quarta-feira, 6 de março de 2013

LULA E OS LULAPETISTAS MANDARAM OS IDEAIS ÀS FAVAS



Texto: Vereador Mário Frota*
Agarraram-se a cargos, como ostra gruda em casco de navio, tomaram gosto pelo dinheiro, lambuzaram-se nos mensalões da vida, e mandaram a ética e o socialismo para o espaço.
Em tom de ironia, pela revista Veja, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, fez a seguinte observação: “O PT tinha duas metas. O socialismo e a ética. Sobre o socialismo nunca mais falaram. Sobre a ética, meu Deus, não precisamos nem falar”.
Estas palavras pronunciadas por FHC tiveram o poder de fazer o meu pensamento retornar mais de três décadas, quando o Lula e outras lideranças organizavam o Partido dos Trabalhadores (PT) em todo o país.  O grito de guerra do Lula e dos seus seguidores restringia-se a duas bandeiras: primeiro a comunização do Brasil, inspirado no modelo soviético; segundo, a ética, ou seja, no poder, o PT combateria a ferro e fogo os corruptos e a corrupção.
Aqui ocorreu, em especial dentro da Ufam, uma explosão de amor pelo PT, do Lula. As figuras que integraram o Diretório do partido no Estado eram todos professores, destacando-se aí o Marcos Barros, o Oswaldo Coelho, o Aloísio Nogueira, o Renan Freitas Pinto, a Marilene Correia, e tantos outros. O que menos se via eram operários. Ia esquecendo: com o passar do tempo, trouxeram para o PT alguns trabalhadores do Distrito, entre os quais o Ricardo Morais, líder do sindicato dos metalúrgicos que, para se parecer com o Lula, o orientaram a deixar a barba crescer.
Nunca vou esquecer.  No dia da inauguração da sede do PT, que passou a funcionar numa casa antiga na Joaquim Nabuco, nas proximidades da Japurá, eu, Fábio Lucena, Beth Azize e Vitório Cestaro, com propósito de prestigiar o ato, resolvemos visitar os dirigentes do novo partido. Em lá chegando, nos deparamos com uma faixa que atravessava toda a rua com os seguintes dizeres: “Aqui não entra patrão”. Ao chegar percebemos uma atmosfera pesada, a companheirada estava com cara de poucos amigos. Não nos pediram para deixar o ressinto, mas, para o bom entendedor, meia palavra, à época, bastava.  Depois dos cumprimentos de praxe pegamos o beco, ou seja, caímos fora.
Com o passar do tempo, desiludidos com os rumos que Lula deu ao PT, aqueles companheiros, todos idealistas, foram saindo, não permanecendo ninguém daquela safra filiada hoje ao um partido que, outrora, abraçaram com tanto amor. E saíram com toda razão, pois, quando o PT chegou ao poder, há 10 anos, Lula e os lulapetistas mandaram os ideais às favas, agarraram-se a cargos, como ostra gruda em casco de navio, tomaram gosto pelo dinheiro, lambuzaram-se nos mensalões da vida, e mandaram o socialismo para o espaço.
Fernando Henrique Cardoso disse uma grande verdade: “o PT esqueceu os seus ideais socialistas e afundou no pântano da corrupção. Os ideais que defendia é coisa do passado, tragado por um mar de lama”.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da C MM.

terça-feira, 5 de março de 2013

“NÃO VOU TOLERAR CORRUPÇÃO NO MEU GOVERNO”




Arthur Neto (foto), não é diferente de Pedro Simon. “Lugar de desonesto é na cadeia e não no meu governo”.
Texto: Vereador Mário Frota*

O prefeito Arthur é homem de mãos limpas, com um passado honrado, com uma bela história de resistência a todas as formas de corrupção.
Disse hoje, da Tribuna da Câmara, com todas as letras do alfabeto, que qualquer requerimento, parta de onde partir, solicitando informações, ou pedindo a presença desse ou daquele secretário, ou de qualquer outro funcionário da administração Arthur Neto, na qualidade de líder do PSDB no plenário,  coloco-me à disposição para assinar embaixo.
E por que disse isso? Porque no início da semana passada, ausente por motivo de doença, soube que vereadores, ligados à ex-administração, falando em nome da gestão atual, negaram aprovação a um requerimento de autoria do vereador Waldemir José, do PT, que tinha por objetivo convidar um secretário a prestar esclarecimentos sobre determinado fato.
Em tom de indignação, disse hoje que esse tipo de comportamento era próprio da administração Amazonino Mendes, mas não da atual, que não tem nada a temer porque não é corrupta. O prefeito Arthur é homem de mãos limpas, com um passado honrado, com uma bela história de resistência a todas as formas de corrupção.
E fui fundo: quem não deve, não teme. Ora, se não temos nada a temer, por que então ocultar, esconder. Quem deve estar morrendo de medo de ser investigado pelo TCE e pelo Ministério Público do Estado é o Amazonino e os seus secretários, responsáveis pelo rombo de R$ 350 milhões encontrados pela atual administração, fato já devidamente denunciado às autoridades competentes.
Bem a propósito, lembro agora de um episódio ocorrido no Rio Grande do Sul, quando o hoje senador Pedro Simon chegou ao poder. Na sua primeira reunião com os seus secretários, alertou-os: “quero que os senhores saibam que não vou tolerar corrupção no meu governo. Caso a oposição queira investigar denúncias de corrupção, através de uma CPI, a assinatura do meu líder na Assembléia vai ser a segunda. Lugar de desonesto é na cadeia e não no meu governo”.
Santo remédio! Sabedores da honradez de Simon, nos seus quatro anos de administração nenhuma denúncia de malversação de dinheiro público aconteceu.  Arthur não é diferente de Pedro Simon. Quem apostar diferente vai quebrar a cara. Pelo o que conheço, que ninguém ouse duvidar.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

segunda-feira, 4 de março de 2013

CÂMARA MUNICIPAL DE MANAUS FEZ HISTÓRIA AO EXTINGUIR O AUXÍLIO PALETÓ




Mário Frota: “Esse papo agora de o Marcelo Ramos (foto) dizer que a Assembleia fez história é piada, aliás, de péssimo gosto.”
  Texto: Vereador Mário Frota*      

Não entendi por que o deputado Marcelo Ramos afirmou que a Assembleia havia feito história. Mas, que história? História de esperar que, primeiro o Congresso Nacional acabasse com esse privilégio imoral, que ficou conhecido por ‘Auxílio Paletó’? Que papelão, convenhamos!
O meu projeto extinguindo o ‘Auxílio Paletó’ chegou no momento certo, ou seja, antecipando-se ao ora aprovado pelo Congresso Nacional e aos demais parlamentos (Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais) de todo o país.
No discurso que fiz agradecendo aos colegas que votaram no meu projeto, afirmei que, naquele momento, a nossa Câmara estava fazendo história, assim como fez ao aprovar outro projeto, de minha autoria, a Lei da ‘Ficha Limpa’, para a área administrativa dos dois poderes do município: o Legislativo e o Executivo.
Agora todos os parlamentos do Brasil, gostando ou não, vão ter que aprovar as suas respectivas leis colocando um fim ao tal ‘Auxílio Paletó’. E por quê? Porque, a partir da aprovação pelo Congresso Nacional, da Lei que extingue o ‘Auxílio Paletó’, nenhum parlamento deste país terá sustentação moral e legal para continuar pagando aos seus integrantes o 14º e o 15º salários.
Nem a propósito, somente ontem, a Assembléia Legislativa do Estado (ALE-Am), extinguiu o ‘Auxílio Paletó’, equivalente a R$ 40 mil, pagos em duas parcelas de R$ 20 mil, sendo a primeira no início e a segunda no final do mandato.
O que não entendi – e acredito que ninguém entendeu – é por que o deputado Marcelo Ramos (PSB), em discurso, afirmou que a Assembleia, no dia de ontem, havia feito história. Mas, que história? História de esperar que, primeiro o Congresso Nacional acabasse com esse privilégio imoral, que ficou conhecido por ‘Auxílio Paletó’?
Agora é tarde, Inês está morta! Em outras palavras: ‘acabou-se o que era doce’.  A Assembléia do Estado, sem saída, agiu agora tão somente no intuito de sair do vexame de não ter aprovado antes do Congresso Nacional o seu projeto extinguindo o ‘Auxílio Paletó’. Que papelão, convenhamos!
Em todo o Brasil apenas a Câmara Municipal de Manaus (CMM), fez história, porque teve a coragem de se antecipar ao Congresso Nacional. Esse papo agora, de que a Assembléia fez história é piada, aliás, de péssimo gosto. Quem fez história, com ‘H’ maiúsculo, foi a nossa Câmara que teve a decência e a dignidade de não esperar por ninguém e, num gesto altaneiro e desprendido, acabou com o tal ‘Auxílio Paletó’.
Finalmente esse tipo de orgia com os recursos públicos, acabou. O dinheiro oriundo dos impostos pagos pelo povo deve a ele retornar em forma de benefícios como escolas, hospitais e segurança pública. É tempo de mudar. É tempo de passar o país a limpo. 

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.