quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DINHEIRO PÚBLICO DESCENDO PELO RALO DA CORRUPÇÃO



Amazonino manda instalar falo gigante "urinando" à entrada do Mindu
Para ajudar amigos e a si próprios prefeitos investem milhões em projetos que não levam a nada, a não ser ao enriquecimento dos amigos do peito.
Texto: Vereador Mário Frota*
Por morar próximo ao Parque 10, vez por outra dou de cara com a fonte construída pelo Amazonino Mendes em frente à entrada do Parque do Mindu. Apesar de me esforçar, confesso que não consigo encontrar uma explicação razoável para aquela coisa feia, de tremendo mal gosto, erguida, em forma de um imenso cilindro em aço inoxidável, por cima da fonte.
Na busca por uma resposta que me satisfaça, todas as vezes procuro ouvir as pessoas que encontro na área, principalmente em papo com os compradores da Loja Constrói, muitos deles velhos conhecidos.  Pelo que tenho ouvido, até hoje ninguém entendeu o significado do tal monumento e, como não poderia deixar de ser, as pessoas começam a rir e, naturalmente, partem para a pilhéria e gozação.
O que mesmo quis dizer o Amazonino com aquele cilindro imenso, brilhando ao sol, que atravessa a fonte em quase toda a sua extensão? Pelo o que tenho ouvido, gregos e troianos não tem resposta.  É por isso que muitos terminam enveredando para certas piadas impublicáveis, que poderiam deixar o ex prefeito fulo, com vontade de processar os brincalhões que o expõem ao ridículo sempre que alguém fala, por exemplo, que o cilindro que aponta para o céu pode ter sido inspirado numa parte do corpo do homem que, entre outras funções, é usado para urinar.
Por que se gasta tanto em obras públicas que não trazem nenhuma contribuição à sociedade? Não seria mais barato, razoável e estético, caso o Amazonino tivesse mandado construir, naquela área, por exemplo, uma praça de convivência social, com jardins e bancos, em torno de um busto de alguma autoridade com serviços prestados ao nosso município?
Os governantes daqui teimam em não consultar o povo e, ao seu bel prazer, constroem o que lhes dá na telha, a exemplo do Alfredo Nascimento que, quando prefeito, fez construir uma centena de paradas de ônibus em aço e vidro que não protegem o povo do sol e da chuva, ou seja, quando o sol esquenta, elas fritam e, quando chove, ficam ensopadas. O mesmo prefeito importou milhares de palmeiras imperiais, uma espécie estranha à terra, que não produz fruto ou um mínino de sombra. Plantadas em muitas avenidas, não sobreviveram ao primeiro verão. Para ajudar amigos e a si próprios investem milhões em projetos que não levam a nada, a não ser ao enriquecimento dos amigos do peito. E tome dinheiro descendo pelo ralo da irresponsabilidade e da corrupção.
*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

MÁRIO FROTA DISCUTE CRIAÇÃO DA SEMIC COM A FIEAM




Antonio Silva, presidente da Fieam
O município, por meio da Semic, vai precisar fazer parcerias com a Suframa, a Sudam e o Governo do Estado para ampliar o mercado de trabalho”
Antes de oficializar a sua proposta ao prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), para criação da Secretaria de Indústria e Comércio (Semic), o vereador Mário Frota, líder do PSDB na Câmara de Vereadores, pretende ouvir lideranças da indústria, comércio e das empresas prestadoras de serviços instaladas em Manaus.
Nesta segunda feira (04/02), o parlamentar se reuniu com o empresário Antonio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), com a finalidade de ampliar adesões e discutir o projeto para a criação da Semic. Por ocasião do encontro Mário Frota salientou que as empresas instaladas na Zona Franca representam o 5º PIB (Produto Interno Bruto) do país e que a prefeitura de Manaus não pode ficar indiferente às discussões para implantação de novos investimentos no município como mera arrecadadora de impostos e facilitadora de incentivos fiscais.
Mário Frota entende ainda que essa nova pasta, além de criar oportunidades de negócios, vai aumentar a oferta de empregos e gerar melhor distribuição de renda para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador manauara.
     “O município, por meio da Semic, vai precisar fazer parcerias com a Suframa, a Sudam e o Governo do Estado para ampliar o mercado de trabalho, com a finalidade de estimular a pesquisa e formar capital intelectual, capacitando, treinando e qualificando trabalhadores para ampliar a produção de bens e serviços”, esclarece Mário.

Gabinete do Vereador Mário Frota
Assessoria de Comunicação
Por: Roberto Pacheco (MTb 426)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ARENÃO: ELEFANTE BRANCO VAI SEDIAR PENAROL E MANICORÉ



Texto: Vereador Mário Frota*
O novo estádio, no futuro, superlotado, vai ter a honra de sediar o campeonato local, numa disputa acirrada, uma espécie de Fla-Flu, entre o Penarol e o Manicoré.

2.014, o ano da Copa, está à porta. E é de se perguntar: em que Manaus vai melhorar, ou seja, ficar mais bonita e mais atraente para receber alguns milhares de pessoas que devem aqui chegar para curtir o mais importante campeonato de futebol do mundo?
Eduardo Braga, quando governador, mexeu mundos e fundos para que Manaus fosse uma das capitais a sediar os jogos da Copa.  Falava-se, nessa época, na construção de um novo estádio em substituição ao Vivaldão, uma obra soberba, financiado pelo povo do Amazonas, construído pelo grande arquiteto Severiano Mário Porto, e inaugurado em 1.970 numa partida histórica entre a seleção do Amazonas e a Canarinho. Foi o último jogo em território nacional da grande seleção, com a participação de craques como Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Gerson e outros cobras.  Dia seguinte ela viaja para o México, onde o Brasil se consagra tri campeão do mundo.
De nada adiantou o nosso Vivaldão apresentar-se, por exemplo, como o melhor estádio da Região Norte do país. No seu terceiro mandato de governador, Amazonino Mendes investiu o equivalente a vinte milhões de dólares no Vivaldão, modernizando-o com a individualização das cadeiras. A grama foi importada dos Estados Unidos e ganhou iluminação igual a dos melhores estádios do mundo, sem falar nos painéis importados da Alemanha, a peso de ouro, que, aliás, nunca funcionaram.
Quando anunciaram a derrubado do Vivaldão, o arquiteto Severiano Mário Porto afirmou não ser necessário. E disse: “se desejam aumentar a sua capacidade, não tem problema, pois ele tem espaço para acrescer em mais dez ou vinte por cento. Querem colocar cobertura? Também não tem problema, dá para colocar porque, como seu arquiteto,  conheço as suas estruturas.
Mandaram o grande arquiteto às favas e partiram para a solução “inteligente” de derrubar o grande estádio, para que, no seu lugar, fosse erguido a Arena da Amazônia ao preço de R$ 600 milhões. Com é de se esperar, somando os aditivos, possivelmente vai se aproximar do preço da Ponte sobre o Rio Negro, a mais cara já construída no Planeta. Quem duvida? A diferença entre a Ponte e o novo Estádio, reside em que no primeiro esqueceram o projeto de iluminação e, no segundo, o estacionamento. Que lindo!
Tudo indica que essa é a única obra prometida para a Copa que vai vingar. E quanto ao BRT, sistema de transporte coletivo igual ao implantado em Curitiba? Tudo indica que tal promessa já foi para o espaço, assim como a do monotrilho. Ora, passada a Copa, um campeonato que não ultrapassa um mês, o que vai ficar para o povo de Manaus? Respondo: o tal do Arenão, um baita elefante branco, nada mais.
De qualquer forma o novo estádio, no futuro, superlotado, vai ter a honra de sediar o campeonato local, numa disputa acirrada, uma espécie de Fla-Flu, entre o Penarol de Itacoatiara e o Manicoré Futebol Clube - sem desmerecer essas equipes e a qualidade da população desses dois grandes municípios, pois refiro-me à quantidade de torcedores que, depois da Copa, deverão comparecer à Arena da Amazônia.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

ARTHUR VISITA MODELO DE LOJAS PARA ABRIGAR CAMELÔ



Texto: Vereador Mário Frota*
Percebo no Arthur vontade de acertar porque é uma pessoa que estimula e valoriza o debate. Tudo o que ele mais deseja é transformar Manaus, tornando-a mais humana.
Nesse último sábado, ao meu convite, pela manhã, o prefeito Arthur Neto visitou uma loja, aliás, uma galeria, recentemente construída na rua Marcílio Dias, próxima a Casa do Trabalhador.
Mostrei ao Arthur algo muito parecido com os Camelódromos (shoppings populares) construídos em Florianópolis (SC), com imenso sucesso. As lojas da dita galeria têm aproximadamente seis metros quadrados. O prédio oferece banheiros e é refrigerado. A diferença é que os camelódromos de Florianópolis oferecem, além de uma praça de alimentação, caixas eletrônicos de vários bancos, fato que contribui para aumentar a presença de compradores.
Na galeria em questão as pessoas que alugaram os boxes pagam R$ 1.500,00, soma nada barata para dispor de uma área tão pequena. No entanto, as pessoas que lá trabalham nos afirmaram que está dando para tirar o aluguel e sobreviver com os seus familiares. Uma boa notícia.
Em nossa avaliação, o projeto a ser desenvolvido pela Prefeitura de Manaus, nos moldes dos camelódromos de Florianópolis, o aluguel dos boxes deve ser bem mais barato, recursos necessários ao pagamento da energia, manutenção e segurança. Possivelmente menos da metade do que vem sendo cobrado pelo proprietário da galeria da Marcílio Dias.
Fato que fiz questão de mostrar ao prefeito foi o número de edifícios na área, em desuso, alguns precisando de reparos, que perfeitamente se prestam para a construção de shoppings populares, com capacidade para abrigar parte dos camelôs que ocupam o centro da nossa Manaus. Tocar esse projeto não vai ser fácil, mas, com certeza, vai ser enormemente vantajoso para os camelôs e para os manauaras que desejam o resgate das áreas centrais da cidade.
Como vice prefeito, da gestão do Serafim Correia, percorri o Brasil para ver a solução que os governantes de outras cidades haviam encontrado para equacionar duas graves situações: o do transporte coletivo e o que envolve os nossos ambulantes, mais conhecidos por camelôs. Pelas capitais que passei Manaus tinha o pior serviço de transporte de massas e a única grande cidade do país que ainda não havia resolvido o problema camelô. De nada adiantou as exposições que fiz e os relatórios que enviei ao Serafim. Era como pregar no deserto.
Finalmente, agora, percebo no Arthur vontade de acertar. Trata-se de uma pessoa que estimula e valoriza o debate. Não se acha o dono da verdade, pelo contrário, com humildade, quer aprender.  Tudo o que ele mais deseja é transformar Manaus, tornando-a mais humana e civilizada, na cidade que queremos para os nossos filhos e netos.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.