terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mário Frota convoca prefeito para dar explicações sobre os permissionários da Ponta Negra

Em seu pronunciamento durante o pequeno expediente desta segunda-feira, 16, da tribuna do plenário Adriano Jorge da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Mário Frota (PDT) foi o primeiro parlamentar a se manifestar contrário a retirada dos permissionários do Balneário da Ponta Negra pela prefeitura, no último final de semana, sem determinar espaço alternativo para alocar esses empreendedores que, em sua maioria, têm nessa atividade a única fonte de renda. A ação municipal provocou a demolição de 357 pontos comerciais, entre bares e barracas, acabando com mais de mil empregos direto.

Na mesma ocasião o vereador pedetista apresentou requerimento junto à mesa diretora da CMM convocando o prefeito da cidade, Amazonino Mendes, para explicar da tribuna da casa do legislativo municipal a retirada desses comerciantes. De acordo com o parlamentar, o prefeito está conseguindo reeditar o auge da ditadura militar ao usar da truculência e se sobrepor ao diálogo, comprometendo a democracia quando, na calada da madrugada, de afogadilho, mandou seus jagunços demolir as barracas instaladas na Ponta Negra. A estupidez da operação, lembra o vereador, é muito parecida com a manobra executada no governo do prefeito Arthur Neto, (1988-1992), que mandou quebrar barracas e confiscar mercadorias para retirar os ambulantes do centro da cidade. “Mas o tiro saiu pela culatra e o senador até hoje não conseguiu apagar o estigma de perseguir os camelôs”.

O vereador Mário Frota afirmou ainda que o prefeito precisa explicar seus atos autocráticos quando dá entender à população que é o “dono de Manaus” e seguidor de Hugo Chaves, ao instituir lei para cobrança de taxa de recolhimento do lixo residencial; quando interfere nos preços das passagens de ônibus; ao autorizar a derrubada de casas da população; quando manda bater nos feirantes que utilizam carrinhos de pedreiro para vender frutas e legumes ou, por exemplo, quando manda construir obras irregulares para abrigar vendedores ambulantes.

Para justificar a convocação de Amazonino Mendes diante da tribuna da CMM, Mário Frota lembra que o prefeito foi eleito pelo povo e a ele deve explicações, mas apesar disso usa o seu aparato para destruir o patrimônio particular, fruto de um trabalho honesto, que é o sonho de todo cidadão. “Antes de tomar essa atitude, de sorrelfa, a prefeitura como um todo, deveria conversar com os permissionários da Ponta Negra, que se encontram no local, sendo alguns, há mais de trinta anos”, finaliza o parlamentar.

Gabinete do vereador Mário Frota

Assessoria de Comunicação

Por: Roberto Pacheco (MTb 426)

Permissionários da Ponta Negra pedem apoio na Câmara


Uma comissão de permissionários do Parque de Lazer Ponta Negra procurou a Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta segunda-feira, 16, para cobrar dos vereadores uma solução ou intermediação junto à Prefeitura de Manaus, no sentido de que seja encontrado um local para que eles possam continuar trabalhando enquanto são feitas as obras de reforma do local.
Os manifestantes se identificaram como pequenos comerciantes, vendedores de alimentos, cervejas, picolés e outros produtos. Eles ocuparam a galeria da casa por volta das dez horas da manhã, queixando-se que foram retirados da Ponta Negra, neste final de semana, para que seja implantado e executado o projeto Nova Ponta Negra, e disseram que esperam uma resolução do executivo municipal para continuarem trabalhando no período da obra.
- Não sei o que vou fazer, pois de lá tirava meu sustento e da minha família – disse José Nazaré dos Santos, 45, comerciante. Ele lamentou a medida adotada, salientando que trabalha lá há mais de seis anos, mas lembrou que tem pessoas que estavam no local há mais de vinte anos. Além disso, ele disse que está devendo o Banco Popular e para pagar tem de trabalhar.
Maria Alves de Oliveira, 54, permissionária, é outra que afirmou estar devendo ao Banco Popular e também não sabe o que fazer. “Esta madrugada fui pega de surpresa e agora não sei o que vou fazer para ganhar a vida, pois no Centro da cidade não há mais lugar para ninguém”, disse ela.
Da galeria, todos acompanharam atentamente os pronunciamentos dos vereadores – a maioria falou sobre a questão, inclusive gerando polêmica quando o vereador Leonel Feitoza (PSDB) pediu que os demais vereadores não fizessem do assunto um palanque político, mas que se buscassem realmente resolver o problema.
Banco Popular – Com relação ao problema das dívidas contraídas junto ao Banco Popular por parte dos permissionários, uma comissão de vereadores será formada para intermediar a questão junto à Prefeitura de Manaus, mas a liderança do prefeito declarou que representantes do banco estarão acompanhando todo o processo, para que seja encontrada uma forma de resolver o problema.

Fonte: João Dantas
Fotografia: Plutarco Botelho

domingo, 15 de agosto de 2010

TRANSPORTE COLETIVO: AMAZONINO TEM QUE SE EXPLICAR AO POVO


O POVO ESTÁ DEPREDANDO OS ÔNIBUS PORQUE NÃO ESTÁ MAIS SUPORTANDO TANTO SOFRIMENTO E HUMILHAÇÃO. O quebra-quebra em ônibus articulado, da viação São José, antiga Vitória Régia, que faz a linha Ponta Negra/Zona Leste, tem a ver com a revolta do povo que não está mais suportando tanto sofrimento e humilhação. O prefeito subiu a passagem do ônibus, mas não ocorreu qualquer tipo de melhora nos serviços oferecidos à população, ou seja, a frota continua a mais velha do país, caindo aos pedaços, embora as passagens sejam as mais caras. Um absurdo, verdadeiro desrespeito ao povo de Manaus, a única cidade do país em que o governador abriu mão integralmente do ICMS para o diesel usado nos ônibus. As cidades de São Luiz, Belém e Fortaleza não tiveram esse beneficio, ou melhor, os respectivos governadores não abriam mão de um centavo do ICMS e, mesmo assim, as passagens são bem mais baratas do que as que ora são praticadas aqui. Em Fortaleza custa R$ 1.80, em Belém R$ 1.70 e em São Luiz R$ 1.70. Ora, e por que, aqui, apesar da concessão de tal benefício, a passagem custa R$. 2.25? Bem, com a palavra o prefeito Amazonino Mendes. É ele que deve explicar ao povo usuário do transporte coletivo de Manaus a razão da passagem de ônibus em Manaus ser tão cara, apesar de termos os ônibus mais sucateados do país.

Por: Vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

FÁBIO LUCENA, QUE A TERRA TE SEJA LEVE

MORRE FÁBIO LUCENA FILHO, FILHO DO GRANDE GUERREIRO DA DEMOCRACIA, O EX-SENADOR FÁBIO LUCENA. QUE A TERRA TE SEJA LEVE FABINHO. DESCANSA EM PAZ. Muito jovem, com apenas 41 anos de idade, morre o filho do ex-senador Fábio Pereira de Lucena Bittencourt. Por muitos anos, acredito que fui o político mais próximo de Fábio, daí a razão porque conheci o Fábio Filho, o Fabinho, como todos carinhosamente o chamávamos. O Fabinho tinha uns 10 anos quando ganhou um skate e, ao tentar praticar quebrou o braço, fato que não o impediu de ser o campeão da turma que praticava esse tipo de esporte na Praça do Congresso.

A minha amizade com o pai do Fabinho começou em 1967, por ocasião do nosso ingresso na Faculdade de Direito do Largo dos Remédios, a velha e memoriável Jaqueira.

Fábio Lucena, nessa época, trabalhava no Banco do Brasil e já era respeitado como um grande jornalista. Eu, por outro lado, um simples estudante de direito, enveredei pela política estudantil. Por tal razão, terminei presidente do centro Acadêmico da Faculdade e, depois, assumi, também, por eleição, a presidência do DCE da UA, hoje UFAM. Na campanha de 1974, Fábio Lucena, que pleiteava uma vaga de deputado federal, foi impedido pela ditadura militar de participar da eleição daquele ano. Dias depois, telefonou-me, e foi logo me dizendo: ‘prepare-se para ocupar o meu lugar na chapa do MDB, na minha vaga para deputado federal’. Fiquei atônito, não sabia nem o que dizer. Depois de respirar fundo agradeci, mas disse-lhe que precisava de tempo para pensar.

Bem, o resto todo mundo sabe o que aconteceu, ou seja, Fábio apresentou-me no programa de televisão, pôs a mão no meu ombro, e com aquela sua voz firme, indicou-me como o candidato a deputado federal da sua confiança. Resultado: um simples líder estudantil, que não havia sido sequer vereador, terminou eleito com a maior votação do Estado. E aí tem início o meu drama, pois que não podia decepcionar o Fábio Lucena e, por isso mesmo, estava na obrigação moral de fazer um bom mandato.

Por fim, acredito que não decepcionei o meu mestre, nem o povo do meu Amazonas porque, quatro anos depois, fui reeleito com a maior votação do Estado e repetindo, pela 3ª vez, o mandato em 1982, dessa vez com a segunda maior votação.

Digo tudo isso para que as pessoas conheçam o quanto privei da confiança e da amizade daquele que, em minha opinião, foi o líder mais amado e respeitado desses últimos 50 anos da história do Amazonas. Jornalista brilhante, o maior orador que conheci na minha vida, inimigo figadal da ditadura militar que se instalou neste país em 1964, ou de qualquer forma de arbítrio, Fábio Lucena terminou a sua vida de forma trágica, pelo suicídio, mas deixou um legado de resistência a todas as forças espúrias e tirânicas de dominação. Vou continuar, até o fim dos meus tempos, a lembrá-lo como um guerreiro, alguém que não aceitava a exploração do homem pelo homem, que não admitia que o povo fosse humilhado e roubado por quem quer que seja.

A esta altura, a alma imortal de Fábio Lucena Filho, o Fabinho, já encontrou o seu amado pai e, pelas suas mãos carinhosas, foi ele encaminhado à vida espiritual, a verdadeira vida, e está feliz sob a luz protetora do nosso criador. Lembrando, aqui, palavras do rito da velha teologia cristã: ‘que a terra te seja leve, Fábio Lucena Filho. Descansa em paz’.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM

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AMAZONINO É RESPONSÁVEL POR ESTUPRO DE CRIANÇA


QUE COISA TERRÍVEL. UMA CRIAÇA DE SEIS ANOS É ARRANCADA DE UM COLÉGIO DO MUNICÍPIO E SEVICIADA SEXUALMENTE NO MATAGAL DE UM TERRENO AO LADO. É HORA DE APONTAR OS NOMES DOS VERDADEIROS CULPADOS POR ESSA TRAGÉDIA QUE CLAMA AOS CÉUS. Foi com profunda indignação e sentimento de revolta, que li a denúncia feita pelo jornal Amazonas em Tempo de ontem, quando veiculou matéria sob o título ESTUPRO NA PORTA DA ESCOLA, dando conta que, com apenas seis anos, um menino, na hora do recreio, saiu pelo portão que estava aberto e, em seguida, foi atraído por um aliciador que lhe ofereceu sorvete e, em seguida, levou-o até um terreno baldio, ao lado da escola, onde cometeu o crime.

Esse é um crime hediondo que deve ser apurado, com todo vigor, pelas autoridades policiais. Mas, antes de tudo, é bom esclarecer que o principal responsável pela violência contra essa pobre criança tem nome e sobrenome: o prefeito Amazonino Mendes que, apesar da Prefeitura ter uma guarda municipal, hoje um contingente de quase 1.000 homens, as escolas continuam sem policiamento, sem um único guarda para proteger as crianças, funcionários e professores, da maldade e truculência das galeras que infestam a periferia, e da presença de psicopatas como esse que, agora, atacou de forma infame a criança da escola municipal do bairro Santa Etelvina.

São esses os homens que o povo continua a eleger. Na fase da campanha as promessas mais mirabolantes são feitas, mas, quando chegam ao poder esquecem tudo e o povo é que se lixe. Além da falta de um simples guarda municipal para dar seguranças às crianças de uma escola, também não existe, nas proximidades, policiamento de nenhuma natureza, nem por policiais civis ou militar. A polícia só foi ao local porque a população, desesperada, a chamou. É verdade que a polícia chegou ao local, mas muito depois, para levar a criança ensangüentada para o hospital.

Para que, então, a guarda municipal? Ela deveria estar nas praças, nos terminais, onde tem gente sendo assaltada; no centro para proteger o povo, mas lá não aparece. Também não está nas escolas. Por que, então, manter um contingente tão grande de homens se não está servindo para proteger a sociedade que ora encontra-se a mercê dos bandidos? Ainda como vice-prefeito aconselhei ao Serafim da necessidade da guarda municipal ser armada, a exemplo de muitas de outras cidades do país, para proteger o nosso povo, fosse nas praças, nas escolas do município, nas ruas, nos terminais de ônibus, ou em qualquer outro lugar. Infelizmente, minhas palavras entraram por um ouvido do Serafim e saíram pelo outro. Uma pena. Não se intimida bandido com cassetete, mas com arma de fogo.

Por: vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM

Líder do PDT na CMM