terça-feira, 20 de março de 2012

ARTHUR REALIZOU GRANDES OBRAS E SAIU COM COM AS MÃOS LIMPAS


Ao contrário dos prefeitos que o sucederam, que hoje dispõem de uma montanha de dinheiro para aplicar no que bem entendem, Arthur tinha um orçamento minguado

Li o artigo assinado pelo Arthur Virgílio Neto, no jornal Diário do Amazonas, neste último domingo e, aqui deste blog, afirmo que é verdade tudo o que o ilustre ex-senador afirmou ter realizado ao longo do seu mandato como prefeito de Manaus. Como quase sempre militei na oposição - e o meu forte é a crítica e a denúncia - sempre me coloquei ao lado do povo, enfrentando diuturnamente os que teimam em se locupletar com o dinheiro público. Daí a minha dificuldade em elogiar, regra, que quebro agora, em respeito à verdade.

Sou testemunha, sim, do trabalho do Arthur, porque, na mesma eleição em que o povo de Manaus o elegeu como Prefeito, também fui eleito com a maior votação até então consagrada a um vereador de Manaus. Ao chegar à Prefeitura, o Arthur se deparou com cinco graves problemas: funcionários com salários aviltados; falta de água em muitos bairros; ônibus caindo aos pedaços; ausência de esgotos; e famílias sem teto, implorando por um pedaço de terra para construir um local para morar.

Vamos por parte. Na campanha o Arthur prometeu que, eleito, o seu primeiro ato seria enviar um projeto de lei para a Câmara aumentando os salários dos funcionários do Município. Não mandou apenas um. Mandou dois, pois, três meses depois, enviou o segundo, fato que deixou o funcionalismo em festa. Até os dias atuais, o Arthur foi o único Prefeito de Manaus que deu aumento substancial ao funcionalismo municipal. Não foi simples reajuste, como faziam os prefeitos antes e mesmo agora, mas aumento real, para valer. Nesse particular, o Arthur superou a todos, de longe.

A falta de água era um problema crônico em Manaus, haja vista que a maior parte das pessoas que viviam na periferia ainda se servia de água de cacimba. Arthur atacou o problema com perfuração de poços artesianos e, quando deixou a Prefeitura, milhares de famílias tinham água de qualidade nas suas residências.

A questão ônibus era um caso de polícia. Antes do período eleitoral, o povo do Bairro de São José, enfurecido contra a qualidade do transporte coletivo que lhe era oferecido, numa manhã ateou fogo em mais de dez ônibus e empurrou outros num barranco. O então governador Amazonino Mendes, que na época apoiava Mestrinho para prefeito, em vez de resolver o grave problema, de forma covarde preferiu jogar a culpa no Muda Amazonas, o grupo que apoiava o Arthur para prefeito. Eleito, Arthur foi para cima dos donos de ônibus e, em reunião histórica na Prefeitura, com o dedo apontado na cara dos donos das latas velhas, deu-lhes 60 dias para que fizessem a renovação da frota. Não demorou muito, Manaus, que tinha os ônibus mais velhos do País, passou a ostentar a frota mais nova.

Outro problema grave que enfrentou foi o da falta de esgotos. Em muitos bairros a água servida era misturada com a lama que descia pelas ruas, num espetáculo nada diferente do que ocorre hoje em cidades do submundo africano. Arthur, nessa área foi 10, tanto que, ao final de seu mandato, recebeu um apelido um tanto engraçado, mais honroso: Prefeito Tatu. Neste País, que por questões meramente eleitoreiras os governantes só se preocupam com obras que possam ser vista pelo eleitor, a exemplo do asfalto. O Arthur se preocupou com o saneamento da cidade, isto é, com a construção de quilômetros de esgotos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população manauense.

Quando o Arthur Neto assumiu a Prefeitura, o déficit habitacional era um absurdo. Milhares de pessoas moravam em barracos, muitas deles com paredes de papelão. Arthur deu início a um projeto com objetivo de resolver o problema da moradia dessas pessoas. O resultado deu origem ao bairro Jorge Teixeira I, com avenida central e ruas largas. As pessoas recebiam os terrenos devidamente urbanizados e, com auxílio da Prefeitura, instalavam-se e construíam suas moradias. O projeto foi um sucesso.

É bom que se diga que o Arthur Virgílio, ao contrário dos prefeitos que o sucederam, que hoje dispõem de uma montanha de dinheiro para aplicar no que bem entendem, tinha à época um orçamento minguado, comparado a um cobertor pequeno que quando cobria a cabeça descobria os pés e vice versa. Mesmo assim fez uma boa administração, deixou obras importantes para o nosso povo e, o mais importante, saiu com as mãos limpas, fato cada vez mais raro no Brasil petista de hoje.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Foto: w.d24am.com

domingo, 18 de março de 2012

JORNAL CRITICA FRASE E NÃO INTERPRETA CONTEÚDO

Esse jornal, não observando o conteúdo da matéria publicada neste Blog, diz que agora critico a CPI, mas fui um dos primeiros a assiná-la.

Imprensa séria, e merecedora do respeito dos leitores, é a que interpreta o todo de uma entrevista, e não uma mera frase pinçada aqui e ali. Digo isso, porque hoje um jornal local esqueceu o todo e resolveu publicar uma única frase da matéria publicada neste blog, em que manifesto minha desconfiança – e com razões de sobra - sobre o resultado, em termos objetivos, dessa CPI da água, instalada na última quarta feira na Câmara.

Esse jornal, não observando o conteúdo da matéria publicada neste Blog, diz que agora critico a CPI, mas fui um dos primeiros a assiná-la. Em matéria aqui publicada ontem, explico que, por uma questão de princípios assino qualquer CPI, até mesmo se a sua finalidade for para investigar a minha própria pessoa. Antes de assiná-la, da tribuna da CMM afirmei que uma CPI só é vitoriosa quando é isenta de pressões escusas deste ou daquele político, ou de grupos poderosos. A título de exemplo, venho citando a instalada no Senado para investigar a Petrobrás, que terminou em fracasso, com a oposição retirando-se em protesto, em razão da base governista ter, na marra, assumido a sua presidência e relatoria, os cargos mais importantes de uma CPI.

A CPI da Água está condenada à morte por falta dessa isenção necessária. Para ser exato, sem medo de errar, dos 38 vereadores com assento na Câmara, só existem ali, pelas minhas contas, cinco que mantém independência dos três principais atores que serão por ela investigados, no caso o Amazonino, o Serafim e o Eduardo. Ora, como pode o liderado investigar o próprio líder? É por isso que, ontem, afirmei que só quem acredita em história de curupira ou mula sem cabeça, é que pode levar a sério o resultado dessa CPI.

Não é honesto passar falsa expectativa para a sociedade. A Crítica foi o único jornal que abriu manchete e afirmou que “essa CPI vai investigar o que já foi investigado”. O que pretendem investigar agora, já o foi em 2005 pela CPI presidida pelo Paulo De Carli. Só ficou de fora o Proama, porque se trata de um projeto recente. Entre as muitas sugestões por ela apresentadas, está a que aconselhava o então prefeito Serafim Correia a romper o contrato com a Águas do Amazonas, por descumprimento de várias cláusulas contratuais, em especial a que obriga a empresa a expandir a rede de distribuição de água para os bairros das zonas Leste e Norte.

Encerro afirmado que a minha opinião exposta neste blog ontem, ou em forma de discurso, ou através de pronunciamento da tribuna da Câmara, em respeito ao povo que represento no Legislativo Municipal não mudo uma vírgula. E concluo: os demagogos são a pior desgraça deste País.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

sexta-feira, 16 de março de 2012

CPI DA ÁGUA: “NÃO ACEITO PARTICIPAR DESSE CIRCO”

Amazonino, Serafim e Eduardo Braga, somados, têm em torno de 32 vereadores, dos 38 que hoje compõem a CMM. Onde, portanto, está a isenção, capaz de motivar o grupo que vai integrar essa CPI?

Só mesmo quem acredita em histórias de curupira e mula sem cabeça, pode acreditar que a CPI, ora instalada na Câmara, com propósito de investigar a questão que envolve o abastecimento de água na nossa cidade, pode dar certo. É tudo conversa para boi dormir. Em ano eleitoral vale tudo. Ora, se essa CPI é tão importante, por que só surge agora, à porta da eleição?

CPI é coisa séria, pois se trata do mais importante instrumento de investigação a serviço do poder legislativo. Por uma questão de princípios assino qualquer CPI, mesmo que seja para investigar a minha pessoa. Por respeito a minha história política assinei essa e vou continuar assinando todas que me chegarem às mãos, mas, de antemão, sei que não vai chegar a lugar nenhum, já nasce morta.

E por que ela já nasce condenada? Pela razão mais do que óbvia de que os principais atores, que serão por ela investigados, têm o controle dos vereadores da Casa. Amazonino, Serafim e Eduardo Braga, somados, têm em torno de 32 vereadores, dos 38 que hoje compõem a CMM.

Vamos por parte. Não foi o Amazonino que vendeu a Cosama pelo preço de U$ 220 milhões, e nos colocou nessa situação? Até hoje ainda há gente, incluindo aí a minha pessoa, que deseja saber que fim foi dado a essa montanha de dinheiro.

E o Serafim? Por que deixou de cumprir o relatório da CPI de 2005, que o aconselhava a romper o contrato com a empresa Águas do Amazonas, pelo não cumprimento da cláusula que a obrigava a atender todos os bairros da cidade? Pelo contrário, preferiu a repactuação, desobrigando a Águas do Amazonas a investir na expansão da rede para os bairros e na ampliação do sistema de esgotos.

Não foi o Eduardo Braga que tocou o projeto para a construção da tomada d’água da Ponta das Lajes, onde, depois de serem gastos a bagatela de R$ 365 milhões, é que lembraram da rede para fazer chegar água às 600 mil pessoas que vivem na região Leste e Norte. E o povo só soube de tal fato, porque, agora, o governador Omar veio de público e disse que precisa de R$ 1 bilhão para investir na tal rede. É difícil acreditar, mas, aqui, tudo pode acontecer. No Amazonas, boi voa.

Onde, portanto, está a isenção, capaz de motivar o grupo que vai integrar essa CPI? Vai ter ela suficiente independência para chegar aos culpados? Obviamente que não. Os que têm culpa no cartório estão mais do que protegidos na Câmara. E se alguém disser que essa CPI é isenta, está agindo de má-fé, está mentindo de forma descarada. E tem mais: se me convidarem a integrá-la, não aceito. Não quero participar desse circo. Em respeito ao povo, preciso ficar de fora. Não posso fazer parte de algo que não acredito.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

quinta-feira, 15 de março de 2012

DILMA TROCOU O PRACIANO PELO AMAZONINO


A direção do PT não gosta do Praciano por considerá-lo um indisciplinado, já que vez ou outra o ‘ceariba’ é contra a orientação dos cardeais do seu partido.

Ontem mesmo liguei para Brasília para parabenizar o meu amigo que me deu a informação, há pouco mais de um mês, de que o Eduardo Braga seria nomeado pela Presidente Dilma para um cargo importante no seu governo, numa jogada que teria por objetivo afastá-lo da disputa local para prefeito, com propósito de pavimentar a reeleição do Amazonino.

Depois que escrevi a matéria, que ontem foi publicada neste blog, fui dormir e, às 4:30h da manhã acordei e fiquei me revirando na cama procurando entender os fatos. Ao contrário de alguns animais que ruminam alimentos ingeridos, a exemplo de camelos e ovelhas, eu rumino idéias. E ruminando as minhas idéias foi que, de repente, comecei a entender muitas coisas que não estavam se encaixando bem na minha cabeça. Não demorou muito, logo passei a ver como se estivesse olhando através de um telescópio.

Daí, comecei a entender, por exemplo, a razão que levou o Amazonino e a sua turma, sem nenhum esforço, a desembarcar no PTD. Inicialmente acreditava que o arquiteto do ingresso do Negão no PDT tinha sido o Carlos Lupi. Coisa nenhuma. O Lupi, então Ministro do Trabalho, apenas recebeu ordens. Quem botou o Negão goela abaixo do partido foi a Presidenta Dilma. Disso não tenho dúvidas. A ala majoritária do PT daqui, que é ligada diretamente à cúpula do partido em Brasília, no dia da reunião, ocorrida no hotel da Da Vinci, montada para receber a filiação do Amazonino, estava lá em peso para recepcioná-lo e aplaudi-lo. Até a Kombi do Praciano foi flagrada na festa. Engraçado, poucos filiados do PDT se fizeram presente; alguns gatos pingados. O grosso da escória, que naquele dia estava no oba, oba, para receber o Amazonino, era do partido da Dilma. Parafraseando uma certa figura, pronunciada quando espinafrava um pobre mulher paraense: “entendi, tá explicado!

A Dilma trocou o Praciano pelo Amazonino. O velho Praci já era. A direção do PT nacional não gosta do Praciano por considerá-lo um indisciplinado, já que vez ou outra o ‘ceariba’ vota no plenário contra a orientação dos cardeais do seu partido. Dia desses, um dos vereadores mais ligados ao Amazonino me confidenciou que o seu líder (chefe como ele o chama) lhe afirmou que o seu vice tem que sair do PT. O problema, argumentou-lhe o Negão, “está difícil porque o PT não tem quadros, ou seja, é pobre de nomes com expressão política”. Por que o vice do Amazonino tem que sair do PT? Para o bom entendedor, meia palavra basta. Te cuida, Eduardo! A fogueira das vaidades tem queimado muita gente. E as luzes cintilantes de Brasília, também.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

quarta-feira, 14 de março de 2012

AMAZONINO FAZ DRAMA E CONVENCE DILMA TIRAR EDUARDO DO SEU CAMINHO



Astucioso, o “garoto bobo” passou a agir, no sentido de convencer a Presidente a nomear o Eduardo para um cargo importante e, com isso, deixá-lo de fora da disputa para prefeito nas eleições que se aproximam.

Para várias pessoas cantei a bola que a Presidente Dilma iria nomear o Eduardo Braga para um cargo importante, com propósito de abrir o caminho do Amazonino rumo à reeleição. A pessoa que me relatou o fato tem trânsito em Brasília e, há pouco mais de um mês, colocou-me a par de tudo, com os mínimos detalhes.

Posso contar o milagre, mas não posso dizer o nome do santo. O que me foi dito é que a história que culminou com a nomeação do Eduardo Braga, para a função de líder da bancada da Presidente Dilma no Senado, começou a ser arquitetada a partir de uma visita, no fim do ano passado, do Amazonino Mendes à presidente da República.

Amazonino, um velho feiticeiro, sedutor irresistível, tocou no coração da Presidente, quando lhe disse que padeceu nos cárceres da ditadura militar, onde permaneceu preso por seis meses, sofreu horrores e, inclusive, foi torturado. A Presidente Dilma, que foi presa e torturada pelos militares, e que viveu momentos de terror nos porões da ditadura, encheu-se de simpatia pelo Negão e, a partir daí, passou a tratá-lo com deferência e admiração. Em outras palavras, a história dramatizada pelo Amazonino deixou-a encantada.

Astucioso, o garoto bobo passou a agir, no sentido de convencer a Presidente a nomear o Eduardo para um cargo importante, com o propósito de prendê-lo a Brasília e, com isso, deixá-lo de fora da disputa para prefeito nas eleições que se aproximam. A tacada foi de mestre. O Dudu está eufórico pois, como não desconfia de nada, está deslumbrado com os acontecimentos, acreditando que tudo o que aconteceu tem a ver com o seu talento e preparo político, que o qualifica para a função que vai exercer.

Quando ele acordar, o Amazonino, agora sem um concorrente forte, em condições de ganhar a eleição que se aproxima, pode estar eleito prefeito de Manaus e, num segundo momento, caminhando com passos seguros para assumir o governo do Estado em 2.014. A fogueira das vaidades já destruiu muita gente. As luzes de Brasília também. Vai com cuidado Eduardo. O Amazonino não é de brincadeira. Conviveste com ele e sabes perfeitamente de quem se trata.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM