quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O SONHO DE LIBERTAR O BRASIL


O mais importante compromisso assumido pelos homens e mulheres que resolveram enfrentar a tirania opressora, que havia tomado conta do País, era libertar o Brasil, para que os nossos filhos e netos pudessem viver num regime democrático.

Leio sempre com muito prazer os artigos assinados pelo jornalista Almir Filho. Almir me conquistou pela sua forma direta de ir aos fatos, somado a uma grande sensibilidade com o social, sem falar no estilo escorreito no trato da Última Flor do Lácio, inculta e bela, expressão imortalizada pelo poeta Olavo Bilac.

Em seu artigo publicado ontem, Almir fez-me recuar no tempo, levando-me a reflexão e fazendo-me lembrar dos sonhos da minha geração, bem anterior a sua, mas que também tinha na alma o desejo de melhorar este País, tornando-o mais justo, uma pátria de todos, onde as oportunidades não seriam um privilégio de poucos, mas uma conquista de muitos.

A minha geração enfrentou os momentos mais difíceis e turbulentos da vida nacional, os chamados anos de chumbo da ditadura militar que, por força de uma quartelada, instalou-se no poder em 1964, permanecendo nele por intermináveis 21 anos. Foi, portanto, no meio dessa tempestade que, recém saído da Faculdade de Direito, lancei-me, aos 29 anos, candidato a deputado federal pelo partido da oposição à ditadura militar.

Fábio Lucena, impedido pelos militares de concorrer à eleição de 1974 (na época o político da oposição com maior prestígio entre as massas), apoiou-me publicamente e, em razão disso, consegui ser o deputado federal mais votado do Amazonas. Confesso, que maior do que a alegria com a minha eleição, foi a responsabilidade que o povo havia colocado sobre os meus ombros. Fábio, uma espécie de irmão mais velho, tornou-se meu conselheiro e, por várias vezes, ouvi da sua boca que eu jamais poderia esquecer que a nossa geração era a do destino. Segundo ele, o mais importante compromisso assumido pelos homens e mulheres que resolveram enfrentar a tirania opressora, que havia tomado conta do País, era libertar o Brasil, para que os nossos filhos e netos pudessem viver num regime democrático, onde o pendão da liberdade tremularia bem alto.

Esse sonho foi passado para outras gerações, inclusive a do Almir Filho, que continuou na mesma pregação civilista, priorizando o coletivo aos interesses do indivíduo. Até aí o sonho persistia, no entanto, será que hoje esse mesmo sentimento ainda reside nos corações das gerações do agora? Será que continuam sonhando em transformar em realidade os sonhos que muitas gerações vinham alimentando por décadas? Teriam as novas gerações arriado as bandeiras do idealismo, que erguemos num passado não muito distante? Essa preocupação que tenho hoje não é só minha, mas do Almir e de tantos companheiros que continuam apostando num Brasil melhor para o conjunto da sociedade, e não apenas para uns poucos. E que esse sonho não morra nunca, amigo Almir, espero.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Foto: grandesmensagens.com.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ARTHUR ALERTA POPULAÇÃO PARA O FIM DA ZONA FRANCA


Arthur, continue alertando o nosso povo contra os que arquitetam a morte da Zona Franca.

O artigo assinado pelo Arthur Virgílio Neto, publicado neste domingo no jornal Diário do Amazonas, é motivo para reflexão sobre o destino da Zona Franca de Manaus (ZFM), mais do que isso, do próprio Amazonas, pois até as pedras das ruas de Manaus sabem que, sem esse mecanismo de desenvolvimento, não teremos a mínima condição de sobrevivência como ente federativo.

A situação é grave, todos sabemos, mas os integrantes da nossa bancada federal, em número de 11 (três senadores e oito deputados) nada dizem, até parecem que estão todos dormindo, a exemplo do personagem bíblico que dormia enquanto o barco enfrentava uma tempestade e, ao final, termina no ventre de uma baleia. Foi-nos retirado o modem, e nenhuma palavra. Depois levaram o tablet e, como se nada tivesse acontecido, calaram. Agora, por último, estão nos levando o CD e o DVD, e nenhum dos integrantes da bancada diz nada. O barco está fazendo água, ameaça afundar, mas de nenhum deles sai uma palavra, possivelmente para não desagradar a presidente Dilma.

Enquanto eles dormem, o Arthur Virgílio se desespera e, embora estando longe, em Lisboa, onde exerce a sua profissão de diplomata, alerta a população do Amazonas para uma tragédia que se avizinha: o fim da Zona Franca de Manaus. Portanto trata-se de uma morte anunciada, só não vê quem é cego ou, a exemplo da nossa bancada federal, não quer enxergar.

A minha geração viu o nascer da Zona Franca. Em 1967 cursava o primeiro ano da Faculdade de Direito do Amazonas (na época UA, hoje UFAM), quando os jornais noticiaram a criação da Zona Franca de Manaus. Por coincidência, no mesmo dia, Samuel Benchimol, nosso professor de Economia Política, entrou na sala e anunciou que a aula seria sobre Zona Franca, pois que ele pessoalmente conhecia várias instaladas mundo a fora. Mestre Samuel discorreu sobre o assunto por uma hora. Foi profético, pois tudo que nos falou aconteceu, inclusive que a sobrevivência da Zona Franca iria depender da nossa capacidade e coragem de defendê-la das investidas dos interesses externos, a cada hora, a cada dia e a cada ano.

Arthur, continue alertando o nosso povo contra os que arquitetam a morte da Zona Franca. Não desista, nunca! Você não está só nesta luta. O povo do Amazonas sabe que a Zona Franca é o pulmão econômico desta região e, sem ela, inexoravelmente, Manaus volta à triste condição de porto de lenha.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

domingo, 22 de janeiro de 2012

O BRASIL ESTÁ CHEIO DE BABACAS QUE AINDA ACREDITAM EM CUBA

Fidel Castro e Che Guevara, da revolução cubana, foram os principais ídolos políticos da minha geração. No entanto, o resultado aí está: prisões cheias de dissidentes, parlamentos de fachada e tribunais vergonhosamente manipulados por Fidel e o seu irmão Raúl.

Fidel Castro e Che Guevara foram os principais ídolos políticos da minha geração. Dividido pela chamada guerra fria, uma disputa pela divisão ideológica do mundo entre os EUA e a ex-União Soviética, a América Latina ficou à deriva entre um e o outro grupo, o que deu origem a golpes de estado, sob o comando de generais de direita. Países como o Brasil, a Argentina, o Chile, o Paraguai e o Uruguai, mergulharam em ditaduras cruéis e opressoras que, sob o pretexto de combater o comunismo, prenderam, torturaram, assassinaram e exilam políticos, operários, estudantes, professores e jornalistas. As Forças Armadas dessas nações mergulharam os seus países em um verdadeiro banho de sangue, em especial o Chile comandado pelo general Pinochet, e a Argentina, submetida por uma meia dúzia de generais facínoras, responsáveis pelo assassinato de mais de 35 mil opositores.

Cuba foi o único país da América que, depois de uma revolução vitoriosa liderado por Fidel Castro, aliou-se à União Soviética, transformando-se em satélite da expansão da ideologia comunista neste lado do mundo. A minha geração, sob influência da tentação comunista, vibrou. Para nós os EUA era o próprio império da maldade, atrasado, dono de um capitalismo depravado, que tinha por objetivo o domínio dos países subdesenvolvidos, principalmente dos donos de grandes reservas minerais, entre os quais o Brasil estava incluído.

O tempo passou, a União Soviética faliu, e a herança foi terrível. Com o retorno dos democratas nos EUA, o que ocorreu com a eleição de Carter, e o fim da guerra fria, os países que sofreram a influência de um e do outro lado caíram na real, libertaram-se, as ditaduras foram expurgadas, e eleições democráticas trouxeram de volta a democracia. Cuba foi à contramão da história e, 40 anos depois, ainda persiste na condição de ditadura, sob o controle de Fidel Castro e do seu irmão Raúl Castro. Resultado: Cuba está pobre, sem perspectivas de acompanhar os países em desenvolvimento que despontam como futuras potências econômicas. Fidel, um grande revolucionário no passado, tornou-se um velho decrépito, mas que ainda é capaz de influenciar bufões idiotas como Hugo Chaves, da Venezuela.

Moral da história: Cuba embora economicamente falida, em nome de uma ideologia morta, é controlada com mão-de-ferro por dois tiranos, que perseguem dissidentes políticos, prendendo-os, torturando-os e matando-os, a exemplo de Wilmar Villar Mendoza, de 31 anos, que preferiu morrer, fazendo greve de fome que durou 56 dias na prisão, a viver sob o jugo de uma ditadura fascista de direita. Antes, tinha orgulho de apostar em Cuba, pois acreditava que a revolução de Castro tinha uma missão libertária de salvar Cuba dos “grilhões” americano e levar o seu povo ao desenvolvimento com justiça e paz. No entanto, o resultado aí está: prisões cheias de dissidentes, parlamentos de fachada e tribunais vergonhosamente manipulados por Fidel e o seu irmão Raúl. Mesmo assim, o Brasil está cheio de babacas que ainda acreditam que Cuba é o paraíso sobre a terra, a exemplo de Lula, José Dirceu, Genuíno e artistas como Chico Buarque de Holanda, entre outros.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

CUBA QUE ALGUNS BABACAS DO BRASIL AINDA ACREDITAM

Economia
Pib: 14,7 bilhões de dólares
Renda per capita: 1.300 dólares
Salário médio: 15 dólares
Exportações: 1,6 bilhão de dólares
Importações: 2,4 bilhões de dólares

Cuba segue com um sistema de partido único, o Partido Comunista Cubano, apontado como um sistema ditatorial. Até o final da década de 1960, todos os jornais de oposição haviam sido fechados, e toda informação foi posta sob rígido controle estatal, o que se segue até os dias de hoje. Num único ano, cerca de 20 mil dissidentes políticos foram presos. Estimativas indicam que cerca de 15 a 17 mil cubanos tenham sido executados durante o regime. Homossexuais, religiosos, e outros grupos foram mandados para campos de trabalhos forçadas, onde foram submetidos a "re-educação" segundo o que o Estado considera correto.

Apesar do sucesso nas áreas de saúde, igualdade social, educação e pesquisa científica, houve fracasso no campo das liberdades individuais, além disso, o governo de Castro também foi um fracasso no campo econômico. Não conseguiu diversificar a agricultura do país e tampouco estimular a industrialização. A economia segue dependente da exportação de açúcar e de fumo. Às deficiências do regime, soma-se o embargo imposto pelos Estados Unidos, que utilizam sua influência política para impedir que países e empresas mantenham negócios com Cuba.

Com a dissolução da União Soviética, em 1991, a situação econômica de Cuba tornou-se extremamente delicada, uma vez que os principais laços comerciais do país eram mantidos com o regime soviético, que comprava 60% do açúcar e fornecia petróleo e manufaturas. Nesse cenário de crise, o governo de Fidel Castro flexibilizou a economia, permitindo, dentro da estrutura socialista, a abertura para atividades capitalistas. A principal delas é o turismo, que não só deu uma injeção de capital ao país como também gerou grandes problemas, como o aparecimento de casos de AIDS com a alta na atividade de prostituição.

Em 24 de fevereiro de 2008, com a renúncia do irmão devido a problemas de saúde, Raúl Castro assumiu o comando da ilha prometendo algumas reformas econômicas, como o incentivo a mais investimentos estrangeiros e a mudanças estruturais para que o país possa produzir mais alimentos e reduzir a dependência das importações. Entretanto, o regime segue fechado no campo político, reprimindo brutalmente os dissidentes.

Atualmente, Cuba é único país socialista do Ocidente, e um dos poucos do mundo, ao lado da China, da Coréia do Norte, do Vietnã e do Laos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba#Hist.C3.B3ria

sábado, 21 de janeiro de 2012

BIG BROTHER É UM PROGRAMA RUIM E PROMÍSCUO

Tropa de Elite e Brado Retumbante são retratos fiéis da realidade brasileira. Big Brother, pessoalmente não sou contra, mas que seja jogado para bem tarde da noite.

O que você prefere, amigo leitor, assistir o Big Brother ou o seriado Brado Retumbante? O primeiro, com o passar do tempo, virou isso aí que estamos vendo: um programa ruim, promíscuo, com gente seminua enroscando-se embriagada, e até cenas degradantes envolvendo sexo, ou o seriado Brado Retumbante?

Por que a Globo não antecipa a apresentação do Brado Retumbante e joga o tal de Big Brother para mais tarde? Seria ótimo, principalmente porque os nossos filhos estão de férias, portanto dormindo mais tarde e, dessa forma, seriam poupados de um programa alienante, que não traz nenhum benefício para eles ou para nós, os seus pais.

Seria uma troca justa e racional, até porque o Brado Retumbante é uma excelente ficção, um bom trabalho sobre a realidade da política nacional, diariamente sacudida por escândalos envolvendo ministros, deputados, senadores e governadores. Comparo o seriado em questão aos filmes Tropa de Elite (1 e 2), que retrataram a realidade nua e crua da corrupção do Rio de Janeiro, envolvendo políticos, polícia e a máfia das drogas.

Como a arte imita a vida, tanto os dois filmes Tropa de Elite, como o Brado Retumbante, são retratos fiéis da realidade brasileira, obviamente que cada um na sua esfera. O filme e o seriado são impactantes, merecedores de serem vistos pelo povo brasileiro. No entanto, a Globo prefere colocar mais cedo no ar a droga de um programa medíocre que não traz nenhuma contribuição para o nosso povo, a não ser aliená-lo ainda mais.

Que fique o Big Brother, pessoalmente não sou contra, mas que seja jogado para bem tarde da noite, preferencialmente para o início da madrugada. Caso for feita uma pesquisa neste País, com certeza que a grande maioria do nosso povo vai concordar. Por que a Globo não ouve o telespectador sobre suas preferências e parte para uma pesquisa em todo o território nacional? Fica aqui a sugestão.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM