O vereador Mário Frota (PDT), apresentou propositura junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), por intermédio da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para a recuperação da praça Padre Francisco localizada em frente à sede do Sul América Futebol Clube, na rua 5 de Setembro, no bairro de São Raimundo, próximo à ponte Senador Fábio Lucena, que liga ao bairro de Aparecida.
O local onde hoje está localizado a Praça Padre Francisco, conhecida também como Praça do Sul América, teve início em 1849, quando o governo do estado doou ao Seminário São José o terreno que foi incorporado ao patrimônio da instituição religiosa. Na época, o bispo Dom Lourenço da Costa Aguiar resolve lotear uma parte das terras para pessoas de baixa renda, que construíram as primeiras casas nos terrenos, pagos com quantia mensal denominada de "foros da igreja", cuja administração e cobrança, em nome da diocese, estavam a cargo de Belmiro Bernardo da Costa.
Atualmente a Praça Padre Francisco encontra-se suja, com bancos quebrados, sua estrutura sombria está sem pintura e seu piso está esburacado podendo, a qualquer momento, causar acidentes, principalmente, em idosos e crianças. A revitalização dessa praça, que já foi palco de manifestações folclóricas, carnavalescas e concentração da torcida do Sul América Esporte Clube, vai resgatar um pouco da história do bairro de São Raimundo.
Para o vereador Mário Frota, a revitalização da centenária Praça do Sul América vai resgatar uma parte da história de São Raimundo. “Afinal, esse bairro merece atenção e carinho muito especial por parte de todos nós por ser um dos mais antigos de Manaus, sendo o único que possui dois dos times mais tradicionais de Manaus: o São Raimundo e o Sul América que já deram muita alegria aos seus torcedores”, lembra o parlamentar.
SÓ QUEM GANHA COM OS JOGOS DA COPA É A FIFA E OS SEUS PATROCINADORES. TODOS OS PAÍSES QUE PATROCINARAM JOGOS DA COPA E DAS OLIMPÍADAS SAÍRAM COM PREJUÍZOS. A revista Isto é Dinheiro traz matéria esclarecedora sobre a Copa na África do Sul. É importante que os nossos governantes leiam essa reportagem e coloquem as barbas de molho - expressão muito usada pelos nossos pais e avós. A matéria publicada vem ao encontro de estudos feitos por um professor da Universidade de Oxford (situada na cidade de Oxford, na Inglaterra), que demonstram que nenhum país que patrocinou jogos da Copa conseguiu auferir lucros, pelo contrário, todos tomaram prejuízos, e muito. É evidente que o país que patrocina os jogos da Copa ganha visibilidade internacional, mas é só. Quem sai ganhando é a FIFA e os seus patrocinadores. As populações pobres, incluindo aí os trabalhadores informais (vendedores de rua, os camelôs de lá) e os pequenos empresários ficaram impedidos de vender qualquer material alusivo à Copa num espaço de mais de um quilômetro dos estádios onde ocorreram os jogos. Pessoas que compraram esse tipo de mercadoria não puderam vender seus produtos. Todos tomaram grandes prejuízos. Uma comerciante que desejava armar uma simples barraca em frente à sua livraria, para assistir os jogos com os seus clientes, na frente de um telão, recebeu intimação dos patrocinadores da FIFA para pagar 12 mil dólares, ou seja, mais de 20 mil reais. Um absurdo. Até as empresas aéreas teriam que pagar à FIFA, caso anunciassem que os vôos eram feitos para as cidades que patrocinavam os jogos. Um espetáculo de exploração e de desrespeito, principalmente às populações de um país em que mais de 10 por cento do seu povo vive do trabalho informal. Repito: as barbas de molho. Em verdade, os lucros dos jogos são para o bolso da FIFA e dos seus patrocinadores. E o que fica mesmo para o povo do país que sedia os jogos? Que tipo de investimento faz a FIFA nesses países? Resposta: nenhum. Ela não faz nenhum investimento, mas exige do país sede gastos astronômicos em construção de estádios monumentais e na infra-estrutura. E o pior, os governantes, a exemplo daqui, caem como uns patinhos e derrubam um estádio (o Vivaldão), que em pé vale 400 milhões, para construir outro que, com os aditivos, vai nos custar mais de 600 milhões, perfazendo um total de 1 bilhão de reais. O problema é que a FIFA faz um monte de exigências, os países sedes mergulham em dívidas e, ao final, só quem lucra é ela e os seus patrocinadores. Grande negócio. Pessoal, de olho na FIFA e não esqueçam de que aqui só vamos ter dois jogos, quem sabe, três. O Brasil vai jogar aqui? Sei não, seu menino. Como anfitrião, o Brasil escolhe onde quer jogar. O mais lógico é que escolha estádios do sul maravilha. Alguém duvida? O mais certo é que aqui ficaremos limitados a jogos de times sem tanta importância. Quem viver, verá. Por: vereador Mário Frota Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM Líder do PDT na CMM
O vereador Mário Frota (PDT) apresentou propositura junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), por intermédio da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para a realização de estudos e viabilidade técnica para a abertura e ampliação da Avenida Ayrão até a Rua Duque de Caxias.
De acordo com o parlamentar pedetista, o sistema de transportes, assim como os meios de comunicação, é um instrumento de fundamental importância para o desenvolvimento de uma cidade como Manaus que, além do setor de serviços e um comércio forte, possui um pólo de produção com indústrias sem chaminés em franco crescimento, que preserva as questões do meio ambiente e respeita a legislação decorrente da ocupação do solo, gerando emprego e qualidade de vida em benefício da sua população.
Em uma cidade com todas essas características, o trânsito está cada dia mais congestionado, complicando a vida de milhares de trabalhadores e estudantes que, diariamente, dependem do sistema de transporte para desempenhar suas atividades. Atualmente o estado possui uma frota de 420 mil veículos e o Departamento de Trânsito do Amazonas (Detran), emplaca 33 mil carros novos por ano, ou seja, uma média de 92 por dia. Por ocasião da Copa do Mundo de 2014, mais de 500 mil veículos estarão circulando no Amazonas.
O vereador observa ainda que é necessário tomar medidas preventivas no presente para tentar descongestionar esse imenso gargalo, chamado trânsito, que emperra a infra-estrutura da cidade obstruindo o seu desenvolvimento e comprometendo o futuro da nova geração. “Quanto mais opções de qualidade e maiores, em números, forem as vias de escoamentos, menores serão as dificuldades de tráfego de automóveis, facilitando a vida do cidadão”, exemplifica Mário.
Veja o requerimento, na integra.
Por: Roberto Pacheco (MTb 426)
Assessoria de Comunicação Gabinete do vereador Mário Frota
REQUERIMENTO/2009
Autor: Vereador Mário Frota
Assunto: Requerer ao Prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, que autorize a Secretaria Municipal de Infra-estrutura (Seminf), a realizar estudos de viabilidade técnica para a abertura e ampliação da Avenida Ayrão até a Rua Duque de Caxias.
Senhor Presidente, Senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras.
Requeiro, em forma de indicação, ao Prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, que autorize a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), a realizar estudos de viabilidade técnica para a abertura e ampliação da Avenida Ayrão até a Rua Duque de Caxias, com a desapropriação, das casas localizadas na Rua Jonathas Pedrosa, entre os nºs 2318 a 2351, dentre outras, estabelecidas no trecho em sugestão.
JUSTIFICATIVAS
O sistema de transportes, assim como os meios de comunicação, é um instrumento de fundamental importância para o desenvolvimento de uma cidade que, além do setor de serviços e um comércio forte, possui um Pólo Industrial com indústrias sem chaminés em franco crescimento, que preserva as questões do meio ambiente e respeita a legislação decorrente de ocupação do solo, gerando emprego e qualidade de vida em benefício da sua população.
Em Manaus, uma cidade com todas essas características, o trânsito está cada dia mais congestionado, complicando a vida de milhares de trabalhadores e estudantes que, diariamente, dependem do sistema de transporte para desempenhar suas atividades. Atualmente circula no Amazonas uma frota de 420 mil veículos e o Detran do Amazonas emplaca 33 mil carros novos por ano, ou seja, 92 por dia. Por ocasião da Copa do Mundo de 2014, estaremos com mais 500 mil carros circulando em nosso Estado.
Como podemos observar, precisamos tomar medidas preventivas no presente para tentar descongestionar esse imenso gargalo, chamado trânsito, que emperra a infra-estrutura da cidade obstruindo o seu desenvolvimento e comprometendo o futuro da nossa geração. Assim sendo, quanto mais opções de qualidade e maiores forem as vias de escoamentos, menores serão as dificuldades de escoamento de automóveis, facilitando a vida do cidadão.
COM A REFORMA DO ESTÁDIO VIVALDO LIMA, O VIVALDÃO, SOBRA 400 MILHÕES PARA SEREM APLICADOS NAS ÁREAS DE SAÚDE, EDUCAÇÃO, SANEAMENTO, SEGURANÇA E TRANSPORTE COLETIVO. Adeus vitória nesta Copa. O Brasil volta pra casa e, na condição de anfitrião da próxima Copa de 2014, tem que começar a arrumar a casa para a grande festa daqui a quatro anos.
Enganam-se os que imaginam que os países que promovem jogos da Copa ganham dinheiro com isso. Ledo engano. Estudiosos do assunto são hoje unânimes em afirmar que todos os países que promovem esse tipo de campeonato tomaram prejuízo. E por quê? Pela avalancha de recursos em estádios, alguns espetaculares, mas extremamente caros, além, de grandes investimentos em infra-estrutura.
Pessoalmente, sou favorável a grandes investimentos na infra-estrutura das cidades que servirão de sede para esses jogos. Mas recuso-me a aceitar que o poder público faça investimentos errados em estádios monumentais, a exemplo do que se deseja fazer aqui com a derrubada do Vivaldão e, em cima, construir outro a peso de ouro.
Todos os estados que vão servir de sub-sede para a Copa de 2014 estão programando reformas nos seus estádios. A exceção é o Amazonas e São Paulo, frente a uma desavença em relação ao Morumbi, que é de propriedade do São Paulo Futebol Clube.
Se alguém me convencer que é certo implodir um estádio que, segundo a revista Exame, vale 400 milhões de reais em pé, sem falar que há 10 anos foram gastos, numa reforma, 20 milhões de dólares, transformando-o num dos estádios mais modernos do País, o melhor, de longe, da região Norte, abro mão da minha posição e passo a aplaudir publicamente a construção do novo estádio, da tal Arena.
Vamos ver o tamanho do absurdo. O Vivaldão vale, como afirma a revista Exame, 400 milhões de reais, somado aos 500 que vão gastar com a Arena e mais os 25 por cento do aditivo, que vai acontecer na certa, o Amazonas vai ganhar um estádio ao custo de mais de 1 bilhão de reais, ou seja, mais caro do que aponte que vai ligar as duas margens do Rio Negro.
Ora, é muito dinheiro. Por que não usar numa grande reforma 100 milhões de reais, incluindo aí cobertura e o aumento das arquibancadas, e aplica-se os 400 restantes na melhoria da cidade para a Copa, na área da saúde, educação, saneamento, segurança e transporte coletivo?
Pelo menos, depois da Copa de 2014, ninguém vai reclamar dos recursos usados na melhoria da cidade, pelo contrário, todos vão elogiar. E se esse dinheiro todo for usado no novo estádio? E se depois de passada a festa e ninguém saber o que fazer com a tal Arena? O que então fazer com esse novo elefante branco? Ainda há tempo para recuos. Cautela e canja de galinha, como já diziam os nossos avós, não faz mal a ninguém. Portanto, ainda é hora de prevalecer o bom senso.
José MÁRIO FROTA Moreira é um dos vereadores mais atuantes da Câmara Municipal de Manaus. Tanto que tem três mandados (2013/2016; 2009/2012 e 1988/2001).
É formado em Direito, pela Universidade Federal do Amazonas. Autor de livros como “Presença do Amazonas no Congresso Nacional” (1975); “Em Defesa do Povo” (1978); “Em Defesa da Liberdade” (1981) e “Resistência” (1984).
Mario Frota, em 2004, foi eleito vice-prefeito de Manaus (2005/2008) e foi deputado estadual por dois mandatos seguidos (1999/2002 e 2003/2004). Entre os anos de 1974 e 1982 foi também deputado federal pelo Amazonas.