonino para dar explicações sobre o “Zona Azul”


O vereador Mário Frota, líder do PDT, apresentou requerimento junto à mesa diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM), convocando o prefeito da cidade, Amazonino Armando Mendes, ou seu representante legal, para prestar esclarecimentos sobre o Sistema de Estacionamento Rotativo Pago, denominado “Zona Azul”, conforme mensagem enviada pelo Chefe do Poder Executivo, que dá origem ao Projeto de Lei que cria regras para implantar o sistema de estacionamento de automóveis no perímetro urbano de Manaus.

De acordo com a Mensagem enviada à CMM, que institui o “Zona Azul”, a população urbana aumenta continuamente em Manaus e, conseguintemente, se expande o número de veículos que circulam na cidade à procura de locais públicos para estacionamento, obrigando, portanto, a substituição dos sistemas viários atuais, por modelos mais eficazes para resolver o problema em questão, como já acontece nas grandes metrópoles em desenvolvimento.

Para Mário Frota, esse novo sistema, criado pela prefeitura, tem como propostas a exploração de estacionamento rotativo de veículos de passeio e utilitários leves, nas vias e logradouros públicos de Manaus, com a finalidade de regulamentar o setor e arrecadar recursos para o erário público municipal. O parlamentar entende que a proposta de lei é vaga porque não esclarece, por exemplo, o destino específico da aplicação dos recursos a serem arrecadados; de quem é a responsabilidade por acidentes, danos, furtos, roubos ou prejuízos de qualquer natureza que o usuário ou veículo estacionado venham a sofrer nas áreas regulamentadas; o destino dos flanelinhas que trabalham nas áreas a serem exploradas; a situação das entradas de passarelas das garagens de prédios residenciais, comerciais, vilas e outros; os pontos comerciais com estacionamento para clientes; as alternativas de outros modelos de estacionamento público gratuito para os proprietários de lojas e outros trabalhadores, que passam mais de oito horas nos locais a serem regulados, bem como, a delimitação e abrangência do “Zona Azul”.

“O que existe por trás do Zona Azul é outra armação, da pesada: um negócio que envolve milhões de reais pelo prazo de 15 anos para a sua exploração. Trata-se de um caça-níquel tamanho gigante, capaz de fazer a felicidade do Al Capone, se estivesse vivo. O certo, seria o município explorar tal negócio, como já aconteceu no passado”, denuncia Mário Frota.

Gabinete do vereador Mário Frota

Assessoria de Comunicação

Por: Roberto Pacheco (MTb 426)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AMAZONINO DÁ UMA DE ‘MENINO SABIDO’ PARA ENTREGAR O ‘ZONA AZUL’


A BIOGRAFIA DO NEGÃO É RICA EM ARMAÇÕES. ELE E SEUS AMIGOS AGORA PARTEM PARA MAIS DUAS PESADAS, DOIS PODEROSOS CAÇA-NÍQUEIS, VIA TERCEIRIZAÇÃO: AS LOMBADAS ELETRÔNICAS E A ZONA AZUL. CONFIRA VOCÊ MESMO. Esse Amazonino é um ‘menino tão tolinho’ que dá pena. No seu terceiro governo tentou se armar de várias maneiras. A mais escandalosa dessas armações ocorreu quando tentou fazer o estado contratar uma empresa norte-americana, falida, para transportar, em balsas, o gás de Urucu para Manaus. Eu e o Eron Bezerra, à época, deputados estaduais, viramos bichos na Assembléia, batemos forte na bandalheira que estava em curso, e conseguimos impedir e desmoralizar o golpe que estava em marcha.

Depois armou a entrega do Porto de Manaus, numa bandeja de prata, para a família De Carli. A minha reação e do Eron de nada adiantou. O projeto foi aprovado pelos empregados dele na Assembléia, até com as vírgulas.

Outra safadeza foi a venda da Cosama, negociada por 180 milhões de reais. Somente para a empresa por ele contratada para intermediar o negócio, ‘um negócio da China’, como diziam os antigos, foram repassados a bagatela de 40 milhões de reais. Para o município de Manaus, o dono da concessão do serviço, míseros 12 milhões de reais, enquanto o Estado faturou o resto, ou seja, o equivalente a 128 milhões de reais.

O problema é que até a presente data ninguém sabe como foi gasto a dinheirama arrecadada com a venda da Cosama. Quem conhece mesmo o paradeiro da grana da venda da Cosama? Bem, o que se sabe, é que o gato comeu e saiu lambendo os beiços. Quem adivinhar o nome do gato ganha um prêmio.

Outra do Negão, quando governador, foi a venda do Banco do Estado do Amazonas (BEA), um banco de desenvolvimento com inestimáveis serviços prestados ao povo do estado, principalmente do interior. O ‘menino sabido’ vendeu o BEA para o Bradesco. Não adiantou de nada a grita dos funcionários do banco em reação ao crime que estava sendo perpetrado contra o Amazonas. Ele mandou o projeto para a Assembléia e os seus “dedicados lacaios” o aprovaram da forma como chegou à Assembléia. O BEA foi sucateado e depois vendido pelo Amazonino, enquanto o Banpará, o banco do vizinho estado do Pará continua firme, verdadeiro esteio de apoio à estrutura econômica daquela região.

Agora estamos de frente para mais outra picaretagem, conhecida por Zona Azul, que tem por objetivo organizar o estacionamento do centro de Manaus. A intenção é boa, mas, de boas intenções, o inferno está pavimentado. O que existe por trás é outra armação, da pesada: um negócio que envolve milhões de reais pelo prazo de 15 anos para a sua exploração. Trata-se de um caça-níquel tamanho gigante, capaz de fazer a felicidade do Al Capone, se estivesse vivo. O certo, seria o município explorar tal negócio, como já aconteceu no passado (na época do Estar), empregando os flanelinhas. O problema é que, controlado pelo município, não dá para roubar, pois os pagamentos do que é recolhido, a título de vendas de vagas para estacionamento e cobrança de multas, é feito via agências bancárias, em conta corrente da Prefeitura.

A preferência pela terceirização do negócio é porque o grosso da grana entra no bolso do dono da empresa que, a seguir, distribui parte do bolo com quem ele quiser. Daí a preferência de certos políticos pela terceirização.

Há outras mamatas em curso, esquemas que envolvem instalação de corujinhas, lombadas eletrônicas, e, ainda, a estranha preferência dele (do Negão), para construção do camelódromo dentro do Porto de Manaus, atualmente travado por decisão da Justiça Federal. Mas esse é outro capítulo a ser tratado mais adiante.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

Mário Frota diz que sua sina é combater os desmandos do prefeito Amazonino


Relembrando sua trajetória política ao longo de sua vida pública, o vereador Mário Frota (PDT) disse que chegou à conclusão de que sua sina é combater os desmandos do prefeito Amazonino Mendes, que na opinião do parlamentar, ‘é um dos piores políticos que já apareceu no Amazonas’. Para o vereador, o prefeito precisa de alguém para lhe apontar os ‘erros e desmandos que comete na administração pública’.
Frota lembrou que sempre combateu o atual prefeito, desde o primeiro mandato que Amazonino exerceu como governador, época em que o pedetista era deputado estadual. “Simplesmente não dá para ficar calado com tanto desmando. Ele não cuida de nada. Sua administração foi marcada por sucessivos escândalos, com as vendas da Cosama e do BEA, além de contratação de empresas falidas dos Estados Unidos e agora, para não fugir à regra, retorna com outro desmando, que é o projeto Zona Azul”, disse.
O vereador oposicionista lembrou que não estranha essa atitude do prefeito, já que necessita fazer suporte para concorrer às próximas eleições que se avizinham e para isso é necessário ter poder de fogo para enfrentar Eduardo Braga.
Para finalizar, Mário Frota disse que o prefeito ‘inventou’ nova forma de enganar a população, com as chamadas lombadas eletrônicas. “O prefeito inventou esse nome pomposo de lombadas eletrônicas, que na verdade não passa de mais um caça-níquel, já que essas lombadas estão sendo construídas em locais onde o trânsito já está travado, como as Avenidas Ephigênio Salles e Constantino Nery, quer dizer, é mais uma forma de enganar o povo”, finalizou.

Fonte: João Dantas
Fotografia: Heraldo Rocha

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mário Frota critica inexistência da polícia e defende manutenção dos flanelinhas


Referindo-se ao projeto Zona Azul que está tramitando na Câmara Municipal de Manaus, o vereador Mário Frota (PDT) disse hoje (18) que é favorável à reorganização do Centro de Manaus, mas também defendeu o direito dos flanelinhas continuarem trabalhando e sustentando suas famílias, lembrando que muitas vezes um empresário estaciona seu carro e passa o dia todo no Centro, prejudicando outras pessoas que precisam da vaga e o próprio empresariado, que fica sem vender porque muitas vezes o comprador desiste de ir à loja porque não encontra local para estacionar.
“Sem o flanelinha, com certeza, meu carro será arrombado e roubado já que a inexistência da Polícia Militar no Centro da cidade é gritante. Como não existe polícia é o flanelinha que nos socorre”, enfatizou o vereador, que defendeu a permanência da categoria no Centro. “Eu prefiro pagar ao flanelinha, mas com a certeza de que encontrarei meu carro intacto, do que essa empresa que vem aí. Se a empresa que ganhar essa concorrência não contratar os flanelinhas, sou favorável a que tudo permaneça como está”, concluiu.
Fonte: João Dantas
Fotografia: Plutarco Botelho