quarta-feira, 29 de junho de 2011

SENADORES DO AMAZONAS NÃO VALEM UM TIRIRICA

Mário Frota: “Na Câmara dos Deputados, hoje o seu lugar de trabalho, a coisa é séria”.

Parabéns para a empresa de propaganda que trabalhou o programa do Tiririca, ora veiculado em todo o País. Tiririca não renuncia a profissão de palhaço, o seu ganha pão por muitos anos e, ao fim de cada inserção, lembra que na Câmara dos Deputados, hoje o seu lugar de trabalho, a coisa é séria.

A garotada vibra e os adultos riem. Na brincadeira condena o nepotismo, incentiva a meninada a estudar, e vai por aí. Alguma coisa de positivo pode sair desse mandato que o povo de São Paulo lhe deu. Não acredito que pronuncie qualquer discurso importante, como, também, não vai apresentar projeto significativo. Mas o seu partido, o PR, pode muito bem aproveitar esse programa chato, que todo político esquenta o ouvido do povo com mentiras demagógicas, falando do que fez, do que vai fazer, de que, com os seus projetos aprovados, conseguiu centenas e milhares de empregos, e outras potocas do gênero.

Pelo menos o Tiririca não aparece na televisão como os senadores pávulos daqui, que se gabam de muito já ter feito pelo Amazonas, mas se acovardaram e traíram a Zona Franca correndo do plenário na hora da votação da Emenda Provisória 517, que dá início ao desmonte da Zona Franca de Manaus. Prefiro o Tiririca, um palhacinho assumido, a esses “heróis”que, na hora de enfrentar um projeto que tem poder para destruir o nosso futuro, desapareceram do plenário no rumo do banheiro e, intocados, permanecem até o fim da votação.

Repito: essa turma não vale o palhacinho Tiririca.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

segunda-feira, 27 de junho de 2011

VANESSA GRAZIOTTIN SERÁ RESPONSABILIZADA PELA FALÊNCIA DA ZFM


Que vexame. Como se não bastasse ter fugido do plenário, e se escondido no banheiro para não votar contra a Medida Provisória 517, que dá início ao desmonte da Zona Franca, Vanessa Graziottin foi a única da bancada amazonense a se posicionar a favor do sigilo eterno para os chamados documentos ultra secretos, acompanhando, assim, a posição já firmada pelos senadores José Sarney e Fernando Collor. É de dar asco.

É estranho que a Vanessa, que militou nas esquerdas, com o rótulo de comunista, esteja agora em companhia de Sarney e Collor. O partido dela, o PC do B, em plena ditadura, organizou a guerrilha do Araguaia e, lá, teve muitos dos seus integrantes assassinados pela ditadura militar.

Até em respeito aos seus colegas de partidos que, no passado, foram chacinados nas selvas do Araguaia, e tiveram seus corpos enterrados em lugares até hoje não divulgados, deveria a hoje senadora Vanessa demonstrar um mínimo de solidariedade àquelas pessoas que perderam a vida em nome de um ideal que, à época, ela e o seu marido, o Eron Bezerra, acreditavam estar defendendo o Brasil contra a opressão do poder tirânico dominante.

Nada mais patético, posso até dizer ridículo, do que ver pessoas que, até bem pouco tempo se diziam comunistas assumidas, envolvidos com políticos da laia de Sarney, hoje capa de um famoso livro intitulado, “Honoráveis Bandidos”, que conta, com pormenores, a sua trajetória de político marcado pela traição e pela corrupção.

Ao longo da minha vida política conheci comunistas que morreram sem recuar um centímetro da sua ideologia, a exemplo do Luis Carlos Prestes. No entanto, também conheço outros que, no poder, perderam-se completamente e mandaram Marx e sua ideologia às favas. Entre esses últimos posso colocar no mesmo balaio o Amazonino Mendes, a Vanessa e o Eron. Esses três, no passado, comunistas de carteirinha, combatiam a ferro e fogo o capitalismo até, naturalmente, o dia em que conheceram o gosto do poder e de tudo o que ele pode comprar.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

terça-feira, 21 de junho de 2011

Frota reclama de truculência policial na retirada dos ocupantes da APA do Tarumã


A ocupação popular da APA (Área de Proteção Ambiental) do Tarumã voltou a ser tema de pronunciamento na Câmara Municipal de Manaus (CMM), durante a reunião desta segunda-feira (20). O vereador Mário Frota (PDT) criticou a forma como os ocupantes foram retirados da área. “A polícia agiu com truculência sem necessidade. Os policiais devem distinguir os picaretas infiltrados no meio das famílias realmente necessitadas de moradias”. Frota disse que a Prefeitura Municipal de Manaus deveria ter feito uma triagem de todos que ali estavam e, assim constatar quem é quem entre todos que lá estavam para encaminhá-los ao programa de moradia popular do governo federal denominado “Minha Casa Minha Vida”.

O pedetista defendeu os líderes da invasão com prisões decretadas, argumentando que são pessoas idealistas que não possuem sequer casa própria para morar e que não são aproveitadores. Para Frota, retiraram os pobres do Tarumã para deixar os ricos com suas mansões, marinas, estaleiros e restaurantes à vontade seria uma espécie de injustiça social.

Wilton Lira (PTB) apontou os danos ambientais causados pelos ocupantes do local como uma ameaça à APA, para ele um dos poucos mananciais de água potável na área urbana da cidade. “Há danos de toda ordem causado pelos moradores. Não há a mínima consciência ambiental. Isso é grave em se tratando de uma área de manancial de água potável”.

Fonte: Antônio Rodrigues
Fotografia: Plutarco Botelho

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CASO FERRUGEM: RAMIREZ AFIRMA QUE É IMPOSSÍVEL FAZER A RECONSTITUIÇÃO

Alberto Ramirez: “Os policiais não podem ser obrigados a participar

porque ninguém é obrigado a produzir provas contra si próprio”.


A recusa de policiais do grupo Fera, da Polícia Civil, de não participar da reconstituição do crime do empresário Fernando de Araújo Pontes, o “Ferrugem”, vem aumentar ainda mais as suspeitas de que o jovem empresário foi alvejado de propósito, ou seja, os policiais não entraram na sua casa para fazer a busca e apreensão de objetos que pudessem provar seu envolvimento em crime de pedofilia, mas para matá-lo mesmo, executá-lo à sangue frio, conforme testemunho da sua esposa a que tudo assistiu, sem nada poder fazer.

Por que o medo dos policiais em participar da reconstituição? Há um velho adágio popular que diz que “quem não deve não teme”. No jornal A Crítica, do fim da semana passada, o delegado da Polícia Civil, Alberto Ramirez, afirma que é impossível fazer a reconstituição sem a presença dos policiais. Mais adiante, na mesma reportagem, diz que os policiais foram aconselhados pelos seus advogados a não participar da reconstituição. Ainda, no mesmo texto, o delegado Ramirez afirma que “os policiais não podem ser obrigados a participar porque ninguém é obrigado a produzir provas contra si próprio”.

As palavras do delegado terminam por jogar mais dúvidas sobre um crime que abalou o município de Presidente Figueiredo. Por que essa história de que os policiais não devem participar da reconstituição do crime contra o jovem empresário porque, o fazendo, poderiam se complicar mais, já que estão sendo alvo de pesadas denúncias de que a missão policial tinha por meta matar Fernando Pontes? Ora, se são mesmo inocentes, então porque o medo? As palavras do delegado terminaram por turvar ainda mais as águas.

O que se sabe é que as gravações feitas pelo Ministério Público, presente à desastrada operação, tem como revelar a verdade dos fatos. E aqui vai uma pergunta indiscreta: por que o Ministério Público até a presente data ainda não divulgou o conteúdo dessas gravações? O que se sabe é que a divulgação dessas gravações pode explodir como uma bomba. O povo deseja conhecer a verdade que não quer calar, quer conhecer as gravações. Por sua vez, o Ministério Público, na condição de fiscal da lei, está na obrigação legal e moral de divulgá-las.

Por: Vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM