sexta-feira, 16 de maio de 2014

NISSIM PAZUELLO É CONDECORADO COM MEDALHA DE OURO ‘GUILHERME MOREIRA’ NA CMM






15/05/2014 13:15h

Um dos pioneiros no ramo da navegação marítima no Amazonas, o empresário Nissim Pazuello, foi condecorado com a Medalha de Ouro ‘Guilherme Moreira’ na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta quinta-feira (15), durante Sessão Especial, presidida pelo vereador Hiram Nicolau (PSD), que reuniu amigos, família Pazuello e autoridades militares do Estado. A outorga, de autoria do vereador Mário Frota (PSDB), foi aprovada na Casa por meio do Decreto Legislativo nº 053/13.
Mário Frota, que entregou a medalha ao empresário pelos relevantes serviços e contribuições prestados ao comércio e ao desenvolvimento do Amazonas, exaltou o empreendedorismo de Nissim Pazuello não somente por ser o fundador da primeira empresa de navegação, a J. A Leite Navegações, mas também pela grande contribuição ao desenvolvimento econômico no Estado.
“Esta é uma homenagem não somente a um empresário, mas a um amigo, companheiro e conselheiro nas horas difíceis. Não é fácil fazer um discurso com uma pessoa que tem uma biografia impecável. É um grande empreendedor arrojado que deu passos gigantes nesta cidade”, parabenizou Frota, que também ressaltou o projeto Zona Franca de Manaus (ZFM), idealizado pelo general Humberto Castello Branco, o qual continua sendo a maior economia do Estado, e criticou a má utilização dos recursos naturais.
Ainda na tribuna, o parlamentar destacou a persistência do empresário, no momento em que ninguém acreditava nas terras amazônicas depois da áurea da borracha. “Foi nesse momento que a Amazônia conseguiu respirar com a exportação extrativista da castanha. Nissim foi o primeiro homem nessa região a fabricar balsas de aço. Isso foi uma coisa extraordinária. A atuação deste grande empresário que veio para Manaus em época difícil e vacas magras não pode ser esquecida”, reconheceu Mário Frota.
Bastante emocionado, Nissim Pazuello, que há pouco tempo se recuperou de uma infecção pulmonar, não encontrou palavras para agradecer a homenagem. “Não tenho muita coisa para dizer depois de ter escutado Mário Frota. Agradeço a Deus por ter me trazido aqui a esta Casa receber esta outorga. Muito obrigado por tudo”, disse Pazuello.
Participaram da homenagem o representante do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), Lourenço Braga; Comandante Militar do Amazonas, general Guilherme Teófilo; o representante do 7º Comando Aéreo Regional Cleber Augusto Serrão; o assessor parlamentar do Comando Militar do Amazonas, general Taumaturgo Vales e o  subchefe do Comando Maior do Amazonas, coronel Douglas Camargo Junior.
Perfil
Nissim Pazuello é filho de Abrahm Joaquim Pazuello e Estrela Bohadana Pazuello, nasceu no dia 11 de outubro de 1928, na cidade de Belém (PA). Chegou a Manaus ainda criança, porque seu pai foi transferido para trabalhar na capital amazonense como gerente da Usina de Beneficiamento de Castanha Alegria.
Nissim Pazuello começou seus estudos na escola particular Professor Pedro Silvestre, onde concluiu o primário. Concluiu o antigo ginasial no Colégio Amazonense D. Pedro II.
Carreira empresarial
A carreira empresarial no setor de navegação marítima, veio após experiência na empresa J. Dias Paes, que funcionava como agencia de navegação marítima. Em 1948, o empresário construiu sua primeira empresa, a N. Pazuello, firma individual existe até hoje, especializada em navegação marítima de cargas.
Contribuição
Com isso, Pazuello deu sua parcela de colaboração para o desenvolvimento do Estado do Amazonas. Em 1952, participou da construção e fundação da Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam). Em 1955, foi sócio e fundador da Companhia de Navegação da Amazônia (Conave), empresa dotada de balsas e navios para transporte de petróleo, tendo sido presidente por vários anos, até vender suas ações para a empresa Linhas Brasileiras de navegação (Libra).
Nos anos 60, o empresário foi protagonista do empreendedorismo industrial no Estado, ao fundar a Madeiras Compensadas da Amazônia. Dez anos depois, Pazuello fundou a Enasa, pioneira na construção de balsas metálicas.
Atualmente, o empresário adquiriu a firma J.A Leite Navegação, onde ainda trabalha, com seus mais de 100 anos de fundação e que está em atividade até hoje.
Em suas horas de folga e nos finais de semana, Nissim Pazuello dedica seu tempo em prol do Grêmio Recreativo Haras Pazuello, uma instituição sem fins lucrativos que forma cavaleiros, além de prestar serviços de fisioterapia e ecoterapia para crianças com necessidades especiais.

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Texto: Valdete Araújo – Dircom/CMM
Foto: Tiago Corrêa - DIRCOM/CMM


domingo, 11 de maio de 2014

QUANDO FINALMENTE ESSE TIPO DE LADROEIRA COM O DINHEIRO DO POVO VAI TER UM FIM?



A construção do King Abdullah aconteceu em 390 dias.
Por: Vereador Mário Frota*
Essa resposta quem tem que dar é o próprio povo que, a cada eleição pode, caso queira, mudar os políticos corruptos, a exemplo dos petralhas que hoje desavergonhadamente saqueiam este País, construído por homens e mulheres comprometidos com o futuro dos seus filhos e netos.  A solução é simples. Tudo depende do nosso povo querer mudar.
Por que, no Brasil, as grandes obras públicas são superfaturadas, a exemplo do que aconteceu com o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, construído no Distrito Federal, para os jogos desta Copa? É uma vergonha em comparação com os gastos da construção do estádio King Abdullah, recentemente inaugurado na Arábia Saudita, que saiu do zero e em um ano foi concluído. É um verdadeiro caso de polícia.
Enquanto o Mané Garrincha custou aos cofres do País R$ 1,9 bilhão, o King Abdullah foi construída por R$ 1,18 bilhão, ou seja, 61% mais barato do que a nossa arena. Agora, o pior mesmo, é comparar o que foi feito em uma e na outra. Daí fica bem claro a roubalheira, marca maior da administração petista nesses 12 anos de desgoverno de Lula e Dilma.
Vamos, então, aos comparativos. Ora, enquanto no Mané Garrincha gastou-se R$ 200 milhões só na cobertura, atualmente cheia de goteiras e, até a presente data, ainda não foram construídas as prometidas quadras esportivas, o parque aquático e o cinema drive-in, sem falar que a   pavimentação no seu entorno ainda é precária, a King Abdullah, extraordinária em arrojo e beleza,  recentemente inaugurada, acomoda 60 mil pessoas,  tem um ginásio de atletismo com capacidade para  2 mil pessoas,  oferece estacionamento para 45 mil carros, inúmeras quadras de esporte, campos de futebol para recreação, uma mesquita (templo islâmico) e ainda dispõe de  uma  suíte para hospedar o rei.
É de espantar a diferença nos gastos com essas duas obras. De espantar ainda mais é se tal comparação for feita entre a arena construída na Arábia Saudita, ao custo de R$ 1,18 bilhão com a daqui, construída em cima do Vivaldão, em torno de R$ 800 milhões. E é de se perguntar: o que foi feito aqui que justifique gastos tão elevados comparados a King Abdullah, da Arábia Saudita? A nossa nem estacionamento tem, aliás, não tem nada, a não ser as edificações da própria arena, projetada para receber 45 mil pessoas, proporcionalmente bem menor do que a da Arábia Saudita.
Por que aqui, volto a questionar, as obras públicas são disparadamente mais caras do que as construídas em outros países? Comparativamente ao que foi gasto sobre a ponte que atravessa o Rio Negro e uma gigantesca construída recentemente na China, medindo 42 km, a nossa tem o preço 10 vezes mais elevado. É estarrecedor, mais do que isso, uma vergonha.
Quando finalmente esse tipo de ladroeira com o dinheiro do povo vai ter um fim?  Essa resposta quem tem que dar é o próprio povo que, a cada eleição pode, caso queira, mudar os políticos corruptos, a exemplo dos petralhas que hoje desavergonhadamente saqueiam este País, construído por homens e mulheres comprometidos com o futuro dos seus filhos e netos.  A solução é simples. Tudo depende do nosso povo querer mudar.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

TEM ALGUM DOIDO, DESSES QUE ACENDE CHARUTO COM NOTA DE CEM REAIS, QUE QUEIRA COMPRAR A ARENA DA AMAZÔNIA?



Por: Vereador Mário Frota*
O Arthur tem razão na sua argumentação pois, passado os jogos da Copa, o que fazer com  esse elefante branco?... Vender seria a melhor coisa a fazer com essa arena, mas, pessoalmente não acredito, por entender que malucos milionários estão cada vez mais raros no Planeta.
Está certo o Arthur Virgílio Neto ao opinar que é a favor da venda da Arena da Amazônia, construída em cima do Vivaldão, com propósito de sediar os jogos da Copa. Por certo que essa é a melhor fórmula. O problema é quem vai comprá-la.  Em princípio, essa arena nem deveria ter sido construída, levando-se em conta que já tínhamos o Vivaldão, bastasse, tão somente que, sobre ele, fosse construído uma cobertura, conforme sugeriu o arquiteto Severiano Mário Porto, que o projetou no fim da década de 60, do século passado.
Eduardo Braga moveu terras e céus para convencer os dirigentes da FIFA a escolher Manaus, e não Belém, para sediar a Copa na região Norte do País. Quando falaram em derrubar o Vivaldão - prêmio de arquitetura nacional, sem falar que foi o estádio onde a seleção canarinho fez o seu último jogo antes de partir para a vitória no México, onde se consagrou tricampeã do mundo - eu e o deputado Luiz Castro, com o propósito de impedir tal desatino, ingressamos com uma Ação Popular na Justiça Federal, fato que, até hoje, não sabemos a razão que levou o magistrado federal a jogar a citada ação na lata do lixo.
Não adiantaram os protestos de parte da sociedade na tentativa de salvar o nosso glorioso Vivaldão. O seu destino estava selado. O arquiteto que o projetou, Dr. Severiano Mário Porto, veio a Manaus e, conforme noticiou à imprensa, prontificou-se a aumentar o número de cadeiras e construir a cobertura. Tudo em vão. Dias depois máquinas pesadas começaram a demolição do melhor estádio do Norte do País, para dar lugar à arena ora inaugurada.
Favas contadas. Não adianta chorar sobre o leite derramado. Ao final, perdemos um estádio que, segundo a revista Exame, em pé valia R$ 600 milhões, substituído por outro que nos custou R$ 800 milhões. Que excelente negócio esse, obviamente que muito bom para empresários e políticos beneficiados por alguns milhões de reais.  Não fosse assim, como explicar a derrubada de um estádio pronto e, no seu lugar, ser construído outro?  A quem interessava tal desperdício com o dinheiro público? 
O Arthur tem razão na sua argumentação pois, passado os jogos da Copa, o que fazer com  esse elefante branco? Temos futebol para sustentar os gastos de manutenção, que alguns entendidos falam em R$ 500 mil, mês? Num Estado onde a saúde e a educação vivem momentos críticos, quantas escolas e hospitais poderiam ser construídos com essa dinheirama toda?  É claro que vender a tal arena seria a melhor solução. O problema é saber se tem por aí algum doido, desses que acende charuto com nota de cem reais, que queira comprá-la. Vender seria a melhor coisa a fazer com essa arena, mas, pessoalmente não acredito, por entender que malucos milionários estão cada vez mais raros no Planeta.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

sábado, 3 de maio de 2014

QUE PENA! QUE RETROCESSO! OS TRABALHADORES DO BRASIL NÃO MERECEM ISSO





Manipulados pelas  Cut da vida
Por: Vereador Mário Frota*
O que aconteceu - e isso só não vê quem é cego – é que o PT, ao contrário do rei Midas da mitologia grega, aquele que transformava em ouro o que tocava, corrompe e transforma em esterco tudo que vai encontrando pela frente.
1º de Maio, no mundo inteiro, é o dia consagrado ao trabalhador. Nessa data, os trabalhadores, sob a liderança dos seus sindicatos promovem manifestações com o objetivo de discutir questões do interesse da classe como, por exemplo, reduzir a atual jornada de trabalho para 40 horas, melhoria salarial, reivindicar segurança no trabalho, entre outras reivindicações justas.  
Em todas as cidades do mundo, a exemplo de Paris, Roma e Nova Iorque, os trabalhadores se reúnem em praças ou no âmbito do seu sindicato para discutir a forma de luta a ser enfrentada pela melhoria da classe. No Brasil era assim até coisa de 12 anos, quando o PT chegou ao poder com a eleição de Lula para presidente da República. Daí em diante as coisas mudaram de feição e tomaram rumo absolutamente diferente do que acontecia antes em nosso País.
Aqui, tais reuniões reivindicatórias deixaram de existir. O sindicalismo, tão presente no passado na luta dos trabalhadores terminou, via federações sindicais, sustentadas nababescamente por força de generosos repasses dos milhões pagos pela massa trabalhadora, em razão da contribuição que obriga todo trabalhador a recolher na conta das federações e sindicatos, o equivalente a um dia de trabalho por ano. Graças a isso, a classe trabalhadora perdeu a sua independência e passou a ser controlada, até parecendo uma massa de zumbis, sem nada a ver com o exército de operários que no passado, mesmo no período da ditadura militar, se fazia ouvir e respeitar.
São Bernardo do Campo, em São Paulo, cidade onde surgiu o movimento metalúrgico melhor organizado no País, fato ocorrido na época dos governantes militares, deixou para trás a tradição de transformar o 1º de Maio em dia de reflexão e de muitas reuniões e discursos reivindicatórios, para mergulhar em festas bilionárias promovidas pelas respectivas federações sindicais, ao som de muitas bandas, com a distribuição de centenas de quilos de churrasco e cervejada à vontade até onde a barriga aguentar.
Tal fato me lembra do famoso filme “A Classe Operária vai ao Paraíso”, um inesquecível clássico do cinema italiano, produzido na década de 70. Ora, vendo tudo isso, me vem à cabeça uma pergunta que não quer calar: será que os sindicatos operários deixaram de se reunir nesta grande data - própria para uma reflexão e tomada de atitude na defesa dos trabalhadores - porque, aqui, a exemplo do filme ora citado, a classe operária chegou ao paraíso?
O que aconteceu - e isso só não vê quem é cego – é que o PT, ao contrário do rei Midas da mitologia grega, aquele que transformava em ouro o que tocava, corrompe e transforma em esterco tudo que vai encontrando pela frente. Em relação à classe operária é uma pena, pois que tão brava e aguerrida no passado, hoje, sobre o comando do governo lulapetista está cabisbaixa, humilhada, pois que foi transformada em massa por pelegos manipulados pelas  Cut da vida. Que pena! Que retrocesso! Os milhões de trabalhadores do Brasil não merecem isso.

*Advogado.
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.