sexta-feira, 10 de abril de 2015

CÂMARA DÁ O PONTAPÉ INICIAL PARA A CONSTRUÇÃO DA CENTRAL DE ABASTECIMENTO DE MANAUS



Durante a audiência, que também contou com a participação de feirantes da Manaus Moderna e da Feira da Banana, no Centro da cidade

“Demos um grande passo na implantação da Ceasa Municipal. Manaus merece uma central de abastecimento. Chegou a hora de levar essa ideia em frente e envolver os governantes desta terra nesse projeto. O embrião da ideia está lançado”, destacou Mário Frota ao considerar a reunião muito produtiva.
09/04/2015 14:43h
A construção de uma central de abastecimento de Manaus, antiga reivindicação dos feirantes da Manaus Moderna e do setor produtivo do Amazonas, pode sair do papel. O pontapé inicial para a nova arrancada de viabilização do projeto foi dado na manhã desta quinta-feira (9), durante audiência pública no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizada por iniciativa do vereador Mário Frota (PSDB), que é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) do Poder Legislativo Municipal.
Da audiência, que contou com a presença do secretário de Abastecimento (Sempab), Flávio Pacheco; do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Munir Lourenço; do presidente da Comissão Gestora da Feira da Banana, Moacir Cintrão; do presidente do Sindicato dos Feirantes do Amazonas, David Lima; e do presidente da Federação do Comércio Varejista do Amazonas, Elias Sereno, entre outros, saiu o consenso de que a criação da Ceasa Municipal é uma necessidade do setor. A Ceasa Municipal servirá de entreposto de produtos para comerciantes e produtores rurais da capital e do interior do Amazonas e desafogará as feiras Manaus Moderna e da Banana, que hoje executam essa função de forma precária.
De acordo com o vereador Mário Frota, será necessária a definição de uma área para a instalação dessa central de abastecimento de Manaus, além de uma reunião com o prefeito Arthur Neto (PSDB), no sentido de levar essa reivindicação. “Demos um grande passo na implantação da Ceasa Municipal. Manaus merece uma central de abastecimento. Chegou a hora de levar essa ideia em frente e envolver os governantes desta terra nesse projeto. O embrião da ideia está lançado”, destacou Mário Frota ao considerar a reunião muito produtiva.
A iniciativa já recebeu apoio do secretário municipal de Abastecimento, Fábio Pacheco, que, ao representar o prefeito na audiência, se colocou à disposição para, junto à Divisão de Engenharia, verificar os locais possíveis para a implantação do Ceasa Municipal. O secretário ressaltou que o prefeito tem escutado bastante a população nas visitas diárias que faz aos bairros e já ouviu o setor produtivo quanto a essa possibilidade, dando sinal verde para levar em frente às discussões sobre esse projeto.
Durante a audiência, que também contou com a participação de feirantes da Manaus Moderna e da Feira da Banana, no Centro da cidade, vários locais para a implantação da Central de Abastecimento foram sugeridos pelos participantes, entre eles, a Ilha de Monte Cristo, o Terminal Hidroviário do São Raimundo e até o porto da Siderama, além do próprio Porto da Manaus Moderna.
Segundo os representantes do setor, hoje a central de abastecimento dos feirantes funciona precariamente nas feiras da Banana e na Manaus Moderna, no Centro, que não comportam mais a produção que vem do interior e de outros Estados da região. De acordo com o presidente da Comissão Gestora da Feira da Banana, Moacir Cintrão, os feirantes já atuam espremidos no local.
Incentivo à economia
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço diz que a entidade entende que esse entreposto é fundamental  para que o Estado possa encurtar a distância entre o produtor rural e o consumidor final, barateando inclusive os custos dos produtos. “Acreditamos que a Ceasa venha a se tornar um entreposto aglutinador dos produtos, produtores, associações e cooperativas voltadas para a comercialização dos produtos no atacado”, argumentou ele, afirmando que são inúmeras as vantagens.
A iniciativa, na opinião do pecuarista, também é um incentivo ao Estado para sair da condição incômoda de dependência do Distrito Industrial de Manaus. “O Polo Industrial de Manaus é importante, mas precisamos viabilizar alternativas econômicas, para interiorizar a economia”, lembrou.
O ex-vereador Francisco Marques, convidado para o evento, além de parabenizar Mário Frota pela iniciativa, afirmou que Manaus tem bons locais para a instalação dessa central de abastecimento e indicou a Ilha de Monte Cristo, como o ideal.
A mesma área também foi o local ideal indicado do presidente do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus, David Lima, que defendeu um entreposto para atende os mercados e feiras de Manaus, que funcionaria acoplado às feiras da Banana e Manaus Moderna, na Ilha de Monte Cristo, nas proximidades. Para ele, a desapropriação da área seria quase sem custos para o município, caso ela venha a ser do Estado ou da União.
Discussão
David Lima só discorda da ideia do presidente da Comissão Gestora da Feira da Banana, Moacir Cintrão, quando este diz que essa central deve funcionar conjuntamente com os empresários do setor. “Essa central deve ser voltada não para o empresário, mas para o feirante”, assegurou.
Moacir Cintrão está convicto de que dá para os feirantes sobreviveram junto com o empresariado. Segundo ele, hoje 90% dos produtos vem de outros Estados para abastecer Manaus. “Com logística diferente acho que vamos trabalhar bem”, assegurou ao afirmar que essa central de abastecimento tem que ficar de frente para o rio, o que pode ser viabilizada na área de Educandos, nas proximidades da Feira da Panair.
Presidente do Sindicato e da Federação de Comércio e Serviços do Estado do Amazonas, Elias Sereno, disse que o assunto já vem sendo debatido há muito tempo com os feirantes. “Já existe projeto para a construção do centro de abastecimento na área da Manaus Moderna. Falta apenas a Prefeitura sentar conosco e com o Governo Federal”, afirmou, referindo-se ao Projeto de Construção do Porto da Manaus Moderna, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), que já possui recursos do governo federal no valor de R$ 200 milhões. “Bastam mais R$ 100 milhões e se constrói o entreposto na Manaus Moderna”, garantiu.
Sempab
Na discussão, muitos representantes do setor produtivo fizeram questão de deixar seus apelos em prol da manutenção da Secretaria de Abastecimento e Produção (Sempab), que com a reforma administrativa do Executivo Municipal, já em discussão na Câmara, será acoplada à Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento, passando a denominar-se Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo, Feiras e Mercado (Semtef). Os feirantes acreditam que terão grandes prejuízos com a extinção da Secretaria.

Texto: Nely Pedroso – DIRCOM/CMM
Foto: Tiago Corrêa - DIRCOM/CMM

quinta-feira, 9 de abril de 2015

POR QUE TANTAS PESSOAS SÃO MORTAS POR JACARÉS AO LONGO DOS NOSSOS RIOS E LAGOS?



Jacaré de quatro metros atacou uma criança de 12 anos, arrastando-o para o fundo do rio, em Iranduba.
Por: Vereador Mário Frota*
O que aí está, sabemos, tem a ver com a proibição, pelo governo federal, há mais de 40 anos, do abate desse animal em todo o território nacional... de forma inexplicável, o governo impede o abate anualmente de milhares de jacarés. Por tudo que se sabe a carne e pele desse animal tem preço excelente no mercado internacional.
É muito triste a gente, pela manhã, se deparar com uma notícia nos jornais dando conta que, aqui em frente a Manaus, um jacaré de quatro metros atacou uma criança, arrastando-a para o fundo do rio. Uma tragédia! Resultado: os pais e os irmãos do menino, vítima da fera, vivem momentos de grande dor, de sofrimento indescritível.
E por que tantas pessoas, principalmente crianças, são hoje mortas por jacarés ao longo dos nossos rios e lagos?  O que aí está, sabemos, tem a ver com a proibição, pelo governo federal, há mais de 40 anos, do abate desse animal em todo o território nacional. De lá para cá obviamente que, em termos de Amazonas, o número de jacarés vem aumentando consideravelmente e, com isso, espalhando o terror entre as populações ribeirinhas do Estado.
E por que o governo não permite, a exemplo do que é feito com sucesso nos Estados Unidos, nas regiões pantanosas da Flórida e da Geórgia, também conhecidos por Everglades, processos de remanejamento, mediante abate, com o objetivo de controlar o aumento desses animais?
Somos um país cheio de contradições. Apesar de se falar tanto em economia sustentável, porém, de forma inexplicável, o governo impede o abate anualmente de milhares de jacarés.  Por tudo que se sabe a carne e pele desse animal tem preço excelente no mercado internacional. Ora, o que se entende, é que tal processo deve ser feito com toda responsabilidade, respeitando-se a época do acasalamento e da procriação da espécie.
Ora, respeitando-se isso, as populações ribeirinhas teriam um aumento no seu ganho do dia a dia, haja vista que a carne e a pele desse animal têm bom preço no mercado internacional. Não estamos aqui advogando uma matança de forma irresponsável do jacaré, pois, como já foi dito, devemos fazer respeitar a fase do acasalamento e da procriação, a exemplo da já existente lei do defeso, que tem como propósito proteger certos tipos de peixes, como o tambaqui, o jaraqui e outras espécies.   
Agora, paralelo a isso, como forma de orientar os ribeirinhos na captura de jacarés, poderia, muito bem o governo, por meio de programas radiofônicos e pela televisão, desenvolver projetos educativos de conscientização dos habitantes do nosso interior de como explorar, sem perdas para o meio ambiente, de uma riqueza imprescindível para o desenvolvimento sustentável da região.  O que não dá para entender é a forma irracional de como muita gente sacraliza o jacaré fato, na minha concepção, ridículo, absurdo e pouco inteligente.
Enquanto esse procedimento não for adotado, mais pessoas serão sacrificadas, a exemplo dessa criança. Só para lembrar, recentemente, aqui na região dos Autazes, um jacaré atacou uma canoa e matou uma criança e o pai. Fiquei pasmo quando, pelo mesmo jornal que publicou a tragédia, um funcionário do Ibama se manifestou e afirmou que o problema não era do jacaré, mas de quem entrava na seu território. Lembro-me que eu teria afirmado: ‘esse idiota fala assim porque a vítima da fera não é o pai e nem o filho dele’.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.




terça-feira, 7 de abril de 2015

MÁRIO FROTA VAI REALIZAR AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR CRIAÇÃO DA CENTRAL DE ABASTECIMENTO MUNICIPAL



Frota: Manaus cresceu muito nos últimos anos e não fizemos quase nada para modernizar o comércio de hortifrutigranjeiro
Por: Roberto Pacheco (MTb 426)
Mário Frota: A capital do estado necessita de uma central de abastecimento com a finalidade de manter e abastecer, de modo dinâmico, os estoques de gêneros alimentícios com qualidade e quantidades adequadas, para atender a demanda, de forma ágil e inequívoca.
O vereador Mário Frota (PSDB) vai realizar Audiência Pública no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na próxima quinta-feira (9/abr), a partir das 9:00h, para discutir com as autoridades do setor, a criação de uma central de abastecimento sob a jurisprudência do município de Manaus, com a finalidade de servir como entreposto de produtos para comerciantes e produtores rurais da capital e do interior do Amazonas.
A adequação de um local propício ao armazenamento e distribuição de alimentos é um problema antigo, enfrentado pela população manauara e produtores das comunidades rurais, principalmente do interior do estado. De acordo com o parlamentar, muito já se discutiu sobre a criação e uma central de abastecimento municipal para atender esse setor da economia, mas até agora, na prática, quase nada foi feito para atender essa demanda. Na administração do então prefeito Serafim Correia foi construído o Terminal Pesqueiro de Manaus, nas dependências da Feira da Panair, que, passados seis anos, funciona de forma insatisfatória.
A Ceasa do Amazonas, que entrou em operação em fevereiro de 1975, há muito tempo perdeu as suas características e hoje serve de entreposto para grandes distribuidores, atendendo, basicamente, os moradores das Zonas Norte e Leste. Mário Frota sugeriu ainda o Terminal Hidroviário do São Raimundo ou o Parque de Exposições Angelino Beviláqua, na Torquato Tapajós, como locais apropriados para esse tipo comércio, que vai, inclusive, desafogar o trânsito do centro da cidade.
Moacir Cintrão, presidente da Comissão Gestora da Feira da Banana, lembra que a criação da central de abastecimento é uma reivindicação antiga dos produtores rurais e permissionários de feiras e mercados. “Atualmente a grande maioria das frutas, verduras e legumes passa pela Feira da Manaus Moderna e Feira da Banana, locais que não reúne condições adequadas para armazenamento desses produtos”, sintetiza.
  “Manaus cresceu muito nos últimos anos e não fizemos quase nada para modernizar o comércio de hortifrutigranjeiro para melhor atender os consumidores, produtores e feirantes. A capital do estado necessita de uma central de abastecimento com a finalidade de manter e abastecer, de modo dinâmico, os estoques de gêneros alimentícios com qualidade e quantidades adequadas, para atender a demanda, de forma ágil e inequívoca”, explica Mário Frota.