terça-feira, 6 de dezembro de 2011

MÁRIO FROTA NÃO ACREDITA QUE AMAZONINO CONCLUA OBRAS DO ADOLPHO LISBOA

A restauração do prédio histórico do Adolpho Lisboa já dura sete anos em função de entraves burocráticos.

O líder do PSDB na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Mário Frota, afirmou ontem (5), não acreditar que o prefeito Amazonino Mendes conclua as obras de restauração do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, antes do término de seu mandato, como foi previsto. As críticas foram formuladas quando o parlamentar comentava sobre a audiência pública realizada na última sexta-feira (2), de autoria do vereador Elias Emanuel (PSB), para debater sobre o calendário da obra de restauração do mercado e o seu modelo de gestão administrativa.

A restauração do prédio histórico do Adolpho Lisboa já dura sete anos em função de entraves burocráticos com Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e Ministério Público Federal (MPF), além da falta de mão de obra especializada, conforme explicou a diretora de operações da ManausCult, Grace Benayon. A obra que tinha um orçamento inicial de R$ 7,7 milhões, já consumiu cerca de R$ 16 milhões do orçamento público municipal.

Quanto ao modelo administrativo do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, Mário Frota defende que essa responsabilidade seja dos permissionários, por meio de cooperativa. “Tudo leva a crer que o Amazonino, caso venha a ser reeleito - o que não acredito - e conclua essa obra, vá entregar a administração do mercado para os seus amigos do Shoppinguai, deixando os seus 185 permissionários, na beira do cais, a ver navios” sentencia.

Gabinete do vereador Mário Frota

Assessoria de Comunicação

Por: Roberto Pacheco (MTb 426)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

“Amazonino garante emprego ao amigo Carlos Lupi”

Carlos Lupi, teria sido convidado pelo prefeito para assumir a Secretaria Municipal de Finanças, em Manaus.

Do plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o líder do PSDB, vereador Mário Frota, deixou a base que dá sustentação a Amazonino Mendes irritada - e a oposição dando gargalhadas - quando insinuou que o ex-ministro corrupto, Carlos Lupi, teria sido convidado pelo prefeito para assumir a Secretaria Municipal de Finanças, em Manaus. “Te cuida Alfredo Paes”, alfinetou.

TRAIÇÃO


PT de Lula e Dilma conspira contra o Amazonas. O que há por trás de tantas ameaças que pairam sobre um modelo que deu certo, que protege a floresta? Essa pergunta quem melhor pode nos responder é o PT de Lula e Dilma.

A presidente Dilma é mãe ou madrasta do Amazonas? Deveria agir como mãe, haja vista que, no Amazonas, recebeu, em termos proporcionais, a maior votação do País. Apesar de tudo, de vir aqui e deitar falação que vai ajudar o Amazonas, o que se está vendo é o contrário, é a Zona Franca de Manaus (ZFM) caminhando para o desmonte, a passos largos. Primeiro, foi aprovada a PEC do Modem, depois a do Tabletes e, agora, lemos nos jornais, a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, quase por unanimidade, que retira das indústrias da Zona Franca o monopólio da produção de CDs e DVDs.

Ao longo da sua história a nossa Zona Franca sempre enfrentou uma desigual queda de braço com as indústrias do Sul e Sudeste do País. Por mais de quarenta anos as empresas aqui sediadas sobreviveram, apesar das muitas tempestades e terremotos. Criada em pleno regime ditatorial, por incrível que pareça foi, exatamente nessa fase turva da história do Brasil, o período em que ela foi mais protegida e respeitada. Hoje, em plena democracia, os seus alicerces estão seriamente abalados, o barco começa a fazer água e pode afundar.

Sem outro pólo em desenvolvimento no Estado, como vamos sobreviver caso desapareçam os atuais atrativos fiscais? O Artur Virgílio Neto, um lutador incansável pela sobrevivência da nossa Zona Franca, com muita competência, vem alertando sobre os perigos que a cercam nos dias que correm. O que há por trás de tantas ameaças que pairam sobre um modelo que deu certo, que protege a floresta, que nos arrancou da condição humilhante de porto de lenha? Essa pergunta quem melhor pode nos responder é o PT de Lula e Dilma.

Será que eles acreditam que somos panacas em acreditar que as punhaladas que o povo do Amazonas está levando nas costas podem ser compensadas com essa história de prorrogação da Zona Franca por 30, 50 ou 100 anos? Ou com a conversa da ampliação dos seus benefícios fiscais para os municípios da chamada área metropolitana? Pura balela. Enganação da braba. Ora, sem os atuais privilégios fiscais que empresa vai querer investir no interior se, até Manaus, corre o risco de virar cidade fantasma?

Por: vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

O que há por trás de tantas ameaças que pairam sobre um modelo que deu certo, que protege a floresta? Essa pergunta quem melhor pode nos responder é o PT de Lula e Dilma.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

COM O FIM DA ZONA FRANCA, MANAUS VOLTA À CONDIÇÃO DE PORTO DE LENHA

Porto de lenha eram lugares remotos no beiradão, onde os navios a vapor se abasteciam de lenha para as suas caldeiras.

Por que os salários pagos a maioria dos trabalhadores do Distrito Industrial da nossa Zona Franca, em especial para a turma que pisa no chão da fábrica, está entre os mais baixos do País? Quem diz isso não sou eu, mas levantamento do próprio Ministério do Trabalho, divulgado pela imprensa nacional.

Só para se ter uma idéia, o salário inicial no Amazonas cresceu somente 24 % em nove anos. Atualmente, o Amazonas está com a 6ª maior média salarial inicial no ano, com R$ 879,77, abaixo de São Paulo, R$ 1.079,61, Rio de Janeiro, R$ 1.050,72, Distrito Federal, R$ 973,21 Santa Catarina, 928,30 e Paraná, R$ 910,13.

A situação anda tão mal por aqui que o Amazonas, em termos de variação da média salarial entre 2003 a 2011, perde até para o Estado de Rondônia. Enquanto aqui, nesse período, o salarial saltou de R$ 709,11 para 879,77, em Rondônia a média dos salários pulou de R$ 528,66, para R$ 871,18, percentual de 64,92, o maior registrado no País.

Depois de ser criada em 1.967, a Zona Franca de Manaus (ZFM) atraiu populações não somente do interior do Estado, mas também de outras unidades da federação, o que ainda continua ocorrendo em grande escalada do Oeste do Pará e do Maranhão. Mais de 40 anos depois, a Zona Franca continua como o único pólo de desenvolvimento do Estado, não havendo previsão de que outro possa surgir no decorrer de pequeno e médio prazos.

Depois da crise que se avizinha com o governo do PT, aprovando Leis no Congresso Nacional que possibilitam a desagregação e futura falência da Zona Franca, o que se pode fazer para impedir o grande desastre que se avizinha? Ora, se no auge do seu crescimento econômico o operariado foi massacrado, como o é até os dias que correm, agora imagine o que vai acontecer com a massa trabalhadora do Distrito, caso o Governo Federal continue cedendo às pressões das grandes empresas do sul e sudeste, desejosas de produzir, em pé de igualdade, os mesmos produtos hoje fabricados na Zona Franca?

Quem já ouviu a expressão ‘porto de lenha’ é bom que se informe do que se trata. Os mais antigos sabem muito bem, ao contrário dos mais novos que não têm idéia do que se trata. Só uma dica: porto de lenha eram lugares remotos no beiradão, onde os navios a vapor se abasteciam de lenha para as suas caldeiras. O Amazonas, depois da queda do modelo econômico amparado na produção de borracha por volta do ano de 1910, foi à falência. Manaus, antes a cidade mais rica do País, virou porto de lenha. Não é difícil entender o que vai acontecer agora caso Manaus perca, como ora vem acontecendo, os benefícios da Zona Franca, a nós concedido pelo Decreto-Lei 288/l967.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM