quarta-feira, 7 de novembro de 2012

LULA É O CHEFE DE TODOS OS CHEFES DO MENSALÃO?




Caso Marcos Valério preste o tal depoimento ao Ministério Público Federal, mais cedo ou mais tarde a bomba vai explodir.
Lembrando o poema ‘E Agora José’, de Drumond de Andrade, pergunto aos excelentíssimos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), o que pretendem fazer, caso o operador do mensalão, Marcos Valério, resolva mesmo denunciar, com a apresentação de provas, outros figurões que integravam a quadrilha, a exemplo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva?
Pessoalmente, depois do que já aconteceu, não posso acreditar que o procurador geral da República e os ministros dos STF ficarão inertes frente a tal fato. Tudo indica que o procurador Roberto Gurgel vai abrir investigações para apurar as novas denúncias, assim como os senhores ministros, sem sombra de dúvida, deverão acatar a representação ministerial.
Caso Marcos Valério preste o tal depoimento ao Ministério Público Federal, mais cedo ou mais tarde a bomba vai explodir. Daí por diante só Deus sabe o tamanho do estrago nas hostes petistas e de outros partidos aliados. Por exemplo, como fica o PT perante o seu eleitorado, vendo o seu “líder supremo” sentado na cadeira dos réus, acusado de chefiar o maior escândalo, com dinheiro público, da história da República? Por fim: sobrevive como instituição partidária?
Não há como negar de que o PT, como partido, surgiu em cima do nome do Lula, o ícone maior da sua existência, desde que foi fundado quando o ex-presidente ainda era um simples dirigente sindical, em São Bernardo dos Campos (SP). O problema é saber, agora, se esse mesmo partido tem como resistir, caso Valério - o administrador do dinheiro roubado do erário para corromper parlamentares a apoiar o PT no Congresso Nacional - sustente e prove, com documentos, o envolvimento de Lula como oCapo di tutti i capi’ (na linguagem da máfia, o ‘Chefe de todos os chefes’) do mensalão. Pessoalmente, tenho lá minhas dúvidas.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O ‘OVO QUE VIROU CUSPE’ QUANDO MAIS MEXE, MAIS FEDE





Ricardo Noblat e Jô Soares: referências à fraude do ovo que virou chacota nacional.
Texto: Vereador Mário Frota*    
Agora, na maior cara-de-pau tenta se passar por vítima do jornalista Ricardo Nobart. Que mal ele fez senão publicar o que até as pedras de Manaus sabem o que aconteceu.
É ridícula a briga da Vanessa com o jornalista Ricardo Noblat, sobre a repercussão que o grande jornalista deu à história cretina que ela protagonizou com a farsa que envolveu a história do ‘ovo que virou cuspe’. Em entrevista concedida ao programa do Jô Soares, Noblat fez referências à fraude do ovo e a Vanessa pegou fogo, sentiu-se profundamente injuriada.
Isso é como naquela história de que quando mais mexe, mais fede.  Será que não seria melhor a Vanessa calar? Deixar para lá, levando-se em conta que é indefensável o que ela fez na história do ovo. A Vanessa não convenceu nem mesmo os seus correligionários. A farsa foi mal engendrada, um tanto burlesca. Provocou risos, dado o caráter ridículo da coisa, e indignação, em razão da fraude ter sido montada para transformar o Artur em vilão e ela em vítima.
O problema é que Vanessa não contava com os fotógrafos presentes, principalmente um que tirou fotos seqüenciadas. Resultado: a farsa foi desmoralizada e a autora da presepada terminou punida pelo povo, recebendo uma votação pífia, apesar dos poderosos que a apoiavam.
Agora, na maior cara-de-pau tenta se passar por vítima do jornalista Ricardo Nobart. Que mal ele fez senão publicar o que até as pedras de Manaus sabem o que aconteceu. Todo mundo em Manaus e no país quer saber da Vanessa em que laboratório ela conseguiu produzir um ovo sem casca e gema, mais precisamente um ovo que quando atinge alguém não deixa mancha nem mesmo na maquiagem. Fica calada, Vanessa! Pode ser que daqui a 10 ou 20 anos os eleitores de Manaus já tenham esquecido da infame história  que entraste de cabeça e, agora, no maior cinismo, tentas desmentir. Dá licença!

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

VANESSA GRAZZIOTIN CENSURA SENADOR MÁRIO COUTO DO PSDB DO PARÁ




Mário Couto foi censurado por Vanessa quando pedia investigação de colegas que tiveram seus patrimônios acrescidos de forma suspeita

Quando o senador falava a sua voz desaparecia, mas quando Vanessa Grazziotin – que presidia o Senado - dizia qualquer coisa, a sua voz era ouvida.
Texto: Vereador Mário Frota*
Ontem, a senadora Vanessa Grazziotin, do PC do B, quando presidia a sessão do Senado, incorporou o espírito do seu líder maior, Josef Stalin e, no maior despudor, passou a censurar o senador Mário Couto, do PSDB do Pará, que pedia investigação e afastamento de colegas seus que, na vida pública, tiveram seus patrimônios acrescidos de forma suspeita, ou seja, às custas de dinheiro roubado dos cofres públicos.
A censura usada pela senadora ocorreu com a retirada do som, exatamente quando o senador Mário Couto endureceu o seu discurso pedindo providências legais contra parlamentares corruptos que, segundo ele, têm assento no Senado da República. Quando o senador falava a sua voz desaparecia, mas quando ela dizia qualquer coisa, a sua voz era ouvida. A união do PT como o PC do B foi terrivelmente nefasta para este País. É como naquela velha história: “Deus os fez, o vento os separou e o diabo os uniu".
Fui deputado federal pela oposição em plena ditadura militar e, apesar dos excessos cometidos pelo então regime autoritário, não me lembro de atos dessa natureza cometidos por presidentes da Câmara e do Senado. Os militares odiavam a democracia e, em razão disso, tentavam sujeitar à sua vontade as duas Casas do Congresso Nacional. No entanto, os seus respectivos presidentes respeitavam o regimento interno e não censuravam discursos dos parlamentares da oposição.  12 anos com mandado na Câmara, nunca vi um presidente tentar silenciar um deputado que estivesse na tribuna fazendo críticas pesadas aos donos do poder.
Quando os generais exigiram que a Câmara dos Deputados cassasse o mandato do deputado Márcio Moreira Alves, por ofensas, segundo eles, cometidas contra os militares, ocorreu um fato que passou para a história e que demonstra que, mesmo entre os parlamentares que apoiavam os novos donos do poder, haviam homens honrados que, na defesa da instituição, colocavam em risco até mesmo suas integridades físicas. Vejamos.
Cabia à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara examinar da legalidade a exigência dos generais que queriam a cabeça do deputado em questão.  Pois muito bem. Colocada em votação a medida, mais de 70% dos deputados integrantes da CCJ, posicionaram-se contra a cassação do jovem parlamentar. O então presidente da Comissão, o deputado Djalma Marinho, que era da Arena, o partido que no País apoiava os militares, apesar de só votar em caso de empate, quebrou a regra, votou contra a orientação do seu partido, e pronunciou uma frase que ficou para a história: “ao rei tudo, menos a honra”. Resultado: os militares baixaram o Ato Institucional nº 5, o mais feroz instrumento de força criado pela ditadura instalada no Brasil em 1964 e, em represália, fecharam o Congresso Nacional por um ano.
Entre o comportamento moral daqueles homens, muitos deles até perfilados no partido de apoio do regime militar, e o agora vergonhoso episódio encenado pela senadora Vanessa Grazziotin, pode-se dizer que há um abismo de distância. De muitos quilômetros.

*Advogado;
*Líder do PSDB na CMM;
*Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM.