quinta-feira, 7 de outubro de 2010

NÃO DESISTA, ARTHUR!



Por: MÁRIO FROTA

É possível que o Amazonas, nos próximos 20 anos, não tenha um senador à altura do Arthur Virgílio Neto, isso, naturalmente, se ele não retornar à Casa de Rui Barbosa daqui a quatro anos.

A imprensa nacional o considera o melhor orador do Congresso Nacional, pelo menos é o que, dia desses, ouvi da boca de vários cientistas políticos entrevistados pelo jornalista Tarcísio Holanda. Mais do que isso: o entrevistador deplorou a sua futura ausência do Senado, por se tratar de um político que, segundo ele, é culto, íntegro, experiente e excelente articulador.

O que está por trás da derrota de Arthur Virgílio Neto? O ódio e rancor de Lula que, por diversas vezes teve projetos de seu interesse derrotados pelo senador amazonense no plenário do Senado, incluindo a CPMF, um imposto criado com propósito de retirar a saúde do buraco e depois ser revogado, mas que, infelizmente, terminou por se estender, desnecessariamente, até bem recentemente.

Outros fatores de natureza local, somados a antipatia que Lula nutre por Arthur, não teriam concorrido para a criação de um complô para impedi-lo de retornar ao Senado? Ou seja, os ressentimentos de Lula, mais questões paroquiais, não seriam essas as razões determinantes para a formação de um rolo compressor, como de fato aconteceu, jamais visto no Estado, com propósito de derrotar o senador tucano?

Tanto ressentimento trouxe prejuízos irreparáveis para o Amazonas. Entre mim e o Arthur há mais coisas que nos aproximam do que nos separam. Eleito deputado estadual pelo PSDB, por criticar a administração do Amazonino, terminei aconselhado a abandonar o partido. Segundo o emissário de Arthur, a razão era porque o Negão o havia prometido fazê-lo seu sucessor. Ri, e disse ao ilustre emissário: ‘não tem problema, vou deixar o PSDB, mas diz ao Arthur que ele está agindo como um bobo, sonhando, pois o Amazonino faz parte de uma oligarquia onde não há lugar para ele’. Dia seguinte deixei o PSDB e ingressei no PDT de Jefferson Péres, onde permaneço até hoje.

Apesar desse fato, continuei amigo de Arthur, reconhecendo, na sua pessoa, atributos que nos levam a ter orgulho dele em razão do grande senador pelo Amazonas que é. Talvez porque também me impediram, na marra, de chegar ao Senado em l986, é que entendo melhor do que ninguém a extensão do seu sofrimento em ver o seu futuro mandato ceifado pela gigantesca máquina, colocada em prática, para impedi-lo de voltar ao Senado, onde tão bem vem defendo os interesses do Amazonas e do seu povo. Essas coisas só nos restam colocar nas mãos de Deus.

Não desista, Arthur! Com absoluta certeza os homens e mulheres politizados do Amazonas votaram em você. Às vezes o povo acerta, às vezes erra, principalmente quando manipulado por forças negativas, como aconteceu agora. A história, a grande mestra da vida, está cheia de exemplos, muitos deles terríveis, a exemplo da massa que foi manipulada pelo Sinédrio a libertar Barrabás e não Jesus, e, mais recentemente, no século passado, um psicopata conseguiu envolver o povo alemão, levando-o, de forma trágica, a descer as escadarias do inferno.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

VOTO É O MOMENTO MAIS IMPORTANTE NAS DEMOCRACIAS



O momento mais importante nas democracias, exercido pelos cidadãos e cidadãs, ocorre na hora do voto. É preciso que as pessoas entendam que o voto é uma procuração que o eleitor passa ao seu candidato por irrevogáveis quatro anos. A título de exemplo: em situação normal, podemos revogar qualquer procuração, basta ir ao cartório, e pronto. Mas quando se trata do voto, preste ou não o candidato, somos obrigados a esperar intermináveis quatro anos, ou seja, uma eternidade para fazer a substituição do político que elegemos de forma errada.

Daí a responsabilidade de votar corretamente. Votar bem é votar pelo futuro dos nossos filhos, para que, lá na frente, eles tenham um Brasil mais justo, onde todos tenham direito ao emprego, à educação de qualidade, saúde à altura das necessidades da população, segurança pública, saneamento e moradia para os que precisam de um teto. Votar bem é votar com consciência, examinando minuciosamente a vida do candidato, procurando conhecer a sua história, para saber se ele é pessoa honesta, à altura das altas responsabilidades de que será investido pelo voto.

Nessa hora, o povo precisa correr dos espertalhões como o diabo foge da cruz. Essas figuras têm em mente se eleger com um único propósito: enriquecer às custas dos cofres públicos. A lei da ficha limpa não foi o suficiente para conter esses assaltantes dos impostos do povo. Muito deles estão aí prontos para dar o bote e abater a vítima. Ainda por cima, essa lei é imperfeita porque ficou restrita apenas a pessoas com mandatos eletivos. Ora, porque ela não se entendeu a outras funções, igualmente importantes, mas que não são obtidas pelo voto?

Não dá mesmo para entender. A lei da ficha limpa exige que a vida de um político que deseja concorrer a uma eleição seja limpa, mas, infelizmente, fecha os olhos para secretários municipais, secretários estaduais, ministros, diretores de empresas públicas, de autarquias, etc. Será que os legisladores esqueceram que muitas dessas funções, pelos recursos que dispõem, são bem mais importantes do que muitos cargos eletivos? E porque a lei deixou de fora esse pessoal que, como sabemos têm poder para manipular orçamentos bilionários? É preciso que os congressistas voltem agora os seus olhos para os detentores dessas funções e estabeleçam regras idênticas as que foram criadas para conter a escalada dos picaretas em cargos eletivos que infestam a política nacional. É minha opinião.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

EDUARDO ESTÁ REEDITANDO MENDES E PODE COMETER ESTUPRO POLÍTICO






Nas eleições de 1991, Amazonino deixou o Senado, onde permaneceu apenas um ano e meio, para sair candidato a prefeito de Manaus, deixando no seu lugar um tal de Gilberto Miranda, paulista com negócios no Distrito da Suframa, mas que o povo não conhecia, ninguém sabia de que buraco havia saído. Aquilo foi puro estelionato político. O que algumas pessoas comentavam é que Gilberto Miranda, homem muito rico, terminou uma espécie de trem pagador da campanha do Negão.

Gilberto era totalmente desconhecido do público, nem mesmo os políticos o conheciam. Político de três mandatos de deputado federal e, naqueles tempos vereador de Manaus, nunca o tinha visto nem mais magro, nem mais gordo. Amazonino foi responsável pela permanência de Gilberto Miranda no senado por seis anos e meio. Isso é o que se pode chamar de ESTUPRO POLÍTICO.

Quando Amazonino deixou o Senado, o grande jornalista Umberto Calderaro pegou pesado e fez publicar em A Crítica uma frase, aliás, manchete do jornal nos seguintes e carinhosos termos: O NEGÃO QUER MESMO É A CHAVE DO COFRE.

Agora a história volta com a escolha por Eduardo Braga, para seu suplente, de uma outra pessoa estranha ao povo e à classe política, que aqui nunca morou, a não ser quando desce do avião para visitar a Videolar, uma fábrica que possui no Distrito Industrial da Suframa. O que está acontecendo? Eduardo está reeditando o que Amazonino fez há alguns anos atrás? O que todo mundo comenta nas ruas, é que Eduardo vai concorrer às eleições de 2012, porque é seu desejo ser o prefeito da Copa. Ora, caso isso aconteça, quem vai substituí-lo no Senado? A sua esposa, ou esse outro dublê de Gilberto Miranda Batista, um paulista chamado Parisoto, que é o dono da Videolar, que o povo não conhece e os políticos amazonenses não sabem de onde saiu? O Amazonas não merece isso.

Pessoalmente sou contra a figura do suplente de senador. Ao contrário do vice, que existe na história do Brasil desde a fundação da República, por isso é uma instituição republicana. O suplente de senador nunca deveria existir porque pode virar senador sem ter recebido um único voto. Ora, que tipo de legitimidade possui o suplente de senador para falar em nome do povo, levando-se em conta que, pela Constituição pátria o Brasil é uma República de governo representativo?

Até quando o povo brasileiro vai continuar engolindo a figura em nada republicana do suplente de senador? Precisamos de uma reforma política com urgência e, entre as muitas mudanças a fazer, advogo a urgente necessidade da extinção pura e simples dessa figura esdrúxula que é a figura do suplente de senador que, em tese, não é nada diferente do senador biônico criado pelos “gênios” que instalaram a ditadura militar em 1964.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PASSARELAS DA COSME FERREIRA: PREFEITURA SERÁ RESPONSABILIZADA POR ACIDENTES



O vereador Mário Frota, líder do PDT na Câmara Municipal de Manaus (CMM), entrou com requerimento, no início de abril deste ano, junto à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), por intermédio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), solicitando a construção de duas passarelas para pedestres na Avenida Cosme Ferreira, em frente à Murano Veículos e outra nas proximidades da Feira Coberta do Coroado, mas até o momento não foi atendido na sua reivindicação.

Na proposta encaminhada, o parlamentar justifica que antes da construção do complexo viário Gilberto Mestrinho, na antiga Bola do Coroado, as duas passarelas já existiam nesses locais, mas foram retiradas para construção do viaduto. Por conta disso o pedestre leva cerca de dez minutos para atravessar a Cosme Ferreira e ainda corre o risco de ser atropelado.

Segundo Mário Frota, a Prefeitura de Manaus deverá ser responsabilizada por acidentes que venham a ocorrer ao longo dessa via pública porque ela brinca com o erário quando autoriza a demolição de obras públicas de primordial necessidade como essas passarelas. “A quem cabe o ônus do prejuízo”? Pergunta o vereador, lembrando que os técnicos da administração municipal estão esperando que alguma pessoa morra nesse local para tomar as providências.

Gabinete do vereador Mário Frota

Assessoria de Comunicação

Por: Roberto Pacheco (MTb 426)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

BR-174 : TRECHOS QUE SE APROXIMAM DA IDÉIA QUE TEMOS DO INFERNO

Por falta de manutenção, BR-174 fica intransitável em alguns trechos


Estradas como a BR-174, que liga Manaus à capital do estado de Roraima e, conseqüentemente ao Caribe, deveriam ser privatizadas, a exemplo de muitas estradas do Sul do país, onde hoje as pessoas pagam pedágio, mas em compensação são bem cuidadas, não existindo qualquer buraco.

A verdade é que os governos federal e estadual constroem estradas, entregam ao público em boas condições, mas logo elas começam a se deteriorar pela ação dom tempo, principalmente na fase das chuvas. Pela ausência de manutenção adequada, essas vias pioram e tornam-se intransitáveis.

É o que está acontecendo com alguns trechos da BR-174. Um amigo meu resolveu ir a Boa Vista e terminou com os quatro aros empenados, sem falar em outros problemas sofridos pelo carro. Todos sabemos que o estado não é um bom gestor, razão porque a cada ano que passa, a terceirização de serviços públicos cresce em todo o mundo.

Não seria melhor pagar 20 ou 30 reais de pedágio para chegar à Boa Vista, mas lá chegar com segurança, sem enfrentar as dificuldades que as pessoas enfrentam hoje, algumas vezes acabando com o carro, ou até mesmo perdendo a própria vida, como tem acontecido com muitos que se aventuram?

Caso o governo privatizasse essa estrada, a empresa concessionária ficaria responsável por toda a manutenção da estrada, sendo responsável, também, pela negociação de repasses para a área indígena que, vez por outra, com razão, reclama da ausência do estado quanto aos seus direitos.

Pelo menos vale fazer uma experiência. Pessoalmente acredito que vai melhorar, quem sabe, até se aproximar do ideal. Como está é que não pode continuar. Como cidadão, prefiro pagar pedágio e fazer uma viagem segura com a minha família, do que não pagar e enfrentar trechos que se aproximam da idéia que temos do inferno.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM