terça-feira, 8 de maio de 2012

OMAR VIROU PREFEITO EM RAZÃO DA AUSÊNCIA DE AMAZONINO



Um vereador chegou a pedir que retirasse as expressões de que usei contra o prefeito. Que eu havia faltado com o decoro e que o meu mandato deveria ser cassado.
Hoje, na Câmara, deixei a maioria dos vereadores da situação em polvorosa ao afirmar que o Omar Aziz virou o prefeito de Manaus quando, em razão da ausência do Amazonino, que geralmente se encontra em lugar incerto e não sabido, o governador botou os pés em áreas alagadas da cidade, levando apoio material e palavras de conforto para as vítimas desta tragédia anunciada.
Quando desci da tribuna foi um alarido geral. Ouviram-se gritos, choro e ranger de dentes. Um determinado vereador chegou até a pedir ao presidente da Mesa que retirasse as expressões de baixo calão que usei contra o prefeito. Que eu havia, em razão das ofensas assacadas contra o prefeito, faltado com o decoro parlamentar, portando que, em razão disso, o meu mandato deveria ser cassado.
No final do meu discurso chamei o prefeito Amazonino Mendes de mandrião, traduzindo para o bom português: indolente, preguiçoso, acomodado. Ora, se eles não desejam ouvir expressões desse jaez, porque não aconselham o chefe deles a parar de fazer turismo e sentar o traseiro gordo na cadeira do seu gabinete para começar a governar Manaus, hoje entregue à própria sorte, com o centro da cidade entupido de camelôs, com ruas esburacadas e calçadas rebentadas e cheias de mato (as piores do Brasil, segundo recente pesquisa divulgada pela imprensa nacional), aliás, em muitas ruas nem mesmo calçadas existem, o que é uma vergonha.
Depois de ouvir um monte de desaforos por parte da turma do Amazonino, fui à tribuna e fiz um desafio: ‘Tudo bem. Em caso de algum de vocês me mostrarem uma única foto do prefeito Amazonino visitando alguma dessas áreas alagadas eu peço perdão a ele e a todos os que o apóiam nesta Casa’. Como até o presente momento ele ainda não fez nenhuma visita às pessoas sofridas que vivem nos bairros aonde a enchente chegou, então não há nenhum perigo de eu vir a pedir perdão a ninguém. O desafio está lançado. Espero que ninguém venha me apresentar fotografia tirada amanhã ou depois. Aí não vale.

Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM
Foto: noticias.uol.com.br

sábado, 5 de maio de 2012

AMAZONINO ESBANJA DINHEIRO COM ARTISTAS DE FORA E ABANDONA VÍTIMAS DA ENCHENTE



A visita do governador Omar Aziz a esses locais foi traduzida como um puxão de orelha no prefeito Negão que, prefere fazer turismo, a levar solidariedade às vítimas da enchente
No encerramento deste ano que passou, a Prefeitura de Manaus gastou, só em contratações com artistas de fora, para a festa do Réveillon, a bagatela de R$ 1.072.000,00, conforme denúncia do Sindiman (Sindicato dos Músicos do Estado do Amazonas), devidamente protocolada no Ministério Público do Estado (MPE). Enquanto cantores e bandas de fora receberam cachês milionários, que variavam de R$ 160.000,00 a R$ 702.000,00, os artistas locais foram humilhados com míseros R$ 2.000,00 e R$ 4.000,00. Todas as contratações foram feitas sem licitação, na marra, na calada da noite.
Agora, alguns jornais noticiam que essa mesma Prefeitura pagou uma bagatela de R$ 300.000,00 por um show do Fábio Júnior, na Ponta Negra, por ocasião dos festejos do Dia do Trabalhador, por conta de um programa intitulado Virada Cultural. Um absurdo!
O repertório – nada contra o cantor – de Fábio Júnior, mais para o romântico, tipo água com açúcar, pouco tem da verdadeira Música Popular Brasileira (MPB), fruto da criação genial de grandes mestres, a exemplo de Noel Rosa, Adoniran Barbosa, Chico Buarque, Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Morais, Caetano Veloso, Djavan, Luís Gonzaga, e tantos outros mestres.
Ora, não seria bem mais racional se a Prefeitura, ao invés de pagar R$ 300.00,00 para o Fábio Júnior cantar na Ponta Negra, contratasse 10 conjuntos locais pelo preço de R$ 100.000,00, ou seja, R$ 10.000,00 para cada grupo, que se revezariam no palco, num espetáculo alegre, variado, com cheiro da nossa terra? A vantagem de contratar artistas daqui é gratificante sob todos os aspectos, principalmente porque esse dinheiro, além de ajudar essa rapaziada da região, que hoje nos brinda com uma boa música, também ajudaria a irrigar a economia local.
O que é revoltante é que, enquanto o Amazonino esbanja o nosso dinheiro com artistas de fora, os nossos irmãos, vítimas da enchente, que já invade áreas de 14 bairros de Manaus, estão à míngua, totalmente órfãos da Prefeitura. A visita do governador Omar Aziz a esses locais foi traduzida por todos como um puxão de orelha no prefeito Negão que, até o presente momento prefere fazer turismo, a levar solidariedade e auxílio material para milhares de pessoas que enfrentam o avanço das águas do rio Negro sobre suas moradias. A manchete do Jornal A Crítica de hoje está perfeita: “Omar Prefeito”. Pessoal, vibrei com a bofetada.

Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

quinta-feira, 3 de maio de 2012

OMAR ASSUME CONDIÇÃO DE PREFEITO FRENTE À INÉRCIA DE AMAZONINO


Dê um puxão de orelha no Amazonino, daqueles que deixam o pé do ouvido vermelho. Não refresque com esse mandrião, governador, mande-o parar de fazer turismo e governar Manaus.
Como o prefeito Amazonino Mendes não dá as caras para verificar “in loco” a situação do povo que vive nas áreas alagadas em 14 bairros de Manaus, o governador Omar Aziz mete o pé na lama e, equilibrando-se por passarelas de madeira, construídas pelos próprios habitantes da área, está indo ouvir a população que pede socorro, socorro esse que, se depender do prefeito Negão, não vai chegar nunca para as pessoas que precisam de apoio, levando-se em conta que a água já invade as casas, conforme presenciei no Igarapé do Educandos, a exemplo da de um pobre homem de 80 anos, acometido de derrame, que tem a sua residência alagada até a janela.
Fiquei em estado de perplexidade quando as pessoas me informaram que por lá ainda não apareceu a Defesa Civil do Município de Manaus.  Os habitantes da área estão por conta deles mesmos. Uma senhora e outras pessoas me informaram que as tábuas que estão sendo usadas nas pequenas pontes improvisadas foram retiradas das suas residências, assim como tiveram que dar o seu jeito para elevar o assoalho das suas moradias invadidas pela água. Para testemunhar que não estou mentindo cito o pessoal da TV A Crítica, que lá estava e filmou tudo. 
E aqui vai uma pergunta que não quer calar. Por onde anda a Defesa Civil do Município que ainda não moveu uma palha para levar ajuda àquelas pessoas desesperadas? No orçamento do Município há recursos - e não são poucos - para fazer frente às situações de emergência, a exemplo do que ora ocorre e atinge o patrimônio de milhares de famílias dessas áreas já tomadas pela água do rio Negro. E o que foi feito desse dinheiro? O gato comeu? Ou são muitos os gatos que estão comendo a grana destinada à Defesa Civil, embutida no Orçamento do Município para fazer frente a situações dramáticas como essa?
Vejam a diferença, portanto. Enquanto o prefeito vira as costas para os que estão sofrendo nessas áreas alagadas da cidade, e quer é que essas pessoas se explodam, quem está fazendo a vez de prefeito é o governador Omar Aziz. Parabéns, governador! Da mesma forma como dia desses o senhor passou um carão de público no Eron Bezerra, e mandou que ele fosse criar tambaqui, dê agora um puxão de orelha no Amazonino, daqueles que deixam o pé do ouvido vermelho. Não refresque com esse mandrião, governador, mande-o parar de fazer turismo e governar Manaus, hoje uma cidade abandonada, entregue à sua própria sorte. 

Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDSB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

terça-feira, 1 de maio de 2012

ESSE AMAZONINO É DEMAIS. É POR ISSO QUE EU SOU FÃ DESSE CARA. MAS, QUEM NÃO É?



O prefeito que elas elegeram as abandona e, como ninguém é de ferro, foi tirar umas feriazinhas nas praias ‘calientes’ de Miami. É isso aí turma.  Quem mandou votar no homem?
O Amazonino não é fácil. Dias atrás abandonou Manaus quando a cidade enfrentava uma greve de ônibus, de caráter ilegal, que causou enormes prejuízos a pessoas e empresas. No retorno, na maior cara de pau, quando entrevistado no aeroporto, saiu-se com essa pérola: “não viajei por motivo de doença, mas para descansar”. Os repórteres nem acreditavam no que estavam ouvindo. O homem é um pândego!
Agora, viaja para Miami, segundo ele para tratar de assunto pessoal, e deixa um decreto, assinado algum tempo atrás, que tem por objetivo socorrer pessoas que estão com as suas casas alagadas, em razão da enchente que já atingiu 12 bairros de Manaus. Ora, o problema é que, até a presente data, o tal decreto só existe no papel, haja vista que, até agora, ninguém que vive nesses bairros recebeu da prefeitura qualquer tipo de ajuda, a mínima que fosse
O que se vê são famílias desesperadas, sem saber o que fazer para salvar os seus pertences, que são poucos, mas é tudo o que elas possuem. As ruas estão alagadas e não há madeira para levantar os assoalhos das casas e para a construção de passarelas. É o caos. Enquanto milhares de pessoas gemem, e pedem socorro - socorro esse que não chega - o prefeito que elas elegeram as abandona e, como ninguém é de ferro, foi tirar umas feriazinhas nas praias ‘calientes’ de Miami. É isso aí turma.  Quem mandou votar no homem?
Perguntar não ofende: o que fez a Defesa Civil do Município, até o presente momento, para ajudar as famílias que vivem nos 12 bairros próximos à orla da cidade que já estão alagados? O gato comeu?
Esse é o Amazonino. É demais. É por isso que eu sou fã desse cara. Mas quem não é?
Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM


segunda-feira, 30 de abril de 2012

TRABALHADOR COMEMORA DATA COM CHURRASCADAS E BEBEDEIRAS


Hoje as comemorações, organizadas pelas Centrais Sindicais, resumem-se a churrascadas e bebedeiras. O principal culpado pela falência do sindicalismo no país é o Imposto Sindical. Tudo isso começou com a chegada do Lula ao Poder.
Aproxima-se o 1º de maio, a data mais importante comemorada pelos trabalhadores de todo o Planeta. Mesmo nos países do chamado Primeiro Mundo, a classe trabalhadora reúne-se em espaços públicos e promovem grandes manifestações, fato um tanto diferente daqui, pois, enquanto lá, o 1º de maio é comemorado com reuniões para protestar contra baixos salários, discutir questões como a redução da jornada de trabalho, ou segurança no trabalho, no Brasil de hoje as comemorações, organizadas pelas Centrais Sindicais, resume-se a churrascadas e bebedeiras, a exemplo do que vem ultimamente  ocorrendo em São Bernardo (SP), historicamente a pátria do movimento sindical metalúrgico.
Por que então esse descaso das lideranças sindicais no Brasil com o 1º de maio?  Resposta: acomodação. Tudo isso começou com a chegada do Lula ao Poder. Aí está o divisor de águas.  Antes, somente os sindicatos e federações sindicais tinham direito à partilha do Imposto Sindical, representado pelo recolhimento compulsório, ou seja, na marra, de um dia de salário cobrado anualmente dos trabalhadores de todo o país. No poder, Lula determinou que uma parcela oriunda desse imposto fosse destinada às Centrais Sindicais. E mais: impediu que o Tribunal de Contas da União (TCU), continuasse a fiscalizar os sindicatos no concernente a aplicação desses recursos.   
Na opinião da procuradora do Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPF-AM), Alzira Costa Melo, publicada no jornal A Crítica, do dia 18 do mês corrente, “o principal culpado pela falência do sindicalismo no país é o Imposto Sindical, fonte de disputas ferozes pela liderança dos sindicatos”. Segundo ela “esse imposto gera acomodação, roubalheira, desvio de conduta e briga para se perpetuar no poder”.
Por trás das recentes disputas que vêm ocorrendo no sindicato dos Rodoviários e no da Construção Civil, a razão não é outra senão a grana alta, que em breve estará sendo repassada pelo governo para as contas desses dois sindicatos. Eis a razão que levou o grupo que foi afastado por decisão judicial do sindicato dos Rodoviários a articular a greve que culminou com paralisação do transporte coletivo em Manaus, tocada de forma ilegal, que causou enormes prejuízos a pessoas e empresas.
Esqueceu a ilustre procuradora de dizer que a decadência do sindicalismo no Brasil tem início com o surgimento da República sindicalista, implantada pelo Lula no seu primeiro governo como presidente. A impressão que se tem, em razão da acomodação dos sindicatos, amaciados por tantas benesses, é que hoje os trabalhadores não têm mais nenhum tipo de problema neste País. Todos já foram resolvidos, fato que até me faz lembrar o clássico do cinema político italiano, ‘A Classe Operária vai ao Paraíso’, dirigido por Elio Petri e interpretado pelo genial Gian Maria Volontè.  Será que estou enganado?  
Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO
Um clássico do cinema italiano, rodado em 1971, numa cidade industrial do norte da Itália, “A Classe Operária vai ao Paraíso”, conta a história de um operário metalúrgico italiano chamado Lulu, (não confundir com Lula) interpretado por Gian Maria Volontè. Lulu é um operário padrão muito bem visto pelos superiores e invejado pelos colegas de trabalho. O filme fala de trabalho, intrigas e política. O operário acaba perdendo um dedo (não confundir com Lula) em um acidente de trabalho e é envolvido em um movimento de protesto. Ele fica dividido entre as tentações da sociedade de consumo e o movimento sindical, (não confundir com Lula) numa radiografia do impasse ideológico de muitos trabalhadores.

domingo, 29 de abril de 2012

MOTORISTAS ESCRAVIZADOS PARA PAGAR PLACA DE TÁXI


Para conseguir dinheiro para sustentar a família é obrigado a trabalhar mais de 14 horas por dia. Em caso de atraso as empresas tomam o carro.
Leio hoje, no Jornal Diário do Amazonas, que algumas empresas, a exemplo da Sila Veículos e a Edson Rent  a Car,  controlam hoje mais de 300 concessões públicas  de placas de táxis, usadas por elas para  obter ganhos de até 500%, com venda de carros.
Trata-se de um escândalo que os últimos prefeitos e a Câmara Municipal de Manaus (CMM) nunca moveram uma palha com o propósito de coibir tal imoralidade. Bem a propósito, os vereadores da CMM, em 2.007, recuaram de uma Emenda à Lei Orgânica do Município que, se aprovada, essas empresas perderiam essas mais de três centenas de placas, que hoje criminosamente manipulam, para ganhar rios de dinheiro.
O jogo da bandalheira é o seguinte: Um carro, que no mercado custa R$ 30.000,00, essas empresas o revende, acompanhado de uma placa de táxi, pelo valor de R$ 160.000,00. O motorista tem que pagar o carro em 40 meses, prazo em que ele é obrigado a devolver a placa à empresa. A partir do dia em que começa a dirigir o táxi, fica obrigado a pagar diariamente R$ 130,00 para a empresa. O cidadão que comprou o tal carro assume todas as despesas com o veículo, como: gasolina, troca de óleo, reposição de peças e mais o que acontecer, inclusive gastos com acidentes.
O pobre coitado, ao aceitar fazer o negócio, passa à triste condição de escravo da empresa que lhe vendeu o carro. Para conseguir algum dinheiro para sustentar a família, vê-se obrigado a trabalhar mais de 14 horas por dia. Em caso de qualquer atraso no pagamento das prestações, os capangas das empresas tomam na marra o carro, e o pobre coitado perde tudo o que nele investiu.
Trata-se de uma ilegalidade, haja vista que, por se tratar de uma concessão pública, essas placas não podem ser negociadas. O uso delas é privativo do cidadão que dirige o táxi, tão somente. Por que então, até o presente momento, essas empresas continuam a usar ilegalmente essas placas com objetivo de enriquecer? Alfredo Nascimento, Serafim e, agora, o Amazonino, fecharam os olhos e deixaram que as coisas corressem frouxas. Que tipo de caroço existe por baixo desse angu? Ou melhor, essas empresas fazem esse tipo de picaretagem sem usar de suborno? Deixo que leitor deste humilde Blog tire as suas próprias conclusões.
Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM




  

sexta-feira, 27 de abril de 2012

CALÇADAS DE MANAUS SÃO AS PIORES DO BRASIL


Aqui, o que restava da calçada de chão batido, foi tomada pela lixeira da prefeitura. Do outro lado da rua o prédio ocupa toda a área que seria reservada aos pedestres.
O problema aqui não reside somente nas calçadas das residências e casas comerciais, mas também do patrimônio público, a exemplo de prédios, praças, parques, passeios de avenidas centrais.
A notícia divulgada ontem pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, dando conta de que Fortaleza tem as melhores calçadas do país, enquanto Manaus ostenta as piores, deixou todos que vivem nesta cidade, constrangidos - para não dizer envergonhados.
É certo que, pela Lei, a responsabilidade pela manutenção das calçadas na frente das residências ou lojas de comércio, é dos proprietários. Tudo bem. O problema é que a Prefeitura, como órgão fiscalizador que é, não cumpre com o seu dever de fiscalizar e multar os desleixados que não cuidam bem das suas calçadas.
A culpa é dos proprietários, mas, em última análise a responsabilidade maior é da administração municipal, que nada faz para fazer valer a Lei que obriga todos os cidadãos e estabelecimentos comerciais a zelar pelas suas calçadas.
No corpo da matéria divulgada pelo jornal da Globo  são mostradas fotos das calçadas de Fortaleza e de Manaus. Nas de Fortaleza, não existem buracos ou qualquer desnível que coloque em risco as pessoas que nelas transitam. No entanto, nas de Manaus é de fazer vergonha. Segundo a reportagem, há ruas que nem mesmo calçadas existem ou, quando existem, estão tomadas de buracos ou cheias de mato.
Nesta hora gostaria de ver a cara dos ex-prefeitos de Manaus e do atual. Será que eles não sentem vergonha de ver Manaus surgindo como a cidade do país com as piores calçadas? Em verdade, o problema aqui não reside somente nas calçadas das residências e casas comerciais, mas também do patrimônio público, a exemplo de prédios, praças, parques, passeios de avenidas centrais, etc.
Depois dessa reportagem que, aliás, não foi noticiada somente pela Globo, mas por  todos os jornais das redes de televisão do país,  aguardamos que alguma coisa seja feita, para que, no futuro, os habitantes de Manaus não sofram o constrangimento vivido ontem. Acredito que esse é o desejo de todo manauense.

Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM


quinta-feira, 26 de abril de 2012

TAYAH AGIU COMO UM PEQUENO DITADOR



Confesso que fato como esse não vi nem na época da ditadura militar que, ao lado de outros brasileiros, ajudei a derrubar. Por tal razão, mais uma vez estou ingressando na Justiça contra esse tipo de tirania.
“Quanto mais conheço o homem, mais amo meu cão”, afirmava Voltaire. O autor de Candide era dono de uma mente brilhante, o que se pode chamar de gênio. Ora, se em vez do grande escritor e filósofo que foi,  tivesse ele exercido cargos políticos, de preferência aqui no Brasil,  com certeza que a sua frustração em relação ao ser humano seria bem maior, ou seja,  na  pior das hipóteses, teria substituído  a palavra cão por    poste, o   da frente da sua casa.
Vejam se tenho ou não razão. Há dias atrás, consegui 14 assinaturas como forma de apoio para um projeto de minha autoria, que tem por objetivo extinguir o auxílio paletó, também conhecido por 14º salário, uma ajuda de custo equivalente a um mês de salário dos vereadores, um privilégio que nasceu neste país há mais de 50 anos, que o nosso povo não mais aceita e que precisa ser extirpado.
De forma estranha, em reunião na sala do Presidente da Casa, Isaac Tayah, somente três das 14 assinaturas foram mantidas no sentido do projeto seguir o seu trâmite natural. Dos 14 que já haviam assinado o meu projeto, a título de apoiamento, só três não se vergaram à vontade do presidente Tayah de sepultar o projeto antes de ele chegar à Mesa para deliberação.
O que mais me deixou surpreso é que, dos três que mantiveram intactas as suas assinaturas, dois são da base do governo, no caso os vereadores Homero de Miranda Leão e Luiz Alberto Carijó. Quanto à oposição, somente o vereador Waldemir José, do PT, se manteve firme. A minha maior decepção foi ver os vereadores Elias Emanuel e Joaquim Lucena baterem em retirada. Um vexame!   Na Câmara eles se dizem de oposição. Mas oposição a quem?
Dos 38 vereadores, quase todos se curvaram à vontade de Isaac Tayah que, desde o primeiro momento, como um pequeno ditador, ameaçou que não iria permitir que o projeto tramitasse na Casa, comportamento que agride à democracia e estupra  o Estado de Direito, garantidor do direito   das  minorias de legislar nos parlamentos. Confesso que fato como esse não vi nem na época da ditadura militar que, ao lado de outros brasileiros, ajudei a derrubar. Por tal razão, mais uma vez estou ingressando na Justiça contra esse tipo de tirania.  No jogo político é natural ceder aqui e acolá, menos, é claro, quando a questão envolve princípios. E quando isso acontece, a minha formação não permite recuar um só centímetro.   

Por: vereador Mário Frota
Líder do PSDB na CMM
Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM