domingo, 17 de abril de 2011

TRNSPORTE COLETIVO: MALA PRETA TRANSBORDA DE GRANA DURANTE AS ELEIÇÕES


Qual o motivo que levaram os últimos prefeitos de Manaus

a curvarem-se, de forma tão servil, aos donos dos ônibus?

Ontem fui acordado pelo Ilton e pela Adriane, da rádio A Crítica, para comentar o resultado da blitz feita pelo DETRAN, na Zona Leste, que teve início às 5:00 da manhã. Ainda meio sonolento mandei brasa, aplaudi a atitude do órgão fiscalizador do trânsito e, em seguida, em tom de ironia, fiz um apelo às autoridades do DETRAN no sentido de que deveriam parar com essas Blitzs, sob pena do povo de Manaus ficar sem ônibus para transportá-lo. Ora, levando-se em conta que a grande maioria desses ônibus são cacarecos, que estão caindo aos pedaços e na marcha que vai o DETRAN pode terminar a apreensão de todos, não deixando um único nas ruas de Manaus para transportar o povo. É duro dizer isso, mas é a verdade.

A indignação chegou ao ponto de levar o nosso pacífico povo a depredar alguns desses ferros velhos que infestam as ruas de Manaus, provocando desespero e ódio nos passageiros que, não suportando mais tanto sofrimento, depredam e, às vezes, até tocam fogo nessas carroças velhas, que os seus “bons e honestos” proprietários teimam em chamar de ônibus. Certa vez, da tribuna da Câmara, em tom irritado, cheguei a afirmar que, caso encontrasse nas ruas pessoas quebrando e tocando fogo nessas coisas, eu também iria, com imenso prazer, ajudá-las.

A revolta maior é porque, apesar da frota de ônibus que serve Manaus ser a mais velha e carcomida do País, os donos dos tais cacarecos, na maior cara de pau, ainda exigem que o preço da tarifa de ônibus seja aumentada para R$ 2,80. Agora, pior do que eles é o prefeito Amazonino Mendes ceder a tais exigências. Primeiro, aumentou a tarifa da passagem de R$ 2,00 para R$ 2,25, reduziu drasticamente a meia passagem para estudante, pretende acabar com a domingueira e, agora, quer acabar de esfolar o nosso povo pobre autorizando a elevação da passagem para absurdos R$ 2,80.

O que há por trás de tanto abuso perpetrado contra os usuários desse serviço público? Qual o motivo que levaram os últimos prefeitos de Manaus a curvarem-se, de forma tão servil, aos donos dos ônibus? No fundo sabemos todos a razão, principalmente em época de campanhas eleitorais , quando a mala preta fica cheia e transborda de grana para alavancar a eleição de políticos ligados ao poder municipal. Quem não sabe disso, ou é um neguinho acometido por uma estranha doença, a leseira baré, ou é visitante com origem no Nepal ou de outra região remota do Planeta.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

sábado, 16 de abril de 2011

CCJR analisa e dá seguimento a 15 projetos de lei

O presidente da comissão, vereador Mário Frota (PDT), explicou
que é dever da CCJR zelar pela constitucionalidade dos projetos.

Da pauta de 15 Projetos de Lei analisados na reunião desta quarta-feira (14) da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Manaus (CMM), apenas três receberam parecer favorável, três foram retirados de pauta, um teve pedido de vista e oito rejeitados com parecer contrário. O presidente da comissão, vereador Mário Frota (PDT), explicou que é dever da CCJR zelar pela constitucionalidade dos projetos. Os três projetos que receberam parecer favorável são: o de emenda a Lomam, de autoria do vereador Luis Mitoso (PV), que transforma o parágrafo único em 1º e cria o parágrafo 2º do artigo 283, relacionado ao meio ambiente; o de autoria do vereador Roberto Sabino (PRTB), que obriga as escolas da rede pública e privada, no âmbito do município de Manaus, a instalarem tecnologia de filtragem de conteúdo em seus equipamentos de informática; e o de autoria do vereador Amauri Colares (PSC), que determina a inclusão na merenda escolar de produtos regionais.

Os projetos retirados de pauta foram: o de autoria do vereador Jaildo dos Rodoviários (PRP), que institui medidas de prevenção e repressão ao trote telefônico nos serviços de emergência; o de autoria do vereador Mário Frota, que dispõe sobre a retirada de quebra-molas que estejam fora das especificações do Código Brasileiro de Trânsito; e o de autoria do vereador Luis Mitoso, que dispõe sobre a concessão de bolsa de estudo universitária a alunos do ensino médio que participem de programas ambientais implementados pelo município de Manaus. Frota decidiu retirar o projeto de pauta para transformá-lo em indicação à prefeitura de Manaus, já que sua proposta está contemplada em Lei Federal, enquanto Mitoso retirou o projeto para inserir emenda definindo que só os carentes podem ser beneficiados. Dos oito projetos rejeitados, cinco foram prejudicados porque já existem leis. Dos três restantes, um foi barrado porque interfere na economia privada, outro porque precisa ter previsão orçamentária e o terceiro que propõe identificar o nome das vias públicas em três idiomas, porque nome próprio não tem tradução.

Participaram da reunião da CCJR os vereadores Mário Frota (presidente), Leonel Feitoza (PSDB), Socorro Sampaio (PP) e Luis Mitoso (PV).

Fonte: Manoel Marques

Foto: www.acritica.uol.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ZÉ SARNEY: OPORTUNISTA HISTÓRICO QUER O REFERENDO SOBRE O USO DE ARMAS



Para Sarney, personagem do livro Honoráveis Bandidos, é mais fácil
desarmar o cidadão de bem do que o banditismo que tomou conta do País.

A moda agora é político, no maior lance demagógico surfar na onda do crime cometido em Realengo (RJ), onde um psicopata, armado de duas armas de fogo, invadiu as dependências de um colégio e matou vários adolescentes. O mais eminente desses políticos, não é outro senão o oportunista histórico José Sarney, o atual presidente do Senado que, com um discurso de salvador da pátria, aparece agora falando em plebiscito, através do qual o povo vai dizer se quer ou não o país desarmado.

Ora, “seu” Zé Sarney, há muito tempo existe lei que dá poderes ao Estado brasileiro para desarmar os bandidos que infestam as grandes e médias metrópoles do País. E por que não o faz? Não o faz, respondo, porque falta vontade política. E aqui vai uma pergunta: Por que o governo não age com mão de ferro contra o bandidismo que infesta os médios e grandes centros urbanos do País, a exemplo do que foi feito, recentemente, no Rio de Janeiro?

Em verdade, não são armas que os cidadãos de bem compram nas lojas, com propósito de ter em casa para proteção da família, que estão matando neste País. Comprar uma arma numa loja envolve uma grande burocracia. O cidadão paga antecipadamente pela arma e só a recebe seis meses depois. Nesse meio tempo a vida do comprador é investigada pelas polícias civil e federal de A a Z. Qualquer deslize, a exemplo de um simples processo na justiça, é razão para a negativa da entrega da arma. Bandido não compra arma em loja, compra de policiais corruptos ou chega as suas mãos através das fronteiras pelas máfias das drogas.

Para o senador José Sarney, personagem da capa do livro do jornalista de Palmério Dória, sobre a sua trajetória na política do Maranhão, intitulado Honoráveis Bandidos, é mais fácil desarmar o cidadão de bem do que o banditismo que tomou conta do País. Ontem mesmo, no conjunto Eldorado, um acerto de contas entre quadrilhas ligadas a drogas (disputa por ponto de vendas) resultou na execução de um homem com mais de 20 balas no corpo.

Em minha opinião, primeiro deve o governo combater a ferro e fogo o banditismo, limpando totalmente o país desse cancro moral que destrói, pelo uso das drogas, principalmente os nossos jovens para, num segundo momento, pensar em proibir o uso de arma de fogo no Brasil pelos homens de bens que só usam armas em casa porque o Estado brasileiro está falido na sua obrigação legal de proteger a sociedade dos bandidos.

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM