quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PROJETO DE PRIVATIZAÇÃO DE FEIRAS E MERCADOS RECEBE EMENDA


A não aceitação desse projeto por parte da maioria do Prefeito na Casa vai deixar claro que foi proposital a intenção do prefeito Amazonino de privatizar tudo.

Ontem apresentei projeto de lei que tem por objetivo reparar a injustiça cometida pelo prefeito Amazonino Mendes contra os permissionários de feiras e mercados de Manaus, prejudicados pela lei recém aprovada, de nº 1.580/2011, que privatiza todos os serviços relativos a equipamentos urbanos de atendimento à coletividade e de interesse histórico.

De forma solene o prefeito prometeu que deixaria de fora da lei das privatizações os permissionários de feiras e mercados. Antes da votação em plenário ocorreu uma reunião com todas as comissões envolvidas na aprovação do projeto. Logo no início, o líder do governo na Câmara de Vereadores, Leonel Feitosa, tirou do bolso e leu a emenda enviada pela prefeitura à Casa que, segundo ele, resguardava os direitos dos feirantes, conforme acordo firmado entre eles e o prefeito Amazonino Mendes.

Desconfiado, perguntei: por que não aparece nessa emenda a expressão “com exceção de feiras e mercados”? Respondeu-me Leonel que não era preciso porque o art. 3º deixava explícito que os permissionários de feiras e mercados ficavam de fora dos efeitos da lei a ser aprovada. Tentei levar à frente a discussão, mas a maioria governista disse que eu estava tentando encontrar chifres em cabeça de cavalo, e que o negócio era votar logo o projeto em plenário. O que foi feito.

As galerias da Câmara estavam lotadas. Antes de começar a votação, as lideranças do Prefeito anunciaram, pelo microfone, que o acordo de deixar os permissionários de feiras e mercados fora dos efeitos da lei havia sido respeitado e que todos já poderiam comemorar a vitória. Fiquei em estado de perplexidade. O orador que me antecedeu, um companheiro da oposição, na maior ingenuidade, parabenizou a bancada do prefeito e agradeceu e elogiou o prefeito por ter cumprido o trato.

Desesperado, porque havia percebido a covarde manobra, e que estavam mentindo na maior cara de pau aos pobres coitados, assumi o microfone e bati forte dizendo que era tudo pura enganação. Ninguém ouvia o que eu falava. As pessoas nas galerias estavam anestesiadas, acreditavam piamente que estavam sendo beneficiadas. Era como estivesse pregando no deserto.

Até colegas da oposição acreditavam que os feirantes não tinham sido prejudicados. Acredito – e aqui quero fazer justiça - que alguns vereadores da base governista também foram iludidos e acreditavam que os feirantes estavam sendo beneficiados. O certo é que muita gente foi enganada na sua boa-fé pelo Amazonino.

O meu projeto de lei tem por objetivo consertar o erro. A não aceitação desse projeto por parte da maioria do Prefeito na Casa vai deixar claro que foi proposital a intenção do prefeito Amazonino de privatizar tudo, não deixar nada de fora. A máscara de muita gente vai cair. Chegou a hora de a onça beber água.

Por: Vereador Mário Frota

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

terça-feira, 20 de setembro de 2011

MÁRIO FROTA QUER FEIRAS E MERCADOS FORA DA PRIVATIZAÇÃO

“O Amazonino usou de má-fé e mentiu de forma descarada, com o infame propósito de ludibriar e engodar a brava categoria dos trabalhadores das feiras e mercados de Manaus”.

O vereador Mário Frota (sem partido), apresentou projeto de lei junto à Mesa Diretora do Poder Legislativo para modificar o artigo 1º da Lei Municipal nº 1580, de 31 de agosto de 2011, que autoriza a concessão de direito real de uso de imóveis do patrimônio municipal, situados em qualquer parte do território urbano de Manaus, para intervenções específicas. A lei foi contestada pelo vereador porque autoriza, também, a privatização de feiras e mercados que foi motivo de negociações entre os feirantes e as bancadas da oposição e governista.

A lei estabelece ainda que a concessão seja outorgada ao licitante que apresente a melhor proposta técnica. Como contrapartida o Poder Executivo deverá conceder os imóveis livres e desimpedidos, liberando os locais para construção ou reforma, nos moldes da proposta vencedora da licitação.

Para o vereador Mário Frota, a prefeitura prometeu e não cumpriu quando afirmou que iria retirar os permissionários das feiras e mercados da Lei aprovada pela base aliada na Câmara Municipal, que estabelece a privatização de “equipamentos urbanos de atendimento à coletividade e de unidades de interesse histórico”. Na emenda apresentada pelo parlamentar, ele acrescenta a expressão: “com exceção de feiras e mercados”.

Mário entende que o seu projeto tem por objetivo corrigir um erro, porque o prefeito Amazonino Mendes, frente à onda de protestos dos permissionários de feiras e mercados, prometeu, por meio de seus líderes - fato anunciado pelo vereador Leonel Feitoza - que os feirantes dessas duas áreas ficavam de fora dos efeitos da Lei aprovada.

De acordo com Mário Frota, o prefeito, ou o próximo que for eleito, poderá interpretar a Lei como quiser e privatizar todo o patrimônio público municipal. “O Amazonino usou de má-fé e mentiu de forma descarada, com o infame propósito de ludibriar e engodar a brava categoria dos trabalhadores das feiras e mercados de Manaus”, justifica Frota.

Gabinete do vereador Mário Frota

Assessoria de Comunicação

Por: Roberto Pacheco (MTb 426)