sexta-feira, 28 de outubro de 2011

BADERNEIROS DO GRUPO DE AMAZONINO SE INFILTRAM NO MOVIMENTO DOS ESTUDANTES PARA PROMOVER TERRORISMO

Como nos tempos da ditadura militar, baderneiros orientados pelo grupo do prefeito se infiltraram na manifestação pacífica dos estudantes para criar terrorismo e chamar a atenção da polícia para prender e desmoralizar os líderes do movimento. Portão da Câmara Municipal de Manaus foi derrubado e a Guarda Municipal chamada para conter os ânimos.

Não é justo jogar nas costas dos estudantes e dos proprietários dos ônibus executivos a confusão que terminou em baderna, ocorrida ontem por ocasião de uma manifestação com propósitos pacíficos e reivindicatórios, com a participação de estudantes e motoristas dos ônibus executivos, que protestavam contra o aumento abusivo, mais do que isso, criminoso, das passagens de ônibus.

Estive presente a manifestação e, ao lado de vereadores da oposição subi no caminhão de som e fiz um discurso duro, denunciando o prefeito de estar associado aos donos de ônibus nesse aumento absurdo, que elevou a tarifa de ônibus, ao ponto de Manaus ter hoje a tarifa mais cara da região Norte e Nordeste e, proporcionalmente, a mais elevada do País.

O ato transcorreu de forma pacífica e ordeira enquanto os vereadores da oposição faziam os seus discursos em cima do caminhão. Já me encontrava no plenário da Casa quando soube que pessoas estranhas ao movimento estavam bagunçando e promovendo terrorismo entre as pessoas presentes ao ato público. Foi quando pedi, por meio de uma questão de ordem que o Presidente da Casa adotasse providências no sentido de que fosse colocado um basta aos baderneiros que tentavam acabar, na porrada, o ato até em então ordeiro e pacífico como garante à Constituição pátria.

Em reunião na sala da Presidência, na presença de donos dos ônibus executivos e das lideranças estudantis, afirmei que esse tipo de filme vi muitas vezes na época da ditadura militar. A tática, expliquei, não era diferente da que todos presenciaram naquele momento, ou seja, agentes infiltrados se aproveitavam dos movimentos populares e promoviam a baderna, criando situação que justificava a polícia chegar baixando o pau e prendendo as lideranças.

Em minha opinião – afirmei – esses agentes que agora se infiltraram no movimento de vocês para promover a baderna é gente orientada e paga pelos donos de ônibus e pelo pessoal do Prefeito. A quem interessava que esse movimento ordeiro e pacífico terminasse em pancadaria, senão a esse pessoal que, por décadas, espolia e explora o nosso povo há tanto tempo? Alguém é ingênuo – disse – para acreditar que por trás dessa baderna está o Papa ou a Rainha da Inglaterra? – ironizei.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PSDB na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

(Foto: Heveny Bandeira)

g1.globo.com

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PREFEITURA FAZ MANOBRA PARA DESPEJAR MORADORES DA COMUNIDADE RIO PIORINI

Mário Frota: “Comemorando vitória, Amazonino - o carrasco dos pobres - rejeita, por meio de manobra da sua bancada, um projeto de minha autoria que tinha por objetivo impedir que a Semmas cumpra a ameaça de tirar, na marra, pessoas que moram na Comunidade Rio Piorini”.

“Quem mente uma vez, mente mil vezes”, diz um velho adágio popular. Amazonino mentiu para os permissionários de feiras e mercados, prometendo deixá-los de fora da lei que privatiza espaços públicos de Manaus, a exemplo do Adolfo Lisboa, de todas as feiras e mercados, parques, a exemplo da Ponta Negra, cemitérios etc. Apesar das promessas feitas pela imprensa, no dia da votação eis que o seu líder na CMM, Leonel Feitosa, com a maior desfaçatez, fez os seus companheiros de bancada aprovar uma emenda que, só depois, eles descobriram que se tratava de uma grande trapalhada em favor do prefeito e da futura empresa que vai ganhar e privatizar o setor.

Iludidos pela mentira, os pobres feirantes vibravam nas galerias aplaudindo os seus carrascos. Até mesmo colegas da oposição, a exemplo do vereador Ademar Bandeira, do PT, que não havia atentado para a casca de banana colocada na emenda, elogiou a bancada do prefeito e ao próprio Amazonino, por ter “cumprido” a sua palavra de deixar os feirantes fora da privatização.

Agora, repete-se a mesma coisa quando a bancada do Prefeito, liderado pelo mesmo Leonel Feitoza, rejeita um projeto de minha autoria que tinha por objetivo impedir que a Semmas cumpra a ameaça de tirar, na marra, pessoas que moram numa alegada área verde da Comunidade Rio Piorini, hoje ocupada por uma igreja católica, que mantém uma creche e uma escola, sem falar em duas feiras comunitárias, a caixa d’água e várias famílias. Depois de rejeitar o meu projeto, em tom formal, ele, o Leonel, falando em nome do Prefeito, prometeu às pessoas da Comunidade Rio Piorini, que em 15 dias resolveria os problemas de todos que vivem na área. Bem, será que é para valer, ou vamos ter uma reedição da malandragem feita com os feirantes?

O pensamento geral no plenário era pela aprovação do projeto, anteriormente aprovado à unanimidade em duas votações. Por que ele, como líder do Prefeito, não questionou antes, quando ainda era possível emendar ou simplesmente rejeitar o projeto? O problema nunca foi o projeto. O plenário todo sabe disso. Fosse de outro vereador, estaria automaticamente aprovado. O problema dele comigo é de natureza pessoal, pois está cheio de ódio porque afirmei publicamente que só entraria no PSDB se ele de lá fosse afastado, como o foi. Todo mundo sabe que saí PDT porque o Amazonino nele estava entrando. Tudo bem. Como eu poderia ingressar no PDSB se o Leonel continuava nos seus quadros como líder do Amazonino? Há coisas eticamente impensáveis, e essa é uma delas.

Por: Vereador Mário Frota (PSDB)

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM


Veto de Amazonino à liberação da área do Rio Piorini é aprovado na Câmara

Surpreso com a decisão dos colegas, Mário Frota lembrou que “o Rio Piorini foi invadida por três vezes. Entre as invasões uma ocorreu próximo a APP, porém essas pessoas que hoje estão lá pagaram por aquelas terras e é justo que estejam no local.”

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou na manhã desta terça-feira (25) o veto total ao projeto de autoria do vereador Mario Frota (PSDB) que determina a desafetação da área verde da Comunidade Rio Piorini. A matéria gerou debate entre os vereadores, que aprovaram o veto após o líder do prefeito Leonel Feitoza (PDS) anunciar que Amazonino Mendes (PDT) determinou a regularização da permanência dos moradores na área já habitada há mais de dez anos.

Leonel explicou que o Executivo Municipal vai entrar com uma ação na justiça para responsabilizar quem vendeu aquela área considerada de preservação ambiental. O líder do prefeito na Casa destacou que foi designado um procurador do Município para resolver a questão, uma vez que o direito dos moradores deve ser resguardado segundo o parlamentar. “Aquela área foi comprada, não foi dada de presente, e eles nunca invadiram aquelas terras, os moradores tem inclusive como comprovar a compra”, salientou.

O vereador explicou ainda que o objetivo do tramite processual é permitir que os moradores do Rio Piorini continuem no local de maneira legalizada. “O processo formalizado pela prefeitura é para evitar que os moradores que foram lesados, enganados e roubados por pessoas inescrupulosas possam ter o seu direito garantido e não sejam mais enganados por pessoas que aparecem em suas portas alegando que também são donos das terras”, enfatizou o líder.

Mário Frota (PSDB) criticou o veto total ao projeto de sua autoria, enfatizando que teme que os moradores sejam mais uma vez enganado. “O Rio Piorini foi invadida por três vezes. Entre as invasões uma ocorreu próximo a APP, porém essas pessoas que hoje estão lá pagaram por aquelas terras e é justo que estejam no local” falou Frota completando ainda que o prefeito tem que ser responsabilizado pela questão já que o projeto foi vetado.

Leonel finalizou garantindo que o procurador que acompanhará o caso determinou que até a próxima segunda-feira (31) deverá entrar com um novo projeto para a regularização. Ele destacou ainda que a Prefeitura punirá criminalmente quem vendeu área considerada de Preservação permanente (APP). Leonel afirmou ainda que no máximo em quinze dias o problema será resolvido definitivamente.

Fonte: Vanessa Maia

Fotografia: Sérgio Oliveira