quarta-feira, 6 de abril de 2011

ÔNIBUS SUCATEADO COM BARRA DE DIREÇÃO QUEBRADA MATA QUATRO PESSOAS

Ônibus articulado, com a barra de direção quebrada, mata 4 e fere 15 pessoas...
...na Zona Leste, fato ocorrido nesta segunda-feira (4), à noite, no bairro Coroado.

AMAZONINO DEVE BAIXAR A BOLA, PASSAR ÓLEO DE PEROBA NA CARA E ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO TRANSPORTE COLETIVO EM MANAUS. Mais uma tragédia envolvendo os ônibus velhos colocados à disposição do nosso povo pelas empresas concessionárias desse serviço público. Quatro pessoas morreram e umas 15 saíram feridas e foram hospitalizadas. Pela televisão, pude ver cenas terríveis. Entre pedaços de concreto oriundos das paredes das casas onde o ônibus bateu, misturado com ferro retorcido, pode-se ver grandes manchas de sangue.

As velhas ‘patas chocas’ (ônibus articulados), uma herança do Sistema Expresso de triste memória, implantado em Manaus pelo ex-prefeito Alfredo Nascimento, agora, velhos e carcomidos pelos tempos, pois que nenhum deles tem menos de 17 anos nas ruas de Manaus, agora começam a matar pessoas inocentes que, tudo o que desejam, quando entraram naquele monte de ferrugem, é chegar em casa, depois de um dia duro no trabalho.

Agora é hora de apurar quem são os culpados pela tragédia. A Transmanaus, a proprietária da sucata? A Prefeitura administrada pelo Amazonino? O motorista que dirigia o veículo? Em minha opinião, esse não tem nenhuma culpa, pois, tudo o que estava fazendo, era dirigir um ônibus velho, caindo aos pedaços, que teve a barra de direção quebrada, fato que provocou o trágico acidente.

Os verdadeiros responsáveis o povo os conhece muito bem. Os responsáveis são alguns ex-prefeitos e o atual, que permitiram que os ônibus que fazem o transporte coletivo de Manaus chegassem ao nível de sucateamento em que se encontram. Só para lembrar: no decorrer do ano passado e nos primeiros deste, entre 10 a 12 ônibus pegaram fogo, sendo que a maioria envolvendo as famigeradas ‘patas chocas’.

Do Alfredo até o Amazonino, todos são responsáveis pelo o que está acontecendo. Fui vice-prefeito do Serafim e, por ocasião da chegada dos 500 ônibus prometidos pela Transmanaus, o alertei que os veículos não eram novos, mas na sua esmagadora maioria encarroçados, ou apenas desamassados e pintados. Não fui ouvido. O tempo provou que estava com a razão. O resultado está aí e fala mais alto.

Quantas pessoas ainda sofrerão ferimentos e muitas vão morrer, até que a Prefeitura impeça que ônibus caindo aos pedaços continuem transportando o povo de Manaus? Para ajudar as empresas concessionárias de Manaus, o Serafim, mediante projeto de lei, aumentou de 8 para 10 anos a vida útil dos ônibus. O que espero agora, é que Amazonino, outro apaixonado pelos donos de ônibus, não amplie de 10 para 12 ou 15 anos o tempo dessas carroças nas ruas da cidade.

Depois de tudo isso, da tragédia que foi esse desastre matando três pessoas inocentes, sugiro que o Amazonino baixe a bola, passe óleo de peroba na cara, e recue dos R$ 2,80 sobre a tarifa da passagem que está impondo ao povo de Manaus. É como já disse da tribuna da Câmara: Isso não é aumento, é assalto. Mãos para o alto, e vá logo passando dinheiro!

Por: vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM

Fotos: http://www.emtempo.com.br

TERMINAL PESQUEIRO

Marise Mendes: "Vamos dar a Cesar o que é de Cesar".

Sobre a matéria “Terminal Pesqueiro naufragou com Serafim e Amazonino”, publicado neste blog, a vereadora Marise Mendes fez o seguinte comentário:


Mário Frota,

Você só não tem razão quando culpa o Amazonino pela inutilidade do “suposto” Terminal Pesqueiro.

Os 5 milhões, nunca foram usados na administração do Amazonino. Vamos dar a Cesar o que é de Cesar.

Marise

CMM debate reajuste da tarifa de água

O requerimento de convocação, aprovado em plenário no dia 28 de fevereiro, é de autoria do vereador Mario Frota (PDT) e foi subscrito pelo presidente da CMM, Isaac Tayah (PTB).

Reajuste de 10, 24% na tarifa de água, falta de abastecimento na zona Leste, cumprimento de metas previstas pela empresa Águas do Amazonas, concessionária do serviço, no plano de repactuação do contrato. Esses são os principais itens de discussão da audiência pública que acontece nesta quarta-feira (06), a partir das 10h, no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O aumento no preço da água está em vigor desde o dia 4 de abril. Para prestar esclarecimentos, a Casa convocou o diretor-geral da Águas do Amazonas, Vicente Ferreira Linhares. O requerimento de convocação, aprovado em plenário no dia 28 de fevereiro, é de autoria do vereador Mario Frota (PDT) e foi subscrito pelo presidente da CMM, Isaac Tayah (PTB). Tayah, aliás, já havia representado contra a Águas do Amazonas sobre o aumento do preço no Ministério Público Estadual (MPE), que acatou a representação e a transformou numa Ação Civil Pública, que tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública.

O petebista contesta legalidade do reajuste e diz que a concessionária do serviço não cumpre o que prometeu na repactuação do contrato. “A empresa não vem cumprindo as metas estabelecidas na repactuação do contrato. A Casa sempre recebe reclamações sobre a má prestação do serviço nas comunidades. Agora, surge este reajuste sem justificativa plausível”, contestou Tayah.

Na Ação Civil Pública, o MPE aponta, inclusive, omissão da prefeitura, poder concedente, em não realizar audiências públicas com participação popular para esclarecer os critérios para o reajuste.

Fonte:DIRCOM
Fotografia: Plutarco Botelho

segunda-feira, 4 de abril de 2011

TERMINAL PESQUEIRO NAUFRAGOU COM SERAFIM E AMAZONINO


TERMINAL PESQUEIRO: UM SONHO DO POVO DESTRUÍDO PELO SERAFIM E PELO AMAZONINO. A ministra da Pesca Ideli Salvatti visita o Terminal Pesqueiro de Manaus e constata que a obra, iniciada por Serafim Correia e depois por Amazonino, que consumiu a bagatela de R$ 20 milhões, não serve para nada, ou seja, é um elefante branco. O absurdo maior é que, depois de dizerem que a obra está concluída, ninguém a quer para administrar. O município não a deseja e o governo da União não vê razão para assumir tal responsabilidade. Quem então vai assumir o pepino?

Quando deputado federal (l974/1986), levantei a bandeira da necessidade da construção desse Terminal. E por que? Primeiro para evitar o desperdício, haja vista que, na época da vazante, em que o peixe está preso nas poucas águas dos lagos e dos rios, muitos barcos de pesca chegam carregados a Manaus e, por falta de comprador, centenas de toneladas de pescado são atiradas de volta ao rio, o que provoca um cheiro insuportável nas águas da orla de Manaus. Segundo porque, existindo o Terminal, o governo pode comprar o excedente pescado e armazená-lo em câmaras frigoríficas para vender ao povo na época da entre safra, quando a sociedade é explorada por atravessadores, e o pescado fica bem mais caro do que a carne.

A primeira tentativa da construção do Terminal Pesqueiro de Manaus ocorreu quando o hoje presidente da AFEAM, Pedro Falabela, dirigia a ex-Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (SUDEP) no Estado. Falabela, um idealista, conseguiu recursos em Brasília para construir o Terminal Pesqueiro de Manaus, que logo sofreu torpedeamento por parte do então governador Gilberto Mestrinho, movido pelo torpe propósito de beneficiar um dos seus protegidos, o ex-secretário de produção agrícola Jaith Chaves, proprietário do frigorífico Surubim. Resultado: o projeto de Pedro Falabela foi para o espaço. Lembro-me de tê-lo procurado na sede do órgão para lhe prestar solidariedade, e o encontrei profundamente magoado, revoltado posso dizer, com o destino que teve um projeto pelo qual tanto havia lutado.

Finalmente, depois de muitos anos, o projeto do Terminal Pesqueiro foi deflagrado, fato que ocorreu na administração Serafim Correia, na qual fui o seu vice. Participei eufórico da festa em que o então Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, anunciou que havia conseguido os recursos para tocar a obra. Entre o discurso do Alfredo Nascimento e do Serafim, agradecia a Deus ter participado daquele momento, que considerava histórico, pois que tornava realidade os sonhos de tantas gerações.

Quatro anos depois estamos à frente de uma amarga decepção. O projeto, mal planejado, consumiu em torno de R$ 20 milhões, e que, segundo os técnicos da área, não serve para os propósitos para o qual foi construído. Até mesmo a propriedade do terreno está sendo questionada por terceiros. Um desastre. Mesmo antes de ser inaugurado já é chamado de elefante branco. Em minha opinião, os culpados pelo fracasso da obra, Serafim e Amazonino, estão na obrigação legal e moral de explicar à sociedade a razão porque o Terminal, apesar de tanto dinheiro gasto, naufragou.

Por vereador Mário Frota

Líder do PDT na CMM

Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da CMM